• Sonuç bulunamadı

- Escola: Para este indicador, há escola de ensino fundamental em ambos os assentamentos. No entanto os moradores necessitam se deslocar para a sede do município para cursar o Ensino Médio.

No caso específico do assentamento Recreio, a estrutura escolar é formada por uma escola de ensino fundamental básico (1º ano ao 5º ano), chamada de “Escola Criança Feliz”, a qual é mantida pela Prefeitura municipal. No período noturno há o curso Educação de Jovens e adultos.

- Serviços de saúde: Os dois assentamentos dispõem de serviço de saúde, sendo feito mensalmente por enfermeira e esporadicamente por médico. De acordo com Silva (2000

apud SOUSA et al 2005), a importância do serviço de saúde se destaca por contribuir para que as famílias possam ter bem-estar físico-orgânico, emocional e psicológico, o que contribui para elevação da expectativa de vida e melhora a qualidade de vida dos produtores e de suas famílias.

A existência de atendimento de agente de saúde foi relatada afirmativamente entre os 35 não produtores e os 39 produtores de mamona, sendo desta forma 100% entre os dois grupos.

- Condições de moradia: O indicador do aspecto físico da moradia sintetiza: “Um importante aspecto social, pois a habitação representa um lugar de proteção, humanização, socialização, onde as pessoas passam boa parte de suas vidas.” (BARRETO, R.,

et al., 2006, p.4).

A maioria das casas dos dois assentamentos é construída com tijolo rebocado e piso (Figura 11 e 12) e todas dispõem de serviços de energia elétrica. Quanto à distribuição das casas, observou-se que no assentamento Nova Canaã há uma organização, com formação de vilas. No entanto, as casas do Recreio se distribuem de forma mais irregular, nas três localidades em que se divide o assentamento (Sede, Descanso e Mocó).

FIGURA 11 - Estrutura das casas do assentamento Recreio

Para este indicador, verifica-se que 2,9% dos não produtores possuem casa de tijolos sem reboco e a maioria, 97,1% tem casa de reboco. Comparando-se com os produtores de mamona, observa-se que não há muita diferença entre os valores, pois 2,6% desses têm casa de tijolos sem reboco e 97,4% possuem casa com reboco (Figura 13). Dessa forma, os resultados dos testes de hipóteses (tabela 01) mostram que não houve diferença significativa entre os dois grupos, pois o valor do sig foi de 0,939.

FIGURA 12 - Estrutura das casas do assentamento Nova Canaã

FIGURA 13 – Distribuição dos produtores e não produtores de mamona em relação à estrutura das casas nos assentamentos

-Aspectos sanitários e de higiene: Em relação a este indicador, Barreto, R., et al (2006) consideram que o acesso a serviços de abastecimento d‟água tratada e de saneamento básico, por exemplo, garante aos assentados menores níveis de incidência de doenças, e, deste modo, um padrão mais elevado de qualidade de vida.

A maioria das casas dispõe de cisternas, onde a água da chuva é armazenada para ser consumida durante todo o ano (Figura 14).

Quanto ao serviço de água encanada, somente o assentamento Recreio dispõe deste tipo de serviço, com captação da água no açude. Entre os não produtores de mamona, 11,4% relataram que não utilizam nenhum tratamento e 88,6% filtra ou usa hipoclorito na

água. Para os produtores de mamona, 17,9% afirmaram que não usa nenhum tratamento e 82,1% disseram filtrar ou usar hipoclorito na água (Figura 15). Na tabela 01, confirma-se que nos resultados dos testes de hipóteses houve diferença significativa entre os dois grupos, porque o valor do sig foi de 0,000.

FIGURA 14 – Cisterna de placa dos assentamentos

FIGURA 15 – Distribuição dos produtores e não produtores de mamona em relação ao tratamento dado à água

No grupo de não produtores de mamona, 5,7% enterram os dejetos humanos e 94,3% possuem fossa. Para os produtores de mamona o percentual foi de 15,4% os que enterram e de 84,6% os que têm fossa (Figura 16). Os resultados dos testes de hipóteses (tabela 01) comprovam que houve diferença significativa entre os dois grupos, já que o valor do sig foi de 0,000.

Comparando-se o destino dados ao lixo, verificou-se que a maioria realiza a queima do lixo, sendo que este tratamento é feito por 94,3% dos não produtores e 92,3% dos produtores de mamona. Os demais agricultores enterram o lixo, como pode ser observado na Figura 17. Os resultados dos testes de hipóteses (tabela 01) mostram que houve diferença significativa entre os dois grupos, pois o valor do sig foi de 0,000.

FIGURA 16 – Distribuição dos produtores e não produtores de mamona em relação ao

destino dado aos dejetos humano

FIGURA 17 – Distribuição dos produtores e não produtores de mamona em relação ao destino dado ao lixo domiciliar

- Infraestrutura de lazer: Para Barreto, R., et al (2006), a infraestrutura de lazer é importante para diminuir o estresse entre os membros da comunidade e tornar as relações e interações maiores entre as famílias.

Observa-se que a maioria usufrui de pelo menos campo de futebol, ginásio e salão de festas. A proporção de entrevistados com acesso a campo de futebol, ginásio e salão de festas foi de 51,4% entre os não produtores e de 66,7% dos produtores de mamona. Logo em seguida, unindo a estas formas de lazer, a televisão, esta proporção fica em 40% dos não produtores e de 17,9% dos produtores de mamona. Dos que não tem nenhuma forma de lazer, 8,6% dos não produtores contra 12,8% dos produtores de mamona. Somente 2,6% dos produtores usufruem além dos itens citados, o banho de açude como complemento para o lazer e nenhum dos não produtores de mamona usufrui todos os itens (Figura 18). No entanto, os resultados dos testes de hipóteses (tabela 01), mostram que não houve diferença significativa entre os dois grupos, pois o valor do sig foi de 0,102.

FIGURA 18 – Distribuição dos não produtores s e produtores em relação às opções de lazer nos assentamentos

- Posse de bens de consumo duráveis: Nota-se que mais de 90% dos entrevistados possui todos os bens do grupo I, II e III. Entre os que possuem somente bens do grupo I e II, observa-se que os não produtores de mamona atingem 2,9% e os produtores de mamona 2,6%. Das duas amostras, somente os produtores de mamona possuem bens do grupo I e 2,6% afirmou não possuir nenhum bem (Figura 19). Entretanto, tomando-se os resultados dos testes de hipóteses (tabela 01), constata-se que não houve diferença significativa entre os dois grupos, porque o valor do sig foi de 0,348.

4.1.2 Contribuição dos indicadores na formação do Índice de Qualidade de Vida e resultados do IQV

A partir dos dados obtidos, verificou-se que quanto a contribuição dos indicadores, o indicador 3 (Estrutura da habitação) teve uma maior contribuição com 22,39%. Em segundo ficou o indicador 6 (bens duráveis) com 21,9%. Em terceiro lugar ficaram os indicadores 1 (Escola) e 2 (Saúde), ambos com 15,06%. Em quarto ficou o indicador 4 (Aspectos sanitários), com 13,64% e o indicador 5 (lazer) foi o que menos contribuiu com 11,83%.

Com a aplicação da fórmula dos indicadores, os resultados encontrados sobre o Índice de Qualidade de Vida nos assentamentos em estudo apresentaram nível médio de qualidade de vida, pois o resultado final 0,73 está entre 0,5 a 0,8.

FIGURA 19 – Distribuição dos produtores e não produtores de mamona em relação à posse de bens duráveis