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4. BULGULAR

4.1. Sentezlenen Maddelere Ait Bulgular

Como já foi referido anteriormente, a produção de biocombustíveis seria vantajosa para o ambiente, pois permite reduzir o efeito de estufa e o aumento da camada do ozono, ou seja, minimizar ao máximo os gases libertados pelas indústrias, automóveis, entre outos. Contudo nem tudo é vantajoso, pois a utilização de terras agrícolas para produção de energia ou de biocombustíveis, de 1ª geração, irá ocupa-las para obter a matéria-prima necessária aos processos, e desse modo a haver uma competição direta com a produção de alimentos imprescindíveis ao ser humano. Desta forma a escassez de certos alimentos e subida do preço dos mesmos será uma certeza. A figura 8 representa uma estimativa do total da área necessária para a produção da matéria – prima para alimentar a indústria dos biocombustíveis no Brasil até 2030, onde se conclui a extensa área de ocupação.

Figura 8 - Estimativa das áreas necessárias para as culturas das matérias – primas de biocombustíveis no Brasil [58].

Outro problema grave que por vezes não se tem em conta é o fato de haver maior formação de Gases de Efeito de Estufa (GEE) em terrenos cultivados em comparação aos em pousio. Isto porque quando em cultivo há recurso a pesticidas e outros químicos, para os quais a quando da sua produção ocorreu grande consumo combustíveis fósseis e por outro lado após ter sido efetuada a cultura, é necessário recorrer-se à queima a fim de limpar

grandes campos, pois de outra forma seria difícil e perder-se-ia muito tempo nessa última etapa da produção. Todos estes pontos em conjunto tornam o uso de biocombustíveis menos positivos.

No entanto, em comparação com os combustíveis fósseis pode confirmar-se a partir de estudos realizados no Brasil, um dos países que produz elevadas quantidades de biocombustíveis, que as concentrações de CO2 são menores no caso do uso dos combustíveis de origem da natureza. Este facto confirma-se por um estudo realizado entre os anos 2003 e 2008 representado na tabela 3. Pode assim concluir-se que as emissões gasosas são superiores em termos de CO2, quando não é adicionado etanol ao combustível fóssil. Pelo contrário quando este é incorporado pode evitar-se, em média, a libertação de 109 337 Mt CO2.

Tabela 3- Emissões de CO2 da gasolina efetivamente libertadas no Brasil [58].

Fator 2003 2004 2005 2006 2007 2008 Total Emissões gasolina (Mt CO2) 55.043 58.537 59.496 60.643 61.446 65.979 361.145

Emissões etanol (Mt CO2) 1.683 1.790 1.819 1.854 1.879 2.017 11.044

Emissões reais (Mt CO2) 56.726 60.327 61.315 62.497 63.325 67.997 372.190

Emissões sem etanol (Mt CO2) 73.390 78.049 79.328 80.857 81.928 87.973 481.527

Ganho na mistura (Mt CO2) 16.664 17.722 18.012 18.359 18.602 19.975 109.337

A Petrobras, situada no Brasil, realizou um estudo no qual estimaram a produção de etanol em litros/hectare de acordo com a respetiva matéria-prima utilizada, como se pode observar na figura 9. O Brasil situa-se no topo da lista com maior produção de etanol recorrendo à cana-de-açúcar, onde produz cerca de 6800 L/hectare. Na União Europeia são utilizados dois tipos de matérias para o processo, a beterraba e o trigo, que perfaz um total de 7 800 L/hectare [60]. Seria uma boa estimativa, não fosse este, um combustível de primeira geração, trazendo inconvenientes para a população como já foi referido mais atrás. Mais uma vez constata-se a não utilização da biomassa florestal neste tipo de processo.

Figura 9 - Estudo efetuado pela Petrobras onde relaciona a produção de etanol por hectare e com a matéria- prima a usar [60].

Contudo, relacionou-se ainda o total de produção de cada país ou conjunto de países com o custo do processo por litro de produto, segundo a figura 10. Como se pode observar a Europa representa o processo com custos mais avultados de 0,690 US$ /L e o brasil com menor custo 0,220 US$/L. Este será com certeza um problema a solucionar no futuro.

Figura 10 - Estudo realizado pela Petrobras sobre os custos do processo em relação à matéria-prima usada em cada país [60].

Estima-se que se a Europa pensar seriamente em alterar a matéria-prima e recorrer à biomassa florestal, obtendo um combustível de segunda geração será vantajoso em várias vertentes.

A União Europeia preocupa-se com o tema, e pretende implantar a biomassa na produção de biocombustíveis de forma sustentável. No ano de 2008 estimava-se que a percentagem volúmica era de 5% na incorporação em combustíveis fósseis. Por estimativa a partir dos dados fornecidos na figura 11 conclui-se que nesse ano usava-se cerca de 62,5 biliões de litros de etanol na gasolina. A Agência Europeia do Ambiente (EEA) indica o uso de terrenos aráveis. As culturas menos intensivas em termos de uso de solo deviam enquadrar-se entre os 7 e os 13% para a produção de bioetanol e 11 a 25% para a produção de biodiesel, onde são culturas mais intensivas em termos de uso de solo. Como a União Europeia possui uma elevada frota de veículos movidos a gasolina a opção mais adequada seria o recurso à produção de bioetanol [30].

Figura 11 – Tendência do consumo de combustíveis fósseis no mundo nos próximos anos [58].

A união Europeia definiu uma meta para o uso dos biocombustíveis de 5,75% para 2010 e de 20% para 2020, em termos de parcela energética [30]. Avaliando assim a incorporação deste biocombustível na gasolina, em 2010 utilizou-se 74,75 biliões de litros do álcool por 1 300 biliões de litros de gasolina e a previsão para 2030 será de 400 biliões de litros de etanol por 2 000 biliões de litros de gasolina. Este será um aumento substancial a confirmar e caso se verifique esta evolução daqui a umas décadas os combustíveis fósseis

Gasolina/ Equivalente Diesel/ Equivalente

serão colocados para segundo plano dando-se prioridade aos biocombustíveis, nomeadamente ao bioetanol.

Benzer Belgeler