5. TİOS ANTİK KENTİ
5.5 Kentte Yer alan Yapılar
5.5.7 Su Sarnıcı
Primeiramente organizou-se:
- um resumo, demonstrando a caracterização da população, da amostra e a sua participação quanto aos instrumentos de coleta de dados (Tabela 1).
Tabela 1 – Caracterização dos sujeitos
Catador Idade Sexo Questionário sócio
econômico Entrevista semi estruturada Grupo Focal
C1 58 F R C2 55 F R P C3 38 F R C4 41 M R C5 42 F R P C6 22 M R C7 34 F R P C8 38 F R P C9 41 F R C10 36 F R P C11 20 F R P C12 29 F R P C13 34 F R C14 25 M R C15 42 F R P C16 38 M R P C17 46 F NR P C18 45 F NR P
Fonte: Base de dados da pesquisadora (2013).
Legenda: F= feminino M= Masculino R= respondeu NR= não respondeu P= participou
Para a organização e a análise dos dados, foram utilizadas duas estratégias: a primeira, mais restrita e de caráter quantitativo, teve como objetivo a organização estatística dos dados obtidos pelo questionário socioeconômico, a fim de identificar variáveis que pudessem ajudar, por meio da triangulação das evidências, a inferir no conteúdo a ser analisado a partir das entrevistas.
A segunda análise, com objetivos mais amplos, foi de natureza essencialmente qualitativa e seguiu o método da análise de conteúdo – que, de acordo com Bardin (2008, p. 44), é definido como:
um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores [...] que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção [...] dessas mensagens.
Uma categorização operacional prévia foi realizada, a partir de uma leitura flutuante do conteúdo degravado das sete entrevistas, assim como das anotações do diário de campo. Nessa pré-análise, considerando não ter havido diferenciação na forma de observar e entrevistar os sujeitos e seguindo a regra da exaustividade, foram realizadas várias leituras. Durante essas leituras, por muitas vezes, a operação classificatória se organizava, por meio da ordem corrente da frase, e mentalmente a pesquisadora buscava a dependência funcional da linguagem evidenciada na frase, estabelecendo quase que uma produção do texto, a partir de um sentido próprio, quando se entrelaçava com as lembranças da observação participante, a visualização do acervo do registro fotográfico e a complementação do conteúdo, através dos registros da única sessão do grupo focal.
Após a pré-análise, foi realizada a codificação dos dados obtidos, visando a alcançar o núcleo de compreensão do texto (MINAYO, 2006). Também foram revisados os dados quantitativos do questionário socioeconômico que favoreceram a complementação dos dados, e, desta forma, a decomposição, a estruturação e o entrecruzamento do material coletado propiciou o agrupamento das expressões, ideias, falas que foram classificadas em unidades de significado. Atenta, para selecionar os elementos representativos e condizentes com o problema e os objetivos da pesquisa e organizar os conteúdos afins dentro de um mesmo conjunto de dados e cuidando, para selecionar os conteúdos relevantes, foi possível elaborar as categorias deste estudo, tais como:
identidade e profissão; ambiente de trabalho;
representação da saúde integral;
educação para saúde e a diversidade de espaços.
Com a análise, aos poucos, foi se revelando o que estava por trás dos conteúdos manifestos, indo além do que foi comunicado. O critério para recorte das
unidades de significado foi de ordem temática, envolvendo a captação do sentido da informação registrada pela pesquisadora.
Na reflexão feita por Laville e Dionne (1999, p. 197), salienta-se que:
[...] a análise e interpretação não são imediatamente possíveis. Os dados que o pesquisador tem em mãos são de momentos, apenas materiais brutos: respostas assinaladas em um formulário, frases registradas no gravador, notas trazidas por uma observação participativa, série de mapas antigos, fotocópias de artigos publicados, por tal jornal ou coleções de jornais, tratando de um tema particular [...] Esses dados precisam ser preparados para se tornarem utilizáveis na construção dos saberes. O pesquisador deve organizá-los, podendo descrevê-los, transcrevê-los, ordená-los, codificá-los, agrupá-los em categorias [...] Somente, então, ele poderá proceder às análises e interpretações que o levarão às suas conclusões.
Sobre esta perspectiva, Minayo (2006, p. 307) assevera que
os pesquisadores que buscam a compreensão dos significados no contexto da fala, em geral, negam e criticam a análise de frequências das falas e palavras como critério de objetividade e cientificidade e tentam ultrapassar o alcance meramente descritivo da mensagem, para atingir, mediante interferência, uma interpretação mais profunda.
Tais categorias podem ser compreendidas como “[...] classe, ou grupo ou tipo em uma série classificada. Para o estabelecimento de categorias importantes, devem ser observados certos princípios de uma classificação" (MARKONI; LAKATOS, 2006, p. 146).
Neste sentido, segundo Franco (2005, p. 57), o processo de categorização “[...] é uma operação de classificação de elementos constitutivos de um conjunto, por diferenciação seguida de um reagrupamento baseado em analogias, a partir de critérios definidos” (FRANCO, 2005, p. 57). A utilização de categorias temáticas é utilizada em pesquisas que se direcionam para “[...] representações sociais, opiniões, expectativas, valores, conceitos, atitudes e crenças” (FRANCO, 2005, p. 39). Nesta perspectiva, conforme Bogdan e Biklen (1994, p. 221):
À medida que os dados vão sendo lidos, repetem-se ou destacam-se certas palavras, frases, padrões de comportamento, formas dos sujeitos pensarem e acontecimentos. O desenvolvimento de um sistema de codificação envolve vários passos: percorre os dados na procura de regularidades e padrões, bem como tópicos presentes nos dados e, em seguida, escreve
palavras e frases que representam estes mesmos tópicos e padrões. Estas palavras ou frases são categorias de codificação. As categorias constituem um meio de classificar os dados descritivos que recolheu (os símbolos, segundo os quais organizaria os brinquedos), de forma a que o material contido num determinado tópico possa ser fisicamente apartado dos outros dados. Algumas das categorias de codificação surgir-lhe-ão à medida que for recolhendo os dados. Deve anotar estas categorias para utilizá-las mais tarde.
Na fase do tratamento dos resultados, inferência e interpretação, foi realizada uma incursão, e os dados coletados foram organizados, de acordo com as categorias temáticas, surgindo, então, as subcategorias, conforme está demonstrado no Quadro 3.
Quadro 3 - Categorias e subcategorias de análise
CATEGORIA SUBCATEGORIA
Identidade e profissão Inclusão social
Reconhecimento profissional
Ambiente de trabalho Enfrentamento nas experiências com
acidentes e doenças ocupacionais Sofrimento e prazer
Representação da saúde integral Atividades nas horas vagas Espiritualidade
Saúde e autonomia Educação para saúde e a diversidade de
espaços Serviços de saúde Escola
Fonte: Autora (2013).
A inferência e a interpretação dos dados coletados ocorreram com o cuidado de estabelecer relações, realizando um diálogo com o referencial teórico que fundamenta a pesquisa.
4 RESULTADOS E ANÁLISE