2. TEKNOLOJİNİN TARİHSEL GELİŞİMİ
2.1. Sanayi Devrimi Öncesi Teknoloji Tarihine Kısa Bir Bakış ve Nitelikleri
A lei das sociedades por ações, Lei 6.404/76, não define grupo de sociedades, mas menciona as características no artigo 265, estabelecendo que a sociedade controladora e as controladas, podem constituir grupo de sociedade, por meio de convenção pela qual se obriguem a combinar recursos ou esforços para a realização dos respectivos objetos ou participar de atividades ou empreendimentos comuns.
Art. 265. A sociedade controladora e suas controladas podem constituir, nos termos deste Capítulo, grupo de sociedades, mediante convenção pela qual se obriguem a combinar recursos ou esforços para realização dos respectivos objetos, ou participar de atividades ou empreendimentos comuns.
Ademais, evidencia o artigo 266 da referida Lei, que as relações entre as sociedades, a estrutura administrativa do grupo e a coordenação ou subordinação dos administradores das sociedades filiadas serão estabelecidas na convenção do grupo. Deixa, entretanto, bem claro que “cada sociedade conservará personalidade e patrimônio distintos”. A designação do grupo será feita pela expressão grupo de sociedades ou grupo (Lei nº 6.404/76, artigo 267).
O consórcio, que guarda aspectos de similaridade com a Sociedade em Conta de Participação, é disciplinado nos artigos 278 e 279. O artigo 278, § 1o, esclarece que as companhias e quaisquer outras sociedades, sob o mesmo controle ou não, podem constituir consórcio para executar determinado empreendimento. Todavia, não possuem personalidade jurídica e as consorciadas somente se obrigam nas condições previstas no respectivo contrato, respondendo cada uma por suas obrigações, afastada a presunção de solidariedade.
O Direito do Trabalho identifica o grupo de empresas sob outro prisma que não o do Direito Empresarial, vale dizer, com foco no grupo como empregador. Com efeito, a legislação trabalhista conceitua o grupo de empresas para os efeitos da relação de emprego, como se observa no § 2º do artigo 2º da Consolidação da Legislação do Trabalho (CLT), conforme abaixo evidenciado:
§ 2o. Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas personalidade jurídica própria, estiverem sob direção, controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial, ou comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis à empresa principal e cada uma das subordinadas.
Observa-se da orientação da CLT que o grupo econômico pressupõe a existência de pelo menos duas empresas que estejam sob comando único. Portanto, de outro modo, segundo o artigo 265 do Código Civil, só se pode falar em solidariedade se houver previsão em lei ou decorrer da vontade das partes.
As empresas constitutivas de uma Sociedade em Conta de Participação, não estando sob um comando único, pelo fato de terem outras operações inerentes aos respectivos negócios, que não guardam identidade com as operações pactuadas na Sociedade em Conta de Participação, não podem, por sua vez, ser caracterizadas como solidariamente responsáveis pelas obrigações trabalhistas.
A exemplo da afirmação anterior, caso houvesse solidariedade trabalhista entre as empresas que empregam recursos em qualquer sociedade, todos os acionistas de sociedades anônimas, sobretudo os detentores de ações ordinárias, seriam solidários entre si no atendimento às obrigações trabalhistas, o que de fato não ocorre por inúmeros motivos, dentre estes o evidenciado.
3.1.6.1 O empregador na Sociedade em Conta de Participação
Na prática, costuma-se chamar o empregador de patrão, empresário, dador do trabalho. Entretanto, o artigo 2º da CLT considera empregador “a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”.
Com efeito, não figura como requisito para ser empregador a existência de personalidade jurídica, sendo considerado empregador, inclusive, a sociedade em comum (antiga sociedade de fato), bem como a sociedade irregular (sociedade que não tem os atos constitutivos registrados), ou a Sociedade em Conta de Participação, bem como a sociedade regularmente inscrita na Junta Comercial ou no Cartório de Registro de Títulos e Documentos.
Pode-se concluir que empregador é aquele que utiliza mão-de-obra oriunda de uma relação empregatícia. Não tendo, a Sociedade em Conta de Participação, empregados, não poderia a mesma ser tomada como empregador e, por conseguinte, os sócios não poderiam incorrer em responsabilidades trabalhistas, originadas consequentemente desta relação societária.
Neste sentido, segundo o artigo 2º, parágrafo 3º, da CLT, para serem os sócios de SCP (sobretudo o sócio ostensivo) considerados empregadores, necessário seria ter empregados e, por conseguinte, atender, entre outras características, sobretudo a subordinação, evidenciada no dispositivo acima indicado, pelo que segue para apreciação e conclusões o parágrafo 3º, artigo 2º da CLT: “§ 3o. Considera-se empregado toda pessoa física
que prestar serviço não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário”. Com efeito, haja vista que este requisito não se fará atendido, caso se adote a medida de caracterização de fornecedores como sócios em Sociedade em Conta de Participação, não poderão os empregados dos fornecedores lograr êxito em eventuais pretensões de vínculo com o sócio ostensivo, visto que a subordinação estará devidamente caracterizada no sócio participante.
Outra característica importante do empregador, conforme artigo 2º da CLT, consiste no fato do mesmo assumir os riscos da atividade, ou seja, tanto os resultados positivos como os negativos. Esses riscos da atividade econômica não podem ser transferidos para o empregado, como ocorre na recuperação judicial ou extrajudicial e na falência, e quando da edição de planos governamentais.
Desta forma, na SCP, o risco da atividade relacionada ao investimento do sócio participante é deste e não do sócio ostensivo, devendo por sua vez ser atribuído ao sócio participante o ônus da integralização na Sociedade em Conta de Participação, ainda que esta se realize por serviços, haja vista que as obrigações trabalhistas integram o investimento.
A SCP é uma sociedade contratual, em consonância com o artigo 996 combinado ao artigo 997 do Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, não existindo os rigores quanto à integralização de capital de uma sociedade estatutária, como, por exemplo, a sociedade anônima, na qual bens integralizados, conforme artigo 8º da Lei 6.404/76, necessitam para serem aceitos na sociedade e, por conseguinte, substituídos por ações, passar pelo crivo de três peritos, com o fito de que o bem oferecido para integralização não seja inferior ao preço de subscrição das ações correspondentes à época de sua subscrição.
Por sua vez, nas sociedades contratuais, o capital pode ser integralizado a qualquer valor, independentemente do valor de mercado dos bens utilizados, ser inferior ao valor declarado contratualmente como investido na sociedade, cabendo aos demais sócios, a qualquer tempo, insurgirem-se contra o valor integralizado em razão de o mesmo não refletir a realidade quando da integralização.
Com efeito, o prejuízo dos demais sócios, ora pelos recursos não integralizados adequadamente na sociedade serem necessários à consecução dos objetivos sociais, ora por estarem os mesmos distribuindo lucro maior que o devido ao sócio que integralizou bens acima do valor de mercado, deverá ser assumido por este sócio e não pelos demais.
Assim sendo, segundo parágrafo único do artigo 991 do Código Civil, Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002, os sócios participantes possuem a responsabilidade limitada apenas à importância posta à disposição do sócio ostensivo para realização das transações, ao passo que os sócios ostensivos possuem responsabilidade, via de regra, ilimitada. Entretanto, o sócio participante necessita responder pelos recursos colocados à disposição da Sociedade em Conta de Participação, vale dizer, custos e despesas inerentes à integralização de capital.
O empregador admite o empregado, contrata-o para a prestação de serviços, remunerando-o pelo trabalho prestado. O empregador admite, acolhe o empregado na empresa. Desta forma, há a direção do empregador em relação ao empregado, decorrente do
poder de comando do primeiro, estabelecendo, inclusive, normas disciplinares no âmbito da empresa, razões pelas quais o sócio ostensivo não poderá ser caracterizado como empregador dos empregados dos sócios participantes.
No Tribunal Superior do Trabalho (TST) existe acórdão entendendo pela inexistência da relação de emprego:
O dono da obra não pode ser considerado empregador porque não exerce na construção atividade econômica, sendo que na hipótese do § 1o do artigo 2º da CLT não existe alusão ao mesmo. Revista conhecida e provida para julgar o reclamante carecedor da ação proposta. (TST, 1º. T., Proc. RR 4672/84, Rel. Min. Fernando Franco, DJ 106/85.)
Segundo Martins (2002), se o dono da obra é uma construtora, que tem intuito de comercializar a moradia, ou uma imobiliária, que tem interesse em vendê-la ou alugá-la, pode haver a vinculação empregatícia com o prestador dos serviços, visto que tanto um como o outro exerce atividade econômica, assumindo os riscos do empreendimento, desde que existente também a subordinação, que é o elemento mais importante na identificação da relação de emprego.