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3. BULGULAR VE TARTIŞMA

3.3. SERTİFİKASYON ALGISI BULGULARI

3.3.3. Ödeme Eğiliminin Sertifikasyon Algısına Göre Değişimi

RELACIONADAS

CONCEITO Áreas amplas com extenso e típico relevo transformado ou produzido pela ação humana.

Conjuntos de formas de relevo tecnogênicas associadas a compartimentos de relevo naturais. Formas de relevo agradacionais, degradacionais ou movimentadas definidas por diferentes tipos genéticos de superfícies tecnogênicas (de escavação, aterramento, sedimentação ou erosão) EXEMPLOS Paisagens urbanas,

minerárias ou rurais de terrenos artificiais, extensos

terrenos ravinados etc.

Planícies tecnogênicas, topos de colinas ou vertentes modificadas por processos tecnogênicos.

Aterros, terraços tecnogênicos, ravinas induzidas, cavas de mineração. RELAÇÃO COM A CLASSIFICAÇÃO TAXONÔMICA DAS FORMAS DE RELEVO (1)

3º taxon de Ross (unidades morfológicas ou padrões de

formas)

3º taxon de Demek (tipos de relevos)

***

5º taxon (tipos de vertentes) e 4º taxon (tipos de formas de

relevo) de Ross 1º e 2º taxa de Demek (superfícies geneticamente homogêneas e formas de relevo) ***

6º taxon de Ross (formas de processos atuais) TERRENOS TECNOGÊNICOS (ARTIFICIAIS) ASSOCIADOS (2) Os terrenos de paisagens artificiais que constituem partes do Antropostroma (3)

Conjuntos de terrenos artificiais apresentando relacionados a um ou mais tipos de forma de relevo

tecnogênica. Categorias específicas de terrenos tecnogênicos agradativos, degradativos, modificados e mistos. ESCALAS DE REFERÊNCIA DE MAPEAMENTO (4) Mapas de reconhecimento e

Mapas regionais (escalas 1:25.000 e maiores) ou maiores) e especializados Mapas de detalhe (1:10.000 (1:2.500 e maiores)

(1) Conforme Ross (1992);

(2) Baseada na classificação de terrenos artificiais do Serviço Geológico Britânico, modificada; (3) No sentido proposto por Passerini (1984);

(4) Nomenclatura utilizada por Barnes & Lisle (2004)

Nesta proposta, as formas de relevos tecnogênicos são definidos a partir das superfícies geomórficas relacionadas à escavação, aterros, erosão ou deposição sedimentar. Os compartimentos de modelado tecnogênico são as feições tecnogênicas associadas à compartimentos de relevo naturais e, por fim, as paisagens tecnogênicas consistem em grandes áreas com relevo transformado ou produzido pela ação humana.

Pelo exposto, nota-se grande diversidade de concepções e abordagens acerca destes materiais, resultantes da intervenção humana nos ambientes, em diferentes modalidade e níveis de intensidade. Atentamo-nos até este momento para as abordagens realizadas no campo da Geologia e da Geomorfologia, porém também merecem destaque as concepções elaboradas no âmbito da ciência do solo. É neste campo do conhecimento que surgirá o conceito dos Antropossolos, isto é, solos cuja gênese está relacionada à atividade humana.

Em termos gerais, os Antropossolos podem ser definidos como:

[...] volume formado por várias ou apenas uma camada antrópica, desde que possua 40 cm ou mais de espessura, constituído por material orgânico e/ou inorgânico, em diferentes proporções, formado exclusivamente por intervenção humana, sobrejacente a qualquer horizonte pedogenético, ou saprolitos de rocha, ou rocha não intemperizada. Constituem volumes com morfologia muito variável em razão da Fonte: Peloggia et al. (2014)

formação. Em geral, apresentam pequeno grau de evolução, caracterizado pela pequena relação pedogenética entre as camadas. A saturação iônica do complexo sortivo é bastante variável e depende, principalmente, do tipo de material utilizado em sua formação, além das características do material de solo remanescente. É muito comum ser identificada a presença de materiais tóxicos e sépticos em sua composição. A drenagem é bastante diversa, e está diretamente relacionada à natureza e a quantidade dos materiais constitutivos, técnicas de estruturação para formação do volume, bem como do ambiente de deposição (CURCIO; LIMA; GIAROLA, 2004, p.21).

A exemplo do que fora feito para o depósitos tecnogênicos, este materiais também foram classificados seguindo-se os critérios taxonômicos típicos da pedologia (grandes grupos, subgrupos e ordens) e também os aspectos relacionados à sua gênese e constituição. Deste modo, estabeleceram-se quatro subordens:

Antropossolos Líxicos: constituídos exclusivamente por materiais orgânicos e/ou inorgânicos de fabricação humana, nocivos ao ambiente, podendo estar misturados ou em camadas;

Antropossolos Decapíticos: solos decapitados por ação humana direta, com exposição superficial de qualquer tipo de horizonte genético ou diagnóstico de subsuperfície, assim como saprolitos em estágios iniciais de pigmentação por matéria orgânica;

Antropossolos Sômicos: constituídos por ação humana direta, depositados em camadas ou misturados, utilizando-se de partes de outros solos ou de solos do próprio local, podendo ocorrer mistura de fragmentos e/ou saprolitos de rocha, com adição de materiais antrópicos não nocivos ao ambiente;

Antropossolos Mobílicos: constituídos por ação humana direta, depositados em camadas ou misturados, sobre solos que foram decapitados, utilizando-se de partes de outros solos ou do solo do próprio local, admitindo a presença de fragmentos e/ou saprolitos de rocha (CURCIO; LIMA; GIAROLA, 2004, p.26-27).

Dada à existência de diferentes terminologias e classificações destinadas a caracterizar as formações advindas da ação humana através de intervenções diretas ou indiretas no ambiente, tais como depósito tecnogênico, antropostoma e antropossolo, adotou-se o primeiro como referência para as análises desenvolvidas nesta pesquisa, considerando que a identificação e caracterização destes depósitos fornecerão informações importantes sobre a interação natureza-sociedade na área escolhida para o desenvolvimento deste estudo, no caso, a região noroeste da cidade de Goiânia (GO).

A esse respeito, merecem destaque os trabalhos elaborados por Cunha (2000), Rubin et al. (2008) e Brito, Zaine e Rubin (2013) sobre a gênese, caracterização, classificação e mapeamento de depósitos tecnogênicos ocorrentes na área urbana de Goiânia (GO), associados às planícies do rio Meia Ponte e do ribeirão Anicuns. Estes trabalhos, de modo geral, buscaram o entendimento acerca das alterações promovidas pela ação humana e a urbanização nas áreas de planície, fundos de vale e sistemas fluviais a partir de ocorrência de

depósitos tecnogênicos. Considerando-se que as áreas alvo destes trabalhos localizam-se nas regiões norte e sudoeste da cidade, ressalta-se a inexistência de estudos voltados à análise dos depósitos tecnogênicos tendo como recorte espacial a região noroeste.

Benzer Belgeler