§4 HADİSE DURUMLARI I) GENEL OLARAK
II) KANUNDA DÜZENLENEN VE ÖĞRETİ DE KABUL GÖREN HADİSE DURUMLAR
F) Senedin Sahteliği İddiası
Diante das reflexões a respeito do processo de desenvolvimento do pensamento com base nos estudos desenvolvidos por Vigotski (2000b), podemos considerar que a preocupação desse pesquisador não era com o produto ou conteúdo do conceito, mas com o processo que
desencadeava a formação dos conceitos espontâneos e científicos.
Os conceitos espontâneos caracterizam-se por constituir-se na vida cotidiana principalmente por tentativa e erro ou com base em atributos comuns do objeto. Essas particularidades são propriedades marcantes do pensamento sincrético e por complexo.
Nessa fase do pensamento, o indivíduo demonstra uma ausência de consciência em que os atributos são abstraídos pela semelhança baseada na percepção imediata, proporcionando relações demasiadamente diversificadas desviando as reais relações existentes entre eles.
Os conceitos científicos caracterizam-se por fazer parte de um sistema de inter- relações em que envolve operações mentais de abstrações e generalizações. Essas operações devem constituir-se no espaço escolar no decurso de um processo orientado e organizado o qual possibilite a internalização consciente dos atributos essenciais do conceito. Assim, é no inconsciente dos atributos essenciais que Vigotski (2000b) configura a diferença principal entre os conceitos espontâneos e os conceitos científicos.
Sob esse enfoque, a diferença nas condições de organização do processo de formação dos conceitos científicos e cotidianos diferencia o seu desenvolvimento. Apesar dos conceitos científicos serem internalizados em condições formais no âmbito escolar, o seu processo de desenvolvimento é inverso ao dos conceitos espontâneos.
Segundo Vigotski (2000b), os conceitos espontâneos desenvolvem-se de forma ascendente e os científicos percorrem o caminho inverso (descendente). Isso ocorre pelo fato dos conceitos espontâneos serem definidos pelo sujeito com base em aspectos perceptíveis por meio das experiências sensoriais, fazendo com que o sujeito em situações reais de aplicação utilize-se de maneira inconsciente o ato de pensar. Enquanto os conceitos científicos são aprendidos em situações sociais específicas de aprendizagem e definido pela sua verbalização, fazendo uso de abstrações e generalizações no processo de internalização de
atributos essenciais.
No entanto, é necessário que os conceitos científicos sejam conduzidos de forma mediada ao nível dos espontâneos (movimento descendente) a ponto de o sujeito passar a utilizá-lo de forma consciente e deliberada, fazendo com que os conceitos espontâneos tornem-se científicos pelo seu uso consciente no processo de internalização dos atributos necessários e suficientes, possibilitando sua utilização em situações diversas.
No entanto, apesar do desenvolvimento dos conceitos ocorrer em direções opostas existe uma relação intrínseca entre eles. Essa relação deve-se ao fato de que é necessário que o conceito espontâneo atinja um certo grau de desenvolvimento para que o sujeito internalize um conceito científico. Isso decorre efetivamente das correlações existentes entre os conceitos, em que um conceito é internalizado pela internalização de outros conceitos.
Os conceitos espontâneos se caracterizam pela ausência de conscientização das relações existentes, em que elas são orientadas pelas semelhanças concretas e generalizações isoladas. Enquanto que os conceitos científicos, as interações são formadas por um sistema complexo com graus diversos de organização, subordinação e supra-ordenação expresso em princípios, leis e teorias, que abrangem operações mentais de abstração e generalização (FERREIRA, 1995).
Portanto, podemos considerar, diante das reflexões já realizadas, que os conceitos científicos enquanto construção social de conhecimentos decorre, de estudos realizados por pesquisadores das diversas áreas dos saberes e os conceitos espontâneos são frutos de um saber construído socialmente pelo senso comum sem seguir qualquer rigor científico. São esses aspectos que se constituem em diferença essencial entre conceitos espontâneos e conceitos científicos.
À luz do exposto, nesta pesquisa, o nosso interesse é mediar mudanças cognitivas e teórico-metodológicas significativas à formação profissional e humana dos professores
colaboradores por meio de interações sociais, considerando os processos internos/externos aos sujeitos sociais, ultrapassando o simples diagnóstico dos conhecimentos prévios dos colaboradores.
Assim, analisamos esse processo por meio do desenvolvimento do pensamento nos estágios constitutivos da elaboração conceitual dos colaboradores, no decurso de uma análise descritivo-reflexiva por meio da coleta dos dados construídos pela atividade mediadora nas
interações instituídas entre pesquisador-colaborador/colaboradores, colaboradores/pesquisador-colaboradores e colaboradores /colaboradores.
Portanto, as análises realizadas neste trabalho dizem respeito a relações intrínsecas entre o campo empírico e o teórico, objetivando relações mais próximas possíveis entre teoria e prática.
3 – PRÁTICAS COLABORATIVAS: O SIGNIFICADO DO CONCEITO DE TERRITÓRIO DOS PROFESSORES.
Neste capítulo, elaboramos as descrições e análises-reflexivas a respeito da sistemática de estudo que constituíram os aspectos metodológicos do estudo em foco, como também, as análises dos conhecimentos prévios dos professores-colaboradores acerca do conceito de território.
Dessa forma, foi estabelecido no desenvolvimento deste trabalho o delineamento sistemático de situações teórico-metodológicas colaborativas que garantiram um processo deliberado de ensino-aprendizagem que se contemplaram nas situações de interações sociais mediadas pelo pesquisador-colaborador, objetivando a abstração pelos professores- colaboradores dos conceitos-atributo do conceito de território: relações sociais, relações de poder e delimitação física.