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5.2. Edirne’nin Turizm Bakımından Önemi

5.2.3. Sanatsal Mimari ve Zanaatsal Açıdan Önemi

O Uso do poder de compra do Estado para o fomento das MPE’s é prática reconhecida e

legitimada internacionalmente. Os EUA, como já mencionado, utilizam largamente o poder de compra do Estado como política de desenvolvimento industrial. As Diretrizes para as compras

e contratações de bens, serviços, construções e obras públicas dos EUA estão previstas na

Federal Acquisition Regulation – FAR – e adota o seguinte princípio: disponibilizar em

tempo hábil o bem ou serviço com o melhor preço para o comprador, mantendo a confiança do público e alcançando os objetivos das políticas públicas. Segundo MOREIRA e MORAIS

(2003, p. 87): “As compras reservadas para pequenas empresas constituem, assim, exceção geral nos acordos comerciais dos EUA – exceção ao tratamento nacional previsto nos acordos

comerciais sobre compras governamentais”, o que reflete a importância das políticas de uso

do poder de compra para o fomento das MPE’s.

Especialmente para este segmento, as principais formas de incentivo adotadas pelos

EUA, são: a concessão de uma preferência no preço (6% nas obras federais); reserva das contratações até US$ 100 mil (small business set aside), podendo-se ainda reservar

contratações de maior valor, desde que haja expectativa razoável de que duas ou mais MPE’s ofereçam preços justos; possibilidade de reserva de parcela das contratações de maior vulto;

exigência de que as agências compradoras possuam um setor específico de apoio nas licitações; previsão de reserva de parcela das grandes contratações para as MPE’s

classificadas como HUB Zone Small Business (localizadas em áreas de menor desenvolvimento dos EUA); participação nos contratos das empresas vencedoras

(subcontratações, parcerias, joint venture) de valor superior a US$ 500.000, por meio de plano de subcontratação; e a definição de metas de participação nas contratações públicas, com a possibilidade de destinação de subsídios para o fornecedor principal de até 10% do valor que

superar a meta de subcontratação.

Segundo MOREIRA e MORAES (2003, p. 92) a Legislação norte-americana indica

ainda uma série de ações para o incentivo das MPE’s, como o planejamento das compras, divisão das grandes contratações em pequenos lotes, programação das entregas para

comportar a capacidade logística das MPE’s etc. Embora as disposições de uso do poder de compra nos EUA tenham grande amplitude, alcançando outros setores que não as MPE’s,

essas preferências podem ser derrogadas por tratados e acordos internacionais que confiram tratamento nacional, com exceção do tratamento preferencial para as pequenas e médias

No âmbito da Organização Mundial de Comércio, o Acuerdo sobre Contratación

Pública, inserido nas negociações para a liberalização e expansão do comércio mundial, tem

entre seus focos as compras públicas, em que prevê a possibilidade dos países signatários

adotarem o Uso do poder de compra do Estado, em especial para as MPE’s e para favorecer a economia local. Essa permissão destina-se aos países em desenvolvimento, estando prevista

nas normas do TED – Tratamento Especial e Diferenciado para Países em Desenvolvimento, mais especificamente no artigo V. Ressalte-se que o Brasil não é signatário desse acordo, mas

em uma eventual adesão, ele prevê a possibilidade de negociar com os países signatários exceções às regras do tratamento nacional, possibilitando a preferência para as MPE’s

nacionais (OMC, 1996).

Quando se analisam as normas sobre compras governamentais no âmbito da União

Européia, constata-se que só recentemente, a partir de 2004, com a aprovação de um novo pacote de diretrizes, ocorre a previsão específica de que seus Estados membros devem adotar disposições nas compras públicas com o objetivo de aumentar a participação das MPE’s,

ainda que tal previsão seja restrita e se refira apenas ao incentivo à subcontratação (COMISSÃO EUROPÉIA, 2004). As antigas diretrizes não previam expressamente a

possibilidade do Uso do Poder de Compra por parte dos Estados membros para o incentivo às MPE’s, já que a principal preocupação no momento era com integração regional pela

liberalização e transparência das compras públicas, tendo em vista a formação de um mercado comum de compras públicas.

O Livro Verde das Compras Públicas na União Européia (COMISSÃO EUROPÉIA, 1996) trás todo um capítulo dedicado às MPE’s, apresentando as principais dificuldades

enfrentadas por esse segmento nas licitações públicas, trazendo sugestões de ações a serem implementadas para o incentivo à participação das MPE nas compras públicas. O Relatório

final do “The access of SME’s to public procurement contracts”, divulgado pela Comissão

Européia em março de 2004, indica que as MPE’s conseguem contratos de menor valor em comparação com as grandes empresas, e em menor número, e ainda constata que, embora a

participação das MPE’s nas contratações públicas alcance 78% do total, elas representam 99,8% do total de empresas existentes, o que indica um grande potencial de crescimento

(COMISSÃO EUROPÉIA, 2004-b).

O estudo demonstra ainda que diversos países da União Européia já praticam alguma

forma de incentivo à participação da MPE’s nas compras públicas, como: fracionamento das grandes compras; assessoria técnica na elaboração das propostas; planejamento das compras

públicas; financiamento bancário no caso de atraso nos pagamentos das contratações públicas (França); disponibilização de um “guia” durante todo o processo licitatório (Dinamarca);

padronização e simplificação dos procedimentos para as MPE’s (Luxemburgo); disponibilização on-line de um banco de negócios para a subcontratação de MPE’s (Grécia), etc. O Relatório sugere ainda que os países membros adotem medidas efetivas de

direcionamento das compras públicas paras as MPE’s nas contratações de valores inferiores aos limites em que se aplicam as diretrizes da União Européia, além de sugerir a adoção de

treinamento, uso de licitações eletrônicas, simplificação, padronização dos procedimentos etc. Verifica-se que a importância da adoção de uma política sobre o uso do poder de compra

do governo, principalmente quando se volta para as MPE’s, podendo, entretanto, ser outro segmento econômico, se acentua quando a sua análise passa a incluir os acordos econômicos

internacionais, pois quando este assunto envolve a relação entre países, determinados princípios ganham relevância e se tornam fundamentais para decidir a entrada no Acordo

Econômico e uma provável alteração da legislação interna. Princípios básicos como a transparência dos processos realizados, tratamento nacional não-discriminatório e a cláusula

da nação mais favorecida devem ser considerados como aqueles tidos por essenciais neste

contexto.

Benzer Belgeler