3. KAYNAK ARA TIRMASI
3.4 Tekstil Boyac l
3.4.2 Selüloz liflerinin boyanmas
Partindo da definição do CAM-I1 (Consortium for Advanced Manufacturing), Ansari (1997) fornece seis pressupostos básicos de metodologia do custeio alvo, que são:
1. O custo de um produto ou serviço é definido a partir do preço definido pelo mercado, subtraindo a margem de lucro definida pela empresa para garantir sua sobrevivência e continuidade. Isto significa que a variável custo tem um determinado valor que precisa ser alcançado pela empresa, através do envolvimento dos departamentos de projeto, marketing, produção e outros, ficando da seguinte forma:
C = P – L, sendo que C é o custo alvo a ser alcançado, P é o preço ditado pelo mercado para determinado produto e L o lucro almejado e necessário na empresa para o produto, conforme definido pela sua gestão.
1 CAM-I (Consortium for Advanced Manufacturing): de Arlington, Texas (EUA), patrocinador de um grupo de
2. Deve ter uma orientação para o consumidor, ou seja, partindo do preço definido pelo mercado, já existem certas características exigidas pelo consumidor, pelas quais são atribuídos diferentes valores. É preciso haver uma atenção da empresa no sentido de, ao gerenciar seus custos, com o objetivo de adequá-lo ao custo alvo, não eliminar características valorizadas pelos consumidores ou prejudicar, de alguma forma, o atendimento destas características como pela diminuição em qualidade. Tais ações, inevitavelmente, prejudicariam a percepção que os consumidores têm do produto, gerando menor demanda pelo produto e conseqüente diminuição do preço orientado pelo mercado.
3. O procedimento do custeio alvo foca, primordialmente, o produto em sua fase de projeto, não se incluindo, desta forma, nos tradicionais sistemas de redução de custos que se preocupam com a fase de produção, o que reduz custos basicamente através da eliminação de desperdícios. O custeio alvo empenha-se na fase que possui maior controle sobre a grande maioria dos custos, que é justamente a fase de projeto, considerando-se que, a partir da definição desta fase, muito pouco do custo poderá ser diminuído, pois suas características essenciais já terão sido definidas.
Por isso, a ferramenta principal do custeio alvo é a chamada engenharia de valor, que se preocupa, fundamentalmente, com a definição do projeto do produto, sendo este um novo produto ou um produto já existente, que passará por alterações no seu projeto inicial.
4. A preocupação deve se voltar para o custo do produto em todo seu ciclo de vida, o que inclui a necessidade de repensar o produto oferecido desde a sua fase de projeto até sua utilização pelo consumidor final. Tal preocupação exige a participação de todos os membros da cadeia de valor da empresa, desde os departamentos internos, como produção, vendas, marketing, custos, até participantes externos, que também são responsáveis pelo controle de custos, como fornecedores, consumidores, revendedores entre outros. A participação conjunta de todos no processo é essencial para o sucesso desta metodologia, conforme já havia sido percebido no princípio da utilização do custeio alvo, no Japão, pois cada área funcional tem uma determinada percepção específica do produto que pode e deve ser utilizada para um pleno conhecimento do que é oferecido e, assim, atuar de forma mais eficiente nas alterações necessárias e no impacto de cada ação executada.
5. A definição do menor custo para um produto não deve se preocupar apenas com o momento que o consumidor efetua a compra, pois este, ao analisar uma determinada compra, faz uma análise completa do custo que este produto oferecerá durante todo seu ciclo de vida, estando incluindo custos adicionais, como entrega, manutenção, instalação entre outros, conforme o produto ou serviço específico, até seu descarte final.
6. A metodologia do custeio alvo é voltada para a cadeia de valor, incluindo fornecedores, revendedores e outros. Um sistema de custeio alvo completo tem uma percepção de longo prazo, buscando um benefício mútuo entre todos os envolvidos.
A partir destes fundamentos, foram definidos seis passos que buscam permitir o alcance dos fundamentos citados acima, conforme Ono (2003, p. 34). São estes:
1. Definição dos segmentos alvo: é essencial que a empresa defina claramente em qual segmento-alvo deseja atuar, pois diferentes segmentos de mercado possuem diferentes objetivos ao buscar seus produtos. Isto significa que, ao definir as características que o produto precisa conter, é preciso ter de forma bem clara o segmento de mercado que a empresa quer atuar, pois estes terão influência nas características definidas. Torna-se possível atuar nos segmentos que mais valorizam as características do produto ou serviço oferecido pela empresa e, por conseqüência, atribui maior valor para elas, sendo que, quanto maior for o segmento maior é a possibilidade de obtenção de lucro.
2. Identificação das vantagens e desvantagens competitivas: é preciso identificar as vantagens e desvantagens de lançar um novo produto ou substituir um produto já existente, sendo necessário, inicialmente, listar todos os fatores que influenciam o consumidor no momento da compra, que devem indicar qual o valor atribuído a cada um dos fatores e, obviamente, a empresa terá um melhor desempenho se dispor dos fatores valorizados pelos clientes. Também é considerada a percepção dos consumidores pelas empresas concorrentes, havendo uma comparação no desempenho de cada fator com o concorrente mais forte.
3. Posicionamento do novo produto dentro dos segmentos-alvo: os novos produtos lançados por uma empresa devem estar de acordo com o segmento no qual a empresa
já atua, contudo lançar um produto com qualidade inferior pode provocar perda de valor da marca e da posição que se encontra. Este é motivo pelo qual são firmados convênios entre fábricas e grandes revendedores que se utilizam da marca do próprio revendedor para lançar um novo produto, normalmente fabricado com uma qualidade inferior e preços mais acessíveis, atendendo a outro segmento de consumidores sem prejudicar sua própria marca.
4. Sintonizar o projeto e o preço do produto: trata-se de uma forma de medir mais precisamente o valor real que os consumidores dão para os diversos componentes do produto, pelo que estariam dispostos a pagar mais e, quais suas preferências de modo geral. A forma mais eficiente de chegar nesta informação é pela análise conjunta, ou seja, perguntas isoladas sobre determinada característica não são a forma ideal de alcançar os melhores resultados, pois os consumidores tendem a valorizar mais o produto como um todo, quando este oferece um conjunto maior de vantagens em sua aquisição.
5. Simulações de mercado: a partir das informações reunidas nas fases anteriores, incluindo, portanto, as variáveis de ambiente competitivo, reação dos concorrentes perante a entrada de novos produtos, valores atribuídos às características do produto e outras, é elaborado um modelo, baseado em algoritmos, que visa simular os resultados da introdução do novo produto em fase de projeto, comparando o valor global de um produto com o valor global de todos os produtos do mercado, possibilitando estimar ainda as fatias e as preferências do mercado com base nesta relação, verificando o comportamento das vendas ou da fatia do mercado controlada, com alterações no preço de venda.
6. Determinação do custo máximo permitido: o custo máximo permitido é calculado pela simples subtração da margem de lucro necessária em relação ao preço definido pelo mercado. Deve-se levar em consideração o valor atribuído pelos consumidores para as diferentes características do produto e, aquelas que são mais valorizadas, terão maiores investimentos dos recursos disponíveis, objetivando a maximização do valor percebido pelo consumidor.
O resultado da implantação destas fases é o oferecimento de um produto ou de um serviço que atenda da forma mais completa as necessidades dos consumidores com o menor custo possível. Evita-se assim, um possível descontentamento dos consumidores pelo oferecimento de um produto ou serviço, cujas características tenham sido definidas apenas por um departamento da empresa, não possuindo o benefício de uma visão abrangente, resultado da interação dos departamentos e da cadeia de valor como um todo.