5. BÖLÜM: SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
5.2. Öneriler
Se a firma é economizadora de custos de transação, ex ante e ex post, o contrato será especificado, detalhado, à medida que representar aumento de potencial de coerção na transação. Assim, a completude contratual diminui com a dificuldade em mensurar a conformidade do serviço, como resposta economizadora de custos de transação ex ante.
A presença de incerteza (por pressuposto acima de u´1) é negativamente relacionada com
completude. A variabilidade do processo induz custo de mensuração – inspeção ex post - para detectar potenciais não conformidades. Do contrário, o contratante necessitaria acompanhamento do processo do fornecedor para inferir sobre os efeitos da variabilidade. Para isso, surgem direitos residuais de controle, sobre o processo, e não mais sobre o produto, aumentando termos de controle.
H1: COMPLETUDE é negativamente relacionada com custo de mensuração
(ASYQUA), e negativamente relacionada com incerteza sobre a variabilidade (INC) de processo.
Equação 1:
COMPLETUDEi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +ϕ1Ki + α1RECURi + λ1 RECURi ASYQUAi + εi a) OLS, com autoregressor de primeira ordem (AR1), para toda amostra.
b) TOBIT, para toda amostra.
Equação 2:
COMPLETUDEi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +Ψ1ASYQUAi INCi +Ψ2ASYQUAi IEi + εi TOBIT, para toda amostra.
Em que:
ASYQUAi – assimetria de informação sobre a qualidade ex post na transação i. IEi – impacto econômico da falha da atividade envolvida na transação i. INCi – incerteza na transação i.
RECURi – recursividade da transação i.
Ki – investimento ex ante em ativo específico pelo fornecedor na transação i. εi - termo de erro da regressão.
β0 - Intercepto, β - coeficiente angular de variáveis explicativas, ϕ - coeficiente angular de variáveis de controle, α - intercepto de dummy, λ - coeficiente angular de termo dummy, Ψ - coeficiente angular de termos combinados.
A equação 1 contempla RECUR (como dummy), pois se espera que pelo supervisor saber ex
ante da natureza recursiva da transação, antecipando possibilidade de desenvolver
mecanismos de ordenamento privado, irá completar menos os contratos.
A equação 2 utiliza os termos compostos entre ASYQUA e INC e ASYQUA e IE, pois pelo modelo os níveis de impacto econômico e incerteza influenciam o impacto do custo de mensuração na completude contratual.
Contudo, com aumento de custos de mensuração, direitos residuais de controle aumentam, pois, na impossibilidade de contratar tal conformidade, a contratante mantém consigo direitos de controlar o processo como forma de aproximar a conformidade do serviço daquela esperada. O uso de direitos residuais de controle é sensível a altos níveis de incerteza pela necessidade de controlar a variabilidade do processo do fornecedor.
H2: CONTROLE é positivamente relacionado com custo de mensuração
(ASYQUA) positivamente relacionado com incerteza sobre a variabilidade (INC) de processo.
Equação 3:
CONTROLEi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +ϕ1Ki + α1RECURi + λ1 RECURi ASYQUAi + εi a) OLS, com autoregressor de primeira ordem (AR1), para toda amostra.
b) TOBIT, para toda amostra.
Equação 4:
CONTROLEi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +Ψ1ASYQUAi INCi +Ψ2ASYQUAi IEi + εi TOBIT, para toda amostra.
Em que:
CONTROLEi - diretos residuais de controle no contrato que estabelece a transação i. ASYQUAi – assimetria de informação sobre a qualidade ex post na transação i. IEi – impacto econômico da falha da atividade envolvida na transação i. INCi – incerteza na transação i.
RECURi – recursividade da transação i.
Ki – investimento ex ante em ativo específico pelo fornecedor na transação i. εi - termo de erro da regressão.
β0 - Intercepto, β - coeficiente angular de variáveis explicativas, ϕ - coeficiente angular de variáveis de controle, α - intercepto de dummy, λ - coeficiente angular de termo dummy, Ψ - coeficiente angular de termos combinados.
A equação 3 considera a influência similar da recursividade antecipadamente percebida, deixando espaço para controle de processo ex post. Assim, inclui a dummy RECUR.
A equação 4 usa a mesma razão que a citada para a equação 2 em relação à ação da incerteza e ao impacto econômico na intensidade de influência do custo de mensuração, agora na presença de direitos residuais de controle.
A relação da presença de incentivos no contrato, com as variáveis explicativas não é clara. Incentivos são formas de alinhar interesses das partes, custos de transação, ou de agency, que a firma coloca na transação para evitar outros custos, como de resolução de conflitos ex post, ou perda de performance. Seria uma solução intermediária entre completar o contrato esperando executá-lo na 3a parte, e controlar processo. Incentivos surgem quando existem bases objetivas de mensuração, para serem ligadas aos prêmios e bônus, e quando a incerteza envolvida justifica alinhar o esforço do fornecedor em diminuir a variabilidade.
Quanto maior a dificuldade de mensuração da conformidade menos provável existir uma base objetiva para contratação de incentivos. O uso de incentivos em situações de alta incerteza pode ter espaço em condições de baixo impacto econômico da falha não detectada.
Porém, nessa situação não seriam necessários como redutores de riscos contratuais. Pois no baixo custo de mensuração maior a possibilidade de inspeção momentânea, não sendo necessário incentivo à performance. O serviço poderia ser recusado quando o custo da recusa pela interrupção de processos subseqüentes não supera o custo pelo aceite de má performance.
H3: INCENTIVO é negativamente relacionado com custo de mensuração
(ASYQUA) e positivamente relacionado com incerteza sobre a variabilidade do processo (INC), para custos de mensuração não suficientemente baixos para permitir resolução via 3a parte.
Se a explicação dada pela regressão com toda amostra for menor que a explicação dada pela amostra que inclui apenas transações com custo de mensuração não insignificante (ASYQUA ≥ 2), pode-se supor que a presença de incentivos tem mais explicação relacionada aos riscos contratuais quando não suplantado pelo esforço de completar contratos e resolver via 3a parte.
Equação 5:
INCENTIVOi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +ϕ1Ki + α1RECURi + λ1 RECURi ASYQUAi + εi a) OLS, com autoregressor de primeira ordem (AR1), para toda amostra.
b) OLS, com autoregressor de primeira ordem (AR1), para amostra restrita a ASYQUA ≥ 2. c) TOBIT, para toda amostra.
d) TOBIT, para amostra restrita a ASYQUA ≥ 2.
Equação 6:
INCENTIVOi = β0 +β1ASYQUAi +β2IEi + β3INCi +Ψ1ASYQUAi INCi +Ψ2ASYQUAi IEi + εi a) TOBIT, para toda amostra.
b) TOBIT, para amostra restrita a ASYQUA ≥ 2.
Em que:
INCENTIVOi - incentivos previstos no contrato que estabelece a transação i. ASYQUAi – assimetria de informação sobre a qualidade ex post na transação i. IEi – impacto econômico da falha da atividade envolvida na transação i. INCi – incerteza na transação i.
RECURi – recursividade da transação i.
Ki – investimento ex ante em ativo específico pelo fornecedor na transação i. εi - termo de erro da regressão.
β0 - Intercepto, β- coeficiente angular de variáveis explicativas, ϕ - coeficiente angular de variáveis de controle, α - intercepto de dummy, λ - coeficiente angular de termo dummy, Ψ - coeficiente angular de termos combinados.
A equação 5 considera a dummy RECUR para manter a comparabilidade com as equações anteriores. Não é clara a relação entre recursividade controlando custo de mensuração, para testar a inclusão de incentivos.
A equação 6 usa a mesma razão que a citada para a equação 2 em relação à ação da incerteza e ao impacto econômico na intensidade de influência do custo de mensuração, agora na presença de termos de incentivo.
O impacto econômico não está relacionado com completude, incentivo ou controle, pois em casos de alto impacto econômico a contratante necessitará de mecanismos de ordenamento privado, não sendo suficiente substituir completude por controle apenas, pois ambos são coerção via 3a parte pública.
H4: COMPLETUDE, INCENTIVO e CONTROLE não são sensíveis à variação de
impacto econômico na falha (IE).
Essa hipótese foi testada na análise dos coeficientes das regressões, realizadas com as equações 1 a 6.