1.4. Mardin’in Dünya Üzerindeki Konumu ve Tarihsel Geçmişi
2.1.1. Kitaplar
2.1.1.2. Sanat Tarihi
A importância da retrospectiva histórica de uma profissão se constitui no recurso apropriado quando se busca compreender o grau de sua evolução. Esta perspectiva favorece uma análise efetiva do estágio atual de seu desenvolvimento e uma idéia concreta de seu potencial futuro (VIETTA, 1995).
Nos primeiros relatos sobre a enfermagem, referente à Era Cristã, pessoas ligadas à igreja procuravam salvar sua alma, salvando a alma do doente, o cuidado era mediado pelo modelo religioso (ALMEIDA E ROCHA, 1997).
Foucault (1977) descreve que as pessoas que trabalhavam nos hospitais da Idade Média não estavam destinadas a curar o enfermo, mas a conseguir sua própria salvação; eram pessoas caritativas, laicas ou religiosas, que se encontravam nesses espaços para fazer obras de misericórdia que lhe garantissem a salvação eterna.
O caráter religioso do cuidar da enfermagem parte de seus primeiros agentes, que se dedicavam à causa cristã, visto que, segundo Moreira e Oguisso (2005), do ponto de vista histórico, a maioria das instituições hospitalares foi mantida pela cristandade, reconhecida como espaço para a realização das vocações piedosas.
Em seu estudo sobre o saber da enfermagem e sua dimensão prática, Almeida e Rocha (1986, p. 38) relatam que:
Desde o início do cristianismo até o feudalismo na Idade Média, era evidenciado o modelo religioso de enfermagem, suas ações não pressupunham ordens médicas ou planos médicos terapêuticos. Ambos executavam trabalhos que pressupunha objetos e objetivos diferentes e as técnicas significavam simples procedimentos caseiros, pois o objeto do cuidado de enfermagem não se ligava ao corpo do doente e nem à sua doença, portanto, sem necessidade de uma teoria do cuidado de enfermagem.
Na transição entre a queda do feudalismo e a instalação do capitalismo, segundo as autoras citadas, a enfermagem entra em um período obscuro, de decadência, devido às mudanças na estrutura social. O trabalho da enfermagem passa a não ser mais exercido pelas religiosas, mas por pessoas comuns, geralmente mulheres que, pelo seu despreparo, não conseguiam ocupação em outros espaços.
A utilização dessas mulheres leigas, incultas e marginalizadas traria conseqüências para a enfermagem, visto que estas prestavam serviços variados, entre eles, o cuidado aos doentes, em troca de baixos salários. A enfermagem então se caracterizou como um trabalho manual, desvalorizado e exercido por uma categoria considerada inferior.
Com o capitalismo, surge a necessidade do cuidado e restauração do corpo visto como força de trabalho. Deste modo, as práticas médicas e de enfermagem, que eram independentes, passam a ser exercidas no mesmo espaço institucional, o hospital. Todavia, a medicina ganha status de prática técnico-profissional tendo em vista o desenvolvimento científico alcançado por essa profissão. O mesmo não se dá com a enfermagem, se tornando dependente e subordinada à prática médica (ALMEIDA; ROCHA, 1986; MELO, 1986; SILVA, 1986).
Somente no século XIX a enfermagem se aproxima da característica de profissão pelo trabalho exercido por Florence Nightingale e suas enfermeiras na reorganização dos serviços de enfermarias dos Hospitais Militares Ingleses instalados na Criméia. O modelo religioso do cuidado de enfermagem era então substituído por um cuidado do ambiente do paciente para “dar condições para a natureza agir”. Tal conceito é emitido por Florence Nightingale em 1859.
Apesar das dificuldades que as pioneiras da Enfermagem tiveram que enfrentar, devido à incompreensão dos valores necessários ao desempenho da profissão, diversas escolas de modelo nightingaliano se espalharam pelo mundo, a partir da Inglaterra. Nos Estados Unidos, a primeira Escola foi criada em 1873. Em 1877 as primeiras enfermeiras diplomadas começaram a prestar serviços em domicílio, na cidade de Nova York.
A história da enfermagem na sociedade brasileira começa no período colonial, como uma simples prestação de cuidados aos doentes, realizada, na maioria das vezes, por escravos que prestavam serviços dentro das casas de seus senhores.
O crescimento populacional da capital federal, no Rio de Janeiro, e a importância política da cidade, evidenciam necessidades tanto hospitalares como de saúde pública, surgindo assim o ensino de enfermagem (MENESES, 2005).
O surgimento das Santas Casas de Misericórdia, em São Paulo e no Rio de Janeiro, leva a enfermagem a se insere de modo essencialmente prático, realizando trabalhos simplificados e sem nenhum conhecimento. Não havia a exigência de escolarização para aqueles que a exerciam, o que possibilitava a ocupação de suas vagas com voluntários e escravos. Tal situação foi mantida até o início do século XX quando surgem as primeiras iniciativas de institucionalização da enfermagem moderna.
Nessa conjuntura, insere-se a Enfermagem Moderna no Brasil, como decorrência do serviço desenvolvido pelo Departamento Nacional de Saúde Pública -DNSP-, que trouxe, em convênio com a Fundação Rockfeller, algumas enfermeiras norte-americanas, para aqui organizarem o serviço de enfermagem e fundarem, junto ao órgão, a primeira Escola de Enfermagem, dentro dos princípios do Sistema Nightingaliano.
O país, necessitando de procedimentos sanitários inovadores, que viessem debelar os problemas decorrentes de uma estrutura de saúde arcaica e ineficiente e dada à urgência em minimizar a crise econômica que o assolava, importaria os modelos de saúde pública e de enfermagem norte-americanos, cujos profissionais atuariam junto ao Departamento Nacional de Saúde Pública, ao mesmo tempo em que organizariam o ensino e o trabalho da enfermagem, dentro dos princípios da Enfermagem Moderna (TIMOTEO, 1997).
Com a criação da Escola de Enfermagem Ana Néri, em 1923, instala-se outro modelo de enfermagem no Brasil, de elevada categoria e padrão norte-americano. Uma escola com organização administrativa e docente, sob responsabilidade de enfermeiros. Segundo Timoteo (1997), a enfermagem moderna, a partir de então, organiza-se dentro desses preceitos e adapta-se ao espaço hospitalar já organizado e institucionalizado, onde a divisão parcelar do trabalho se encontrava estabelecida e o processo de burocratização ganhava forma.
Nesse período, crescia a necessidade de qualificação dos trabalhadores de Enfermagem, associada ao momento histórico de expansão industrial, o qual fomentava as profissionalizações técnicas em todo país.
O enfermeiro, inserido neste processo, vem historicamente, construindo um saber e transformando a sua prática na direção de uma atenção em saúde que lhe assegure mais autonomia e cientificidade. No entanto, ainda permanecem traços do modelo tradicional, submetido à organização do trabalho hospitalar e do médico (BIALAKOWSKY, 2006).
Carece a esse profissional adotar uma postura reflexiva sobre sua prática e seu posicionamento diante da representatividade na qual está contemplado na sociedade, que lhe permita reconhecer-se enquanto parte integrante do processo de trabalho em saúde.
Figura 05 – Hospital Infantil Varela Santiago (1936)
Fonte: http://www.hospitalvarelasantiago.org.br/home/historico.php.
O Dr Varela Santiago Sobrinho, modelo de cidadão e de médico não cuidou apenas da criança pobre do seu Estado, o que seria suficiente para situá-lo na galeria dos mais ilustres filhos do Rio Grande do Norte. O seu nome está ainda ligado a outras instituições de saúde e educação da nossa terra [...]. Homem modesto, simples, de temperamento brando, mas obstinado e decidido, desempenhou papel de relevo na prática da sua profissão.
Sarinho, 1988