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SELÇUKLU TÜRK AT IRKLARI

Na dimensão biológica da vida, o homem nasce da junção de células que, ao vencerem uma forte competição, unem-se e formam um ser dotado de códigos predeterminados, os quais definem inúmeras características do ser vivo. Ao longo de nove meses de vida intra-uterina, esse corpo passa por várias transformações, que, gradativamente, vão ocorrendo no intuito de se garantirem as condições biológicas e neurológicas necessárias para ele viver em outro ambiente.

Aos poucos, o corpo se desenvolve em um mundo interior, líquido, quente, aconchegante, acolhedor, fechado e cheio de nutrientes, mantendo contato com outro Ser por meio de um canal que o alimenta e acalenta, até ele atingir o nível de maturação necessário à sobrevivência. Ao chegar ao mundo extra-uterino, atmosférico, relacional, competitivo, complexo, sistêmico, esse novo Ser é reconhecido pela presença de um corpo impregnado de códigos, que tende a continuar dependente do contato e do convívio junto ao outro.

Sobre essa interação materno-infantil, Maturana e Rezepka (2000, p.76) afirmam que “o humano é uma maneira de viver, mas o ser humano é uma maneira de viver com uma corporalidade particular que surgiu numa história evolutiva de transformação corporal em relação com a conservação da maneira humana de viver”.

Por meio dessa relação, e das interações com o meio, vamos nos adaptando e nos apropriando dos diferentes elementos pulsantes, reconhecendo-nos como seres multidimensionais, em diversos contextos da vida. Nesses campos de experienciação do Ser, identificamos a diversidade e a complexidade que nos compõem nas distintas dimensões, e, fundamentalmente, nos reconhecemos como seres autopoiéticos, capazes de nos produzirmos de modo contínuo a nós próprios (MATURANA; VARELA, 2001). Dessa maneira, somos seres criativos, recriadores: vivemos processualmente o fenômeno da autopoiese.

Ressalta-se que no processo constitutivo do Ser visualizam-se as partes e o todo, que congrega o corpo e a vida. Vemo-nos como seres únicos, formados de partes diferentes. Ao mesmo tempo, identificam-se singularidades em todos os seres dotados de essência humana.

Para Morin (2007, p.28, grifos do autor) “o homem, oriundo dessa aventura, tem a singularidade de ser cerebralmente sapiens-demens, ou seja, carregar, ao mesmo tempo, a racionalidade, o delírio, a hubris (insensatez), a destrutividade”. Nessa concepção, considera- se que a carga genética de cada ser atrelada às interações estabelecidas com o outro, com o meio e com o cosmo determinam os possíveis caminhos ou alternativas que o homem pode seguir na vida. Esse mesmo autor ainda aponta esse Ser, como um sujeito inacabado, que se aperfeiçoa na medida em que navega por oceanos de incertezas, buscando relacionar-se com o conhecimento e constrói uma linguagem que favorece a sua participação nas interações estabelecidas.

Como seres inacabados, Morin (2007) descreve que o indivíduo não tem identidade física estável, pois suas moléculas degradam-se e naturalmente são substituídas por outras; ou mesmo em alguns órgãos ou tecido humano, quando as células morrem, outras nascem, no entanto, no que concerne as marcas atitudinais, morais e éticas, a identidade do ser vivo permanece.

Somos, portanto, seres singulares, biológicos, complexos, sociais, de convivência, dotados de uma materialidade e de um campo energético que permite nossa existência no mundo, agindo e interagindo com os outros e com o espaço vivencial. Para Capra (2002, p. 30), “os sistemas vivos são fechados no que diz respeito à sua organização – são redes autopoiéticas -, mas abertos do ponto de vista material e energético”.

Além disso, nos reconhecemos como seres aprendentes que descobrindo a vida, nos questionamos sobre os problemas e as situações cotidianas, buscando respostas e novas perguntas para equilibrar e orientar nossa existência (FREIRE, 1996; ASSMANN, 1998). Continuamente, aprendemos para e na convivência. Herdamos de nossos ancestrais as condições biológicas necessárias para se viver.

Para Moraes (2003, p. 49) viver é conviver. A autora defende esse pensamento a partir da grande teia da vida, “onde todas as coisas estão interconectadas, inter-relacionadas, estruturalmente acopladas, viver nada mais é do que conviver”. É na convivência diária com os amigos no trabalho, na família e em outros espaços que o homem se vê constituído como tal. Pois, como declara a autpra (MORAES, 2003, p. 50) “viver é poder celebrar a vida em toda a sua grandeza e beleza”. “[...] Viver é aprender a se relacionar”. “[...] Viver é compartilhar experiências,”. “[...] Viver é crescer juntos”.

Apontamos a importância da celebração da vida como condição essencial para a evolução da condição de humano para a condição de ser humanescente. Isso porque para tornar-se capaz de irradiar a sua essência, constituída de boas energias e fluidos é necessário compreender e viver prazerosamente os momentos que nos constituem. Afinal, a humanescência é algo construído no interior de forma luminosa e que quando corporalizada torna-se condição possível de ser externalizada. Nesse sentido, para encontrar a luz e expandi- la é necessário encontrá-la, desenvolvê-la. É necessário a alegria, a brincadeira, a sensibilidade e o amor, é necessário encontrar a grandeza, o valor e a beleza.

Além de reconhecer a beleza e grandiosidade da vida, o se tornar humanescente, exige, conforme já explicitado, a convivência com o outro, ou seja, exige o desenvolvimento do saber relacionar-se. Essa afirmativa decorre na necessidade do ser de mover-se no mundo junto ao outro. Sozinhos, tornamo-nos Narcisos, reconhecendo-nos apenas como seres de potencialidades. No entanto, o contato com o outro e com o conhecimento, evidenciado por meio da relação com o saber e o mundo, visualizamos a nossa incompletude, buscando dessa forma aperfeiçoarmo-nos. Dessa forma, a partilha das experiências de vida, nos torna comuns e marca as nossas especificidades. Somos o que somos, e aquilo que o outro nos mostra que somos. Somos o eu, e ao mesmo tempo o nós! Seres únicos e plurais.

Como podemos ver as diferentes formas de viver apresentadas pela autora, se colocam para o homem como um leque de possibilidades, cabendo a nós seres vivos sabermos desfrutar dessas variadas formas de viver a vida.

Observa-se que, apesar de nossa biologia permitir a construção do saber, ela não é suficiente; precisamos de um saber significativo, e isso requer a presença do outro, do meio e da vida. Porque somos insuficientemente preparados em nossas emoções para viver sozinhos, precisamos do outro para desenvolver novas formas de aprender, desde um processo de ordem, como também partindo de um processo de desordem. Numa tentativa de explicar o que é a vida, os estudos de Schödinger (1997) mostram que ambos os processos são importantes para se garantir a vida, como um contínuo processo de interação.

Assim, somos seres carentes de atenção, de carinho, de amor; precisamos do outro para nos completar, para nos emocionar, para sermos verdadeiramente nós. Precisamos criar nossos territórios de caminhos e conquistas, pois tudo está interligado e é interdependente. Como diz Capra (2002, p. 267), o padrão básico de organização da vida é a rede em todos os níveis, “desde as redes metabólicas dentro da célula até as teias alimentares dos ecossistemas e as redes de comunicação da sociedade humana”. Para o autor a partir do século XX, a emergência do pensamento sistêmico trouxe uma profunda mudança na história do pensamento ocidental. Com a visão sistêmica defendida pelo autor, “as propriedades essenciais de um organismo, ou sistema vivo, são propriedades do todo, que nenhuma das partes possui. Elas surgem das interações e das relações entre as partes” (CAPRA, 2006, p. 40)

Além de seres biológicos, somos seres ontológicos, providos de espiritualidade e de intuição. Somos sócio-históricos, seres de histórias de vida, movidos pela emoção. Somos seres sistêmicos dotados de sentimentos e emoções. Razão, emoção, materialidade e espiritualidade, somos seres autopoiéticos na nossa corporeidade.

Para os estudiosos Maturana e Verden-Zöller (2004, p. 221),

[...] nós, humanos, na qualidade de entes biológicos, estamos constitutivamente dotados de uma corporeidade dinâmica que, ao adotar configurações distintas, dá origem a emoções diferentes como disposições corporais dinâmicas diversas. Estas especificam diferentes domínios de ações, os quais constituem por esse meio o fundamento operacional de tudo que fazemos, inclusive o que chamamos de comportamento, pensamentos e discursos racionais.

A busca do ideal de humanidade, tornando-se como objeto de ansiedade, de questionamento, tanto no tempo presente quanto foi no passado, para Santin (1994, p.9) desde a “tragédia grega de Édipo Rei, onde o homem é colocado como o eterno enigma ou a indecifrável esfinge de si mesmo”. Embora o homem tenha vivenciado importantes transformações de uma universalidade teocêntrica da humanização para a universalidade antropocêntrica, que se baseia no racionalismo moderno, em particular pelo movimento iluminista do século XVIII, onde o ideal de humanidade inspirava-se no próprio homem, este ainda não encontrou sua plenitude humana.

Pensa-se que o problema centrou-se no homem acreditar que a razão daria conta dos ideais de humanização e que as descobertas científicas e o aperfeiçoamento tecnológico garantiriam a plenitude da existência humana.

Nesse sentido, Santin (1994, p.24) afirma:

Parece que o homem da ciência e da técnica perdeu a capacidade de brincar, perdeu a fertilidade da fantasia, da imaginação guiada pelo impulso lúdico [...] Os homens dos dias de hoje estão mais preocupados com o trabalho, com o rendimento e com resultados. Resgatar a prática do lazer é tarefa necessária para poder vislumbrar novos tempos para a humanização.

Com isso vemos que o homem contemporâneo continua aspirando à realização plena, buscando a vida rica, a felicidade. Nesse sentido, pensamos que o ideal para o homem é aquilo que lhe permita preservar, promover e realizar a sua condição de ser humano, isso inclui, além da satisfação das necessidades de sobrevivência como o alimento, a água, o vestuário e a moradia, a atenção à tantas outras necessidades como educação, trabalho, saúde, amor, liberdade e também o lazer, sendo este último, pouco compreendido pela sociedade.

Para que o lúdico e o lazer sejam reconhecidos como uma necessidade à vida humana torna-se premente saber vivenciá-lo no transcurso da vida, seja de maneira individual ou na coletividade. A partir dos estudos de Maturana e Varela (2001) observamos uma relação direta do processo do autoconhecimento e da autocriação humana com o que está configurada a partir da construção da realidade do ser, ou seja, o processo de autoconhecimento do homem com a sua auto-organização, a partir de vivências de lazer como fenômeno ludopoiético.

De acordo com os autores, “todo ato de conhecer faz surgir um mundo, portanto, todo fazer é um conhecer e todo conhecer é um fazer” (MATURANA; VARELA, 2001, p. 31), assim, sabemos que é na ação de se viver, que o indivíduo se constrói e se conhece enquanto Ser. Em outras palavras, a capacidade auto-organizativa do Ser, fornece aos seres humanos, a possibilidade de lidar com várias situações da realidade e de organizar o mundo e a nossa existência, partindo da nossa corporeidade, da maneira de como nos colocamos no mundo, nas nossas relações interpessoais e transpessoais, seja em momentos vivenciado na festa, na arte ou em outras manifestações do lazer.

As emoções expressadas nas atitudes das pessoas ocorrem antes que os sentimentos sejam revelados, “porque na evolução biológica as emoções vieram primeiro e os sentimentos depois” (DAMÁSIO, 2004, p. 37). O autor complementa, “as emoções foram construídas a

partir de reações simples que promovem a sobrevida de um organismo e que foram adotadas pela evolução”.

As emoções e sentimentos visualizados nos corpos das pessoas vão se modificando de acordo com o contexto e fase da vida humana. Os sentimentos podem ser, e geralmente são, revelações do estado da vida de dentro do organismo” (DAMÁSIO, 2006, p.15, grifo do autor). Os sentimentos revelam a nossa forma de ser e estar no mundo, como ressalta Damásio (2006, p.15) “na existência do dia-a-dia os sentimentos revelam, simultaneamente, a nossa grandeza e a nossa pequenez”. Para esse neurocientista, “duas manifestações aparentemente separadas de um organismos integrado e singular‟, “a emoção e as várias reações com ela relacionadas estão alinhadas com o corpo, enquanto os sentimentos estão alinhados com a mente” (DAMÁSIO, 2006, p. 14/15).

Nessa dimensão, a emoção se coloca como fundamento principal, permitindo o florescer da corporeidade, pois no ser humano “é a emoção define que a ação” (MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004, p. 10), criado assim, um campo de energia em nosso corpo, que se revelar para o mundo exterior. E, nesse campo vibracional, as emoções podem ser percebidas como disposições corporais dinâmicas que se estabelecem a cada instante no domínio das ações (MATURANA; VERDEN-ZÖLLER, 2004). Os autores acrescentam, “nós humanos, tornamo-nos aquilo que nossas corporeidades se tornam enquanto vivemos, crescendo como seres humanos nas diversas culturas às quais pertencemos, por meio de diversas histórias de epigênese” (MATURANA; VERDEN- ZÖLLER, 2004, p. 138/139).

Nesse mundo de pluralidade cultural, social, religiosa, artística se compõe experiências, que agem de forma dinâmica e dão sentido a nossa existência. Assim, a capacidade ludopoiética encontrada no homem se estabelece na interação do mesmo com o meio, com o mundo, com o cosmo (CAVALCANTI, 2008a). As interações estabelecidas por meio dessas experiências ocorrem de maneira significativa quando o indivíduo se envolve emocionalmente, traduzindo em sentimento quando são criadas as condições para o fluir (CSIKSZENTMIHALYI, 1992). Assim, as vivências de lazer experiencializadas pelas pessoas tendem a contribuir na construção de sentimentos e de emoções, especialmente quando se manifestam como processo autoformativo revelando alegria e liberdade, as quais categorizamos como fenômenos ludopoiéticos.

Maturana e Varela (2001) descrevem que o ser vivo é um sistema dinâmico aberto quando sua organização se mantém viva. Esta organização definirá o ser vivo como uma

unidade sistêmica a partir das interações estabelecidas, sendo possível a criação de seus próprios limites mediante processo autopoiético.

Na educação, o processo autopoiético vem sendo consolidado por meio de iniciativas pedagógicas onde o educando e o educador são considerados seres complexos e não completos, e que na sua incompletude buscam desenvolver aspectos nas dimensões espirituais, da estética, que possibilitam a expansão dos seus valores criativos e humanos.

Sampaio (2009), a partir das ideias de Cavalcanti (2006) contempla em sua prática educacional a autoformação humanescente de profissionais da saúde, trazendo um enfoque vivencial humanopoiético. A autora se fundamenta na educação do ser humano, na integralidade de suas dimensões práticas e teóricas, ou seja, uma educação voltada para a totalidade do ser, para o desenvolvimento da sua inteligência, de seu pensamento, de sua consciência e de seu espírito.

Nesse sentido, na ação educativa se busca possibilitar além dos conhecimentos disciplinares e transdisciplinares, o fluir e a corporalização de novos saberes, os saberes

humanescentes, os quais emergem do interior do ser, da essência do humano, do belo, do

sensível, do fluir, do deixar transparecer, do experienciar (CAVALCANTI, 2006).

Os saberes humanescentes emergem da corporeidade humana. Utilizando-se como linguagem metafórica a “teia de aranha”, Cavalcanti (2004) apresenta simbolicamente cinco fios, o qual cada um corresponde a um saber que a constitui – reflexividade autobiográfica, sensibilidade, criatividade, ludicidade e reflexividade vivencial, sendo o ultimo fio, o fenômeno da humanescência. Este último, considerado como seu eixo principal por irradiar luminosidade para si mesmo, para o outro e para o cosmo. Esses saberes se entrelaçam participando do processo da autoformação do Ser, propiciando na interação social o autoreconhecimento e o conhecimento do outro, visando a transformação da sociedade e fortalecendo os valores éticos e de solidariedade.

Os estudos sobre a hominescência Serres (2003) aborda a evolução do homem frente as suas relações com a natureza e as mudanças que vem ocorrendo na contemporaneidade. O autor enaltece que,

Se não existe humano a não ser por essa onivalência e por esse modo não linear de primeiro viver e depois pensar, um novo humanismo surge dentro da mais ampla diversidade. A pluralidade das línguas e o multiculturalismo coabitam com a diversidade dos seres vivos, tão brilhantes nas variações dos corpos individuais como nas cadeias de ADN, nas quais a diversidade das línguas se reproduz em imagem, em um alfabeto de elementos simples e por meio dele (SERRES, 2003, p. 141).

O fenômeno humano emerge da conjunção dos saberes corporificados ao longo da existência do Ser, no entanto, para a sua evolução o homem necessitará transcender os limites da humanidade e adentrar o campo da humanescência, que segundo Sampaio (2010) baseada nos conceitos de Cavalcanti (2006) e Sampaio (2009), é considerado como:

Produto da autopoiese, a qual possibilita a expansão das essências humanas irradiando luminosidade, beneficiando outros seres, a natureza, a sociedade e o planeta. [...] Um fluxo evolutivo que possibilita o despertar da sensibilidade humana, adormecida pela coisificação do processo civilizacional o qual prevalece na contemporaneidade da espécie homo sapiens.

Sendo, portanto, um desafio ontológico que pressupõe a abertura da alma para vivenciar o inusitado, o belo, o sensível, pois “a essência do Ser humano se define na sua relação com o mundo” (CAVALCANTI, 2006 p.8).

3 PERCURSOS TRILHADOS PARA O PLANTIO E O MANEJO DO

SEMEAR

Fonte: Narla Musse

Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.

Nesta imagem registro minha presença em diferentes lugares numa experiência vivencial para reconhecer o campo que semeio, os solos e implementos utilizados neste cultivo. As trilhas são contínuas, não lineares, demonstrando a capacidade de adaptação aos diferentes ciclos da vida, contextos da pesquisa e as ferramentas para a colheita dos frutos. Conforme mostram as miniaturas utilizadas no cenário de abertura deste capítulo, existe um momento em que a semeadora se apropria dos fertilizantes e busca aplicá-los para o semeio das sementes lançadas nos solos desta pesquisa (participantes). É, portanto a imagem que, retrata o processo de visualização dos caminhos a serem trilhados, expressa o cuidado com os solos, o cultivo das sementes do lazer e revela a esperança do florescer já evidenciada por Cora Coralina.

3.1 A DEFINIÇÃO DO CAMPO, A PREPARAÇÃO DAS SEMENTES E DO CANTEIRO,