B. HARPUT MERKEZDEKİ ZİYARET YERLERİ
5. Seyyid Ahmet Çapakçuri Hazretleri
Com relação aos tipos de carreiras dos planejadores que acessaram os conselhos técnicos no período entre 1934-1945 segue a tabela abaixo.
Tabela 12– Tipos de Carreiras dos Planejadores para o período (1934-1945)172
172 Os tipos de carreiras foram inspirados e adaptados dos estudos de Schneider (1994), Gouveia (1994), e
Perissinotto (2012) para outros períodos históricos e cargos da burocracia pública. Também se levou em consideração os dados disponíveis e os objetivos desta tese. Assim, adotaram-se dois critérios básicos para esta classificação, o critério posicional e o tempo em cada posição. A carreira é considerada militar quando o acesso aos cargos públicos, e especialmente aos conselhos técnicos, se deu através de uma trajetória profissional essencialmente militar e preferem políticas que respondam às suas preocupações com a segurança nacional . A carreira é considerada técnica quando a maior parte do tempo de carreira e dos cargos ocupados pelos agentes estão ligados a posições técnicas. A carreira é considerada técnico-política quando as posições de carreira alternam-se entre cargos técnicos e cargos políticos, com predomínio de tempo em cargos estritamente políticos. A carreira é considerada político-empresarial quando o acesso às posições públicas se dá combinando atividades no meio empresarial e de representação desses interesses de classe com a obtenção de posições públicas e políticas. A carreira é considera diplomática quando a carreira de origem e o maior tempo de carreira se dão na diplomacia.
Fonte: elaborada pelo autor
A tabela anterior tenta captar o tipo de carreira ao longo de todo período em análise nesse capítulo (1934-1945). Para tanto, se levou em consideração todas as posições ocupadas na carreira até então. Como mostram os dados ressaltam-se carreiras de tipo técnica (31.3%), ou seja, aquelas que exigem uma qualificação mais específica, no caso, predominantemente, em engenharia e direito, e que reconverteram a sua formação para assuntos econômicos, e também em estatística, e agronomia. Dentre alguns nomes encontram-se Glycon de Paiva (MiniAgri, DNPM, CFCE, CME, AE, CNMM, BNDE, CVRD, CNE), João de Lourenço (Minifaz, CFCE, TCU), Léo de Affonseca (Minifaz, CFCE), Marcial Dias Pequeno (MTIC, CNT, CFCE, CNE),
Jorge de Melo Flores (MiniAgri, DNPM, DASP, CME, CNAEE), Jesus Soares Pereira
(MiniAgri, DNPM, CFCE, AE, CNP), Ari Torres (CNPIC, CME, Cexim, CSN, COMBEU, BNDE, CDI), dentre outros.
Já os técnicos-políticos (26.3%) são aqueles indivíduos que alternaram posições entre cargos técnicos e políticos (inclusive eletivos) e que se possuíram algum vínculo ao se aproximar politicamente de “caciques políticos” através de cargos de assessoria e de secretariado executando concomitantemente funções técnicas e políticas. Destacaram-se nessa categoria Luiz
Simões Lopes (DASP, CME, FGV), João Carlos Vital (CME, MTIC), Dias Leite (CPE,
CVRD, MME, Consplan), Rômulo Almeida (CNPIC, COMBEU, AE, Chesf, SUMOC), Otávio
Bulhões (Minifaz, CME, COMBEU, CNE, SUMOC, CMN, CDE), Lucas Lopes (CME,
COMBEU, BNDE, CD, Minifaz, MVOP), dentre outros.
Tipos de Carreiras N % Militar 15 15.1 Político-empresarial 17 17.2 Técnico 31 31.3 Técnico-político 26 26.3 Diplomática 10 10.1 Total 99 100.0
Os indivíduos de carreira de tipo político-empresarial (17.2%) destacam-se por carreiras exitosas no meio empresarial que lhes conferem prestígio para transitar para a política, normalmente, como representantes de interesses empresariais junto ao Estado. É o caso de
Roberto Simonsen (CFCE, CNPIC), Euvaldo Lodi (CFCE, CME, CNPIC), Horácio Lafer
(CTEF, Minifaz, CD, CDI), Valentim Bouças (CFCE, CTEF, CME, CPE, CDI), dentre outros. As carreiras de tipo militar (15.2%) são significativas dentro do grupo principalmente pela atuação dentro da CME e nos debates envolvendo a questão do petróleo e da siderurgia. Também tiveram relevância atuando como técnico-políticos voltados para a economia, pois possuíam formação militar em engenharia (11 indivíduos) e grande influência na política federal, sobretudo após o Estado Novo. Destacaram-se Horta Barbosa (CNP, CME, CEDPEN),
Edmundo Macedo Soares (CFCE, CTEF, CME, MVOP, MIC, CDI), Ernani do Amaral Peixoto (CME, CD, TCU, MVOP), Anápio Gomes (CFCE, CPE, COMBEU, Cexim, BB).
O número significativo de diplomatas deve-se a atuação desses indivíduos no CFCE e que também se voltaram para as questões econômicas e de comércio exterior. Como ressalta Loureiro (1997), na formação no Itamaraty contava com cursos voltados para economia e que instrumentalizaram esses agentes para as questões econômicas. Dentre esses agentes, destacaram-se João Carlos Muniz, Raul Fernandes, dentre outros.
No intuito de avançar numa análise mais detalhada acerca da carreira desses agentes, cruzamos os tipos de carreira pelo tempo de carreira pública federal, como mostra a tabela a seguir.
Tabela 13 – Tempo de Carreira Pública Federal por Tipo de Carreira para os agentes do período (1934-1945) (N e%)
Perfil de Carreira dos Planejadores Tempo de
Carreira
Militar Pol. Empr. Técnico Téc. Pol. Diplo. N Total
0-10 0 (0%) 13 (76.5%) 3 (9.7%) 2 (7.7%) 0 (0%) 18
11-20 0 (0%) 2 (11.8%) 5 (16.1%) 6 (23.1%) 0 (0%) 15
31-40 10 (66.6%) 1 (5.6%) 10 (32.2%) 4 (15.4%) 2 (20%) 26
41-50 ou mais
5 ( 33.4%) 0 (0%) 2 (6.5%) 0 (0%) 1 (10%) 8
Total 15 (100%) 17 (100%) 31 (100%) 26 (100%) 10 (100%) 99 (100%) Fonte: elaborada pelo autor
Assim, os dados mostram que os técnicos possuem uma carreira duradoura, pois 74.2% possuem um tempo de carreira pública maior do que 20 anos. Assim, se o tempo de carreira desses agentes é duradouro, e levando em consideração o pressuposto de que são portadores de uma “ideologia desenvolvimentista”, essa estabilidade do grupo na estrutura estatal fortalece a tese da continuidade dessas diretrizes e do viés desenvolvimentista. Os técnico-políticos também apresentam uma longa carreira pública federal sendo que 69.2% possuem carreira maior do que 20 anos, apresentando uma concentração de 53.8% entre 21-30 anos
Os agentes com perfil político-empresarial são os que menos tempo permaneceram em posições públicas federais. Uma explicação para esse fato pode ser que o acesso a posições públicas federais tenha se dado preferencialmente pela representatividade desses agentes nas diferentes organizações de classe (18% dos agentes obtiveram essa condição) – como Fiesp, CIB, CRB, etc. – e que era prevista em alguns conselhos desse período. Portanto, esses agentes obtiveram posições públicas federais, transitaram pelos conselhos, em alguns casos obtiveram cargos eletivos posteriormente (Roberto Simonsen, Euvaldo Lodi), na maioria dos casos retornaram às suas atividades privadas, e poucos seguiram longas carreiras em posições públicas na burocracia estatal (Valentin Bouças, Horário Lafer).
Pelo que mostra os dados, os militares são os que possuem as carreiras mais duradouras, como já era de se esperar frente à natureza desse tipo de carreira.
Schneider (1994), em sua análise, trabalha ainda com o tipo de carreira puramente político que, segundo ele, “aceitam nomeações executivas que podem auxiliá-los eleitoralmente, que sejam úteis para a formação de coalizões e que lhes dêem projeção nacional”173 Como mostram os dados da tabela 15 a seguir, 18.2% obtiveram, imediatamente após passagem pelos
conselhos, cargos eletivos seja em âmbito federal ou regional, 24.2% obtiveram cargo eletivo federal ao longo da carreira posterior aos conselhos.