3. ARAŞTIRMA BULGULARI
3.8. Bitki Örneklerinde Belirlenen Ağır Metal Konsantrasyonları
3.8.2. Schoenoplectus triqueter (L.) Palla Bitkisinde Ağır Metal
As modificações que ocorreram com o conceito de DI a partir de 2001 e atualmente, confirmada pela American Association of Intellectual and Developmental Disability (AAIDD) no que se refere à limitações significativas no funcionamento intelectual e no comportamento adaptativo expressas nas habilidades adaptativas conceituais, sociais e práticas, apontam para a necessidade de formas mais atualizadas de avaliar os comportamentos adaptativos de jovens com DI na realidade brasileira (ALLES et al., 2015). Entretanto, Stanquini et al. (2015) relatam que poucos estudos nacionais levam em conta a importância de instrumentos que indicam as necessidades de apoio dos jovens com DI em sua formação.
Os instrumentos de avaliação foram necessários e utilizados durante todas as etapas deste estudo com a finalidade de identificar a necessidade e intensidade de apoio dos alunos com DI do PPP. A SIS (THOMPSON, 2004) foi um importante instrumento para o programa por ser uma escala multidimensional e um auxílio na determinação do padrão e intensidade de apoio para cada indivíduo. Apesar de todos os alunos participantes terem diagnóstico de DI, foi percebível a diferença entre eles. Inicialmente, o principal motivo do uso da SIS foi avaliar o nível de apoio necessário para cada participante para a elaboração de um Planejamento Individualizado de Ensino centrado no aluno. Posteriormente, o instrumento foi usado para verificar e comparar os resultados ano a ano de intervenções para nortear as novas decisões.
A partir dos conhecimentos obtidos pela pesquisadora na literatura e do acompanhamento das aplicações da SIS com os quatro alunos da pesquisa acompanhados pelos pais/professores em 2014, 2015 e 2016, foi possível visualizar o nível de independência adquirido pelos alunos individualmente nas atividades propostas e o seu desenvolvimento nas subescalas da SIS (atividades de vida doméstica, atividades da vida comunitária, atividades de aprendizagem ao longo da vida, atividades de emprego, atividades de saúde e segurança, atividades sociais).
Thoma et al. (2001) enaltecem a participação de alunos com DI em reuniões de avaliação, planejamento e valorizam a participação ativa na elaboração do seu currículo. A SIS permitiu esse envolvimento de diálogos entre professores, pais e alunos e foi possível coletar informações sobre o desenvolvimento que possibilitaram regular o processo visando a posteriores progressos.
Os resultados de cada aluno foram diferenciados e apontaram necessidade de apoio para cada aluno participar plenamente da vida no ambiente universitário. Segundo Thompson, et al. (2002, p. 390), os apoios são “[...] recursos e estratégias que promovem o interesse e bem-estar dos indivíduos e resultam no aumento da independência pessoal e produtividade”.
Para o planejamento de cada ano foi necessária a realização de nova avaliação fazendo uso da SIS, pois por meio dela foi possível verificar os benefícios obtidos pelos jovens com DI após as intervenções realizadas no ano. A cada nos deve ser realizada uma reavaliação da SIS anualmente para nortear novas decisões.
Ao comparar e analisar os resultados de desenvolvimento de cada aluno entre a primeira aplicação da SIS (2014) com a segunda (2015) e a terceira (2016), observou-se maior progresso dos alunos nos resultados de desenvolvimento entre a primeira e segunda comparação (2014- 2015). Percebeu-se menor diminuição nos níveis de independência entre nos resultados 2015-
2016, quando comparados aos primeiros resultados. Esse dado pode estar relacionado ao fato de que as primeiras mudanças são menos complexas e mais perceptíveis, e, conforme o aluno vai se desenvolvendo, os níveis posteriores são mais complexos. Os indivíduos com DI necessitam de uma formação contínua ao longo da vida, mesmo daqueles conhecimentos já adquiridos. A cada nível evolutivo, o desafio é mais complexo e exige-se mais no processo.
Ao analisar o tipo de apoio que foi mais necessário entre os quatro alunos com DI participantes do programa, considerando-se as seis subescalas da SIS, destacaram-se com necessidade de maior apoio as no âmbito das atividades de aprendizagem ao longo da vida e de
emprego. Nas demais subáreas, houve muita diversidade entre os alunos. O tipo de apoio menos
necessário para a maioria foi o de saúde e segurança. As maiores limitações na capacidade funcional dos alunos com DI, participantes no estudo, foram percebidas em atividades de aprendizagem e uso de competências (acadêmicas, de autodeterminação e autorregulação) e de estratégias para a resolução de problemas. Também, revelam maiores necessidades de apoio em atividades de emprego.
Os resultados da análise da SIS aplicada e reaplicada após cada ano de intervenções também possibilitaram a verificação da eficácia desse instrumento para aluno com DI do programa implementado no Ensino Superior. A manifestação de necessidades específicas de apoio dos componentes do grupo pode ser diagnosticada pelos resultados da SIS. A quantidade de suporte nas tarefas da vida diária, vida em ambiente universitário, aprendizagens ao longo da vida, no trabalho, na saúde e nas relações sociais foi proporcional às limitações desenvolvimentais e estruturais do aluno tanto no tipo de apoio fornecido quanto no tempo diário e na frequência do apoio.
Essa realidade também foi apontada por Gonçalves e Machado (2012), ao falarem sobre a importância de interações adequadas com o meio para o desempenho satisfatório das necessidades dos alunos com DI, para sua independência pessoal, e ratificada por Almeida (2012), destacaram eles a importância do auxílio que a SIS (THOMPSON, 2004) presta no desenvolvimento centrado na pessoa quando o profissional considera tanto as necessidades quanto as escolhas do aluno com DI.
A SIS mostrou-se um instrumento viável para a adequação de conteúdos e atividades necessárias para o desenvolvimento do aluno com DI no Ensino Superior, uma vez que possibilitou aos professores a obtenção de dados mais concretos para planejarem as atividades do programa,
com orientação para aprendizagens e realização das atividades, promovendo o alcance desejado pelo próprio aluno e equipe de trabalho nas tarefas que compõem o processo, e indicação de bons resultados em relação ao desenvolvimento dos alunos.