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B. Osmanlı İmparatorluğu’nda Yoksullara

5. Serseri ve Mazanne-i Şû’ Eşhas Hakkında

A mudança mais facilmente reconhecível no nível do mar é aquela associada à variação das marés. Em praias onde existe uma ampla variação de maré, a posição da linha de costa e a ação das ondas migram continuamente, de forma que uma ampla zona é afetada. Isto tem uma importante influência na morfologia de praia resultante e também na distribuição de sedimentos transversalmente à costa.

A região costeira é constituída por ambiente extremamente instável, geralmente sobre influência dos agentes externos que tendem a ser modeladores do ambiente praial, dentre estes agentes podemos evidenciar: os ventos, as marés, as correntes litorâneas, as ondas, o transporte de sedimentos e a interferência antrópica.

Em geral algumas faixas da zona costeira estão mais susceptíveis a sofrer modificações. Se observadas as zonas de arrebentação e de espraiamento, estas áreas aparecem como faixas de maior vulnerabilidade e onde ocorrem grande dissipação de energia oriundas das ondas. O reflexo desta reação é sentido no comportamento da morfologia praial, na forma final do perfil de praia e no tamanho dos grãos dos sedimentos.

Tabosa, W.F. 2002

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4.5.1 - Ondas:

O efeito modificador imposto pelas ondas pode ser atenuado, no momento em que estas encontram pela frente um anteparo natural ou artificial, que pode ser constituído por uma seqüência de gabiões ou espigões, ou simplesmente formado por uma linha de recife de arenito, algálico ou coralíneo, que condiciona uma diminuição da energia dissipada através da arrebentação, como por haver uma modificação dos aspectos das ondas resultantes, que por conseqüência resultam em ondas de baixa freqüência (Chaves 1999).

Quando as ondas alcançam a costa e arrebentam na praia, geram correntes que se apresentam sob várias formas, dependendo da onda e das condições da praia. Existem dois sistemas de correntes induzidas por ondas na região costeira, que direcionam os movimentos da água: (1) correntes longitudinais geradas por ondas que incidem obliquamente à linha de costa e (2) sistemas de circulação em células de correntes de retorno e longitudinais associadas quando as ondas incidem paralelamente à linha de costa. Estas correntes são particularmente importantes porque se combinam com as ondas para transportar sedimentos na praia (Komar, 1998).

De acordo com estudos realizados por Tabosa (2000), durante um intervalo de 10 horas e com leituras à cada 15min em 23/10/99, foi observado que o movimento das ondas na área de São Bento do Norte e Caiçara do Norte, apresenta uma ciclicidade da ordem de 1’ 20”, para uma altura que varia de 0,10 m a 0,50 m, e com uma altura média de 0,24 m (Fig. 4.12).

Com o intuito de aprimorar estas informações, foi realizado durante os meses de junho de 2000 e agosto de 2001 um conjunto de observações que se relacionava diretamente e foram identificadas como: altura das ondas, período de repetição, chegada das ondas sobre a linha de costa (ângulo de incidência) e tipo de arrebentação. Os resultados obtidos foram processados e resultaram nos diagramas abaixo, onde se pode identificar os principais aspectos relacionados à dinâmica costeira.

Figura 4.12 – Correlação entre altura

das ondas (cm) e a freqüência das ondas (seg.) na região de são Bento do Norte e Caiçara. Estas observações foram realizadas com o auxilio de um régua escalonada de 5m de comprimento, e as medições ocorreram durante um período de 10 horas e repetidas à cada 15 min (Tabosa 2000, Housted 2000).

Dissertação de Mestrado – nº 26 – PPGG/UFRN Capítulo 4 Variação Cíclica das Ondas - altura das ondas (m): (Fig. 4.13)

Variação Cíclica das Ondas - período de repetição (seg.) (Fig. 4.14)

Variação Cíclica das Ondas – ângulo de incidência (Az.): (Fig. 4.15)

Figura 4.15 - Estes gráficos representam as variações periódicas da incidência das ondas sobre a linha de praia na região de

São Bento do Norte e Caiçara do Norte, no perfil P1 tem-se observado uma tendência para NE, com valores oscilando na ordem de 30º Az. A mesma tendência segue para o perfil P6, entretanto, o posicionamento preferencial ocorre na ordem de 25º Az (modelo gerado com auxilio dos programas Rockware – DOS e Coreldraw8)

Figura 4.14 – O gráfico de período das

ondas mostra uma certa uniformidade no tempo de caminhamento das ondas, entretanto, nota-se um destaque para o mês de março de 2001, neste período foi registrado uma variação na ordem de 2’03”,232 que eqüivale à 123”,232 seg. Esta modificação esta presente em ambos os perfis.

Figura 4.13 – O gráfico ao lado

representa o comportamento das ondas durante os meses de investigação, nota-se mu maior destaque para o meses de junho de 2000 e março de 2001 e os menores valores flutuando entre os meses de maio a agosto de 2001.

N N

W E W E

Tabosa, W.F. 2002

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4.5.2 - Ventos:

Os ventos constituem-se em um dos fenômenos naturais de maior importância no controle da feições de praias, são eles os principais responsáveis pela dinâmica costeira. O seu papel não se restringe somente à geração das ondas, mas a uma associação condicionada pela ação das ondas e correntes, a areia presente na faixa de praia é depositada e exposta ao ar, seca e é movimentado pelos ventos, reiniciando seu transporte (Fig. 4.16).

Na região de São Bento do Norte (RN), os meses de março a junho/00 os ventos apresentam-se mais brandos, com uma média mensal de 4,8 m/s, enquanto nos meses de agosto a dezembro, os ventos são mais fortes e inconstantes, podendo atingir máximas de até 9 m/s e mínimas 0,7m/s (abril/00), (Tabosa 2000). A direção média geral dos ventos oscila entre 230 e 240oAz (Fig. 4.17) .

Ventos – direção média dos ventos (Az.) (Fig. 4.17)

Figura 4.17 - Direção média dos ventos na região de São Bento do Norte e Caiçara do Norte, segundo as observações

mantidas durante o período de junho de 2000 a agosto de 2001. Como esta representado nos diagramas de rosetas, é nítida a tendência na direção geral dos ventos para os quadrantes 270º a 300º AZ , entretanto, no mês de dezembro de 2000, em ambos os perfis é observado uma rotação na direção geral dos ventos, que passam a se deslocarem na direção 72º e 90º Az. Este fenômeno provocou uma modificação no comportamento das ondas e na dinâmica costeira (modelo gerado com auxilio dos programas Rockware – DOS e Coreldraw8) .

Figura 4.16 - Linhas de fluxo

atmosférico na faixa costeira do Estado do Rio Grande do Norte (modificado de Fortes 1987). As setas indicam o sentido predominante dos ventos ao longo do litoral, enquanto as linhas

mostram a direção geral dos

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