• Sonuç bulunamadı

Sektörün Yapısal Sorunları ve Çözüm Yolları

FERREIRA e RICCI (1999) realizaram um estudo de caso, com um profissional de jornalismo que atuava em off. Com o auxílio de uma avaliação, detectou-se que o trabalho englobaria técnicas vocais e dicção. O mesmo foi realizado semanalmente durante 45 minutos, no total de 10 sessões. As técnicas trabalhadas foram: percepção de esquema corporal; relaxamento; adequação da modalidade respiratória para a fonação; coordenação da respiração de pontuação gramatical e expressiva; expressividade adequada; aquecimento e desaquecimento vocal e orientação quanto à higiene vocal. Após a realização de trabalho fonoaudiológico, observou-se adequação da voz e dicção para o trabalho de off na TV, expressão harmoniosa e adequada à notícia em cena, ressonância equilibrada e coordenação fono respiratória.

Na pesquisa de GIROTO e MARTINS (2000) foi apresentada uma proposta de treino formal da voz profissional falada, voltada para estudantes de jornalismo. Para tal, elaboraram e aplicaram um questionário sobre os diferentes aspectos da voz. Com a análise desses dados, somados à literatura, definiram os aspectos vocais que foram trabalhados: avaliação otorrinolaringológica; aplicação de anamnese específica; avaliação perceptivo-auditiva; programa de educação vocal; englobando informações sobre anatomofisiologia da fonoarticulação e conscientização quanto ao uso adequado da voz e treino formal, incluindo o registro áudio visual da emissão e utilização de estúdio de rádio e TV para o desenvolvimento de estratégias.

CASSOL (2002), em seu estudo, submeteu oito repórteres a um treinamento em grupo. Os mesmos responderam a um questionário e foram realizadas avaliações perceptivo-auditivas da voz pré e pós treinamento, uma vez por semana, durante oito meses. Os aspectos abordados foram: orientação vocal; bem como parâmetros observados como inadequados para o telejornalismo, como qualidade vocal, respiração, articulação, ritmo de fala, intensidade, ressonância, pitch e ataque vocal. A autora concluiu que houve melhora na avaliação final dos parâmetros, pós intervenção.

SERVILHA (2002), desenvolveu uma oficina de dez encontros com duração de uma hora e meia cada, com 21 alunos do curso de jornalismo, que abordou aspectos como: higiene vocal, conhecimento da voz e corpo, postura corporal, relaxamento de ombros, pescoço e região laríngea, colocação e controle respiratório costo diafragmático, equilíbrio ressonantal, projeção vocal, flexibilidade vocal e ênfase, articulação,

loudness, e coordenação pneumofonoarticulatória. Ao final, os

participantes preencheram um questionário, avaliaram seus desempenhos e foram regravados. A autora concluiu que houve progresso em todos os participantes, com maior conhecimento da própria voz, maior controle das emoções frente à câmera, melhora na postura e segurança, principalmente nas locuções em rádio.

Uma proposta de intervenção fonoaudiológica na preparação de 12 repórteres de televisão, durante quatro meses foi descrita por STIER (2002). Esta apresentava como objetivo: desenvolver uma comunicação adequada para o vídeo e para tal foram realizadas atividades como: terapia fonoaudiológica em grupo, oficina de narração, simulações de passagens, treinamentos em estúdios e simulações de telejornal. Os resultados apontaram que o grupo desenvolveu o uso profissional da voz e comunicação desejada no vídeo e concluiu que a prática fonoaudiológica representa boa oportunidade para atuação in loco e o trabalho em equipe constitui valiosa forma de aprimoramento, e favorece o desenvolvimento do jornalista recém formado.

TEIXEIRA e PINTO (2003) realizaram uma pesquisa com 31 alunos do curso de jornalismo, para verificar o aproveitamento dos mesmos, após realização de um programa de orientação sobre fisiologia do aparelho fonador e cuidados com a voz e treinamento vocal, o qual abordou aspectos como: articulação, aquecimento e desaquecimento vocal. Em seguida, foi aplicado um questionário sobre o aproveitamento, e os autores concluíram que após a orientação vocal, os alunos demonstraram ter noção quanto aos hábitos benéficos ou maléficos à voz, julgando importante o trabalho.

CAMARGO e PENTEADO (2004) identificaram, por meio da perspectiva de dois repórteres e uma apresentadora de telejornal, o impacto do trabalho fonoaudiológico (oficina de voz) na prática desses comunicadores sociais. Os dados foram coletados por meio de entrevista coletiva que abordou os aspectos enfocados na oficina de voz e em seguida, os depoimentos foram gravados em fita cassete e transcritos para a análise do conteúdo. Os autores concluíram que a oficina proporcionou um impacto positivo, não somente na prática profissional dos sujeitos, como também na qualidade de vida, pois melhorou a auto estima, promoveu a saúde geral e vocal, além de mudanças qualitativas observadas no formato do telejornal, superando as expectativas específicas do trabalho fonoaudiológico.

MARTINEZ e SILVA (2004) observaram as modificações ocorridas após a realização de uma série de exercícios de aquecimento vocal em cinco momentos diferentes com sete apresentadores de televisão. Os aspectos trabalhados foram relaxamento cervical, deslocamento de laringe, vibração de lábios e de língua, sons nasais e fricativos. Após os exercícios de aquecimento, verificou-se um aumento da intensidade vocal, tendência ao aumento da freqüência fundamental e maior projeção vocal nas amostras de fala gravadas. Esse estudo concluiu que o uso de aquecimento vocal possibilitou uma diferença positiva nas vozes, pois aumentou a intensidade do sinal acústico e propiciou uma articulação mais precisa, com aumento da freqüência fundamental.

PETER e SOUTO (2004) realizaram, com 15 telejornalistas, uma análise perceptivo-auditiva sobre os recursos vocais pré e pós intervenção fonoaudiológica. Utilizaram a audiogravação da leitura de um texto padrão e posteriormente realizaram a transcrição literal das narrações. Após os sete meses de intervenção fonoaudiológica, os autores verificaram que os telejornalistas passaram a fazer uso dos recursos vocais de modo mais adequado, tornando mais fáceis a compreensão e a absorção da notícia veiculada, contribuindo para que os diversos telejornais da emissora se tornassem mais agradáveis ao público.

STIER e FEIJÓ (2004) compararam a voz de 13 repórteres de televisão pré e pós uma série de exercícios vocais, por um período de um mês consecutivo, e identificaram os parâmetros vocais que se modificaram, tanto imediatamente quanto após o período de um mês de realização dos exercícios. Os participantes foram orientados a realizar uma série de exercícios diariamente antes da atuação profissional. Uma vez por semana, as vozes foram analisadas com a utilização do programa GRAM 5.7 e foram observados parâmetros como: freqüência fundamental, regularidade do traçado e número de harmônicos. Os dados acústicos foram obtidos no período da manhã, pré e pós realização dos exercícios. Antes do início do estudo, todos os repórteres foram orientados sobre hábitos de higiene vocal. Os autores concluíram que houve mudanças imediatas pré e pós exercícios e os próprios sujeitos referiram-se tanto à percepção de diferença de qualidade de voz, quanto à diminuição do esforço a fonação.

BRANDALISE e GONÇALVES (2005) verificaram a aplicação da técnica de sobrearticulação na performance vocal de 12 repórteres de televisão, por meio das análises perceptivo-auditiva e acústica computadorizada, a qual constou da medição do tempo máximo de fonação (média das vogais e relação s/z), gravação da vogal /i/ e de dois textos selecionados. As autoras concluíram que os parâmetros da análise perceptivo-auditiva que apresentaram melhora, em ordem decrescente, foram: prosódia, articulação, loudness, velocidade de fala e pitch. Os parâmetros da análise acústica computadorizada que apresentaram melhora foram: jitter, shimmer, NNE e proporção harmônico ruído. Concluíram que a técnica de sobrearticulação apresentou eficiência em todos os parâmetros da análise perceptivo-auditiva e na análise acústica computadorizada foi efetiva para jitter, shimmer e ruído glótico.

PINHATTI et al. (2005) realizaram uma intervenção junto a estudantes de jornalismo pertencentes a uma instituição de ensino superior de São Paulo . O programa teve início com uma palestra sobre o aparelho fonador (estrutura e funcionamento) e noções de saúde vocal.

Foi composto por entrevista, avaliação vocal e oromiofuncional, avaliação dos aspectos não-verbais, programas de trabalho individual e para o grupo e reavaliação final. Tanto imediatamente quanto em grupo, o atendimento segundo as autoras contemplou aquecimento vocal e relaxamento vocal, postura, uso de gestos e expressões faciais, questões oromiofuncionais e devolutivas das observações de suas atuações em estúdio. Não consta o relato de quantos universitários participaram da intervenção, nem a carga horária do programa, mas o mesmo teve duração de cinco meses, com encontros semanais para atendimento e quinzenais para observação das gravações no estúdio da universidade. Foram coletadas amostras de emissão espontânea e profissional, por meio de filmagens providenciadas pelos participantes, antes e após a intervenção fonoaudiológica e a comparação foi tida pelas autoras como efeito positivo da intervenção.

STIER e FEIJÓ (2005) compararam a voz de 13 telejornalistas, antes e depois do aquecimento vocal imediato e após a repetição diária de um período de quatro semanas e observaram quais as modificações ocorridas nesse período, a fim de avaliar a efetividade da preparação diária desses profissionais. A seqüência de exercícios proposta foi: relaxamento e alongamento de ombros e pescoço, rotação de língua (dez repetições para cada lado), movimentos exagerados da musculatura facial por 30 segundos, técnica do “B” prolongado (30 repetições), técnica de vibração com variações de freqüência e volume (seis repetições), sons nasais associados a movimentos de mastigação (seis repetições), e técnica de firmeza glótica (seis repetições). As autoras concluíram que a série de aquecimento vocal promoveu em todos os participantes uma percepção de melhor qualidade vocal e de maior conforto e facilidade à emissão e que a maior parte dos sujeitos apresentou mudança na freqüência fundamental e aumento do número de harmônicos.

VIEIRA (2005) estudou o efeito da orientação fonoaudiológica na expressividade em sete estagiários, sendo quatro do grupo experimental e três do grupo controle, do curso de jornalismo de emissora de televisão.

Realizou-se a leitura de dois noticiários, sendo um sem grande conteúdo emocional, e outro com impacto emocional maior. Após a primeira gravação, os indivíduos do grupo experimental receberam orientação sobre sua comunicação e aquecimento vocal e foram trabalhados aspectos como: postura, expressão facial, gestos, articulação, recursos vocais, ênfase, curva melódica, velocidade, pausas, técnica de movimentos exagerados da musculatura facial, massagem circular na musculatura facial, som hiperagudo, som basal, sons vibrantes e fala mastigada. Após a orientação, foi gravado novamente o mesmo texto. O grupo controle gravou nas mesmas condições, porém sem orientação e sem aquecimento. O estudo concluiu que a orientação fonoaudiológica breve sobre os aspectos da comunicação profissional, com aquecimento vocal, apontou efeito positivo nos indivíduos participantes do grupo experimental. Os parâmetros, que apresentaram melhor desempenho após a intervenção foram os relacionados à expressão corporal.

AZEVEDO (2007) realizou um processo de intervenção fonoaudiológica com seis telejornalistas e concluiu que os dois principais pontos positivos da intervenção relatados pelos telejornalistas participantes foram a auto percepção e percepção dos outros e o conhecimento de técnicas, sendo o principal ponto negativo o tempo reduzido da intervenção. Além disso, verificou, na opinião dos telespectadores, que quatro dos seis telejornalistas apresentaram preferência dos telespectadores na situação pós-intervenção, o que demonstrou efeito positivo da intervenção fonoaudiológica no julgamento dos telespectadores; não houve, para a maioria dos telejornalistas analisados, diferença no julgamento dos telespectadores, quanto ao sexo e idade.

LOPES et al. (2007) analisaram os parâmetros prosódicos de duas apresentadoras de telejornal em relação à entoação, duração, velocidade de fala, variabilidade da freqüência fundamental e intensidade, relacionados à intencionalidade do falante e à caracterização dos gêneros jornalísticos de esporte, cultura, denúncia e jornal. A frase foi julgada por

um grupo de dez jornalistas, que a consideraram desprovida de qualquer conteúdo jornalístico e lida com a intenção de matéria policial, denúncia, esporte e cultura, utilizando-se de diferentes recursos prosódicos. As oito locuções foram gravadas e apresentadas a ouvintes constituídos por estudantes do curso de jornalismo e fonoaudiologia, os quais julgariam quanto ao gênero. Os dados mostraram que quanto maior o número de pistas prosódicas entre locuções, maior possibilidade de captação da intencionalidade e as características prosódicas mais importante para distinção dos gêneros foram: número de proeminências, padrão entoacional, alongamento de vogal e variabilidade da freqüência fundamental e apontaram ainda para a possibilidade de utilizar os diferentes parâmetros prosódicos como recurso para tornar a narração telejornalística mais interativa.

4 MÉTODOS

Esta pesquisa de caráter descritivo, longitudinal e prospectivo, foi aprovada pela Comissão de Ética do Programa de Estudos Pós Graduados em Fonoaudiologia (PUC/SP) sob o registro 002/2007 (Anexo I).

Para melhor entendimento, este capítulo foi dividido em seis partes: a primeira explicita a seleção dos sujeitos; a segunda a coleta de amostra de fala; a terceira, a edição do material coletado; a quarta, o julgamento do material realizado por telespectadores e fonoaudiólogos; a quinta, os procedimentos da análise dos dados e a sexta e última, a descrição do processo de intervenção fonoaudiológica. Esta englobou: caracterização da empresa e dos sujeitos que participaram da intervenção, mapeamento do contexto ocupacional e das demandas e descrição dos encontros. Para melhor esclarecimento, ao final deste capítulo, segue um fluxograma com descrição cronológica de cada etapa de procedimento da pesquisa.

Benzer Belgeler