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A. ALLAH-İNSAN İLİŞKİSİ AÇISINDAN SEVGİ

1. Sevgiyle İlgili Kavramlar

 

Nos últimos anos Pimenta (2005), Alarcão e Tavares (1987), Alarcão (2001) e Moura (2002) apontam a necessidade de reanalisarmos o papel das atividades de Prática de ensino e dos estágios na dinâmica estrutural, organizacional, curricular e educacional nos Cursos de Formação de Professores, pois muitas concepções e práticas estão, ainda, distorcidas e errôneas tanto na função quanto no papel que devem exercer nos cursos.

O Estágio Curricular Supervisionado é um componente fundamental dos cursos de formação de professores, por meio do qual se busca proporcionar, aos estudantes, o conhecimento da realidade profissional e oportunizar a realização de atividades didático- pedagógicas com vistas a estabelecer a relação teoria-prática.

Ao encontro desta idéia, vem a concepção teórico-prática que representa aquilo que entendemos e trabalhamos nos estágios curriculares supervisionados. Tal concepção deve estar correlacionada com a idéia que Pimenta construiu de que o estágio é uma atividade teórica preparadora da praxis transformadora do futuro professor. Para ela

“O estágio é um dos componentes do currículo de curso de formação de professores. Currículo que é profissionalizante, isto é, prepara para o exercìcio de uma profissão. Essa preparação é uma atividade teórica, ou seja, atividade cognoscitiva (conhecer) e teleológica (estabelecer finalidade; antecipar idealmente uma realidade que ainda

não existe e que se quer que exista) para chegar a antecipação ideal de uma realidade requer que se parta do conhecimento (teórico-prático) da realidade que já existe. Essa realidade que já existe (objetiva, prática), no entanto, não se explica nela mesma, porque enquanto realidade histórico-social, situada, tem sua explicação no movimento da história, da sociedade. Quer dizer, é determinada por fatores sociais que a antecedem e por fatores sociais que lhe são extrínsecos.” (PIMENTA, 2001, p.183)

O estágio pressupõe ações pedagógicas efetivadas em um ambiente institucional de trabalho, reconhecido por um sistema de ensino, que se concretiza na relação interinstitucional estabelecida entre um docente experiente e o estagiário, com a mediação de um supervisor acadêmico. Supõe uma relação pedagógica entre um aluno estagiário e alguém que já é um profissional reconhecido em um ambiente institucional de trabalho.

Segundo Jordão (2005), o estágio é conceituado como aprendizado, período de uma transição, tarefa e/ou fase de aprender algo, uma profissão. No caso dos cursos de formação de professores, o objetivo é preparar os futuros profissionais para serem professores que atuarão na Educação Básica. O objetivo do estágio é o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes em situações de aprendizagem no ambiente profissional.

Neste sentido, o estágio é entendido como componente curricular estruturador da formação docente, numa perspectiva de trabalho coletivo, interdisciplinar e investigativo norteado por princípios voltados para formação permanente do docente, a aproximação entre os espaços de formação e de exercício profissional e o período destinado aos estágios como processo de investigação pedagógica.

Por ser uma atividade intrinsecamente articulada com a realidade educacional, apresenta-se como uma proposta de ação fundamentada no projeto pedagógico institucional e no campo objeto de estágio, que visa favorecer uma participação de caráter recíproco, com vistas a construção do conhecimento e a promoção da profissionalização do estagiário.

Neste contexto, reforça-se a necessidade de o estagiário interagir com a realidade educativa, por meio de projetos que:

a) articulem ensino, pesquisa e extensão;

b) formem os gestores pedagógicos, no caso específico, os professores responsáveis pelos estágios supervisionados;

d) estabeleçam relações entre teoria e prática.

Há o investimento na elaboração, implementação e avaliação permanente de projetos de estágios caracterizados como um caminho teórico-metodológico para a formação dos estagiários, futuros professores e a criação de possíveis encaminhamentos teórico-práticos para a melhoria das escolas.

Em função disso, estes projetos de estágios abrangem várias e necessárias dimensões tais como:

a) Pedagógica: trabalho pedagógico, currículo, disciplinas;

b) Organizacional: análise das questões administrativas, financeiras, gestão, projeto político-pedagógico, recursos;

c) Profissional: formação continuada, condições de trabalho;

d) Social: envolvimento da comunidade, dos órgãos governamentais.

Os projetos devem integrar, assim, várias dimensões educativas, sendo construídos, criados, pensados, elaborados via processo diagnóstico da realidade vivenciada, visando à identificação das necessidades e possibilidades que permeiam essa realidade. Os projetos de estágios devem surgir e servir como mapas condutores das atividades que serão desenvolvidas na escola; conectadas concomitantemente com o projeto maior da própria escola e da Universidade.

A proposta dos estágios curriculares supervisionados visa a parceria da Universidade com as escolas, por meio de um trabalho conjunto de pesquisa, intervenção e interconexão. São criados, a partir disso, “agências de apoio à inovação”, mediante trabalho colaborativo entre as escolas e as universidades (GARCIA, 1999)

Assim, os estágios supervisionados, por meio do desenvolvimento de pesquisas colaborativas entre a universidade e as escolas, podem vir a se constituírem eixos teórico- práticos de ensino e aprendizagem. O procedimento para a consolidação deste trabalho passa pela metodologia de projetos baseados na pesquisa-ação, num processo investigativo que prima pela planificação, análise e reflexão em espiral das situações vivenciadas e problematizadas.

Azevedo e Abib (2005) realizaram uma pesquisa documental sobre os trabalhos científicos apresentados nos três últimos Encontros Nacionais de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE). O objetivo desta pesquisa era mapear e analisar as concepções e práticas de

estágios curriculares supervisionados e os estilos de orientação/supervisão que eram desenvolvidos pelos professores formadores junto aos estagiários.

Os resultados desta pesquisa apontaram que:

a) Há inúmeras pesquisas que apresentam novas propostas curriculares a partir das exigências legais;

b) Valorização da disciplina “Prática de Ensino e Estágio Supervisionado” como a grande articuladora do Curso de Formação de Professores;

c) Há a idéia central de que a função do estágio é articular Universidade e realidade escolar;

d) É o momento para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes profissionais;

e) É o grande espaço para a construção de aprendizagem;

f) Os estágios têm a função de articular todo o currículo dos Cursos de Formação de ´Professores;

g) O Objetivo do estágio é articular a teoria com a prática;

h) É o espaço dedicado ao exercício do trabalho dentro do processo formativo inicial. Nos trabalhos analisados, não foram encontradas pesquisas que discutissem como o trabalho de orientação dos professores formadores pode contribuir para a qualificação dos futuros professores representados pelos estilos de ser professor formador e orientador das atividades de prática de ensino e dos estágios supervisionados.

Há, portanto, a sinalização de que a temática envolvendo os estágios supervisionados e os estilos de orientação podem trazer importantes elementos de análise, confronto e perspectivas para os Cursos de Formação de Professores e consequentement, para a Educação Básica como um todo.

Rivas (2004) acredita que a formação deve ser pensada como um contínuo e permanente processo de reflexão, que perpassa tanto a trajetória de vida do professor como as suas experiências. Por isso, é necessário o investimento na formação de professores por meio de pesquisas que possam estabelecer interfaces entre: os saberes docentes, a interconexão dos diferentes espaços formativos, o uso da pesquisa como elemento fundamental para a formação do professor-pesquisador e a ação crítico-reflexiva de todos os sujeitos envolvidos com o ensino e a aprendizagem.

Mas, ao contrário da proposição de Rivas, em alguns Cursos de Formação de professores, a concepção de estágio supervisionado, ainda é a de um procedimento burocrático de preenchimento de fichas e relatórios, aliada à finalidade de mero cumprimento de tarefas: observar o trabalho do professor e reproduzir essa mesma prática em sala de aula.

Pimenta (2001), Fávero (1992) Santiago e Batista (2002) apontam a necessidade de os Cursos de Formação redimensionar, não apenas as cargas horárias das disciplinas conforme as exigências legais, mas também que institucionalizassem, nos Cursos de Formação de Professores, atividades formativas que potencializassem nos alunos, futuros professores, práticas articuladoras nos diferentes contextos, embasadas em intervenções teóricas pela construção de conhecimentos, habilidades e atitudes.

As práticas de ensino e o estágio supervisionado, segundo esses autores, podem vir a se tornar momentos que promovam e provoquem nos futuros professores uma vivência num universo de investigação pedagógica próprio. É proposto, por estes autores, que as atividades de prática e os estágios constituam-se como componente curricular estruturador da formação docente, numa perspectiva de trabalho coletivo, interdisciplinar e investigativo norteados por princípios voltados para a centralidade na formação do docente, a aproximação entre os espaços de formação e os de exercício profissional.

Para Zeichner (1992), os estágios devem se configurar por meio de diversificadas e não excludentes atividades de observação e de experiências docentes, em um programa de formação inicial de professores, tais como:

a) As experiências de campo durante todo o processo formativo nos cursos acadêmicos; b) Inúmeras atividades envolvendo as Práticas de Ensino;

c) Programas de iniciação científica.

Podemos observar que estas atividades visam possibilitar o estabelecimento entre o mundo do trabalho e o mundo acadêmico, por meio de exercícios que promovam a inserção dos alunos em docência e na pesquisa de maneira correlacional e integral.

A seguir apontamos algumas experiências nacionais e internacionais que indicam atividades e estratégias formativas que podem vir a contribuir para a implementação de ações docentes e discentes que provoquem melhorias na formação dos professores e, consequentemente da Educação como um todo.

Benzer Belgeler