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3. BULGULAR VE TARTIŞMA

3.3. SERTİFİKASYON ALGISI BULGULARI

3.3.2. Sertifikasyon Algısı ve Demografik Özelliklere Göre Değişimi

C EN O ZÓ IC O QUINÁRIO Tecnógeno

Tecnógeno II Redução ou eliminação dos impactos gerados no Tecnógeno I

Tecnógeno I

Eclosão dos desequilíbrios ambientais gerados pela efetuação humana alopoiética; criação da 2ª natureza; passagem da Biosfera I para Biosfera II; início por volta de 10.000 AP ANTROPÓGENO (QUATERNÁRIO) NEÓGENO (TERCIÁRIO SUPERIOR) PALEÓGENO (TERCIÁRIO INFERIOR)

A Tabela 2 representa a inserção do Quinário na sequência de períodos geológicos, bem como as características inerentes às suas idades.

Segundo Peloggia e Oliveira (2005), a ação geomorfológica da sociedade, denominada

morfotecnogênese, pode acarretar a geração de formas (ou feições) de primeiro tipo e de

segundo tipo. As de primeiro tipo são aquelas originadas de processos tecnogênicos degradacionais, nos quais ocorre a mobilização de material. Entre as formas de primeiro tipo, o autor exemplifica os terrenos rampeados por terraplanagem e as vertentes ravinadas. No entanto, ressalta-se que tal ação pode ocorrer de forma direta ou indireta.

A ação indireta ocorre através de alterações nas características hidrológicas de um local, na estrutura superficial da paisagem, nos vetores e limiares de atuação dos processos. Já a ação direta ocorre por meios mecânicos que geram geometrias próprias ou que possuem alguma relação com as superfícies anteriores (PELOGGIA, 1999).

As formas de segundo tipo, no entanto, estão relacionadas a processos tecnogênicos agradacionais, resultantes da acumulação de material geológico. Neste caso, também podem ser resultantes de ações diretas de deposição, que ocorrem por meios mecânicos, ou indiretos, correlativos à degradação. Entre os exemplos, têm-se os aterros e morrotes artificiais e as planícies aterradas. Podem configurar, portanto, “rampas” e “terraços” originados por

Tabela 2: O período Quinário na sequência do tempo geológico

materiais carreados das encostas, cedidos por processos erosivos intensificados e que colmatam a base das vertentes e assoreiam os canais com material colúvio-aluvionar.

Ressalta-se que, em relação aos relevos tecnogênicos, é possível identificá-los taxonomicamente, conforme a proposta de Ross (1992), como pertencentes ao 6º táxon (formas resultantes de processos atuais) e ao 5º táxon (tipos de vertente). Eventualmente são também identificadas formas pertencentes ao 4º táxon (tipos de formas de relevo), sendo, contudo, diferenciadas das formas naturais por não possuir vínculo genético no encadeamento aos táxons superiores. Esta relação entre a formação do relevo tecnogênico e a classificação taxonômica é possível devido a certo grau de dependência que essas novas formas esculpidas pela ação humana têm em relação às formas originais (PELOGGIA, 2005).

As alterações na fisiologia da paisagem expressas na criação de depósitos tecnogênicos possuem estreito vínculo com os modos de uso e ocupação do solo. Em se tratando de áreas de fragilidade6, cujos atributos físicos denotam suscetibilidade natural ao

desencadeamento de processos acelerados, as modificações antrópicas podem induzir respostas em termos degradacionais, expressos na maioria das vezes em feições erosivas, e em termos agradacionais no assoreamento de cursos d’água, ambos processos naturais acelerados pela intervenção humana, com efeitos ao ambiente e à sociedade.

1.2 Depósitos Tecnogênicos: Concepções e Classificações

As concepções acerca destes depósitos são variadas dentro da comunidade científica e entre as entidades competentes7. Chemekov (1983) e Ter-Stepanian (1988) concordam que os

“os depósitos tecnogênicos são marcados por grande variedade, feições diferenciadas claras, diversidade de composição e grande variação de espessura”. Em contrapartida, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) denomina como “depósitos tecnogênicos” os sambaquis, aterros, lixões e pilhas de rejeito, englobando-os na categoria de formações superficiais (PELOGGIA, 1998). A esse respeito, ressalta-se a conclusão de Oliveira (1994, p.78):

Além de seu conteúdo, a forma de ocorrência dos depósitos tecnogênicos também responde a um conjunto de técnicas de uso do solo, específico do estágio de evolução do homem, segundo as circunstâncias históricas da região considerada [...]

6 Segundo Tamanini (2008), o conceito de fragilidade ambiental diz respeito à vulnerabilidade do ambiente em

sofrer qualquer tipo de dano e está relacionada com fatores de desequilíbrio tanto de ordem natural, expresso pela própria dinâmica do ambiente, como em situações de elevada declividade e alta suscetibilidades erosiva dos solos, quanto antropogênica, a exemplo do manejo inadequado do solo e de intervenções em regimes fluviais.

7 Serviço Geológico do Brasil (CPRM), International Union of Geological Sciences (IUGS), British Geological

esta forma de abordar os impactos da ação humana no meio ambiente aponta a

expressão “tecnogênico” como a mais rica na conceituação dos referidos depósitos.

Dada à heterogeneidade destes materiais, a classificação dos ambientes de formação dos depósitos tecnogênicos torna-se uma tarefa complexa. Deve-se ponderar que estes depósitos são produtos de uma ação específica, ou seja, a atividade humana e, portanto, sua classificação deve estar relacionada à ação desenvolvida em um dado ambiente e ao tipo de material encontrado. Considerando o tipo e a intensidade da ação humana no ambiente, Oliveira (2005, p.366) propõe a seguinte hierarquização:

1) depósitos de primeira ordem ou geração, a partir da sistemática geral proposta por Oliveira (1990), que diferencia depósitos construídos (resultantes da ação humana direta; por exemplo, aterros), induzidos (resultantes de processos naturais modificados, por exemplo assoreamento induzido por erosão antrópica) e modificados (depósitos naturais preexistentes, mas alterados, como solo contaminado); e

2) de segunda ordem, depósitos remobilizados (por exemplo, depósitos de fundo de vale, formados por escorregamento de aterros) e retrabalhados (propostos por Nolasco, 1998, por exemplo aterros ravinados).

Em sentido semelhante, Fanning e Fanning (1989) apresentam proposta de classificação para “solos altamente influenciados pelo homem”. A classificação utiliza-se de quatro categorias principais, diferenciadas com base na identificação e caracterização do material constituinte dos depósitos. São elas:

1- Materiais “úrbicos” (do inglês urbic): tratam-se de detritos urbanos, materiais terrosos que contêm artefatos manufaturados pelo homem moderno, frequentemente em fragmentos, como tijolos, vidro, concreto, asfalto, pregos, plástico, metais diversos, pedra britada, cinzas e outros, provenientes por exemplo de detritos de demolição de edifícios.

2- Materiais “gárbicos” (do inglês garbage): são depósitos de material detrítico com lixo orgânico, de origem humana e que, apesar de conterem artefatos em quantidades muito menores que a dos materiais úrbicos, são suficientemente ricos em matéria orgânica para gerarem metano em condições anaeróbicas.

3- Materiais “espólicos” (do inglês spoil): materiais escavados e redepositados por operações de terraplanagem em minas a céu aberto, rodovias ou outras obras civis. Incluiríamos aqui também os depósitos de assoreamento induzidos pela erosão acelerada. Seja como for, os materiais contêm muito pouca quantidade de artefatos, sendo assim identificados pela expressão geomórfica “não natural”, ou ainda por peculiaridades texturais e estruturais em seu perfil.

4- Materiais “dragados”: materiais terrosos provenientes da dragagem de cursos d’água e comumente depositados em diques em cotas topográficas superiores às da planície aluvial (PELOGGIA, 1998, p. 74).

Peloggia (1998; 1999) aponta que as classificações apresentadas não possuem caráter excludente, mas sim complementar, de forma que a utilização concomitante das duas

possibilitará a classificação dos depósitos quanto à gênese e constituição, podendo ainda ser complementada com a caracterização da situação geomorfológica do local de ocorrência do depósito. Sob essa perspectiva, propõe a realização de uma classificação integrada dos depósitos tecnogênicos, considerando cinco parâmetros fundamentais: gênese, composição, estrutura, forma de ocorrência e ambiente tecnogênico. Assim sendo, tem-se:

a) Quanto à gênese: compõem este parâmetro os depósitos de primeira ordem e os de segunda ordem. Os de primeira ordem englobam os depósitos resultantes de forma direta de certo processo tecnogênico, ou seja, os depósitos construídos, induzidos8 e modificados,

conforme a classificação proposta por Oliveira (1990). Já os de segunda ordem englobam os depósitos retrabalhados, conforme trabalhado por Nolasco (1998), e os remobilizados, que são resultantes da remobilização espacial de outros depósitos;

b) Quanto à composição: têm-se primeiramente os depósitos úrbicos, gárbicos e

espólicos (com o abandono da categoria “dragados”, por serem passíveis de inclusão nos

espólicos e por terem conotação genética e não referente à constituição), e a inclusão dos depósitos líticos, depósitos onde ocorre o predomínio de blocos ou fragmentos rochosos;

c) Quanto à estrutura: de acordo com a organização interna dos depósitos tecnogênicos pode-se ter depósitos estratificados, quando apresentam estruturas sedimentares resultantes de processos naturais ou artificiais; acamadados, quando apresentam sobreposições horizontais, com características distintas ou não; em células, como por exemplo, os aterros sanitários;

maciços, quando demonstram características e distribuição dos materiais homogêneos, sem

estruturação interna definida; irregulares, quando o arranjo interno é aleatório;

d) Quanto à forma de ocorrência: algumas situações de ocorrência dos depósitos são passíveis de comparação com as formas de ocorrência de depósitos naturais, como por exemplo, as análogas aos aluviões (depósitos de assoreamento) e aos colúvios (as coberturas remobilizadas), recebendo as denominações aluviformes e coluviformes. Outras, contudo, se constituem em formas originais, como os maciços isolados e os lençóis de aterramento, sendo estes “[...] amplas superfícies recobertas por depósitos tecnogênicos pouco espessos, em geral antigas várzeas” (PELOGGIA, 1999, p. 39).

8Com relação aos depósitos induzidos, têm-se os depósitos no qual a influência humana ocorreu somente nos

processos e sendo o material constituinte natural, podendo possuir artefatos em pequena quantidade. Para esse caso, adota-se a categoria sedimentar. Nos casos do depósito se constituir em sedimentos aluviais compostos por partículas naturais e tecnogênicas, como fragmentos de vidro, de materiais de construção e detritos industriais, por exemplo, adota-se o termo tecnogênico-aluvial, proposto por Osovetskiy (1996);

e) Quanto ao ambiente tecnogênico: neste parâmetro estão presentes os ambientes mencionados por Nolasco (1998), ou seja, ambientes industriais, mineiros, rurais, urbanos e peri-urbanos, sendo esta última incluída por Peloggia (1999).

O Quadro 1, a seguir, compila os parâmetros utilizados para a classificação integrada dos depósitos tecnogênicos e os tipos de depósitos existentes de acordo com cada parâmetro.

Peloggia et al (2014) propõe uma classificação especificamente geológica para os terrenos formados como resultado direto ou indireto da ação do Homem, seja esta relacionada a processos erosivos ou deposicionais ou ainda as transformações dos terrenos naturais ocorridas in situ. Esses terrenos (tecnogênicos) são classificados em quatro categorias principais: os terrenos de agradação, os terrenos de degradação, os terrenos modificados e os terrenos mistos, sendo cada categoria subdividida em tipos genéticos específicos (Tabela 3), com características próprias (Tabela 4).

Quadro 1 - Classificação Integrada dos Depósitos Tecnogênicos

Referências: A) Oliveira, 1990; B) Nolasco, 1998; C) Fanning & Fanning, 1989; D) Osovetskiy, 1996. Org.: Peloggia (1999)

C LA SS E D E TE R R EN O TE C N OG ÊN IC O C ON C EIT O C A TE GO R IA S D E M A PE A M EN

TO CLASSIFICAÇÃO GENÉTICA DE TIPOS DE TERRENOS, SOLOS E

Benzer Belgeler