3. ÖRGÜTSEL SESSİZLİK
3.4. Sessizlik Türleri
Arita de Cássia Marella Cremasco1 Rodrigo Garcia Motta² Freddi Bardela de Sousa¹ Marcela Marcondes Pinto Rodrigues¹ Jane Megid² Renée Laufer Amorim¹ Julio Lopes Sequeira¹
Palavras-chave: Neoplasia, próstata, cão.
INTRODUÇÃO
A ocorrência espontânea de neoplasias em animais tem sido foco de estudo quanto ao desenvolvimento da progressão tumoral, contribuindo para o entendimento da carcinogênese (13) e o desenvolvimento de metástase (8). Além disso, a ocorrência natural de neoplasias nos animais usualmente exibe similaridades no mecanismo de progressão neoplásica com o homem (16). O câncer prostático canino é considerado um importante modelo para o estudo da doença prostática nos humanos (11), na investigação do desenvolvimento, progressão e tratamento do câncer prostático (CP) (6,9,17). Nos homens, o câncer de próstata apresenta aumento da incidência, é a terceira causa de morte (11). É relevante ser observado que a lesão microscópica é baixa, com progressão lenta (4), em contrapartida, no cão são tumores agressivos e com prognóstico reservado. Além do homem, o cão é a única espécie que desenvolve carcinoma prostático espontaneamente (2,10,11,14). Existem semelhanças entre a neoplasia prostática no cão pois ambas acometem pacientes idosos, são localmente invasivas e preferencialmente desenvolvem metástases ósseas (15). Em cães, a incidência pode estar relacionada à ausência de testes diagnósticos e detecção precoce nos animais sintomáticos (11). O presente relato tem por objetivo descrever um caso de
1 Departamento de Clínica Veterinária, Serviço de Patologia Veterinária – Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia – UNESP – Campus de Botucatu. Distrito de Rubião Jr., s/n, Botucatu/SP. CEP: 18618-970. E-mail: [email protected]
² Departamento de Higiene Veterinária e Saúde Pública, Serviço de Enfermidades Infecciosas dos Animais Domésticos – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – UNESP – Campus de Botucatu. Distrito de Rubião Jr., s/n, Botucatu/SP. CEP: 18618-970. E-mail: [email protected]
metástase de carcinoma prostático em cão para o estômago, fígado e pulmão em amostras encaminhadas para exame histológico de animal necropsiado.
RELATO DO CASO
Um cão, sem raça definida, macho, com sete anos de idade foi necropsiado no Serviço de Enfermidades Infecciosas dos Animais Domésticos do Hospital Veterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), UNESP-Botucatu. Foram encaminhados ao Serviço de Patologia da mesma instituição para exame histológico, fragmentos de linfonodos pré-escapular e mesentérico, fígado, estômago, pulmão, rim, vesícula urinária e próstata com lesões macroscópicas sugestivas de abscesso. Após processamento histológico, as lâminas foram coradas com hematoxilina e eosina (HE). Os achados microscópicos nos órgãos enviados, exceto nos linfonodos, rim e vesícula urinária, revelaram lesões semelhantes compostas por células dispostas em estruturas acinares com projeções papilíferas para o interior do lúmen e separadas por estroma denso, apresentando núcleos ovalados, cromatina frouxa e nucléolo evidente, mostrando acentuado pleomorfismo celular e figuras de mitose presente. As características morfológicas citadas permitiram o diagnóstico de carcinoma prostático com metástase em fígado, pulmão e estômago.
DISCUSSÃO
O carcinoma prostático canino é considerado uma neoplasia agressiva e sua progressão resulta em invasão local e desenvolvimento de metástases (5), o que foi observado neste relato. Os locais com maior incidência de metástases são: linfonodos ilíacos e sub- lombares, pulmão e ossos (vértebras lombares e pelve) (3). O presente caso não demonstrou comprometimento ósseo e linfático, entretanto os linfonodos avaliados não correspondem aos citados na literatura como os mais acometidos. A presença de lesões na vesícula urinária é uma manifestação comum com invasão local (12), no entanto não se observou metástase neste órgão. Corroborando os achados de Anidjar et al. (1), as metástases foram encontradas em fígado e pulmão, além do comprometimento gástrico. Morfologicamente, a classificação do CP mais frequente é a acinar (7) concordando com o observado neste relato. Assim como descrito na literatura, acredita-se que o cão tenha grande importância como modelo experimental para o estudo das afecções
prostáticas do homem devido à semelhança morfológica observada neste trabalho, além de sua menor longevidade.
CONCLUSÃO
O estudo das lesões da próstata no cão é fundamental para compreensão da carcinogênese prostática, com a finalidade de investigar possíveis vias para o tratamento e prevenção de afecções não-neoplásicas, pré-neoplásicas e neoplásicas. Quando forem observados nódulos neoplásicos em fígado, estômago e pulmão de um canino deve-se investigar a possibilidade desses nódulos serem metástase de carcinoma prostático. Relatos da ocorrência natural de neoplasias em cães colaboram na investigação clínica e são de fundamental importância quando concernem em semelhanças morfológicas com o homem.
REFERÊNCIAS
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COLANGIOCARCINOMA INTRA-HEPÁTICO EM CÃO - RELATO DE CASO