GEREKTİREN DURUMLAR
TMS 12 Gelir Vergileri Standardında Mesleki Yargı Kullanımı Gerektiren Durumlar
2.1.8 TMS 16 Maddi Duran Varlıklar Standardında Mesleki Yargı Kullanımı Gerektiren Durumların Tespiti
2.1.8.2 TMS 16’ya Göre Seçimlik Durumlarda Mesleki Yargı Kullanımı Konu: Muhasebe politikalarının belirlenme yöntemleri
Este capítulo analisa como as competências internas, identificadas nos indivíduos e nas organizações, corroboram a prática da melhoria contínua, facilitando sua gestão. Para tanto, discute-se competências, apresentando o conceito que a tange e relacionando com a estratégia para a melhoria e com os processos de aprendizagem.
Competência é uma palavra de senso comum, utilizada para designar uma pessoa qualificada a realizar alguma tarefa.
Fleury e Fleury (2000) definem competência como o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que justificam uma alta performance, acreditando-se que as melhores performances estão fundamentadas na inteligência e na personalidade das pessoas.
Em outras palavras, competência é percebida como um estoque de recursos que o indivíduo detém, caracterizando um rótulo mais moderno para administrar uma realidade organizacional ainda fundada nos princípios do taylorismo-
fordismo.
Até o início dos anos 70, o trabalho nas organizações era definido por meio dos sistemas de cargos, característica evidenciada no modelo taylorista, ou seja, a explicitação e a definição das atribuições e requisitos necessários ao funcionário relacionado ao cargo.
Contudo, devido às mudanças na forma das organizações competirem, oriundas da globalização, ampliando o escopo de atuação das empresas, tornou-se necessária às organizações uma evolução em seu modelo de gestão, no que diz respeito
ao desenvolvimento de habilidades, conhecimento e tecnologia. A revolução no paradigma trata, nos dias atuais, a organização do trabalho não por meio de cargos e produtos, mas por meio de competências relacionadas aos processos produtivos.
Lawler (1994) expõe que as empresas devem atrair e proporcionar o desenvolvimento das pessoas com combinações de capacidades complexas a fim de atenderem às suas “core competences”.
No novo paradigma, segundo definição de Fleury e Fleury (2000), o trabalho não é mais o conjunto de tarefas associadas descritivamente ao cargo, mas se torna o prolongamento direto de competências que o indivíduo mobiliza em face de uma situação profissional cada vez mais mutável e complexa.
O conceito de competência vai além dos conhecimentos e habilidades intrínsecas ao indivíduo, possuindo um caráter de mobilizar estes recursos em favor de uma atividade que gere vantagem competitiva. Assim, competência de um indivíduo é o vetor resultante da somatória de três eixos, ilustrado na Figura 4.2, isto é, a competência é a manifestação contextualizada do conhecimento, habilidade e aptidão.
Fonte: Adaptado de Zarifian (2001)
FIGURA 4.2 – Componentes da competência individual
Então, pode-se conceituar competência como a habilidade de utilizar o conhecimento para a execução de um trabalho. Fleury e Fleury (2000) associam a noção de competências aos verbos e expressões saber agir, mobilizar recursos, integrar saberes múltiplos e complexos, saber aprender, saber se engajar, assumir responsabilidades, ter visão estratégica. A relação entre organização, indivíduo e valor agregado por meio de ações é ilustrada na Figura 4.3.
Conhecimento acadêmico
Características individuais
Fonte: Adaptado de Fleury e Fleury (2000)
FIGURA 4.3 – Competências como fonte de valor para o indivíduo e para a organização
Os autores ainda propõem que competência é um saber agir responsável e reconhecido que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo.
Zarifian (2001) propõe três definições para competências relacionadas com a mobilização dos recursos individuais em favor de situações organizacionais:
- A competência é o “o tomar iniciativa” e “o assumir responsabilidade” do indivíduo diante de situações profissionais com as quais se depara; - A competência é um entendimento prático de situações que se apóiam
em conhecimentos adquiridos e os transformam à medida que aumenta a diversidade de situações;
- A competência é a faculdade de mobilizar redes de atores em torno das mesmas situações, é a faculdade de fazer com que esses atores compartilhem as implicações de suas ações, fazendo assumir áreas de responsabilidades.
A primeira definição enfatiza algumas mudanças na organização do trabalho desenvolvidas nos últimos anos: o recuo da prescrição, a abertura de espaço para a autonomia e a automobilização do indivíduo.
Conhecimentos Habilidades Atitudes Organizaçâo Indivíduo Agregar Valor Saber Agir Saber Mobilizar Saber Transferir Saber Aprender Saber se Engajar Ter Visão Estratégica Assumir Responsabilidades
Competências
A segunda abordagem fundamenta-se na dinâmica da aprendizagem que é essencial no desenvolvimento de competências. Assim, a competência é exercitada por meio de um lastro de conhecimentos que poderão ser mobilizados em situações de trabalho. O indivíduo aprende melhor e mais rápido à medida que se depara com situações variadas e a repetição da desestabilização de esquemas cognitivos adquiridos lhe permite estar aberto à aprendizagem do novo.
A terceira definição consiste na ação organizada dos indivíduos unindo esforços e experiências, ou seja, utilizando as competências individuais intrínsecas para atingir objetivos, metas e responsabilidades compartilhadas; é a interação social dos indivíduos no grupo de trabalho.
A nova forma de administrar o trabalho, contrapondo com o antigo modelo de cargos, baseado na gestão de competências, visa aumentar a performance da organização por meio da mobilização de seus indivíduos. As melhorias nos processos organizacionais são resultantes das ações desses indivíduos e, por sua vez, a qualidade destas atividades é função dos três eixos destacados na Figura 4.2.
Segundo Ubeda (2003), o desempenho de uma empresa baseia-se nas competências organizacionais que influenciam diretamente nas competências individuais, necessárias à realização de tarefas e melhorias. As competências individuais, segundo a autora, necessitam de uma avaliação periódica para permitir a reciclagem das estratégias e das competências organizacionais, existindo uma interação entre desempenho, competências organizacionais e individuais e a avaliação das competências deve promover a o desenvolvimento das mesmas.
Passando para uma perspectiva estratégica, as organizações necessitam desenvolver suas competências essenciais, atuando de forma a buscar evolução nas atividades que gerem um diferencial competitivo em relação a seus concorrentes.
Zarifian (2001) destaca a necessidade de cada indivíduo e equipe de trabalho entender os efeitos de suas ações locais no desempenho geral. Ser competente é agir localmente, tendo a preocupação e a visão dos efeitos organizacionais.
Para Wang e Ahmed (2003), as competências devem ser direcionadas pelas necessidades dos clientes e pelas tendências da concorrência. Assim, para uma empresa ser proativa e conquistar vantagem competitiva, faz-se necessário focar em
suas competências essenciais, desenvolvendo aspectos internos que corroboram a satisfação do cliente.
Segundo Prahalad e Hamel (1990), “core competences” ou competências essenciais é o conjunto de habilidades, competências e tecnologias que permitem uma empresa atender às necessidades específicas de seus clientes a fim de ganhar vantagem competitiva. Segundo os autores, para serem consideradas essenciais, essas competências devem atender três requisitos:
- Oferecer reais benefícios aos consumidores;
- Proporcionar dificuldades de imitação pela concorrência; - Promover a expansão de mercado dos produtos e serviços.
Pelo fato das necessidades dos clientes serem dinâmicas, a gestão de competências implica em uma cultura de aprendizagem organizacional contínua a fim de que a empresa possa enfrentar de forma proativa esse ambiente de freqüentes mudanças (Figura 4.4).
Fonte: Fleury e Fleury (2000)
FIGURA 4.4 – Construção da competência e da estratégia por meio do aprendizado
De acordo com Fleury e Fleury (2000), uma organização, caracterizada por um ambiente institucionalizado, define sua estratégia e as competências necessárias para sua implementação num processo de aprendizagem permanente, formando um ciclo virtuoso em que um alimenta o outro (estratégia e competências) por meio do processo de aprendizagem.
Estratégia
Aprendizagem
O cenário dinâmico onde as organizações se inserem exige delas e de seus funcionários a capacidade de realizarem melhorias nos processos. Segundo Zarifian (2001), para que as melhorias realmente ocorram, o indivíduo, a unidade e a rede de trabalho devem contestar sua maneira de fazer as coisas, devem encontrar fontes e vias de melhorias continuamente, realizando experimentações e novas soluções.
O autor, relacionando a melhoria contínua com as competências que a promove, explica que existe uma transformação constante nas competências ditada pelo desempenho organizacional, tendo como conseqüência:
- As competências transformam-se por meio das ações de melhoria; - Pesquisas para melhorias de processos, ao mobilizar competências
individuais e/ou organizacionais, fazem surgir problemas e soluções que não haviam sido previstos, permitindo “saltos” de desempenhos em campos não totalmente explorados.
O autor enfatiza a plasticidade como elemento-chave para essa nova forma de abordar competência. Essa última possui a capacidade de se reformular continuamente em função de oportunidades organizacionais e melhorias realizadas, destacando que uma característica importante da competência é sua abertura aos eventos externos.
Desse modo, as competências estão simultaneamente em dois sentidos de valorização:
- A montante, por sua sensibilidade, plasticidade e abertura à previsão; - A jusante, pela rapidez em se adaptar a nova uma nova situação,
fazendo face a ela.
Nesse contexto de aprendizagem contínua, buscando atender às necessidades de seus clientes, a melhoria contínua dos processos é uma atividade que suplementa e sustenta o desenvolvimento e inovação das competências essenciais.