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Sayfa : 44 RESMİ GAZETE 20 Mayıs 1083 — Sayı : 18052

5.1 - Uso e Ocupação do Solo nas Áreas de Influência das Lagoas

O município de Paraipaba-CE tornou-se, nos últimos anos, sobretudo após a construção da Rodovia Estruturante Sol Poente, um local de forte fluxo turístico graças à beleza de seus recursos naturais, entre estes, a Praia da Lagoinha, uma das mais belas praias do litoral cearense e as lagoas Canabrava e das Almécegas. Este fato, agregado ao crescimento do pólo irrigado Curú-Paraipaba, tem levado a uma aceleração do processo de urbanização, que se estende aos ambientes aquáticos, principalmente nas áreas de influência direta.

As áreas de proteção dos mananciais correspondem, geralmente, às áreas de drenagem de suas bacias hidrográficas, o que as torna passíveis de proteção. A proteção jurídica dá-se, principalmente, por intermédio de normas de uso e ocupação do solo, taxas de ocupação, coeficientes de aproveitamento, restrições às atividades potencialmente poluidoras e manejo da vegetação.

A legislação federal faz referências aos mananciais nas seguintes leis e resoluções: • Lei Nº 4.771/65, de instituição do Código Florestal;

• Lei Nº 6.938/81, da Política Nacional do Meio Ambiente; • Lei N° 6.766/79, do parcelamento do solo;

• Lei N° 9.605/98, dos crimes ambientais;

• Lei N° 9.433, de 08/11/97, da Política Nacional de Recursos Hídricos;

• Resolução Nº 004/85 do CONAMA, de 18/09/85, das reservas ecológicas, publicada no DOU em 20/02/86;

• Resolução N° 20/86 do CONAMA, de 18/06/86, da classificação das águas doces, salobras e salinas do território nacional.

• Resolução N°12 do CNRH, de 31/05/00, dos procedimentos para enquadramento dos corpos d’água.

• Resolução Nº 303 do CONAMA, de 20/03/02, dos parâmetros, definições e limites de áreas de preservação permanente.

No rol das Leis e Resoluções citadas, merecem destaque, alguns aspectos comentados a seguir:

A Lei Federal N° 4.771 de 15/09/65, que institui o Código Florestal, considera, em seu artigo 2°, como de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação situadas ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d’água, observadas as faixas ali

definidas, e ainda, ao redor de lagoas, lagos ou reservatórios de água natural ou artificial (GOMES, 1998);

A resolução N°003/02 do CONAMA que, em seu art.3°, inciso III, considera como área de preservação permanente:

• Ao redor de lagos e lagoas naturais, em faixa com metragem mínima de: a) trinta metros, para os que estejam situados em áreas urbanas consolidadas;

b) cem metros, para as que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d´água com até 20 hectares de superfície, cuja faixa marginal será de cinqüenta metros;

Onde não se dispõe de uma legislação própria sobre faixas de proteção, adota-se as regulamentações das legislações destacadas.

Sob este ponto de vista, a lagoa Canabrava, por estar em área urbana, tem como faixa de proteção a área compreendida em seu redor, com uma largura de 30 metros. A lagoa das Almécegas, por estar em uma zona rural e possuir mais de vinte hectares de superfície, tem como faixa de proteção a área compreendida em seu redor, com uma largura de 100 metros.

No âmbito estadual, observa-se:

1. A Lei n°11.996, de 24 de julho de 1992, que objetiva proporcionar os meios para que a água, recurso natural essencial à vida, ao desenvolvimento sócio-econômico e ao bem- estar social, seja usada de forma racional e justa em todo o estado do Ceará. Esta lei visa compatibilizar a ação humana com a dinâmica do ciclo hidrológico no estado, de modo a assegurar as condições para o desenvolvimento econômico e social com melhoria da qualidade de vida em equilíbrio com o meio ambiente; visa assegurar, ainda, que a água possa ser controlada e utilizada, em padrões de qualidade e quantidade satisfatórios, como também planejar e gerenciar, de forma integrada, descentralizada e participativa, o uso múltiplo, controle, conservação, proteção e preservação dos recursos hídricos do estado. 2. A lei N º 10.147, que definiu duas faixas de proteção às margens dos recursos hídricos, de

primeira e segunda categorias, as quais se caracterizam por restrições decrescentes de uso: • Nas faixas de primeira categoria são permitidos os seguintes usos e atividades: pesca, exploração agrícola sem uso de defensivos e fertilizantes, excursionismo, natação, esportes náuticos e outros esportes ao ar livre. Nos terrenos situados nessas áreas não é admitido movimento de terra, inclusive empréstimos ou bota-fora, a menos que se destine ao controle de cheias, regularização de vazão, proteção de manancial e para melhor utilização das águas, conforme os usos preponderantes estabelecidos;

• Nas faixas de segunda categoria são permitidos os seguintes usos: residencial, industrial, institucional, comercial, de serviços recreativos, exploração agrícola, extração vegetal, florestamento e reflorestamento;

• As faixas de 2ª categoria devem ser estabelecidas com a finalidade de complementar os objetivos das faixas de 1ª categoria, no sentido de garantir a drenagem das águas, criar uma barreira sanitária ao deslocamento de poluentes, proteger a vegetação, controlar a erosão do solo.

Ressalte-se que, até o momento, só foram delimitados valores para faixas de primeira e segunda categorias para o município de Fortaleza.

Do ponto de vista de preservação de um recurso hídrico, as faixas de proteção são importantes, entretanto é preciso ressaltar que não basta apenas a fixação desta faixa sanitária marginal, mas é necessário também que seja disciplinado o uso do solo nas áreas adjacentes à faixa e na bacia hidrográfica, como forma de controle e monitoramento, principalmente nos seguintes aspectos: proteção sanitária dos reservatórios, drenagem das águas pluviais das bacias hidrográficas, preservação e formação da vegetação às margens dos recursos hídricos, ação preventiva contra erosão e preservação paisagística e ecológica. Todos estes benefícios resultarão na proteção do meio ambiente natural, na conscientização da comunidade, na proteção da saúde e segurança e na melhoria do ambiente cultural.

Com relação à lagoa Canabrava, foram identificadas, ao longo do estudo, fontes de poluição e impactos ambientais decorrentes das atividades antrópicas na área de entorno da lagoa, destacando-se:

1. Disposição de lixo nas margens - concorrendo para o aporte excessivo de matéria orgânica que leva à poluição da água, gerando, em situações de anaerobiose compostos que emanam mau cheiro (Figura 5.1)

Figura 5.1 – Disposição de lixo às margens da lagoa Canabrava, Praraipaba, CE. 2004.

2. Lançamento de água residuária

doméstica a partir de residências e

pontos comerciais (ocupações

irregulares) instalados na faixa de proteção - Sendo uma fonte expressiva

de matéria orgânica e microrganismos, além de aumentar o metabolismo heterotrófico, geram nutrientes que aceleram o processo de eutrofização e compromete a qualidade sanitária da água (Figura 5.2)

3. Ocupações irregulares da margem

por bares de infra-estrutura precária, áreas de lazer privadas, plantações de várzea – tal situação provoca alterações

morfológicas do corpo hídrico causadas pelo aterramento, redução do espelho

d`água, assoreamento, além de

contribuir para poluição localizada e difusa (Figura 5.3)

4. Águas do escoamento superficial – fonte de poluição difusa que carreia para a lagoa matéria orgânica dos criatórios de animais existentes no

entorno, além de pesticidas e

fertilizantes do perímetro irrigado que chega via bacia de drenagem (Figura 5.4).

Figura 5.2 – Lançamento de águas residuárias na lagoa Canabrava, Paraipaba, CE. 2004

Figura 5.3 – Ocupação irregular das margens da lagoa Canabrava, Paraipaba, CE. 2004.

Figura 5.4 – Criação de animais às margens da lagoa Canabrava, Paraipaba, CE. 2004.

5. Lavagens de animais, roupas e

veículos – fonte de matéria orgânica,

microrganismos, sabões, detergentes e óleos minerais (Figuras 5.5 e 5.6)

6. Proliferação de macrófitas fixas e

flutuantes com predominância de aningas de grande porte – provoca

redução do espelho d’água, dificuldade de acesso a outros usos do manancial (Figura 5.7).

7. Destruição e/ou descaracterização da

vegetação ciliar por desmatamento de algumas áreas de entorno –

provocando erosão e conseqüente assoreamento (Figura 5.8).

Tais atividades contribuem para a degradação do ecossistema como um todo e da lagoa, em particular, sendo propiciados, em especial, pela sua localização em área urbana, cujo acesso tornou-se ainda mais facilitado pela construção da estrada que intercortou a lagoa em duas partes, alterando sua morfologia.

Com relação à lagoa das Almécegas, os impactos ambientais e as fontes de poluição levantados foram:

Figura 5.5 – Lavagem de veículos na lagoa Canabrava, Paraipaba, Ce. 2004

Figura 5.6 - Lavagem de animais na lagoa Canabrava, Paraipaba, Ce. 2004

Figura 5.7 – Proliferação de macrófitas na lagoa Canabrava, Paraipaba, CE. 2004

Figura 5.8 – Desmatamento nas margens da lagoa Canabrava, Paraipaba, CE. 2004

1. Destruição da vegetação ciliar para

plantações de subsistência e de frutíferas irrigadas – as áreas

desmatadas contribuem para o

assoreamento da lagoa e para o aumento da poluição difusa (Figura 5.9).

2. Ocupação irregular da margem por bares, barracas e restaurantes, que exploram o turismo na região – as

margens começam a ser ocupadas por barracas instaladas nas proximidades do sangradouro que exploram o turismo e, por não possuírem infra-estrutura adequada, contribuem para degradação da qualidade da água (Figura 5.10). 3. Águas de escoamento superficial –

pelo fato de existirem plantações de frutíferas irrigadas em sítios e fazendas no entorno, é fonte de poluição difusa carreando, através da bacia de drenagem, agrotóxicos e fertilizantes (Figura 5.12).

4. Atividades náuticas e turísticas com passeios de barcos e uso do manancial para balneabilidade – embora controladas

no estágio atual, a intensificação destas atividades pode contribuir para poluição das águas, especialmente, pelo despejo de óleos e graxas (Figura 5.12).

Figura 5.9 – Remoção da mata ciliar da lagoa das Almécegas, Paraipaba, CE. 2004.

Figura 5.10 – Ocupação irregular das margens da lagoa das Almécegas, Paraipaba, CE. 2004.

Figura 5.11 – Ocupação irregular das margens da lagoa das Almécegas, Paraipaba, CE. 2004.

Figura 5.12 – Atividades náuticas na lagoa das Almécegas, Paraipaba, CE. 2004.

Embora em menor grau, quando comparadas à lagoa Canabrava, as atividades antrópicas na lagoa das Almécegas apresentam tendência crescente e, se não forem disciplinadas, poderão, num futuro próximo, comprometer a qualidade de sua água.

5.2 - Análise Pluviométrica

Na Figura 5.13 são apresentados os valores de pluviometria mensal observados no período de janeiro a julho de 2004 e os valores médios climáticos mensais dos últimos 13 anos, correspondendo ao período 1990/2003, medidos na estação meteorológica de Paraipaba (03°24’S; 39°10’W) da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos – FUNCEME, pertencente à região Litoral Pecém, localizada na cidade de Paraipaba – CE.

De acordo com os valores médios climáticos, o período de chuvas se estende de janeiro a junho, chegando a atingir valores superiores a 90% da precipitação anual neste período.

Com base nos dados da FUNCEME, a pesquisa foi realizada dentro do período chuvoso. Este, por sua vez, apresentou alguns desvios em relação à média histórica, especialmente, nos extremos do período. No mês de janeiro, considerado muito chuvoso, observou-se uma pluviometria 254% superior à media histórica. Em fevereiro, as chuvas

FONTE: FUNCEME

Figura 5.13 – Ciclo de precipitação pluviométrica da estação pluviométrica de Paraipaba (Paraipaba-CE) nos períodos 1989-1990 e jan-jul/2004.

104 369 169 231 333 273 313 134 206 57 81 284 53 81 0 50 100 150 200 250 300 350 400 P L U V IO M E T R IA ( m m )

Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho

PERÍODO

CICLO DE PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA DO POSTO PLUVIOMÉTRICO DE PARAIPABA NO PERÍODO DE 1990-2000 E DE JANEIRO A JULHO DE 2004

continuaram intensas, porém, ultrapassaram a média histórica em apenas 36,7%. Já nos meses de abril e maio, as chuvas ficaram bem aquém da média histórica, apresentando períodos de veranitos, e só voltaram a se intensificar no mês de junho, onde, mais uma vez, superaram a média histórica em 250%. No mês de julho, o decréscimo foi substancial, caracterizando o fim do período chuvoso. O acumulado no período de janeiro a junho registrou 1348mm, enquanto que a média histórica nos últimos 13 anos registrou 1206 mm.

5.3 – Monitoramento Sistemático Através das Variáveis Físicas, Químicas, Hidro e Microbiológicas

Nas Tabelas 5.1 (a, b, c, d, e, f) são apresentados os valores médios, mínimos e máximos, os desvios padrões das variáveis físicas, químicas, hidrobiológicas e bacteriológicas utilizadas na caracterização da qualidade da água das lagoas Canabrava e das Almécegas (Paraipaba-CE).

As Figuras 5.14 (1 a 57 ) mostram a distribuição espaço-temporal dos valores médios mensais das variáveis analisadas, as quais são discutidas em blocos, conforme suas relações de interdependência.

Considerando o grande número de variáveis levantadas, as discussões e os gráficos relativos aos parâmetros discutidos referem-se àquelas variáveis cuja relação com os impactos e pontos de poluição levantados são mais evidentes. Os demais gráficos são apresentados na forma de anexos ao final deste trabalho.

5.3.1 – Potencial Hidrogeniônico (pH), Alcalinidade Total e de Bicarbonatos (AlcT e AlcHCO3- ), Dureza Total, de Cálcio e Magnésio (DurT, DurCa, DurMg) e Íons

Associados: Cálcio, Magnésio, Ferro e Manganês (Ca2+, Mg+2, Fe+2/Fe+3, Mn+2/Mn+4)

Os valores de pH apresentaram-se relativamente homogêneos para as duas lagoas, sendo que a lagoa Canabrava apresenta valores mais baixos que os das Almécegas e ambas, apresentaram valores na faixa ácida próximo a neutralidade. Estes resultados refletem a natureza ácida do solo onde os ambientes aquáticos estão inseridos, característicos das regiões

janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO ESTATÍSTICAS FUNÇÕES

pH (ºC) Tar T(ºC) água Transp (m) µS/cm CE Tur

(uT) (uH) Cor (mg/L) ST (mg/L) STF (mg/L) STV (mg/L) SST (mg/L) SSF (mg/L) SSV (mg/L) SDT (mg/L) O&G

média 6,29 28,8 28,5 1,58 410 5 30 335 204 132 19 8 10 317 13,2 desvpad 0,10 1,02 1,37 0,06 28,18 2,23 13,45 83,31 56,83 64,57 11,87 6,29 6,50 90,75 4,44 mínimo 6,15 27,5 25,5 1,45 372 2 13 222 118 59 2 0 1 190 8,0 máximo 6,42 30,5 29,5 1,65 449 9 48 484 299 245 36 20 20 482 19,3

CB-1

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 6,25 28,8 28,4 1,50 404 5 26 495 243 252 14 7 10 481 21,1 desvpad 0,17 1,21 1,46 0,11 28,91 1,83 10,33 146,00 83,47 182,04 7,33 3,00 5,00 142,00 11,40 mínimo 6,00 28,0 25,5 1,35 376, 3 16 347 137 119 2 3 4 332 8,0 máximo 6,52 31,0 29,5 1,63 459 7 40 747 375 610 24 11 17 723 38,6

CB-2

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 6,19 29,0 28,6 1,48 391 5 29 463 236 211 17 6 14 446 14,4 desvpad 0,18 1,88 0,62 0,09 16,13 2,10 9,21 60,63 74,03 9,63 11,02 1,40 10,70 52,84 3,70 mínimo 6,02 27,0 27,5 1,30 361 3 18 404 155 200 4 4 4 392 10,8 máximo 6,46 32,3 29,0 1,55 405 9 44 558 351 224 30 7 23 531 21,0

CB-3

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 6,13 28,3 28,4 1,51 408 5 24 409 206 203 14 7 10 398 13,3 desvpad 0,09 2,09 0,61 0,06 37,90 1,55 9,09 115,16 82,89 109,16 8,16 3,46 3,83 114,59 6,50 mínimo 6,00 26,0 27,5 1,40 367 3 14 305 100 101 4 3 6 288 7,0 máximo 6,28 31,6 29,0 1,60 475 7 37 582 336 412 28 12 16 578 23,4

CB-4

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

LEGENDA: pH = potencial hidrogeniônico Transp = transparência de Secchi SST = sólidos suspensos totais Tar = temperatura do ar Cor = cor SSF = sólidos suspensos fixos

Tágua = temperatura da água ST = sólidos totais SSV = sólidos suspensos voláteis

CE = condutividade elétrica STF = sólidos totais fixos SDT = sólidos dissolvidos totais Tur = turbidez STV = sólidos totais voláteis O & G = óleos e graxas

de janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO ESTATÍSTICAS FUNÇÕES AlcT

(mgCaCO3/L) AlcHCO3 (mgCaCO3/L) DurT (mgCaCO3/L) DurCa mgCaCO3 DurMg mgCaCO3 Ca (mg/L) (mg/L) Mg (mg/L) Na (mg/L) K (mg/L) SO4 (mg/L) Cl (mg/L) FeTotal (mg/L) FeSol média 12,4 12,4 43,7 12,0 32,5 4,8 7,9 81,7 7,7 144,0 3,2 0,05 0,02 desvpad 2,20 2,20 7,40 8,30 12,50 3,30 3,00 11,80 3,90 9,00 1,60 0,01 0,01 mínimo 9,9 9,9 38,9 6,1 10,4 2,4 2,5 66,7 5,2 128,0 0,9 0,04 0,00 máximo 16,2 16,2 58,6 28,5 48,5 11,4 11,8 91,5 13,4 155,0 4,9 0,07 0,04

CB-1

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 12,3 12,3 63,7 13,1 50,6 5,2 12,3 79 5,9 139,0 2,9 0,07 0,03 desvpad 2,00 2,00 52,60 8,50 44,20 3,40 10,70 14,40 0,60 11,90 1,80 0,03 0,02 mínimo 10,9 10,9 36,6 8,1 27,5 3,2 6,7 62,0 5,2 118,0 0,1 0,03 0,00 máximo 16,2 16,2 170,8 30,4 140,4 12,2 34,1 91 6,9 150,0 5,2 0,12 0,05

CB-2

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 12,1 12,1 42,2 11,7 30,7 4,7 7,3 69,0 6,4 149,0 2,3 0,20 0,06 desvpad 1,70 1,70 8,50 5,50 13,00 2,20 3,10 19,00 2,80 14,00 1,50 0,26 0,10 mínimo 10,2 10,2 30,4 8,1 7,7 3,2 1,9 43,0 3,5 130,0 0,4 0,01 0,00 máximo 14,2 14,2 52,5 22,8 44,4 9,1 10,8 88,0 10,7 171,0 3,8 0,59 0,23

CB-3

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 média 10,9 10,9 36,0 8,8 27,1 3,5 6,6 72 5,5 145 2,7 0,05 0,02 desvpad 1,80 1,80 12,60 2,10 11,00 0,80 2,70 21,5 1,60 12,6 1,40 0,01 0,01 mínimo 9,3 9,3 11,4 5,7 5,7 2,3 1,4 44 3,1 131,5 0,4 0,04 0,01 máximo 13,2 13,2 45,5 11,1 36,4 4,4 8,8 92 6,6 162,1 4,0 0,07 0,03

CB-4

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

LEGENDA: AlcT = alcalinidade total Ca = teor de cálcio Cl = teor de cloreto AlcHCO3 = alcalinidade de bicarbonato Mg = teor de magnésio FeTotal = teor de ferro total

DurT = dureza total Na = teor de sódio FeSol = teor de ferro solúvel

DurCa = dureza de cálcio K = teor de potássio DurMg = dureza de magnésio SO4 = teor de sulfato

no período de janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO ESTATÍSTICAS FUNÇÕES OD

(mg/L) (mg/L) DQO (mg/L) DBO5 N-NH(mg/L) 3T N-NH(mg/L) 3L N-NH(mg/L) 3I N-NO(mg/L)2 (mg/L) N-NO3 (mg/L) PTotal (mg/L) Porto (mg/L) Porg (mg/L) Ppoli (mg/L) CL”a” (NMP/100/mL)CT (NMP/100/mL)CTT (NMP/100/mL)Ec

média 5,0 44 17 1,490 0,000 1,490 0,005 0,677 0,058 0,020 0,022 0,019 1,15 1,2E+04 1,5E+02 1,9E+02

desvpad 0,30 25,00 6,00 2,31 0,00 2,31 0,01 0,21 0,04 0,01 0,02 0,03 0,56 1,1E+04 1,8E+02 5,7E+01

mínimo 4,5 18 11 0,080 0,000 0,080 0,000 0,494 0,030 0,000 0,000 0,000 0,36 2,2E+03 3,1E+01 1,6E+02

máximo 5,4 76 28 6,140 0,005 6,135 0,017 1,069 0,140 0,035 0,045 0,076 2,10 3,1E+04 5,4E+02 2,4E+02

CB-1

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

média 5,2 58 20 2,018 0,013 2,006 0,004 0,553 0,063 0,025 0,040 0,010 1,03 4,42E+03 1,43E+02 1,32E+02

desvpad 1,00 50,67 6,08 2,05 0,03 2,06 0,01 0,17 0,04 0,01 0,03 0,01 0,57 2,55E+03 2,60E+02 1,36E+02

mínimo 4,3 14 13 0,120 0,000 0,120 0,000 0,260 0,030 0,015 0,010 0,000 0,18 2,20E+03 6,00E+01 3,60E+01

máximo 7,1 157 31 4,900 0,100 4,900 0,000 0,700 0,100 0,100 0,095 0,018 1,73 9,040E+03 7,279E+02 3,479E+02

CB-2

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

média 4,7 53 19 1,921 0,013 1,908 0,002 0,448 0,064 0,015 0,025 0,011 1,37 1,8E+03 1,8E+01 3,6E+01

desvpad 0,80 14,00 6,00 2,51 0,03 2,52 0,00 0,16 0,03 0,01 0,02 0,01 0,82 2,643E+03 4,776E+01 0

mínimo 3,3 39 14 0,030 0,000 0,030 0,001 0,220 0,040 0,000 0,010 0,000 0,55 3,875E+02 6,073E+00 3,600E+01

máximo 5,3 74 31 6,740 0,072 6,735 0,005 0,639 0,120 0,025 0,040 0,032 2,82 7,594E+03 1,300E+02 3,600E+01

CB-3

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

média 5,0 45 21 2,003 0,008 1,996 0,003 0,367 0,064 0,027 0,037 0,014 1,09 2,8E+03 1,9E+01 1,8E+01

desvpad 1,40 21,00 10,80 3,18 0,02 3,19 0,00 0,25 0,03, 0,01 0,02 0,01 0,68 2,8E+03 2,3E+01 0,0

mínimo 3,9 18 13 0,170 0,000 0,148 0,000 0,090 0,035 0,020 0,025 0,000 0,00 6,5E+02 1,1E+01 1,8E+01

máximo 7,5 79 36 8,395 0,042 8,390 0,005 0,678 0,102 0,042 0,070 0,028 1,91 7,3E+03 7,0E+01 1,8E+01

CB-4

n 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10 10

LEGENDA: OD = oxigênio dissolvido N-NH3I = nitrogênio amoniacal ionizado POrg = fósforo orgânico CT = coliformes totais

DQO = demanda química de oxigênio N-NO2 = nitrito PPoli = polifosfato CTT = coliformes termotolerantes

DBO5 = demanda bioquímica de oxigênio N-NO3 = nitrato CL”a” = clorofila “a” Ec = Escherichia coli

N-NH3T = nitrogênio amoniacal total PTotal = fósforo total

de janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO ESTATÍSTICAS FUNÇÕES

pH (ºC) Tar T(ºC) água Transp (m) CE µS/cm

Tur

(uT) (uH) Cor (mg/L) ST (mg/L) STF (mg/L) STV (mg/L) SST (mg/L) SSF (mg/L) SSV (mg/L) SDT (mg/L) O&G

média 6,72 29,0 28,7 1,56 283 8 41 339 126 213 18 7 11 321 10,7 desvpad 0,20 1,14 0,70 0,07 69,17 1,43 4,87 89,52 63,71 91,33 5,04 3,77 4,74 88,59 5,58 mínimo 6,50 27,7 27,7 1,45 225 7 35 252 46 140 13 3 4 237 7,5 máximo 7,08 30,8 29,3 1,63 415 11 48 473 231 376 26 13 18 458 22,0

ALM-1

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 média 6,93 27,8 28,4 1,74 299 6 30 441 151 291 22 11 14 419 17,6 desvpad 0,35 1,40 0,70 0,06 67,00 2,00 7,00 171,00 68 184,00 10,00 12,00 9,00 168,00 9,60 mínimo 6,50 26,7 27,7 1,68 150 5 23 271 99 109 10 2 3 261 6,3 máximo 7,44 30,5 29,5 1,85 417 10 42 747 287 610 39 35 27 723 30,6

ALM-2

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 média 7,04 27,9 29,0 1,88 265 6 31 327 164 130 24 11 11 308 14,2 desvpad 0,23 1,20 0,70 0,07 74,00 2,00 7,00 129,00 68 72,00 13,00 11,00 5,00 120,00 4,20 mínimo 6,80 26,5 28,2 1,80 211 5 20 176 65 31 11 3 4 171 8,2 máximo 7,41 29,5 30,0 1,98 413 10 39 529 243 288 44 32 17 485 19,2

ALM-3

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 Média 7,22 27,6 28,8 1,99 266 5 24 366 172 185 22 10 13 343 12,7 Desvpad 0,21 1,59 0,79 0,07 85,42 1,65 7,95 109,48 76,55 119,34 9,84 7,15 6,55 103,96 5,07 mínimo 7,06 25,0 27,8 1,90 218 2 13 242 59 37 14 3 3 227 6,9 máximo 7,60 29,5 30 2,10 438 7 36 506 264 360 40 23 19 481 18,8

ALM-4

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

LEGENDA: pH = potencial hidrogeniônico Transp = transparência de Secchi SST = sólidos suspensos totais Tar = temperatura do ar Cor = cor SSF = sólidos suspensos fixos

Tágua = temperatura da água ST = sólidos totais SSV = sólidos suspensos voláteis

CE = condutividade elétrica STF = sólidos totais fixos SDT = sólidos dissolvidos totais Tur = turbidez STV = sólidos totais voláteis O & G = óleos e graxas

Tabela 5.1(e) - Valores médios, mínimos, máximos e desvios padrões, das variáveis químicas da Lagoa das Almécegas (Paraipaba – CE) no

período de janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO FUNÇÕES

ESTATÍSTICAS (mgCaCOAlcT 3/L) AlcHCO3 (mgCaCO3/L) DurT (mgCaCO3/L) DurCa mgCaCO3 DurMg mgCaCO3 Ca (mg/L) (mg/L) Mg (mg/L) Na (mg/L) K (mg/L) SO4 (mg/L) Cl (mg/L) FeTotal (mg/L) FeSol média 10,4 10,4 47,3 19,1 33,7 7,6 8,2 79,0 5,9 94,0 6,8 0,154 0,058 desvpad 4,70 4,70 11,10 10,70 6,20 4,30 1,50 40,00 7,70 23,00 1,30 0,10 0,00 mínimo 6,4 6,4 38,4 7,8 25,2 3,1 6,1 39,0 1,4 71,0 5,4 0,035 0,018 máximo 19,4 19,4 69,3 36,1 44,0 14,4 10,7 120,0 21,0 140,0 8,6 0,220 0,107

ALM-1

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 média 12,4 12,4 46,9 12,6 35,4 6,8 8,6 76,0 3,5 97,0 7,4 0,200 0,100 desvpad 5,60 5,60 15,50 9,20 9,20 3,40 2,20 31,00 2,70 25,00 2,10 0,10 0,10 mínimo 8,1 8,1 33,7 6,9 26,1 3,2 6,3 38,0 1,3 72,0 4,3 0,000 0,000 máximo 23,3 23,3 77,2 31,0 52,9 12,4 12,8 116,0 8,0 138,0 10,1 0,400 0,400

ALM-2

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 média 14,8 14,8 49,6 13,3 36,6 5,3 8,9 72,0 2,5 87,0 7,9 0,100 0,000 desvpad 6,20 6,20 19,10 6,50 12,50 2,60 3,00 39,00 2,10 20,00 1,20 0,10 0,00 mínimo 10,8 10,8 32,8 8,5 25,6 3,4 6,2 38,0 1,7 68,0 6,1 0,100 0,000 máximo 26,7 26,7 86,4 25,9 60,4 10,4 14,7 132,0 5,4 126,0 9,7 0,300 0,100

ALM-3

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 média 18,3 25,8 50,6 15,5 35,2 6,2 8,5 93,3 4,7 85,0 7,7 0,100 0,100 desvpad 13,50 16,70 18,70 11,90 8,90 4,80 2,20 68,10 4,90 21,80 1,20 0,10 0,30 mínimo 5,1 9,7 31,8 9,0 22,8 3,6 5,5 37,2 1,5 61,1 6,2 0,000 0,00 máximo 41,4 46,4 85,1 39,6 45,6 15,8 11,1 217,1 14,4 126,3 9,5 0,400 0,700

ALM-4

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

LEGENDA: AlcT = alcalinidade total Ca = teor de cálcio Cl = teor de cloreto AlcHCO3 = alcalinidade de bicarbonato Mg = teor de magnésio FeTotal = teor de ferro total

DurT = dureza total Na = teor de sódio FeSol = teor de ferro solúvel

DurCa = dureza de cálcio K = teor de potássio DurMg = dureza de magnésio SO4 = teor de sulfato

Tabela 5.1(f) - Valores médios, mínimos, máximos e desvios padrões, das variáveis químicas e biológicas da Lagoa das Almécegas (Paraipaba –

CE) no período de janeiro a junho de 2004.

VARIÁVEIS PONTO ESTATÍSTICAS FUNÇÕES OD

(mg/ L)

DQO

(mg/L) (mg/L) DBO5 N-NH(mg/L) 3T N-NH(mg/L) 3L N-NH(mg/L) 3I N-NO(mg/L)2 (mg/L) N-NO3 (mg/L) PTotal (mg/L) Porto (mg/L) Porg (mg/L) Ppoli (mg/L) CL”a” (NMP/100/mL)CT (NMP/100/mL)CTT (NMP/100/mL)Ec

média 6,7 41 10 1,790 0,040 1,780 0,001 0,082 0,061 0,023 0,027 0,007 2,19 2,0E+03 4,6E+01 2,4E+01

desvpad 0,87 17,33 5,69 2,61 0,06 2,60 0,00 0,03 0,04 0,01 0,01 0,01 1,75 2,08E+03 7,23E+01 2,83E+01

mínimo 6,0 24 5 0,100 0,000 0,100 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 1,10 7,27E+02 1,0E+01 1,1E+01

máximo 8,3 62 21 6,900 0,200 6,900 0,000 0,100 0,100 0,000 0,000 0,000 5,70 6,11E+03 2,0E+02 5,1E+01

ALM-1

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

média 6,9 44 9 2,790 0,120 2,860 0,002 0,091 0,052 0,024 0,028 0,009 1,33 1,2E+03 2,2E+01 1,4E+01

desvpad 0,50 5,34 1,98 3,91 0,25 3,87 0,00 0,16 0,02 0,01 0,01 0,01 0,19 7,62E+02 2,37E+01 1,24E+02

mínimo 6,4 37 6 0,030 0,000 0,030 0,000 0,003 0,035 0,020 0,015 0,000 1,00 3,9E+02 4,0E+00 1,39E+01

máximo 7,9 51 12 10,210 0,630 10,150 0,003 0,410 0,080 0,040 0,045 0,020 1,53 2,5E+03 5,8E+01 1,39E+01

ALM-2

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

média 6,5 43 10 1,480 0,180 1,590 0,002 0,066 0,055 0,022 0,029 0,010 1,46 2,1E+03 1,3E+01 1,1E+01

desvpad 0,30 19,50 3,30 2,31 0,32 2,28 0,00 0,06 0,03 0,01 0,02 0,01 1,08 2,04E+03 2,25E+01 2,38E-07

mínimo 6,1 22 6 0,120 0,000 0,120 0,000 0,022 0,030 0,010 0,000 0,000 0,55 1,10E+03 4,00E+00 1,10E+01

máximo 7,0 77 14 6,100 0,800 6,100 0,004 0,169 0,090 0,040 0,064 0,020 3,50 6,55E+03 6,32E+01 1,10E+01

ALM-3

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

média 6,9 54 9 1,450 0,030 1,430 0,002 0,071 0,053 0,025 0,034 0,014 1,50 5,2E+02 9,7E+00 6,4E+00

desvpad 0,75 23,95 1,94 1,96 0,04 1,94 0,00 0,05 0,04 0,02 0,04 0,02 0,43 8,69E+02 1,16E+01 1,05E+01

mínimo 5,9 27 6 0,200 0,000 0,220 0,000 0,014 0,020 0,000 0,000 0,000 1,00 4,88E+01 3,73E+00 1,10E+00

máximo 8,2 87 11 5,100 0,100 5,000 0,008 0,139 0,125 0,050 0,119 0,041 2,03 2,30E+03 3,46E+01 2,20E+01

ALM-4

n 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12 12

LEGENDA: OD = oxigênio dissolvido N-NH3I = nitrogênio amoniacal ionizado POrg = fósforo orgânico CT = coliformes totais

DQO = demanda química de oxigênio N-NO2 = nitrito PPoli = polifosfato CTT = coliformes termotolerantes

DBO5 = demanda bioquímica de oxigênio N-NO3 = nitrato CL”a” = clorofila “a” Ec = Escherichia coli

Esteves (1984) também encontrou baixos valores de pH em lagoas situadas na faixa de restinga, no litoral do Rio de Janeiro, com sedimentos predominantemente marinhos. Valores de pH entre 5,3 e 6,7, com média de 6,1, foram encontrados por Gomes (1998) para a lagoa do Uruaú, situada na planície costeira a leste de Fortaleza. Estes valores relativamente baixos de pH sofreram ainda influência das chuvas, as quais, pela capacidade de dissolução do CO2

atmosférico, levam à formação de ácido carbônico.

Comparando-se os resultados das medidas de alcalinidade com os valores de pH, verificou-se uma estreita correlação entre eles. Para a lagoa da Canabrava os valores de AlcT nos quatro pontos de amostragem situaram-se entre 10,9 e 12,4 mg de CaCO3/L, ao passo que

6,22 5,7 5,8 5,9 6 6,1 6,2 6,3 6,4 6,5 6,6 p H

JAN FEV MAR ABR MAI JUN MÉDIA LAGOA

PERÍODO

VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS VALORES MÉDIOS DE pH NA LAGOA CANABRAVA NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE 2004

CB-1 CB-2 CB-3 CB-4 LAGOA 6,98 5,80 6,00 6,20 6,40 6,60 6,80 7,00 7,20 7,40 7,60 p H

JAN FEV MAR ABR MAI JUN MÉDIA LAGOA

PERÍODO

VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS VALORES MÉDIOS DE pH NA LAGOA DAS ALMÉCEGAS NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE 2004

CB-1 CB-2 CB-3 CB-4 LAGOA

Figura 5.14(1) – Distribuição espaço-temporal dos valores médios de pH. Lagoa Canabrava, no período de janeiro a junho de 2004.

Figura 5.14(2) – Distribuição espaço-temporal dos valores médios de pH. Lagoa das Almécegas no período de janeiro a junho de 2004.

na lagoa das Almécegas, estes valores situaram-se entre 10,4 e 19,9 mg de CaCO3/L. Estes

valores, considerados baixos para as duas lagoas, mostram que a alcalinidade existente é predominantemente devida a bicarbonatos e refletem uma capacidade tamponante mais restrita destes sistemas lacustres.

Os valores encontrados para a dureza total (DurT), dureza de cálcio (DurCa), dureza de magnésio (DurMg) e para os teores de cálcio (Ca) e magnésio (Mg), apontam para a classificação das águas das duas lagoas como águas brandas, com média de dureza total de 46,4 mg de CaCO3/L, para Canabrava, e de 48,6 mg de CaCO3/L, para Almécegas, observando-se

Figura 5.14(3) – Distribuição espaço-temporal dos valores médios de Alcalinidade Total e de Bicarbonatos. Lagoa Canabrava no período de janeiro a junho de 2004.

14,37 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 35,0 40,0 45,0

JAN FEV M AR ABR M AI JUN M ÉDIA LAGOA PER ÍOD O

V A R IA ÇÃO ESPA ÇO - T EM POR A L D OS V A LOR ES M ÉD IO S D E A LC A LIN ID A D E T OT A L E D E B IC A R B ON A T O N A LA GO A D A S A LM ÉC EGA S N O PER ÍOD O D E

JA N EIR O A JU N HO D E 2 0 0 4

ALM -P01 ALM -P02 ALM -P03 ALM -P04 LAGOA

Figura 5.14(4) – Distribuição espaço-temporal dos valores médios de Alcalinidade Total e de Bicarbonatos. Lagoa das Almécegas no período de janeiro a junho de 2004. 11,93 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 18,0 A L C A L IN ID A D E T O T A L E D E B IC A R B O N A T O S ( m g C aC O 3/ L )

JAN FEV MAR ABR MAI JUN MÉDIA LAGOA

PERÍODO

VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS VALORES DE ALCALINIDADE TOTAL E DE BICARBONATOS NA LAGOA CANABRAVA NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE

2004

valores mais elevados no mês de janeiro devido ao aporte de material alóctone da bacia de drenagem pelas primeiras chuvas, porém com estabilização nos meses subseqüentes. Observou- se a prevalência de íons magnésio sobre os íons cálcio (Canabrava: Ca = 4,6 mg/L; Mg = 8,5 mg/L; Almécegas: Ca = 6,5 mg/L; Mg = 8,6 mg/L, valores médios), confirmando a tendência magnesiana das águas desta região.

Os valores de ferro total (FeTotal) mantiveram-se baixos nas duas lagoas ao longo do

período, sendo que Almécegas apresentou, em média, valores ligeiramente superiores.

42,23 0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 D U R E Z A T O T A L ( m g /L C aC O 3)

JAN FEV MAR ABR MAI JUN MÉDIA LAGOA

PERÍODO

VARIAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS VALORES DE DUREZA TOTAL NA LAGOA CANABRAVA NO PERÍODO DE JANEIRO A JUNHO DE 2004

CB-1 CB-2 CB-3 CB-4 LAGOA

Figura 5.14(6) – Distribuição espaço-temporal dos valores médios de Dureza

Benzer Belgeler