2.6. SELÇUKLULARIN SOSYAL YAġAMINDA ATÇILIK
2.6.1. Selçuklularda At MenĢeili Gıda Ürünleri
As sementes da arte/cultura foram lançadas uma vez a cada mês, durante o período letivo de dois anos, geralmente nos finais de semana, sendo desenvolvida em espaços fora da
escola e de acordo com a programação de outras instituições, onde foram assistidos shows musicais instrumentais e vocais de artistas locais e cantores regionais.
Para o deslocamento dos estudantes nas vivências fora da escola foi disponibilizado o ônibus com o motorista da própria escola, tendo o inspetor acompanhando os residentes. Dentre elas foram realizadas visitas ao museu do Parque das Dunas do Natal, como também os residentes assistiram shows musicais
No espaço da escola as sementes foram lançadas por meio de oficinas de pintura livre transformando o ambiente que os estudantes transitavam diariamente. As mesmas deram vida ao ambiente externo da escola, com pinturas de jogos como amarelinha e tabuleiro de dama na intenção de criar um espaço mais acolhedor e alegre. Ainda no contexto escolar realizaram-se oficinas de reciclagem utilizando material se sucata, com intenção de construir peças decorativas para enfeitar o ambiente escolar em épocas festivas. No que diz respeito aos recursos, foram disponibilizados pela escola materiais como tinta, pincéis, cola, fitas e outros e pelos estudantes as garrafas pet (Figura 3).
Figura 03 - Em (a) momentos de criações artísticas com a pintura, no pátio externo da Escola Agrícola de Jundiaí; em (b) mostra estudantes residentes participando na própria escola, da oficina de sucata para confecção de objetos para decoração natalina da escola; e, em (c) o deleite musical dos estudantes em show musical realizado fora do espaço escolar, no projeto Som da Mata – Parque das Dunas, Natal-RN.
Fonte: Pereira (2009).
Além disso, foi realizada a oficina “recriando com arte” para a confecção de máscaras para a festa do halloween, na qual os residentes desenharam, cortaram, colaram, revestiram e montaram uma variedade de máscaras na reutilização de papéis coloridos e cartolinas.
Ainda foram desenvolvidos na própria escola, no período da noite e finais de semana, encontros de dança organizados pelos próprios residentes. Nestes encontros foram criadas várias coreografias de dança contemporânea, e danças outras típicas da moda, com o objetivo
de desenvolver uma atividade física que possibilitasse um pouco de alegria e descontração, uma vez que não existia regras para participar nesses encontros, havendo inclusive apresentações em eventos comemorativos na escola. Mesmo não tendo este objetivo, houve apresentações dessas coreografias em eventos comemorativos na escola.
3.7.1.3 Semente da culinária experimental
Dentre as maiores necessidades do ser humano está a de se alimentar. Além de essencial para a sobrevivência do homem, o alimento, ou ato de alimentar-se, que pode gerar prazer, e com a qual o sujeito repõe suas energias e saboreia a diversidade de temperos, condimentos, gostos.
Em nosso caso, a culinária se constituiu como valiosa vivência de lazer, pois nesse momento não apenas eram experimentados pratos distintos dos que eram oferecidos pela escola, como também eles eram os responsáveis pela sistematização e preparação dos alimentos (Figura 4).
Figura 04 – Em (a) a imagem indica o cultivo da semente da culinária nos momentos de preparação; em (b) o cuidado com a estética do alimento nos pratos a serem levados ao forno; e, em (c) o momento de espera ao redor da mesa para a degustação dos alimentos.
Fonte: Pereira (2009).
Destaca-se que, em virtude dos residentes virem de diferentes lugares, era possível apreciar uma diversidade gastronômica, fato que trouxe maiores possibilidades de trocas de experiência, receitas e experienciação de sabores.
Para o plantio dessa semente tornou-se necessário planejar e definir algumas ações com uma ou duas semanas de antecedência da data de realização. Como, por exemplo, fazer um levantamento da quantidade de residentes que participariam da vivência, a solicitação dos alimentos ao almoxarifado a escola, pois a definição do cardápio dependia da liberação dos ingredientes, ingredientes pela escola.
Quando da inexistência dos produtos solicitados, estes eram adquiridos pela pesquisadora. No dia da vivência, algumas vezes, tornava-se importante a limpeza da cozinha antes da preparação do ambiente: varria-se o chão, limpava-se a mesa, lavava-se os pratos. Na vivência da culinária, todos se envolviam nas tarefas indiscriminadamente, como mostra as imagens (4a) e (4b); todos trabalhavam em prol de um objetivo em comum: preparar deliciosos pratos para serem degustados coletivamente. A transformação dos gêneros alimentícios passava por um processo alquímico, no qual os chefs de cozinha liberavam a sua criatividade e sensibilidade fazendo fluir suas ações e expressarem suas emoções.
Para o desenvolvimento dessa proposta vivencial, reservou-se o último final de semana de cada mês, preferencialmente o sábado, para cultivar a semente da culinária, a qual se concretizou em um espaço pequeno e acolhedor, entre brincadeiras e histórias que contagiavam o clima da cozinha.
A cozinha fica localizada ao lado da sala dos professores da escola, que nesses momentos serviu de ante-sala ou sala de espera para a degustação dos deliciosos quitutes elaborados pelos estudantes como mostra a figura (4c).
No momento de espera, enquanto aguardava o cozimento dos alimentos, os estudantes jogavam dominó, xadrez, dama ou tocavam violão; realizavam também outras brincadeiras socializadoras como “maestro”, “assassino”, “adedonha”; contavam piadas e histórias, ou mesmo conversavam sobre o cotidiano da escola.
No início da noite, pratos prontos, todos se reuniam ao redor da mesa para a degustação. Os pratos servidos atendiam aos desejos dos estudantes, fugindo da dieta alimentar oferecida pela instituição. Assim, foram elaborados nessas vivências diversos pratos como lasanha, galinhada, macarronada, arrumadinho, pizza, bolos, pudins, salgadinhos, tortas dentre outros.
Após o momento de degustação havia sempre o revezamento de tarefas, ou seja, o grupo que não participou da preparação do ambiente se responsabilizava pela limpeza final da cozinha.