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Dindarlığın Ölçülmesi ve Dindar Kadın

2. TEKNOLOJİNİN TARİHSEL GELİŞİMİ

1.2. Dindarlığın Ölçülmesi ve Dindar Kadın

O benefício da adoção de SCP está proporcionalmente relacionado aos diversos aspectos até então tratados, e intrinsecamente relacionados aos regimes de tributação dos sócios componentes da Sociedade em Conta de Participação, bem como aos benefícios fiscais usufruídos por cada um deles, devendo ser tomada pelo menos por categoria de operação.

Por sua vez, conforme já referido nesta pesquisa, a adoção de SCP, em substituição à tradição que permeia a vasta imensidão das relações comerciais, atualmente em operação, tratando o anterior fornecedor, como sócio participante, e o adquirente como sócio ostensivo, deve estar acompanhada de estudo, aprofundado e sistêmico em inúmeras situações, sobretudo nas que, tanto o potencial sócio participante quanto o ostensivo, tenha regime de tributação pelo Lucro Real.

A necessidade de avaliação aprofundada e sistematizada se deve fundamentalmente aos seguintes fatos:

a) o objetivo da adoção da Sociedade em Conta de Participação é desonerar tornar recuperáveis tributos constantes do custo de aquisição junto a fornecedores, que em situação normal não são recuperáveis, desonerando assim a cadeia produtiva;

b) quando o potencial sócio ostensivo tem como regime de apuração o Lucro Real, via de regra, todo o ônus tributário da cadeia produtiva é recuperável, (exceção para os casos de aquisições realizadas de fornecedores que tenham como regime de tributação o Simples Nacional);

c) os incentivos fiscais do sócio ostensivo, tais como incentivo federal de redução do IRPJ (isenção do IRPJ sobre Lucro da Exploração), bem como os de dedução do IRPJ e incentivos estaduais de fomento do desenvolvimento industrial, conjugados a outras particularidades, do potencial sócio ostensivo e do potencial sócio participante, justificam a adoção da medida quando o potencial sócio ostensivo tem regime de apuração tributária pelo Lucro Real, podendo assim viabilizar efetiva redução de tributos, constantes do custo de aquisição com fornecedores.

Nas aquisições realizadas de fornecedores sujeitos ao Simples Nacional, não são recuperáveis tributos (IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, INSS, IPI e/ou ICMS ou ISS), salvo no que se refere a IRPJ e CSLL e de forma parcial, quando o adquirente adota como regime de apuração o Lucro Real. Recuperação esta, realizada indiretamente, ao percentual do IRPJ e CSLL, sobre o valor da aquisição feita com o fornecedor, haja vista que sendo o gasto realizado pelo adquirente, dedutível, o será também o tributo não recuperável, embutido no custo de aquisição do produto ou serviço.

Quando o fornecedor tem como regime de apuração o Lucro Presumido e o adquirente tem como regime de apuração o Lucro Presumido, nenhum tributo federal é recuperado, estando por sua vez onerado o custo de aquisição.

Ademais em relação ao COFINS e PIS, conforme já evidenciado nesta pesquisa, existem situações específicas apartadas do cenário geral, que requerem tratamento diferenciado, independentemente do regime de apuração em que se encontrem, não tendo, por conseguinte, referidas situações, no mais das vezes potencialidade de geração de benefícios.

Em razão do fato gerador do IPI não manter relação com a composição societária de uma empresa, não atende a critérios, no sentido de que seja concentrada a tributação na Sociedade em Conta de Participação. Vale dizer, não existe previsão de suspensão de IPI para esta situação.

Todavia, existe possibilidade de ser reduzido o IPI, haja vista que o eventual produto destinado à integralização de capital do sócio pode ser utilizado na transferência de propriedade, pelo custo de produção do outrora fornecedor, que retirará a diferença entre o preço praticado no mercado e o custo de produção, por intermédio da participação nos lucros.

Com efeito, isoladamente quanto ao IPI, é pouco provável haver benefícios oriundos da desoneração tributária, oportunizada pela constituição de SCP entre adquirente e fornecedor, posto que a hipótese de incidência tributária do mesmo é fundamentalmente

vinculada à produção, existindo a mesma independentemente da tradição de circulação ou comercialização, ocorrente no caso de ICMS.

Por sua vez, o ICMS tem sua incidência vinculada a operações relacionadas à circulação de mercadorias e sobre a prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicações, ainda que as operações e prestações se iniciem no exterior. Desta forma, a mercadoria destinada à SCP poderá ser integralizada ao custo de aquisição do sócio, anteriormente tomado como fornecedor, que receberá a diferença entre o seu preço de venda normalmente praticado e o custo de aquisição utilizado para integralização de capital, através de participação nos lucros, haja vista que a operação não se caracteriza como atividade de mercância, por não ter finalidade de lucro.

Mediante esta adoção, fica reduzido o ônus tributário de ICMS, sendo mais vantajosa em operações nas quais os sócios ostensivos adquirem de outros Estados e pagam o ICMS interestadual nas entradas, tendo suas saídas voltadas ao mercado internacional, bem como em situações em que o antigo adquirente não seja contribuinte do ICMS, ou possua incentivos fiscais estaduais calculados sobre o saldo de ICMS constante do Livro de Apuração.

Por sua vez, no caso do ICMS, existe possibilidade de ser oportunizada desoneração tributária, com a adoção de SCP entre o adquirente e fornecedor, muito embora referido tributo seja não cumulativo, objetivamente quando da existência de incentivos fiscais incidentes sobre o saldo devedor do tributo, que resultam em vantagem financeira, caso a entrada seja desonerada e o fornecedor não goze de incentivo, ou ainda que goze, quando seja menor do que o do adquirente, no caso de empresas com suas operações com clientes voltadas para o exterior, situação em que inexistente incidência do tributo, conjugada com aquisições realizadas no mercado nacional, sobretudo em operações interestaduais.

Relativamente aos benefícios de referida medida em demais tributos dos âmbitos Estadual e Municipal, destaca-se como mais objetivo operacionalmente, o benefício em relação ao Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), caso o fornecedor seja de serviço; nos demais casos é igualmente necessária uma avaliação personalizada e de composição sistêmica do processo.

Consideradas estas situações específicas e outras que necessitam de maior aprofundamento fático, podem-se construir elaborações racionais amplas, primeiramente de custos tributários inerentes as aquisições como um todo nos diversos regimes de tributação e para as diversas operações, para na sequencia apresentar cenário fático de potencial

desoneração, a partir de tabelas elaboradas para este fim e que viabilizam sustentação para a pesquisa.