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– 4857 sayılı Kanunun aşağıdaki hükümleri yürürlükten kaldırılmıştır:

Em 1º de julho de 2009 entrou em vigor em todo o Brasil a nova Lei que criava o Microempreendedor Individual (MEI), com o objetivo de tirar mais de 11 milhões de trabalhadores da informalidade em todo o país, de acordo com Ministério da Fazenda (2010).

O Sebrae, entidade privada e a SDE – Secretaria de Desenvolvimento Econômico das prefeituras municipais são instituições que oferecem orientação gratuita acerca da formalização. De acordo com Sebrae (2013), o CNPJ, número de cadastro na Junta Comercial, a inscrição no INSS e o alvará provisório são obtidos automaticamente no ato da formalização via internet, posteriormente será emitido um documento que deve ser impresso, assinado e encaminhado à Junta Comercial acompanhado de cópia do documento de identidade. Esse documento Também é gerado pelo sistema CCEI – Certificado da Condição de Empreendedor Individual.

Como uma figura jurídica legalmente criada, conforme o Portal do Empreendedor (2014), é importante definir exatamente o que é o Microempreendedor Individual. Os parágrafos 1º e 2º do artigo 18-A da LC nº 136/06, alterada pela LC nº 128/08 estabelece que “considera-se MEI o empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 – Código Civil, que tenha auferido receita bruta, no ano calendário anterior, de R$ 60.000,00 (trinta e seis mil reais), optante pelo Simples Nacional e que não esteja impedido de optar pela sistemática prevista neste artigo”.

Há um complemento para os casos de início de atividades determinando que “No caso de início de atividades, o limite de que trata o § 1º deste artigo será de R$ 5.000,00 (três mil reais) multiplicados pelo número de meses compreendido entre o início da atividade e o fim do respectivo ano-calendário, considerando as frações de meses como um mês inteiro”.

O parágrafo 4º do Art. 18-A alterado pela LC nº 128/08, cita as vedações para se optar pela sistemática do MEI, no caso de não poder ter suas atividades tributadas pelos anexos IV ou V desta Lei Complementar nº 123/06, exceto com autorização para exercer a

atividade isolada pelo Comitê Gestor; não pode possuir filial ou participar em outra empresa como titular, sócio ou administrador. O inciso IV deste parágrafo estabelece que é vedado o contrato de empregado, porém vale destacar que os artigos 18-A, § 4º, IV e 18-C da LC nº 123/06 autorizam que o MEI possua um único empregado que receba exclusivamente 1 (um) salário mínimo ou o piso salarial da categoria em questão, e é esse o entendimento que prevalece até hoje, conforme Brasil (2008).

O empreendedor informal, segundo o Portal do Empreendedor (2014), está isento de todas as tarifas no momento da regularização. Para a primeira declaração anual e também para a própria formalização há uma rede de empresas contábeis que realizam esses processos sem pagamento adicional no primeiro ano, posto que são optantes do SIMPES NACIONAL.

De acordo com os incisos I, II, III do Artigo 18-A, § 5º da LC nº 123/06, a opção pelo MEI dar-se-á por forma a ser determinada em ato do Comitê Gestor, observando-se que será irretratável para todo o ano-calendário, isto é, após a opção por tal sistemática deverá permanecer nela até o fim do ano-calendário, a mesma caia em alguma das situações de exclusão ou deseje findar as atividades; para a empresa já formada, a opção pelo MEI deverá ocorrer no mês de janeiro, até seu último dia útil, ou seja, início do ano-calendário, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro do ano da opção, conforme afirma Brasil (2008).

Feita a opção pelo MEI, o indivíduo estará obrigado, de acordo com Brasil (2008), a um recolhimento “tributário” fixo, ou semifixo, verificando que ele muda conforme a variação do salário mínimo. Segundo o inciso V, do § 3º do Art. 18-A da LC nº 123/06 alterada pela LC nº 128/08, o MEI recolherá, na forma regulamentada pelo Comitê Gestor, valor fixo mensal correspondente à soma das parcelas a seguir:

a) R$ 45,65 (quarenta e cinco reais e sessenta e cinco centavos), a título de contribuição prevista no inciso IV deste parágrafo;

b) R$ 1,00 (um real), a título do imposto referido no inciso VII do caput do art. 13 desta Lei Complementar, caso seja contribuinte do ICMS;

c) R$ 5,00 (cinco reais), a título do imposto referido no inciso VIII do caput do art. 13 desta Lei Complementar, caso seja contribuinte do ISS (BRASIL, 2008)

É necessário destacar que segundo o inciso VI, o § 3º do Art. 18-A, sem invalidar o que está determinado pelos parágrafos 1º a 3º, do Art. 13 da LC 123/06, que tratam dos demais tributos e contribuições não abrangidas pelo Simples Nacional, as pessoas optantes pelo MEI não estão sujeitas a IRPJ, IPI, CSL, COFINS, PIS/Pasep e Contribuição Patronal Previdenciária para a seguridade social.

De acordo com Braga (2014), com o novo valor do salário mínimo nacional de R$ 724,00, a partir de 1° de janeiro de 2014, a contribuição previdenciária do Microempreendedor Individual passará de R$ 33,90 para R$ 36,20 por mês.

Conforme a redação original do inciso IV, do parágrafo 3º do Art. 18-A da LC 123/06 alterada pela LC 128/08, a opção pelo enquadramento como Microempreendedor Individual representa obrigatoriedade do optante pelo recolhimento da contribuição para a Seguridade Social relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual, calculando-se 11% sobre o valor correspondente ao limite mínimo mensal do salário de contribuição previdenciária do contribuinte individual e do facultativo, sem relação de trabalho com empresa ou equiparado, e de segurado facultativo que optar pela exclusão do direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição.

Segundo o Portal do Empreendedor (2014), o empresário informal pode iniciar o seu processo de regularização. Há várias empresas de contabilidade em todo país que realizam esse trabalho sem nenhum custo para o empreendedor. Para isso, é importante destacar que é preciso o alvará emitido pela prefeitura para autorização de qualquer empreendimento que possa vir a ser aberto, mesmo sendo em residência própria.

O microempreendedor pode usufruir de aposentadoria, de acordo com o Portal do Empreendedor (2014), por tempo de contribuição. Para obter esse direito, ele deve complementar o pagamento com um percentual de para o INSS, com a base de cálculo sobre o salário-mínimo.

Antes de qualquer decisão sobre a formalização do empreendimento, conforme Sebrae (2013), o trabalhador individual deve atentar às regras contidas no Código de Zoneamento Urbano e Código de Postura do Município. Para saber se há ou não alguma restrição ao exercício de sua atividade, o Alvará de Localização só será concedido se suas regras forem obedecidas. Em razão disto, existe um serviço de consulta na maioria dos municípios para o microempreendedor analisar se o local que escolheu para abrir seu negócio está conforme essas normas. Além disso, outras responsabilidades e regras básicas devem ser cumpridas, como as sanitárias para o manuseio de alimentos, por exemplo.

No ato da inscrição, segundo o Portal do Empreendedor (2014), o trabalhador deverá declarar que está cumprindo a legislação municipal, circunstância pela qual é essencial que ele consulte as normas e declare, de forma honesta, que entende a legislação e a obedecerá, sob pena de ter o seu alvará provisório cancelado. Esse alvará possui validade de 180 dias.

Demonstrativos contábeis, como livro caixa, diário e razão estão dispensados na abertura de um negócio por um MEI. Porém, se torna necessário que este tenha controle financeiro sobre suas atividades e o mínimo de fiscalização de seu negócio, sabendo o que está comprando, vendendo e lucrando, conforme Sebrae (2013). Assim é possível uma melhor gestão do empreendimento e a contribuição de maneira significativa para o seu desenvolvimento profissional. Essa básica organização é feita através do Relatório Mensal das Receitas Brutas, que consta no anexo A. Neste relatório o empresário fará as anotações todo o mês do total de suas receitas relacionadas às vendas de seus produtos e/ou serviços para pessoa física e guardar, assim como as notas fiscais de todas as compras de produtos e/ou serviços.

Todo ano, o Microempreendedor Individual, conforme o Portal do Empreendedor (2014), deve declarar o valor do faturamento total do ano anterior. A primeira declaração pode ser preenchida pelo próprio MEI ou pelo contador optante pelo Simples, sem nenhum custo.

O MEI deve preencher a Guia do FGTS e Informação à Previdência Social (GFIP) que é entregue até o dia 7 de cada mês, por meio de um sistema chamado Conectividade Social da Caixa Econômica Federal. Ao preencher e entregar a GFIP, o empresário deve depositar o FGTS, calculado à base de 8% sobre o salário do empregado. Adicionalmente, deverá recolher 3% desse salário para a Previdência Social, conforme Sebrae (2013).

Com esse recolhimento, o Microempreendedor Individual protege-se contra processos trabalhistas e o seu funcionário tem direito a todos os benefícios previdenciários como, por exemplo, aposentadoria, seguro-desemprego, auxílio por acidente de trabalho, doença ou licença maternidade.

Todos os cálculos necessários para esses recolhimentos são feitas automaticamente pelo sistema GFIP, que deve ser baixado da página da Receita Federal na internet.

Em resumo, o custo total do empregado para o Microempreendedor Individual é 11% do respectivo salário, ou R$ 79,64, se o empregado ganhar o salário mínimo atual (R$ 724,00). O cálculo é sempre feito pelo valor do salário multiplicado por 3% (parte do empregador) e por 8% (parte do empregado). É válido lembrar também que todos os demais direitos trabalhistas do empregado devem ser respeitados, como afirma o Portal do Empreendedor (2014).

Conforme o Sebrae (2013), a regularização da nova figura do MEI oferece uma oportunidade única de ingresso no setor formal a um grande contingente de empreendedores

que desenvolvem suas atividades à margem de qualquer benefício ou segurança. É uma verdadeira política de inserção social que não possui natureza assistencialista, mas de criação de oportunidades de negócios em que o próprio cidadão possa construir o seu sustento. Para isso é preciso criar condições realistas como as que foram dadas na remoção de barreiras burocráticas. É real que ainda existam alguns obstáculos, porém várias medidas vêm sendo adotadas com a intenção de aperfeiçoar gradativamente a legislação.

O programa Microempreendedor Individual tem o propósito de, sobretudo, combater à exclusão social e resgatar a cidadania dos empresários informais, desempenhando ações para auxiliar a sua inserção no mercado de trabalho formal. Esses objetivos devem incluir também a qualificação profissional desses trabalhadores, para a obtenção de melhores resultados de seus empreendimentos, conforme Sebrae (2012).

Benzer Belgeler