4.2. Türkiye’de, Extended Piyano Teknikleri, Bu Tekniklerin Uygulanması Ve
4.2.3 Sembol ve İşaretlere İlişkin Bulgular
Poucos são os topônimos formados por descrição associativa encontrados na freguesia do Brás até a década de 1850. A formação mais comum de designativos era por descrição pura dos elementos geográficos e por translação toponímica destes, especialmente no caso da criação de novos elementos geográficos humanos. Tal postura frente à denominação reflete a necessidade restrita de precisar o espaço para os indivíduos que nele habitam, já que as incursões pela região e as intervenções do poder público restringiam-se ao caminho da Penha e às pontes que lhe proporcionava acesso.
Declararam-se as seguintes denominações de elementos geográficos físicos por descrição associativa nos Registros de Terra: córrego chamado da Moenda Velha (RT 118), córrego Passagem (RT 126), rio das Pedras (RTs 57 e 83), várzea das Minhocas (RT 104), e córrego chamado do Corredor (RT 92).
Do primeiro topônimo indicado, reflete-se a utilização de pequenos cursos d’água para a moagem e, pelo elemento determinante Velha, intui-se que a prática era antiga na
região, ou pela existência de outros moinhos mais novos ou pela antiguidade do indicado pelo topônimo.
Já o hidrônimo Passagem118, localizado entre a cabeceira do rio da Moóca e o ribeirão Aricanduva, indica que o córrego é transponível, o que não devia ser habitual na região, a com maior número de cursos d’água da freguesia do Brás, e, por tal razão, conhecido e utilizado pelos moradores para travessia.
Verifica-se certa variação do elemento geográfico para a denominação rio das Pedras: córrego das Pedras (RT 84) e córrego chamado, Rio das Pedras (RT 85B). Apesar disto, apresenta-se cristalizada na década de 1850, o que se evidencia por dar nome à localidade: Local: Rio das Pedras (RT 83).
A várzea das Minhocas (RT 104) é o único espaço alagadiço da freguesia do Brás a não receber sua designação por processo de translação toponímia nos Registros de Terras. A manutenção deste designativo pode ser percebida ainda na década de 1880, a despeito da ocupação da várzea e sua descaracterização:
De varios assignados moradores nos bairros do Marco da Meia legoa e Tatuapé, estrada da Penha representando contra o alinhamento dado a Ernesto Fischtner na Varzêa da Minhoca, que prejudica o logradouro publico e de que se servem aos Suppes. - Ao Senr. Dor. João Boeno e Engenheiro Doutor Nabor Jordão. (ACSP, LXVII, 55)
Apesar de não se ter identificado a razão que levou a tal denominação, pressupõe-se que se deva diretamente à existência do animal119 e sua utilização pela população. Isto é evidenciado pela manutenção do referencial – das Minhocas e da Minhoca –, mesmo sem documentação que permita afirmar se houve fixação de alguma das formas mencionadas.
A lexia corredor, por sua vez, é encontrada tanto como elemento geográfico quanto topônimo propriamente dito na freguesia do Brás. Como topônimo propriamente dito, além de hidrônimo, registrou-se terreno denominado corredor (ACSP, LVI, 44). Convém notar que, em ambas as posições, corredor remete a caminhos estreitos ou curtos. As vias que se
118
Trata-se dos seguintes registros: córrego chamado Passagem (RT 125), córrego denominado Passagem e
dito córrego Passagem (RT 126) 119
originavam na estrada da Penha, indicadas nos Registros de Terras, vêm abaixo relacionadas, a fim de exemplificar tal uso:
* beco comprido e acompanhando este a direção do Pari (RT 47) = rua que vai dar nos valos do terreno pertencente aos herdeiros de dona Ana Vicência e para o Pari (RT 141) [lado esquerdo da estrada da Penha, da lateral esquerda da Igreja do Brás até o Pari]
* um corredor ou caminho que segue para o lugar chamado – Pari (RT 13) [lado esquerdo da estrada da Penha, das proximidades da ponte Preta até o bairro do Pari]
* rua que vai para a várzea [devoluta que olha para o caminho da Moóca] (RT 130) = rua que segue para a várzea devoluta (RT 145) [lado direito da estrada da Penha, das proximidades da ponte Preta até a rua da Moóca]
* rua que segue para os Campos Realengo da Moóca (RT 62) ≠ corredor que segue para a várzea devoluta (RTs 138A/138B) [lado direito da estrada da Penha, nas proximidades da ponte do Nicolau]
* um corredor público que vai dar à várzea Realengo (RT 30A) = beco que segue para a várzea devoluta (RT 128) [lado esquerdo da estrada da Penha, entre ponte do Nicolau e Marco da Meia Légua; originalmente, era caminho dentro de uma única propriedade] * rua que segue para a várzea (RT 59) [lado esquerdo da estrada da Penha, no Marco da Meia Légua]
* rua que vai pra a várzea Realenga (RT 2) [lado direito da estrada da Penha, no Marco da Meia Légua]
* corredor chamado – Tatuapé (RT 6A) [lado esquerdo da estrada da Penha, de proximidades da capela do Belém até o rio Tietê, margeando o ribeirão Tatuapé] ≠ corredor público que vai dar a várzea Realenga denominada do – Tatuapé (RT 36) [lado esquerdo da estrada da Penha, no Tatuapé]
* saída que da capela da senhora do Belém segue para a várzea das Minhocas (RT 104) [lado direito da estrada da Penha, no bairro do Tatuapé]
* corredor de servidão pública (RTs 101 e 103) [lado esquerdo da estrada da Penha, no Maranhão, até o rio Tietê]
Quanto ao termo geográfico, nota-se que as vias locais da freguesia do Brás eram indistintamente chamadas de corredor, rua, beco e saída; lexias que mantêm entre si relação de co-hiponímia. Verifica-se também que não são atribuídas denominações aos caminhos locais, apenas esparsas indicações de topônimos já cristalizados que se confundem com a menção do destino das vias, o que, possivelmente, configura-se como um processo incipiente de translação toponímica.
A tendência a não nomeação destes elementos geográficos justificaria o topônimo córrego do corredor sem indicação de qualquer outra designação. Isto significa dizer que, ao invés da toponimização do elemento geográfico em decorrência do processo de translação toponímica, trata-se de descrição associativa de um elemento do ambiente reconhecido simplesmente pelo seu termo. Duas interpretações são possíveis para o topônimo terreno denominado corredor: assim como a designação anterior, resultar de descrição associativa de um elemento geográfico ou ter uso de corredor pela população local.
As demais descrições associativas indicadas nos Registros de Terras dizem respeito à designação de propriedades particulares, os sítios e as chácaras da freguesia do Brás, e um caminho a sul do ribeirão da Mooca – a estrada da Cancela Grande (RT 142B).
A maioria das propriedades cujo nome foi declarado recebe a denominação de cursos d’água que limitam os terrenos, sendo os únicos provenientes de descrição: fazenda do Carmo (RT 82), um sítio chamado Paraíso (RT 87), Um sítio com terras de lavoura e criar, chamada sítio dos Pinheiros (RT 136).
O primeiro é um hierotopônimo que, conforme se observou anteriormente, é de caráter descritivo e tem por função indicar que tal propriedade é pertencente à Ordem dos carmelitas. Quanto ao topônimo Paraíso, é provável que se deva à devoção religiosa, apesar de não se ter identificado a presença de capelas com tal orago na região. Esta designação não foi registrada posteriormente na documentação consultada.
O sítio dos Pinheiros, limitado com a freguesia do Brás pelo ribeirão Aricanduva e, portanto, localizado na freguesia da Penha, recebe tal denominação ainda no século XVIII, já que, quando doada à igreja de Nossa Senhora da Penha de França em 1791, o antigo proprietário a fez por tal designação (RT 136). Igual referencial foi utilizado na denominação da propriedade de Raphael Pais de Barros, na Moóca: Sítio do Pinheiro (Mapa de Chácaras, s/d). Quando loteado em 1888, a designação do sítio não foi mantida.
Além destas, identificou-se apenas mais um topônimo formado diretamente por descrição associativa de biofatos: Chácara Floresta (Mapa de Chácaras, s/d). Trata-se de propriedade na confluência do rio Tietê e do ribeirão Tamanduateí, posteriormente transformada em clube de regatas sob a denominação Floresta, por processo de translação toponímica sem manutenção do elemento geográfico anterior.