3.1. Laboratuvar Deney Düzeneği
3.1.5. Servo sürücü
Em seu Caso de Ensino, Carolina conseguiu relatar todas as atividades que realizou com seus alunos, enquanto participava do Programa de Mentoria. A professora avaliou as estrat´egias que utilizara para sanar suas dificuldades, indicando as boas e as ruins e apontando os motivos pelos quais algumas haviam dado certo.
Carolina percebeu que o processo de inicia¸c˜ao `a docˆencia ´e longo, mas que o desenvol- vimento profissional que ocorre a longo prazo produz melhores resultados. Para ela ficou claro que os problemas que tinha poderiam ser resolvidos uma vez, muito menos comum num “passe de m´agica”, mas sim com muito esfor¸co, persistˆencia, estudo e reflex˜ao.
Em seu Caso de Ensino, a professora n˜ao seguiu as orienta¸c˜oes encaminhadas pela mentora. O texto n˜ao possui uma narrativa fluente, com in´ıcio, meio e fim; ´e um texto com muitos subitens e subt´ıtulos, o que dificultou a leitura pelas muitas interrup¸c˜oes.
De qualquer forma, o Caso de Ensino possibilitou `a professora iniciante expressar seus conhecimentos, no que fundamenta a pr´atica de uma professora em in´ıcio de carreira, a partir da an´alise que fez de seu pr´oprio desenvolvimento profissional.
A professora iniciou o relato contando quando realmente identificou que assumir uma sala de aula n˜ao era uma tarefa f´acil.
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Caso de Ensino I
Chega o dia de conhecer meu “novo mundo”... Uma 4a s´erie!
Preparei atividades de desafios l´ogico-matem´aticos para serem trabalhados em grupos... Os alunos adoraram, mas fizeram muito barulho!!
No final do dia a auxiliar docente disse: “As atividades que vocˆe preparou s˜ao ´otimas, mas para esta sala, ´e meio complicado!”
Foi a´ı que fiquei sabendo que essa turma de 28 alunos era totalmente nova na escola; cada crian¸ca tinha vindo de uma escola diferente, ou seja, cada uma tinha dificuldades e conhecimentos diferentes!
A´ı estava o desafio! Deixei de ter 12 alunos de 5 anos, para ter 28 alunos prestes a entrar na adolescˆencia!!! O que falar, discutir, ensinar para eles??? Era uma realidade totalmente diferente da que eu estava acostumada: n˜ao existe apoio dos pais, as crian¸cas n˜ao possuem material e a estrutura f´ısica da escola ´e prec´aria! (Para quem estudou em uma escola particular, desde os 6 anos de idade e s´o saiu de l´a com 25 anos... ´E uma mudan¸ca muito brusca, n˜ao ´e?)
Mas encarei essa nova fase de minha com muita vontade, pois costumo dizer que foi nesse momento que descobri que sou realmente uma educadora! [...] No meio dessa turbulˆencia em minha vida profissional, no momento em que eu estava totalmente perdida diante dessas dificuldades (e muitas outras), encontrei uma “luz no final do t´unel”, me cadastrei no programa de mentoria, e n˜ao imaginei que ia me ajudar tanto!.
A professora reconheceu que muitos aspectos da pr´atica s´o podem ser vivenciados, n˜ao sendo aprendidos na teoria. Reconheceu tamb´em que vem aprendendo com o Programa de Mentoria, confirmando ainda mais a necessidade em se oferecer apoio ao professor em in´ıcio de carreira.
Nos relatos e nas avalia¸c˜oes que realizou sobre o Programa de Mentoria, a professora iniciante tinha o h´abito de usar met´aforas, fazendo compara¸c˜oes atrav´es de figuras de linguagem.
Ao relatar as dificuldades para encontrar a melhor estrat´egia para lidar com a in- disciplina em sala de aula, a professora destaca sua persistˆencia na busca da solu¸c˜ao e questionou-se sobre o caminho tomado.
Caso de Ensino I
Ent˜ao, depois dessas reflex˜oes descobri mais um alternativa para a solu¸c˜ao dos meus problemas: construir pactos com os alunos.
[...]
Mas infelizmente, observei que n˜ao estava dando muito certo, pois alguns alunos n˜ao est˜ao levando a s´erio e continuam brincando em sala de aula... Onde foi que eu errei?
Falando de seu percurso no Programa de Mentoria, Carolina explicita seu modo de agir, atrav´es de tentativas e erros, o que ´e comum no in´ıcio de carreira e n˜ao se torna
prejudicial aos alunos, se o professor souber avaliar a a¸c˜ao e analisar o que precisa ser melhorado, buscando acertar na pr´oxima tentativa. Esse processo se configura como o racioc´ınio pedag´ogico do professor, e percebe-se um ciclo quase completo no caso Carolina.
Caso de Ensino I
Diante de mais uma tentativa frustrada, sugiram v´arios questionamentos: Ser´a que consegui realmente fazˆe-los perceber que era necess´aria uma mudan¸ca ur- gente no comportamento da sala? O erro estava na constru¸c˜ao dos combina- dos, na qual a ´unica puni¸c˜ao era n˜ao conseguir as recompensas descrita por eles? Foi por ter elaborado os combinados com poucas crian¸cas (pois fiz nos dois primeiros dias de aula de volta `as f´erias, e n˜ao estavam todos presentes!)? A falha est´a em minha media¸c˜ao? Acreditava estar fazendo essa media¸c˜ao, pois todos os dias existia um momento em que parava a aula (principalmente quando a indisciplina estava no “auge”) e conversava com eles sobre o que conversamos, o que acham que devemos fazer, etc. e quando eles conseguiam permanecerem concentrados em alguma atividade sempre elogiava?
Esses questionamentos e as reflex˜oes que minha mentora vinha me conduzindo fez com que eu percebesse que o processos de ensino e aprendizagem s˜ao quase sempre longos, pois todo processo exige um planejamento com come¸co, meio e fim. Como ela mesma disse “nenhum vento ajuda quem n˜ao sabe para onde navega”. Uma condi¸c˜ao importante para esse processo ´e saber refletir sobre a pr´opria pr´atica: observa¸c˜ao, an´alise e reflex˜ao s˜ao grandes parceiras.
Diante disso acreditei que consegui uma parte essencial da constru¸c˜ao dos combinados: todos os alunos achavam que era importante uma mudan¸ca no comportamento da sala. Sendo assim, o ponta p´e inicial foi dado: os alunos se conscientizaram de que existe um problema que deve ser solucionado. Mais uma tentativa
A cada tentativa fracassada, fui refletindo sobre minhas atitudes e rea¸c˜oes dos alunos, por´em, a cada busca estava ficando cada vez mais tranq¨uila, consciente do que estava fazendo, e o principal: percebi que esse meu “novo mundo” n˜ao era um “bicho-de-sete-cabe¸cas”, e que bastava eu confiar em mim mesma e nunca deixar de refletir a cada sucesso ou fracasso, facilidade ou dificuldade.
Mais uma vez a iniciante relata o processo de desenvolvimento das atividades e sua busca incessante por um resultado satisfat´orio, atrav´es da reflex˜ao e auto-avalia¸c˜ao, que s˜ao condizentes com qualquer conte´udo ou estrat´egia que a professora utilize em sala de aula, desse momento em diante.
A professora finalizou o relato, fazendo men¸c˜ao ao Programa de Mentoria, o que aprendeu e como sua participa¸c˜ao foi importante para o seu desenvolvimento profissional.
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Caso de Ensino I
O ponto essencial para mim foi a oportunidade de expor minhas dificuldades sem ter que “medir” palavras (comportamento esse que na maioria das es- colas temos que ter para n˜ao demonstrarmos que n˜ao estamos dando conta da turma). Ter um tempo meu, de parar e refletir sobre minha pr´atica, pois muitas vezes n˜ao temos esse tempo, ou melhor, n˜ao fazemos nenhum esfor¸co para arrumar esse tempo.
Sendo assim, o principal aprendizado far´a parte da minha vida ´e: SER UM PROFESSOR REFLEXIVO.
A professora iniciante conseguiu caracterizar o Programa de Mentoria, elencando al- guns aspectos que s˜ao condizentes com os objetivos do Programa: liberdade para as professoras iniciantes se expressarem, flexibilidade diante das necessidades de cada d´ıade, est´ımulo e oferta de reflex˜ao, avalia¸c˜ao e an´alise de todo o contexto que envolve a pr´atica docente. Assim, ´e poss´ıvel afirmar que o Programa vinha cumprindo seus objetivos.
Carolina ainda acrescentou outras aprendizagens, que poder˜ao ser usadas durante sua pr´atica docente, mesmo ap´os o t´ermino de sua participa¸c˜ao no Programa de Mentoria.
Caso de Ensino I
Nessa profiss˜ao sempre irei me deparar com dificuldades e desafios, e nossos encontros me fizeram perceber que, para superar os obst´aculos, tenho sempre que ter um momento de reflex˜ao e avalia¸c˜ao do meu trabalho. E essa reflex˜ao deve ser individual (um momento meu de interiorizar e avaliar a minha pr´atica) e tamb´em atrav´es da troca com colegas que, em diversos momentos, podem estar passando ou j´a passaram por situa¸c˜oes parecidas com as que vivenciei. Essa atitude reflexiva sobre a minha pr´atica pedag´ogica, consegui desenvol- ver com as conversas, com os caminhos, dicas e trocas que tive nos contatos com minha mentora. Sinceramente, esperava que nos encontros do Programa, encontraria “a solu¸c˜ao para os meus problemas”, e no decorrer do processo, percebi que n˜ao existe receita pronta; ´e com a reflex˜ao da minha pr´atica que encontrarei caminhos e n˜ao solu¸c˜oes... Gostaria de ter aprendido isso antes, para que minhas afli¸c˜oes e medos n˜ao tivesse me “desesperado” em certos momentos.
Mas sei que todos esses sentimentos contradit´orios que fizeram parte dessa etapa de minha vida, estar˜ao sempre presentes na minha profiss˜ao... Pois, ser educadora ´e enfrentar conflitos, contradi¸c˜oes, buscar caminhos e reflex˜oes sempre de encontro ao crescimento tanto profissional como pessoal. E foi justamente por isso que escolhi essa profiss˜ao, e amo muito o que fa¸co!
No geral pode-se considerar que escrever esse “Caso de Ensino” propiciou `a profes- sora refletir de forma distanciada sobre parte de seu percurso e avaliar o significado de participar do Programa de Mentoria.
Mariana elogiou o empenho da professora iniciante por continuar participando do Programa de Mentoria e estar disposta a aprender e a construir novas aprendizagens.