B. HARPUT MERKEZDEKİ ZİYARET YERLERİ
4. İmam Efendi (Hacı Hafız Osman Bedrüddin-i Erzurûmî)
Considerando-se os dados sobre a trajetória profissional integral dos 99 indivíduos da amostra identificados nos conselhos de planejamento, entre 1934 e 1945, obtiveram-se dados relativamente completos para 89 indivíduos. Assim, incluindo-se suas múltiplas posições profissionais, tem-se em média 9.2 posições na carreira, sendo que a amplitude varia entre indivíduos com o mínimo de 3 posições na carreira até indivíduos com mais de 20 posições ocupadas ao longo da carreira. Além de uma carreira marcada pela alta mobilidade, também é marcada pela longevidade, já que o tempo de carreira integral para 68.7% dos indivíduos se encontra entre 30-50 anos de carreira.
Desagregando esses dados pelo tipo posições obtidas ao longo da carreira, entre posições públicas e privadas, os agentes ocuparam ao longo de toda sua carreira, em média, 6.3 posições consideradas públicas.165Como demonstram os dados, as posições públicas representam a maior parte das posições de carreira do grupo, e o tempo total de carreira pública é maior do que 30 anos para 72.4% desses agentes. Portanto, de acordo com os dados, os agentes apresentavam longa carreira pública e recheada de posições.
Para melhor qualificar essas trajetórias através dos dados, também foi possível estabelecer o predomínio do tipo de carreira anterior à nomeação para um conselho, assim 68.7% dos agentes obtiveram uma carreira predominantemente pública, como mostra a tabela a seguir.
Tabela 09 - Predomínio da Carreira anterior aos Conselhos do período (1934- 1945)166
Carreira anterior aos Conselhos N %
Predominantemente Pública 68 68.7
Predominantemente Privada 24 24.2
Sem Informação 7 7.1
Total 99 100.0
Fonte: elaborada pelo autor
Ao se refinar mais ainda os dados, isolando somente as posições públicas federais e anteriores a entrada dos agentes nos conselhos técnicos, no período entre 1934-1945, a média cai para 1.4 posições. Isso mostra que na longa carreira pública que os agentes constituíram antes do
165 As múltiplas posições de carreira foram contabilizas e assim extraída a sua média simples. Como adverte
Perissinotto (2012), a delimitação do que vem a ser uma posição pública, privada, ou política na carreira é bastante difícil. Diferentemente de Perissinotto (2012), que divide as posições em públicas, privadas e políticas, optou-se por considerar apenas posições públicas e posições privadas. As posições públicas remetem as carreiras típicas da administração do Estado, cujo recrutamento ocorre por concursos públicos, nomeações, e/ou indicações aos órgãos executivos e administrativos da esfera federal, como os Ministérios, os Conselhos Técnicos, as Comissões, os diferentes Departamentos, e Autarquias Federais, e também os cargos políticos eletivos dos executivos e/ou legislativos, tanto federais como regionais, e os cargos de nomeação dos executivos regionais. As posições privadas foram consideradas aquelas que além de não se encaixarem em nenhuma das anteriores, dizem respeito às posições em empresas privadas, os profissionais liberais (médicos, advogados, jornalistas, engenheiros, etc), e posições ligadas às entidades associativas de caráter privado.
166 Para a elaboração do tipo de carreira anterior aos conselhos considerou-se o maior tempo em posições
recrutamento para os conselhos haviam obtido poucas posições públicas federais. Dessa forma, é possível afirmar que os conselhos acabaram servindo como um “trampolim” para posições na esfera federal. Para corroborar essa afirmação, e através dos critérios anteriormente definidos, de acordo com os dados obtidos a média do número de posições públicas federais posteriores a participação em conselhos técnicos, do período entre 1934-1945, é elevada para 3.1 posições.167
Ainda considerando-se somente a carreira pública federal anterior à nomeação para um conselho, 58% dos agentes tinha entre 0-10 anos de carreira pública federal anterior, e 22 % dos agentes entre 11-20 anos.168 Assim, se a experiência prévia era um componente importante para o recrutamento dos conselhos técnicos, essa experiência não se deu, necessariamente, em cargos públicos anteriores de âmbito federal.
Com relação ao ano de ocupação da primeira posição pública federal, 14.6% obtiveram a primeira posição pública federal entre 1911-1920, 32.5% obtiveram entre 1921-1930, e 38.7% obtiveram a primeira posição pública federal entre 1931- 1940. Ou seja, 47.1% obtiveram sua entrada em posições públicas federais anteriores à “Revolução de 1930”.
No que diz respeito à primeira posição pública federal na carreira dos agentes, segue a distribuição na tabela a seguir.
Tabela 10 - Primeira Posição Pública Federal na Carreira para os agentes do período (1934-1945)169
Primeira Posição Pública N %
Funcionários de Carreira 44 44.5
Docência 4 4.0
Outras nomeações/indicações 32 32.3
Cargo Eletivo 19 19.2
Total 99 100.0
Fonte: elaborada pelo autor
167Para a composição dessas medias excluiu-se as posições obtidas nos próprios conselhos técnicos. 168Esses dados levam e com consideração apenas o tempo de carreia pública federal anterior à obtenção da
nomeação para um dos conselhos técnicos.
A maioria dos agentes analisados eram funcionários de carreira (44.5%) e que prestaram algum tipo de progressão, seleção ou concurso público. As patentes militares e cargos do Ministério da Fazenda são os que mais colaboram entre esses agentes, 15.1% e 12.1% respectivamente. Também são significativas as participações de servidores de carreira diplomática (10.1%), do Ministério da Agricultura (4%), do Ministério do Trabalho, Indústria, e Comércio (4%), e do Departamento Nacional de Estatística (4%).
Chamam atenção os percentuais referentes à entrada em posições públicas federais através de nomeações e/ou indicações (como comissões, institutos, conselhos, ministérios) para 32.3% dos indivíduos. Também é significativo o percentual de 19.2% para a primeira entrada em posição pública federal via cargos eletivos (deputados e senadores).
A literatura que se debruçou sobre os conselhos para esse período afirma uma ampla participação da representação patronal, dentro de um modelo corporativista, sobretudo a partir do Estado Novo.170 Entretanto, apenas 15% dos indivíduos tiveram alguma participação anterior em entidades, sindicatos, e associações patronais.
Seguindo as pistas de outros estudos sobre elites políticas, buscou-se identificar alguma identificação partidária anterior dos agentes. De acordo com os dados, 37% tiveram alguma participação partidária anterior. Entretanto, não foi possível identificar algum padrão frente à ampla distribuição desses agentes pelos diferentes partidos.
A partir dos dados foi possível analisar a distribuição dos agentes em posições públicas imediatamente anteriores à nomeação para um conselho técnico, como mostra a tabela a seguir.
Tabela 11 – Posição pública imediatamente anterior à nomeação para um Conselho do período (1934-1945)171
Posição anterior aos Conselhos N %
Setor Governo 38 38.4
Setor Empresa 9 9.1
Comissões/Assessorias 15 15.1
170Diniz (1978); Boschi (1979); Leopoldi (2000).
Político Federal 19 19.2
Político Regional 4 4.0
Outros 8 8.1
Sem Informação 6 6.1
Total 99 100.0
Fonte: elaborada pelo autor
Como mostra a tabela, as principais posições públicas anteriores à nomeação para um conselho provinham do Setor Governo (38.4%), principalmente de cargos ligados ao MiniFaz, ao MTIC, ao MiniAgri, e ao MRE. O segundo maior percentual refere-se a cargos ligados à política federal (deputados e senadores), sendo que 12.1% foram deputados constituintes de 1934.
Também são relevantes as posição anteriores em cargos de comissões e assessorias, com 15.1% dos agentes nessa condição.