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Signal Propagation

4. Media Effects on Electromagnetic Waves

4.4. Signal Propagation

O teste sociométrico foi utilizado para pedir a cada uma das crianças presentes no estudo que indicasse os pares com quem gostaria de se associar em diversas situações, fazendo-se depois a análise sociométrica dessas escolhas (Northway & Weld, 1999).

Nos estudos sociométricos, as escolhas de uma criança indicam a preferência dos outros em relação a ela, sendo as escolhas recíprocas indicadoras de amizade (Hall & McGregor, 2000).

Devido aos testes sociométricos serem utilizados como indicadores de relações de amizade, pareceu pertinente começar pela sua aplicação. Com a aplicação deste teste, pode-se facilmente observar se os alunos diferentes em estudo são escolhidos pelos seus pares para alguma das situações que lhes são propostas. Esta escolha indica que a inclusão permite o estabelecimento de relações afetivas entre crianças diferentes e os seus pares. O teste que aplicámos propunha à criança a escolha de três colegas da sua turma com quem gostaria de estar por ordem de preferência e outros três com quem não gostaria de estar em cada uma das situações, nomeadamente em sala de aula e em recreio.

Depois de feita a validação de instrumentos por peritos (anexo 4) foram elaborados os testes sociométricos (anexo 5) foram aplicados em dois momentos: antes e depois das sessões práticas de dança.

29 4.3.3.2. Entrevistas

As entrevistas foram realizadas individualmente por razões de “superfície” dada não só a exiguidade de tempo disponível, mas também por razões de “fundo”. Estas são de natureza informativa – por permitirem um acesso facilitado à complexidade da subjetividade dos atores sociais e mercê do diálogo. As experiências dos entrevistados vão permitir recolher, “ dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, […] uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo” (Bogdan e Biklen, 1994, p. 134). As entrevistas serão gravadas em áudio, com consentimento dos entrevistados, e serão registadas pequenas notas de campo. Porque “o gravador não capta a visão, os cheiros, as impressões e os comentários extra, ditos antes e depois da entrevista” (Bogdan e Biklen, 1994, p. 150), torna-se importante registar factos, impressões, sensações e opiniões que resultam das observações e interações efetuadas. Estes registos são importantes como restituição do contexto e das interações que posteriormente são dadas como conteúdo pela respetiva análise.

A todos os entrevistados foi explicada a finalidade e objetivos desta pesquisa e ressaltou-se o quanto era fundamental a sua colaboração. Foi também garantido o anonimato dos entrevistados, através da utilização de pseudónimos.

Todas as entrevistas foram realizadas individualmente, na escola, em local com adequada privacidade. As entrevistas foram gravadas com autorização dos entrevistados e dos encarregados de educação e, posteriormente, transcritas integralmente2 e sujeitas a uma análise de conteúdo3.

Importa ainda destacar que, apesar dos esforços da investigadora no sentido de proporcionar um ambiente que estimulasse a conversa e colocasse à vontade os entrevistados, por vezes surgiram algumas limitações, provenientes da vergonha e timidez de alguns entrevistados na resposta às perguntas. Uma estratégia adotada para contornar esta limitação foi repetir várias vezes a mesma questão, mas de formas

2Optou-se por transcrever as entrevistas integralmente porque, deste modo, não se corre o risco de dissipar dados importantes.

(Moreira, 1994, p. 142).

3 Devido ao grau de profundidade e complexidade das informações obtidas através das entrevistas, optou-se por utilizar esta técnica

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diferentes. Por vezes, a investigadora teve de reformular certas perguntas e adaptá-las, transmitindo alguma calma, tranquilidade e serenidade.

Com efeito, constatou-se um maior à vontade por parte dos entrevistados aquando da realização das 2ª entrevistas, provavelmente porque os mesmos estavam já familiarizados com a investigadora. Por outro lado, as estratégias de reformulação/ adaptação das questões e de tranquilização das crianças surtiram efeito.

As entrevistas foram aplicadas em dois momentos: antes e depois das sessões práticas de dança.

Foram elaborados os guiões para a primeira entrevista (anexo 6) de cariz semi- estruturado e individual às duas turmas (A e B) tendo como base os objetivos já delineados.

No final das sessões práticas de dança, foram elaborados os guiões para as segundas entrevistas (anexo 7) de cariz semi-estruturado e individual às turmas em questão, tendo como base os objetivos já delineados.

O local utilizado para essa realização foi o gabinete de Educação Especial. Contudo, pelo facto de a Docente Titular de Turma da turma A se encontrar de atestado, também se utilizou a biblioteca para a realização de algumas entrevistas com alguns alunos presentes na escola. As entrevistas decorreram durante o intervalo da manhã, a hora de almoço e as aulas de apoio pedagógico personalizado, ministrado nessas turmas, tendo as docentes titulares de turma facilitado o seu acesso.

Posteriormente, todo o material recolhido através das entrevistas foi transcrito integralmente (anexo 8), elaboraram-se matrizes conceptuais de análise de conteúdo (anexo 9) e, seguidamente, foram sujeitos a uma análise de conteúdo, com o objetivo de interpretar e compreender o sentido de algumas frases proferidas (Vala, 1986, p.107). Desta forma, selecionaram-se segmentos das entrevistas para cada categoria emergente e elaboraram-se tabelas para organizar e simplificar os dados recolhidos.

31 4.3.3.3 Sessões

Utilizaram-se 8 sessões de trabalho com os alunos (cronograma – anexo 10). No conjunto da bibliografia consultada, e entre outras definições, transcreve-se a seguinte abordagem ao conceito de planos de aula:

“Um conjunto de actividades e acções que se devem empreender; que não são actuações espontâneas, mas ordenadas e articuladas; que combinam a utilização de diferentes tipos de recursos; que se orientam para a consecução de um objectivo ou resultado previamente fixado; que se realizam num tempo e num espaço determinado; e que se justificam pela existência de uma situação-problema que se quer modificar” (Ander-Egg, 1997, p. 25).

Na perspetiva do referido anteriormente, elaboraram-se os planos de aula para a consecução da prática pedagógica e sua veracidade. No âmbito das competências gerais do Currículo Nacional do Ensino Básico do 1º ciclo da Educação Artística (2009, p. 150), e atendendo à particularidade das atividades a desenvolver na dança, serão projetadas na aquisição das seguintes competências:

- São [as artes] um território de prazer, um espaço de liberdade, de vivência lúdica, capazes de proporcionar a afirmação do indivíduo reforçando a sua auto-estima e a sua coerência interna, fundamentalmente pela capacidade de realização e consequente reconhecimento pelos seus pares e restante comunidade;

- Desempenham [as artes] um papel facilitador no desenvolvimento/integração de pessoas com NEE.

Assim, foram previamente delineadas as tarefas a executar, de acordo com uma lógica de articulação. Foram, ainda, previstos os recursos necessários para a consecução do projeto, enquadrado no contexto espácio-temporal da escola de lecionação. O objetivo primordial consistirá na minimização de obstáculos sociais, favorecendo a prática efetiva de inclusão através da dança.

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As 8 sessões decorreram na sala de TIC da Escola E.B. 1 Francisca de Aragão, por ser uma sala que na maioria das vezes se encontra livre e cuja organização espacial não pressupôs qualquer alteração, sendo assim mais fácil as práticas.

Algumas sessões dadas à turma B foram realizadas durante as aulas de expressão musical, pelo facto de o tempo ser curto e ter de ser rentabilizado, pois esta turma realizou exames nacionais de 4ºano.

Para a análise do conteúdo das sessões foram encontradas categorias à priori.