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3. GEREÇ VE YÖNTEM

3.6. Biyolojik Etki Araştırmaları

Segundo os registos entre 2005 e 2010, verificou-se um decréscimo de 57 mil hectares de floresta em Portugal, sendo que atualmente ocupa 3,2 milhões de hectares, um valor correspondente a 35,4% do território nacional. De valor um pouco inferior segue-se a ocupação agrícola, com 32% e 24% com áreas de incultos. O decréscimo de área florestal portuguesa deve-se à ocorrência de superfícies temporariamente desarborizadas (superfícies ardidas, cortadas e em regeneração). Contudo ainda no mesmo intervalo de tempo, foi registado um aumento da área arborizada [19].

Em Portugal destacam-se três espécies florestais, estando o eucalipto no topo da lista com uma ocupação de 25,4%, o que equivale a 812 mil hectares de solo. Depois segue-se o sobreiro com uma percentagem de ocupação um pouco inferior de 23%, correspondente a 737 mil hectares e no fim desta lista encontra-se o pinheiro bravo com 23,3% correspondente a mais de 714 mil hectares e floresta [19].

A maior parte da floresta portuguesa é privada com 84,2% da área total detida por pequenos proprietários de cariz familiar, correspondente a 28 milhões de hectares. Destas propriedades sabe-se que 6,5% pertencem a empresas industriais. Com uma percentagem bastante inferior segue-se as áreas públicas, com apenas 15,8% do total e por fim 2% correspondem ao domínio privado do Estado, consistindo na menor percentagem da Europa [19].

1.3.1. Evolução da floresta portuguesa e comparação com a Europa

Segundo o site “Portal do Ambiente e do Cidadão”, a nossa floresta portuguesa tem

sofrido alterações ao longo do tempo. Através de estudos realizados verifica-se uma convergência para a ideia de que o manto vegetal que, após as últimas glaciações dominava a paisagem das montanhas do continente, e que era formado principalmente por árvores

Quercus (carvalhos de folha caduca, no Norte, e em quantidade reduzida o género Pinus –

pinheiro bravo, manso e silvestre). Com o passar dos anos este tipo de floresta viu-se a desaparecer, devido ao abate das árvores, por fogos com o objetivo de fomentar a agricultura e o pastoreio. Apenas nos dois últimos séculos se começou a inverter esta situação com várias iniciativas de arborização [20].

No século XIX, percebeu-se que a predominância da desarborização conduzia a problemas graves, assim foram criadas estratégias de proteção florestal, à semelhança do que já tinha acontecido anteriormente em França, na Dinamarca e na Holanda. Mais tarde, no início do século XX, o principal objetivo foi a plantação de pinheiro bravo e sobreiro, a fim de aumentar a área florestal do país. Porém, já na década de 60, o aparecimento do eucalipto, deu lugar a um impulso significativo na implementação da indústria de pasta e papel. Contudo nem tudo é favorável, pois devido ao aumento da plantação de eucalipto e ao número de incêndios ser crescente, registou-se uma diminuição da área de pinhal bravo [20]. Portugal encontra-se assim a um nível inferior em relação a alguns países no que toca à média de território arborizado, que é o caso da Finlândia, da Suécia e da Eslovénia que possuem metade do seu território com floresta. Contudo, Portugal inclui-se na média europeia com 31% de florestamento, podendo ser considerado um país tipicamente

“florestal”. Pois a área florestal cobre 1/3 do território nacional e em conjunto com o

consórcio vegetal, conclui uma grande biodiversidade [20].

1.3.2. A importância da Floresta na atividade económica de Portugal

A atividade florestal na economia nacional é responsável por 11% das exportações totais portuguesas, representando assim, 3% do Produto Interno Bruto (PIB), estando deste modo na mesma ordem de grandeza das atividades agrícolas e agro-alimentares, bem como dos setores dos têxteis e do vestuário [20].

As espécies mais usadas nas estimativas económicas referidas anteriormente, dados de 2003, são o pinheiro, o eucalipto e o sobreiro. Estas são encaminhadas para a indústria do papel (36%), segue-se a madeira e resinosas (33%), depois a silvicultura e caça (23%) e por fim a cortiça (8%) [20].

1.3.3. Detioração das florestas e incêndios

A exploração intensiva de eucalipto em Portugal tem conduzido à degradação das florestas e particularmente do solo. Com origem da Austrália, entrou no seculo XIX no nosso país, contudo apenas na década de 80 do século seguinte é que o seu cultivo passou a ser generalizado. Atualmente a área total de plantação de eucalipto equipara-se à área de montados de sobreiro, com ocupação de 700 mil hectares. A grande vantagem desta espécie é o seu rápido desenvolvimento e crescimento (rentabilidade em 10 anos). A elevada capacidade de produzir celulose, levou o eucalipto a ser considerado uma excelente matéria- prima para a indústria de pasta de papel. Contudo, devido à existência de grandes áreas de plantação desta espécie, logo começaram a surgir problemas de ordem ambiental, a nível nacional [20].

O consumo excessivo de água que o eucalipto necessita para se desenvolver, visto ser uma espécie exótica torna-o impróprio para os solos de Portugal, empobrecendo-os com a absorção de nutrientes. O problema das movimentações de solos necessárias para o plantio desta espécie torna-se uma perturbação eminente nos ecossistemas. Podendo ainda referir a monocultura desta espécie conduz à formação de povoamentos pobres em flora e fauna com todas a consequências que daí advém para o equilíbrio de qualquer floresta [20].

Outro problema muito grave que tem devastado e afetado em grande escala a floresta portuguesa são os incêndios florestais que provocam alterações irreversíveis na floresta. Segundo registos efetuados, sabe-se que entre 1980 e 2006, houve 12 anos em que os incêndios ultrapassaram os 100 mil hectares de área ardida por ano, tendo em 2003 atingido os 420 mil hectares [20].

Um fato importante recai sobre as alterações climáticas presenciadas em Portugal e no mundo em geral. A subida da temperatura global, com maior número de dias com temperaturas superiores a 35ºC, e com períodos maiores de seca e por outro lado com invernos irregulares e por vezes com períodos longos de precipitação, conduzem a um

aumento de mato e erva, que não é devidamente extraído das florestas e de terrenos agrícolas que se encontram ao abandono, leva a uma maior probabilidade de risco de fogos florestais.

Benzer Belgeler