5. SELÇUKLULAR DEVRİ ÇİNİ ve SERAMİK SANATI
5.2. Selçuklu Döneminde Çini Süslemenin Kullanıldığı Bazı Eserler
Atualmente, a assistência oncológica é fundamentada nos princípios da multidisciplinaridade e vem incorporando vários profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogo, assistente
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social, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Aprender a trabalhar em equipa adquire uma importância crescente na área da saúde, o que aumenta a predisposição para investir no aperfeiçoamento de estratégias de cuidados em saúde que incluam o acolhimento de aspetos que transcendam as dimensões estritamente biológicas.
Um estudo de Cesnik & Santos (2012) mostrou que, ainda que estejam envolvidos aspetos unicamente físicos, estes têm repercussão sobre a sexualidade e o bem-estar das mulheres com cancro de mama. Estes autores referem também que mesmo quando existe uma intensa e satisfatória vida sexual antes da doença, a combinação de stresse emocional, dor, fadiga, alteração da imagem corporal e baixa autoestima, decorrentes dos tratamentos oncológicos, podem desorganizar o funcionamento sexual do casal.
Mais especificamente, Cesnik & Santos (2012) concluiram que existem problemas ao nível da lubrificação vaginal graves entre as mulheres que recebem QT, comparativamente às que não realizam esta terapia adjuvante, sendo que 50% destas mulheres relatam ainda que a realização de QT teve efetivamente um efeito negativo sobre a sua vida sexual. Este facto reforça a necessidade de promover orientações e, se possível, haver a prescrição de lubrificantes íntimos pelo próprio médico de oncologia que as segue, de forma a amenizar o desconforto resultante deste sintoma tão recorrente nas mulheres e que este estudo afirma não fazer parte do foco dos profissionais de saúde (Cesnik & Santos, 2012). Esses factos têm relevância para a prática clínica, mostrando que os profissionais devem investigar sobre esse tipo de desconforto e estar atentos à necessidade de prescrição de lubrificantes íntimos e recomendação do uso de preservativo para diminuir a vulnerabilidade decorrente da imunossupressão nas mulheres submetidas à QT (Cesnik & Santos, 2012).
Outro estudo realizado por Pumo, Milone, Iacono, Giuliano, Di Mari, Lopiano, Bordonaro & Tralongo (2012), confirma que os distúrbios psicológicos e sexuais são comuns em sobreviventes de cancro de mama e podem diminuir a QdV da mulher, podendo estes ser melhorados apenas com prevenção e controlo. Mais uma vez, em concordância com Cesnik & Santos (2012), Pumo et al (2012) referem que estas questões devem ser levadas em conta por todos os profissionais de saúde que prestam cuidados neste segmento crescente da população, considerando que QdV sexual é importante para utentes com cancro, a longo prazo. Os mesmos autores referem, ainda, que o impacto do cancro da mama no interesse em sexo e intimidade nas várias faixas etárias, com acesso a apoio e informações sobre este tema, afetam não só as jovens, mas também as sobreviventes mais velhas.
Outro estudo sobre esta temática dos autores Hill, Sandbo, Abramsohn, Makelarski, Wroblewski, Wenrich, McCoy, Temkin, Yamada, Lindau (2011) afirma que já vários grandes centros de tratamento para cancro estão a explorar a criação de programas clínicos para abordar todas estas questões sexuais. No entanto, os médicos e as instituições precisam de dados para demonstrar a
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disposição e motivação dos pacientes com cancro do sexo feminino para receber cuidados médicos para problemas sexuais, quando se considera o investimento em tais programas clínicos. Hill et al (2011) também constatam que a necessidade de cuidados de saúde sexual em mulheres com cancro da mama é independente do estado civil, raça, tipo ou estágio do cancro. Ainda assim, os referidos autores constataram que a idade mais jovem foi associada com um interesse um pouco maior nestes cuidados e na vontade de ser contactado por um programa de saúde sexual formal, mas também constataram que mais de um em cada cinco sobreviventes de cancro com 65 anos ou mais estavam interessados em receber os cuidados de saúde sexual.
Com todos estes factos, penso que teria grande relevância criar um apoio mais direto, objetivo e, de alguma forma, obrigatório para todas as mulheres submetidas a cirurgia ao cancro da mama, com o objetivo de abordar as questões sexuais. A minha sugestão de plano envolveria a implementação de consultas específicas para falar destas questões, tanto individualmente como com o parceiro, com um psicólogo clínico da MAC, consulta esta recomendada pelo respetivo médico e/ou enfermeiros que seguem a utente e marcada, simultaneamente, com as sessões de fisioterapia e consulta no serviço social. Este seria o objetivo final do plano, depois de ser providenciada formação específica na área da sexualidade no cancro da mama aos colegas de psicologia (caso necessário) e de uma posterior divulgação da importância desta consulta, a todos os profissionais de saúde da MAC, através de uma ação de consciencialização dos problemas de sexualidade vs benefícios do apoio especializado para a população em questão.
Outra questão pertinente a explorar é relativa ao aumento de peso das mulheres com cancro da mama. Segundo Demark-Wahnefried, Campbell & Hayes (2012), é normal que uma maior proporção de mulheres no momento do diagnóstico estejam com sobrepeso ou obesas, dado que a obesidade é um problema a nível mundial. Embora seja atualmente desconhecido se a perda de peso após o diagnóstico pode melhorar o prognóstico e a sobrevida livre de doença, as evidências sugerem que o controlo do peso é fundamental para o controlo das comorbilidades prevalentes nestas pacientes. Assim, estes autores defendem que os profissionais de saúde devem incentivar a gestão de peso em todas as fases do processo contínuo de tratamento do cancro, de forma a evitar sequelas e efeitos adversos mais tarde e melhorar a saúde em geral. De acordo com um estudo realizado por Norman, Localio, Kallan, Weber, Torpey, Potashnik, Miller, Fox, DeMichele & Solin (2010), com o objetivo de identificar e compreender os fatores de risco que podem originar o linfedema, concluiu-se que o esvaziamento axilar e os tratamentos de QT são os principais fatores de risco para a ocorrência linfedema, no entanto, foi também demonstrado no mesmo estudo que existem outros tipos de riscos que devem ser tidos em conta, nomeadamente um índice de massa corporal elevado. Outro estudo também demonstrou que o peso corporal e o elevado índice de massa corporal são de facto importantes fatores
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que podem levar ao aparecimento do linfedema, para além do número de lesões no membro homolateral à mama sujeita a tratamento e as infeções (McLaughlin, Wright, Morris, Giron, Sampson, Brockway, Hurley, Riedel & Van Zee, 2008).
Posto isto, sabendo os riscos associados ao aparecimento do linfedema, penso que o serviço de fisioterapia da MAC poderia ter aqui uma atitude mais ativa, nomeadamente no que se refere ao controlo do peso e do índice de massa corporal. Apesar de não serem os principais fatores de risco para o aparecimento do linfedema, juntamente com outros fatores tais como a RT, a QT ou a remoção ganglionar, podem aumentar grandemente esta probabilidade. Assim, a minha proposta de melhoria passa pela a colaboração do fisioterapeuta com o profissional da área de nutrição, tendo o fisioterapeuta a responsabilidade de reencaminhar a utente sempre que necessário para o colega, com o objetivo de maximizar todo o esforço realizado nos tratamentos de fisioterapia que têm como objetivo prevenir ou tratar o linfedema secundário, através de maior controlo alimentar e nutricional. Pode ainda fazer-se mais relativamente às utentes sujeitas a QT pois, segundo uma colega de dietética da MAC, estes são capazes de adaptar uma dieta a cada utente, ou pelo menos indicar quais os alimentos a evitar durante o tratamento, caso esta saiba qual o “cocktail” administrado. Posto isto seria interessante alargar a parceria também ao médico responsável pela QT e trabalharem os três profissionais em conjunto para proporcionar um menor risco de aumento de peso por parte das suas utentes.
Por último, a minha proposta de melhoria/implementação é referente a uma área de interesse pessoal. Ao longo das pesquisas para o presente trabalho encontrei dois artigos interessantes que estudam os efeitos do Pilates na capacidade funcional, dor, flexibilidade, fadiga, depressão e QdV em mulheres com cancro de mama. Segundo um estudo piloto de 2008 de Keays, Harris, Lucyshyn & MacIntyre, os fisioterapeutas devem encorajar as pacientes interessadas a procurar instrutores de exercícios de Pilates treinados que tenham conhecimento de cancro da mama. O ideal é que as mulheres com cancro de mama comecem com sessões de exercícios individuais de Pilates, para garantir um desempenho seguro nos exercícios e avançar, posteriormente, para aulas em grupo. Devido à sua baixa intensidade e foco na repadronização neuromuscular, o Pilates seria um bom ponto de partida para que depois as mulheres pudessem gradualmente retornar às suas atividades normais, após o tratamento do cancro da mama. Inclusivamente, no mesmo estudo, as participantes afirmaram que recomendariam o programa de exercícios de Pilates a outras mulheres com cancro de mama.
Segundo outro estudo posterior, de Eyiogor, Karapolat, Yesil, Uslu & Durmaz (2010) verifica- se uma diminuição nos scores de depressão nas mulheres, que é sugerida pelo facto de o exercício ser realizado em grupo, dos efeitos dos exercícios serem reconfortantes e de serem realizados sob a supervisão do fisioterapeuta. Refere ainda que se verifica uma melhoria a nível da postura, capacidade
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funcional e função física. No que diz respeito à fadiga, flexibilidade e amplitude de movimento surgem dúvidas se a eficácia será única e exclusivamente do Pilates, dado também ter sido recomendado um programa de exercícios em casa, não excluindo o efeito benéfico do Pilates em si.
Ainda assim e tendo em conta os benefícios supracitados, tendo eu formação especializada a nível de Pilates Clínico, a minha proposta inovadora seria a implementação de uma classe de Pilates, simultânea à classe de movimento, 1 vez por semana, visto não terem sido encontrados efeitos adversos ou complicações na realização deste tipo de exercícios.