4. METRO SĠSTEMLERĠ VE MEKANSAL ÖZELLĠKLERĠ
4.1 Metro Hattı ve İstasyonlar
4.2.6 Servis Mekanları
A Tabela 9 mostra o nível de profundidade do lençol freático medido em cada poço de monitoramento.
Tabela 9 - Profundidade do lençol freático em cada poço de monitoramento da bacia hidrográfica do Riacho Fundo, Felixlândia, MG, 2012.
Profundidade (m) Poço 1 2 3 4 Jan - 8,16 5,15 0,99 Fev - 7,98 4,66 1,05 Mar - 10,63 4,73 1,4 Abr - 12,59 5,36 2,04 Mai - 13,59 5,91 2,38 Jun - 13,59 6,6 2,96 Jul - 14,24 8,22 3,33 Ago - 14,79 9,75 3,64 Set - 15,55 11,87 4,47 Out - 17,21 14,05 6,83 Nov - 19,23 14,24 5,44 Dez - 19,30 13,64 4,45
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As medições do poço 1 foram descartadas, pois não foi encontrada água no ano em estudo. Uma possível justificativa para esse fato é que o poço pode ter sido assoreado, uma vez que diminuiu 3 metros de profundidade. Outra possibilidade é que o poço pode ter sido construído numa área de aquífero suspenso.
Aquífero suspenso é um falso lençol que surge devido a existência de um estrato impermeável, que recebe as águas de infiltração e as armazena, confundindo-se com um lençol freático típico (PERONI, 2003).
Os dados de precipitação e profundidade dos poços foram confrontados para um melhor entendimento da dinâmica dessas variáveis (Figura 11).
Figura 11 - Profundidade média mensal do lençol freático e precipitação média mensal na bacia hidrográfica do Riacho Fundo, Felixlândia, MG, 2012.
De modo geral, observa-se que à medida que a precipitação aumenta, aumenta também o nível do lençol. Por outro lado, em tempos de escassez de chuva, o nível do lençol tende a baixar, visto que o lençol alimenta o riacho. Esse mesmo comportamento também é descrito por Carvalho (2011), em experimento na bacia em questão.
0,00 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 ja n /1 2 fe v/12 m ar /12 ab r/12 m ai /12 ju n /12 ju l/12 ago /1 2 se t/12 o u t/12 n o v/ 12 d ez/1 2 ja n /13 Precipitação (mm) Profundidade (m) Precipitação Poço 2 Poço 3 Poço 4
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Pelo gráfico da Figura 11 percebe-se que quanto menor a cota do terreno (poços mais baixos), mais próximo da superfície do solo o lençol freático permanece no período de chuvas.
Pode-se observar também que o poço 2 é mais afetado pela falta de chuva que os poços 3 e 4. Isso é visualizado através da queda acentuada no nível de água desse poço a partir de março, quando diminuem as chuvas. Essa diminuição brusca no nível da água se deve à transferência de água para as partes mais baixas do terreno. Enquanto isso, os poços 3 e 4 mantêm o nível da água praticamente inalterado, pois estão recebendo água da parte elevada do terreno, ou seja, os poços mais abaixo no terreno apresentam menor variação no nível de água que os poços mais elevados, pois os últimos são dependentes apenas da água precipitada e infiltrada.
Depois do período de seca, quando começam as chuvas, o poço 4 tem maior recarga de água que os poços 2 e 3. Isso ocorre, pois, além do poço 4 receber a água que infiltra no solo diretamente da precipitação, assim como os outros poços, ele também recebe a água que é transferida das partes mais altas do terreno, por se encontrar na parte mais baixa do terreno. Verifica-se que a recarga do lençol onde esta o poço 4 deu início em novembro de 2012, quando já tinha precipitado 291 mm acumulados. A recarga do lençol onde está o poço 3 deu início em dezembro, com 370 mm acumulados. Já para o poço 2 a recarga iniciou somente em janeiro de 2013 com aproximadamente 620 mm acumulados.
Comparando a profundidade do lençol freático do começo ao fim do período monitorado, ou seja, nos meses de janeiro de 2012 e janeiro de 2013, observa-se que houve descarga de água. Possivelmente isso ocorreu em função da menor precipitação nos três últimos meses de 2012 quando comparada ao último trimestre de 2011, conforme pode ser visto na Tabela 10.
Esse resultado difere do estudo de Carvalho (2011) na mesma bacia, onde a autora conclui que houve recarga de água no lençol freático no período compreendido entre os anos de 2008 a 2010.
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Tabela 10 - Precipitação do último trimestre dos anos de 2011 e 2012 na bacia hidrográfica do Riacho Fundo, Felixlândia, MG.
Precipitação (mm) 2011 2012 out 119 42 nov 188 249 dez 310 79 total trimestre 617 370 total anual 1300 985
De acordo com a Tabela 10, nota-se que o último trimestre de 2011 choveu quase o dobro que o último trimestre de 2012. Esse fato pode ter contribuído para a descarga de água no lençol freático ao final do período estudado, em janeiro de 2013, uma vez que o lençol abastece o riacho na época de seca, porém ao iniciar o período chuvoso ocorreu menor precipitação que o período chuvoso do ano anterior.
Dambrós (2011) também encontrou relação entre a flutuação do nível freático com a precipitação pluviométrica em duas sub-bacias pertencentes à bacia hidrográfica do rio Santa Maria, RS. Em seu estudo, este autor afirma que pelo menos 80% da variação do nível da água ocorreram em relação à precipitação.
30 5 CONCLUSÕES
Conclui-se que para o período analisado (janeiro de 2012 à dezembro de 2012), os índices de precipitação em aberto foram de 985 mm para o método da média aritmética e 998 mm para o método do polígono de Thiessen.
A morfometria indica uma bacia de relevo suave e pouco drenada.
A resistência mecânica do solo na região estudada foi classificada como moderada e alta.
Houve diminuição no nível dos poços piezométricos no período estudado, representando uma descarga de água do lençol freático. Possivelmente em função dos menores índices de chuva, contudo, verifica-se o início da recarga de água a partir de novembro para o poço 4, dezembro para o poço 3 e janeiro para o poço 2.
Os resultados encontrados neste trabalho sugerem que há influência das variáveis precipitação e resistência mecânica do solo na variação da profundidade do lençol freático da bacia estudada, uma vez que os índices pluviométricos de 2012 foram menores que a média esperada para a região, ademais do solo apresentar alta compactação dificultando a infiltração de água no solo.
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