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5.2.1...Custo de mensuração: ASYQUA

O custo de mensuração é representado pela dificuldade em mensurar a qualidade ex post, na dimensão conformidade, ASYQUA. A quebra da assimetria de informação, entre fornecedor e contratante, sobre a qualidade com que foi executado o serviço não acontece sem custo. Esse custo tem como proxy o processo no qual é obtida a informação. Nas entrevistas, foram identificadas e comprovadas in loco, as formas como acontece a quebra, ou a tentativa da quebra de assimetria sobre a qualidade do serviço. À variável discreta atribuiu-se, se a observação da qualidade: 1: é visual a baixo custo; 2: necessita de equipamento em campo; 3: necessita de testes específicos; 4: não é possível após montagens ou revestimentos; 5: é mais custosa que fazer o próprio serviço.

5.2.2...Impacto econômico: IE e IED

O impacto econômico – IE – é o potencial de perda econômica decorrente de uma não conformidade não identificada, chegando a disparar uma falha. O grau desse impacto é função do tipo de conseqüências desencadeadas na falha.

A falha é vista na Usina centrada na discussão da continuidade da produção e maximização da produção. A continuidade de produção, medida pela maximização da capacidade produtiva mensal, ao lado do custo unitário, é a principal meta das áreas, cada qual com seu indicador específico. Assim, o impacto da falha na potencial interrupção de processos subseqüentes é mais crítico que em perdas econômicas localizadas, como rejeição de produto em processo.

Nas entrevistas e observações identificou-se que o impacto da falha do serviço é função principalmente do ponto do processo em que o serviço é executado (processos de apoio vs principal), e da presença de “pulmões” no processo produtivo que absorvam a falha, evitando sua transferência a outras partes da produção ou uma parada generalizada. O uso de pulmões, em última instância, é um mecanismo de redução dos impactos da incerteza inerente ao processo. Assim, a intensidade da natureza da falha está implícita na existência de pulmões suficientes, pois independente da intensidade da falha, se existe um pulmão presente, e ele absorve a falha, esta é localizada e de menor impacto ao processo como um todo (Quadro 5).

Quadro 5 – Caracterização do impacto econômico da falha. PULMAO - Espaço para reacomodações das falhas

I Processos de apoio - com pulmão acomodador da falha prevista.

II Processos de apoio - pouco ou nenhum pulmão para acomodação da falha prevista. III Processos principais - com pulmão acomodador da falha prevista.

IV Processos principais - pouco ou nenhum pulmão para acomodação da falha prevista.

IE - Impacto econômico da falha

I Apenas refazer o serviço, sem perda para contratante. II Refazer o serviço com pequenas perdas para contratante.

III Perdas em produção (perdas de corridas de gusa ou de aço, ou vazamento no raio do MLC). IV Parada na produção sem impacto em tonelada expedida (pulmões protegem o processo).

V Parada na produção com impacto em tonelada expedida (como no atraso de start-up em parada do alto-forno, interrompendo a produção de aço, quando ultrapassa os pulmões de gusa em processo).

A partir dessa caracterização inicial, surge uma matriz (Ilustração 17). Os pulmões, como assimiladores de efeitos das falhas, têm uma capacidade limitada. Para determinados tipos de falha, o dimensionamento do pulmão pleno ou esbarra na limitação técnica ou na viabilidade econômica de sua operação. Assim, o potencial extravasamento desses efeitos pela produção é função da capacidade do pulmão para determinada falha em potencial. Certas falhas não são

passíveis de absorção plena. Importa dessa forma, também a capacidade de resposta das equipes em reconduzir à condição normal de produção. A ilustração resume as 5 classes, apontadas no Quadro 5, em 4 classes apontadas pelos supervisores, descritas a seguir.

IV III II I I II III IV V IE PULMAO 1 2 4 3

Ilustração 17 – Impacto econômico, intensidade da falha e absorção pelo processo.

Segundo supervisores entrevistados, uma falha pode gerar desde simples retrabalho, até perda generalizada de produção. Assim, cada transação foi classificada em: 1 - envolve serviços com potencial de, no caso de falha, necessitarem apenas de retrabalho, sem impacto direto na produção, ou detectável a tempo (ou por pulmões existentes, ou por separação por outros processos intermediários); 2 – possui potencial de falhas com perda de corridas de gusa, de aço, ou de seqüências no lingotamento contínuo (por vazamento de aço); 3 – envolve potencial de falhas com parada na produção sem impacto na expedição; 4 – envolve potencial de falhas na produção com impacto na expedição (interrompendo a produção, impactando na expedição, queda de desempenho geral da Usina em ton/mês, com perda de faturamento).

Essa variável pressupõe uma escala, na qual o impacto classe 2 é maior que o classe 1 e assim por diante. Contudo, não pode ser suposto que o impacto classe 2 é o dobro do impacto classe 1. Além disso, a distância em “intensidade de perdas potenciais” que separa a classe 1 e 2, às presentes da classe 2 para 3, e 3 para 4, são sensivelmente não condizentes com tal escala. São duas fortes limitações da variável IE. Para testar a limitação da variável, utilizou-se, também, a variável IED, que classifica as transações de impactos classes 2, 3 e 4, como 1, tendo a falha impacto econômico relevante. As demais transações foram classificadas 0, cuja falha não possui impacto econômico relevante.

A transação i está organizada no arranjo m. A equação regredida no modelo 2 gerou parâmetros, com os quais determinou-se a probabilidade de ocorrência do arranjo m para a transação i. O desalinhamento, para a transação i, é determinado pela diferença (em módulo) entre 1 (arranjo m ocorrido) e a probabilidade de ocorrência de m para essa transação i (para m = 1 , 2 e 3 e i = 1 a 80). Para maiores detalhes do uso dessa técnica veja o Apêndice A.

5.2.4...Desempenho sub-ótimo: SIMBIOSE

Na relação de fornecimento de longo prazo, estados de desempenho sub-ótimo local e momentâneo, podem ocorrer, pois a contratante prefere desenvolver o fornecedor e aceitar desempenho sub-ótimo, em certos limites, a incorrer em custos de transação pela troca de fornecedor. A relação de SIMBIOSE mantém-se e, mesmo na baixa performance, o contrato não é rompido, sendo estável e dependente bilateralmente. Atribui-se valor 0 quando não houve evidências e 1 para evidência encontrada, baseadas na baixa variância das notas de avaliação do fornecimento (AVFOR), e para pontuações acima da meta mínima, mesmo quando apontados problemas no próprio documento. Na inexistência de explícita avaliação de fornecimento, relações com mais de uma renovação, com desempenho abaixo da meta, apontado pelo entrevistado, foram consideradas como evidência positiva.

Benzer Belgeler