5. TAKIM ÇELİKLERİNDE ISIL İŞLEM PRENSİPLERİ
5.5 Sertleştirme
85 % dos estudantes disseram que o papel do mentor é relevante.
Foi estimulador e orientador. Ele deve "existir" mesmo, ser cada vez mais capacitado. Sem a sua existência, no meu caso, o Portfólio não existiria. Infelizmente soa como obrigação, mas havia esse aspecto que pesava muito.
E 2
O mentor desempenhou um papel fundamental, auxiliou muito no aprimoramento do processo ensino-aprendizagem e no desenvolvimento de habilidades e atitudes. E 5
O papel do mentor é tão significativo quanto maior for o seu senso crítico. Nesse sentido, críticas, elogios e a manifestação da visão docente ajudam na construção de uma opinião mais apurada do estudante em relação ao seu papel nesse processo. E 6
Resumidamente: O papel de um pai. E 16
10% dos estudantes consideraram o papel do mentor não relevante
Papel limitado com poucas reuniões. E 8
Da forma em que foi prestada sua assistência, seu valor foi ínfimo. Realizávamos um contato semestral, sendo que nos dois últimos semestres da confecção do portfólio, tal contato foi via e-mail. E 18
50% responderam que construíram elos afetivos com o mentor, e 50 % não responderam.
Esse é um aspecto interessante, pois, no meu caso, eu que era resistente à ideia de obrigatoriedade de entregar o portfólio, tinha um carinho muito grande por minha mentora e adorava conversar com ela, porque ela se mostrava muito interessada em ajudar-me com os problemas. E 1
Permite fazer do mentor, algumas vezes, um confidente. E 13
Sem dúvida. O portfólio é um elo afetivo entre o mentor e quem escreve (talvez o maior beneficiado). E 16
Tive duas mentoras e ambas foram excelentes. Muito compreensíveis e pacientes, dando sempre bons conselhos para nortear nosso processo ensino-aprendizagem. E 20
Função do mentor:
Mais importante que a confecção do portfólio E 19
Orientar E 2
Propiciar uma relação interpessoal afetiva E 7; E 13; E 19
O papel de um pai E 15
Acompanhar o desempenho do estudante E 5; E 16; E 20
Possibilitar o aprimoramento do processo ensino-aprendizagem E 2; E 3;E 12; E 14
Ter postura crítica E 4; E 6
Indicar o que o estudante não percebe sozinho E 4
Identificar aspectos deficientes E 1;
Estimular a superação das dificuldades E 1; E 7
Viabilizar a construção do portfólio E 2; E 10; E 11; E 13
Papel limitado E 8; E 18
Na visão da mentora, a função do mentor é:
Acompanhar de forma longitudinal e contínua as atividades e reflexões dos estudantes, com o objetivo de auxiliar a identificação de deficiências, reforçar potencialidades e estimular o estudante a aprender a aprender. M
O papel do mentor é de grande relevância como educador, como comenta Freire (1992, p.80):
Quanto mais tolerantes, quanto mais transparentes, quanto mais críticos, quanto mais curiosos e humildes, tanto mais assumem autenticamente a prática docente.
Esses atributos correspondem às qualidades que os mentores devem ter.
O portfólio vem sendo utilizado como instrumento de excelência para aumentar o aprendizado contextualizado, autorreflexivo, autodirigido e longitudinal, mas a presença de um mentor, que oriente o processo parece ser fundamental para sua efetividade (MOURA, 2005).
Apoiando essa ideia, os dados deste trabalho sugerem que, quando o mentor é mais dedicado, o estudante torna-se mais interessado pelas atividades com o portfólio.
Antunes (2005, p.21) observa que Vygovski vê o desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, pela mediação de outras pessoas. O docente deve propor desafios, levando os estudantes a questionarem os significados dos conteúdos que aprendem, construindo um ambiente afetivo entre mediador e mediado. É fundamental ao docente ouvir do estudante os significados pessoais que dá ao que escreve ou fala e problematizar para promover a aprendizagem, em uma relação de confiança e respeito mútuos. (ANDRADE, 2004).
O mentor, como o tecelão, vai entrelaçando os fios, urdindo o tecido e, de quando em vez, faz o arremate. Para Alves (2006), o docente não precisa saber todos os assuntos, mas trabalhar com a interdisciplinaridade, como se costurasse uma colcha de retalhos.
Desempenho do mentor:
Compreensivo E 3
Atencioso E 1
Dedicado E 3; E 19
Preocupado com o meu desempenho E 3
Estimulador E 2
Ótimo desempenho E 2; E 4;E 11; E 14
Excelente E 5; E 7; E 16; E 20
Muito bom E 9; E 13; E 15
Bom E 12
Satisfatório E 17
Regular E 8; E 18
Poderia ser mais presente, pois realizava um contato semestral e nos dois últimos semestres, o contato foi via e-mail E 6
Cabe ao mentor estimular o estudante na busca de conhecimentos, mudança de atitudes, reflexão crítica, desenvolvimento de habilidades técnicas e expressão corporal, para percepção consciente das mensagens corporais, pois, segundo Weil e Tompakow (2008, p.93), a vida é um fluxo constante de energia e a linguagem do corpo é a linguagem da vida.
Explorar situações complexas e transformar ideias e sentimentos em novos conhecimentos, apoiar-se na própria experiência para desenvolver novas compreensões é o que se espera do educando. O portfólio cumpre o papel de mediador entre estudante e mentor, facilitando o intercâmbio do pensar e agir.
O portfólio, apesar de ser um documento, cria ou mesmo serve como elo entre o acadêmico e o mentor, criando assim uma relação onde nascem dúvidas e dentro do conhecimento de cada lado são sanadas ou mesmo estimuladas a serem resolvidas. E 10
É necessário rever o compromisso com o educando e reafirmar os valores científicos, éticos, morais, culturais, políticos, religiosos e humanitários, como afirma Freire (2007, p.78):
Respeitar os educandos, porém, não significa mentir a eles sobre meus sonhos, dizer-lhes com palavras, ou gestos, ou práticas que o espaço da escola é um lugar “sagrado” onde apenas se estuda e estudar não tem nada que ver com o que se passa no mundo lá fora; esconder deles minhas
opções, como se fosse “pecado” preferir, optar, romper, decidir, sonhar. Respeitá-los significa, de um lado, testemunhar a eles a minha escolha, defendendo-a; de outro, mostrar-lhes outras possibilidades de opção, enquanto ensino, não importa o quê (...)
Por meio do portfólio, o mentor tem a possibilidade de avaliar formativamente o desenvolvimento de competências de uma forma integrada, coerente e longitudinal, e, somativamente, se essas competências estão sendo alcançadas.
6.5 Avaliação
6.5.1 Autoavaliação[Belem28]
Para 35% dos estudantes, o portfólio propicia a autoavaliação:
Acho que todos, por mais que fossem resistentes ao portfólio, acabaram incorporando essa idéia de autoavaliar a aprendizagem. E 1
É um ponto forte do portfólio. Você é colocado diante de si mesmo. Não há como não se conhecer melhor e não perceber seu processo de aprendizagem. Isso ocorre quando se leva a sério o trabalho. E 2
O fato de termos de refletir acaba gerando um momento de autoavaliação. E
19
35% dos questionados apontaram que o portfólio propicia a autoavaliação, no entanto os portfólios estão entremeados de autoavaliações do início ao fim, o que pode indicar que, apesar de não conscientizados, efetuam a autoavaliação em um maior percentual.
Claxton (2005 p.21) comenta:
Temos de ser capazes de monitorar o nosso progresso, se necessário até mesmo de medi-lo; de ponderar sobre diferentes opções e rumos de desenvolvimento; de ser criteriosos com relação às nossas próprias suposições e hábitos; de nos distanciar deles e avaliá-los quando a aprendizagem fica paralisada; e, em geral, de conduzir a nós mesmos como aprendizes – priorizando, planejando, examinando o progresso, revisando a
estratégia e, se necessário, mudando o curso de ação. Os bons aprendizes precisam assumir a capacidade de avaliar seu próprio progresso...
O portfólio precisa constituir-se em um conjunto de dados que demonstre avanços, mudanças conceituais, novas habilidades e atitudes alusivas à progressão do estudante (HOFFMANN, 2001).