Com as denições apresentadas nas seçõesanteriores podemos ara terizaro problema aser
tratadopelomiddlewareproposto. Primeiramente,vamoslistartodososelementosenvolvidos
no problema:
•
Um onjunto de proto olosde segurança, dea ordo oma denição 3.2 .•
Cada proto olo possui um onjunto de métri as, om seis elementos, dis utidos na Seção3.3 .•
Um onjunto de parâmetros rela ionados ao ontexto de exe ução, dis utidos na Se- ção 3.3.•
Sabemos que ada parâmetro está diretamente ligado a pelo menos uma métri a, de a ordo oma Tabela3.2.Com isso,podemos formalizaroselementos do problemae suasrelaçõesna denição 3.5.
Denição 3.5 (Elementos do problema). Seja
S
o onjunto de proto olos de segurança dis- poníveis. DenotamosM
i
o onjunto de métri as do proto oloS
i
, sendoM
i,j
a métri aj
doreferido proto olo. Denotamos também
P
omo o onjunto de parâmetros rela ionados aoontexto de exe ução. Sabemos que ada métri a
M
i,j
é mapeada a um ou mais parâmetros, para todo proto oloS
i
, ou seja:∀j∃k∀i M
i,j
7→ P
k
A existên ia ou não demapeamento entre uma métri a e um parâmetro é sabida a priori.
Sabemos que o onjunto de métri as de ada proto olo é formado pelas métri as: on-
den ialidade, integridade, autenti ação, memória, pro essamento e rede. Por onveniên ia,
hamaremos essasmétri as
c
,i
,a
,m
,p
er
. Comisso,estendemos o on eitodeproto olodesegurança, apli ando-o maisao problematratado,na denição 3.6 .
Denição 3.6 (Proto olo de segurança, no ontexto do problema). Sobre o onjunto
M
i
de métri as doproto oloS
i
, sabemos que:∀i M
i
= {c
i
, i
i
, a
i
, m
i
, p
i
, r
i
}
Simpli ando, podemos denotar adaproto olo
S
omo uma 6-tupla:S
= (c, i, a, m, p, r)
Por m, denimos que ada uma das seis métri as tem um valor normalizado, om todas
no mesmo intervalo, onsistindo de números inteiros. As métri as
c
,i
ea
representam aforça riptográ a do proto olo, om valores mais altos sendo mais desejáveis, enquanto que
as métri as
m
,p
er
representam usode re ursos desistema,portantosendo osvalores mais baixosos mais desejáveis. Se espe i armosQ
omo a qualidade deum proto olo, podemosdizer que:
Q∼
c+ i + a
m+ p + r
No entanto, ésabido que proto olos riptogra amente mais fortestendem ausar mais re ur-
sos desistema, riando a relação:
c+ i + a ∼ m + p + r
Fazendo
Q
tender a 1 para a maioria dos asos.Da denição a ima podemos identi ar o problema a ser resolvido. O objetivo do mid-
dlewarepropostopassaaserodesele ionar,emtemporeal,omelhor proto olodesegurança
paraumdado ontexto. Noentanto,seguedadeniçãoqueosníveisdequalidadedosproto-
olos,seguindoasmétri asusadas,tendeasersemelhanteparatodoouniversodeproto olos.
Com isso, a informação da denição 3.5 sobre o mapeamento de métri as a parâmetros de
ontexto passa a ter importân ia signi ativa na tentativa de resolver o problema. Assim,
formalizamos o problemaa sertratado neste trabalho na denição 3.7.
Denição 3.7 (Problema da es olha de proto olos de segurança em tempo real,no modelo
de força riptográ a e usode re ursos). Tendo um onjunto
S
de proto olos, de a ordo oma denição3.6,es olher oproto olomaisadequado para umdeterminado ontexto. Étambém
onhe idoum onjunto
P
deparâmetrosde ontexto,e relações demapeamentoentre métri as dos proto olos e parâmetros deP
, de a ordo oma denição 3.5.A abordagem tomada, bem omo a geração de proto olos e métri as, obtenção de parâ-
O Middleware Proposto
Comodis utidoanteriormente,oprin ipalobjetivodomiddlewarepropostonestetrabalhoéo
de es olher dinami amente oproto olode segurança maisadequado para omuni ação entre
dois pares. O proto olo es olhido pode ser tro ado durante a exe ução, aso as ondições
de ontexto variem. Em termos gerais, o middleware bus a esse objetivo mantendo uma
bibliote a de algoritmos de segurança existentes, avalia-os de a ordo om as seis métri as
denidas e monitora parâmetros de ontexto para serem usados no pro esso de tomada de
de isões.
Nesse apítulodis utimos a solução proposta. Primeiramente apresentamos omo o mid-
dleware pode ser ongurado por usuários, omo administradores de sistema ou apli ações.
Depoisapresentamos a arquitetura, e entãoos algoritmosda lógi ade seleçãode proto olos.
Mostramos ainda a extensão de análise semânti a dos dados e nalmente dis utimos nossa
implementação de referên ia.
4.1 Conguração do Middleware
Um arquivo de onguração é lido pelo middleware toda vez que ele é ini ializado. Esse
arquivo ontém a bibliote a de possíveis algoritmos de segurança a serem usados. Cada
entrada no arquivo representa um algoritmo e informações sobre ele, in luindo aíos valores
dasseismétri as. Osvaloresdasmétri asdeusodere ursossãoautomati amente al ulados
egeradosduranteainstalaçãodomiddleware(Seção4.3.1 ). O omportamentodomiddleware
podeser onguradodasseguintes formas:
1. Editando o arquivode onguração e nele ex luir quaisqueralgoritmos quenão devem
ser usados.
2. Ainda no arquivo de onguração, editar os valores das três métri as de força ripto-
grá a de ada algoritmo, denindo oquanto um algoritmo émais fortequeoutro.
3. Em tempo de exe ução, a apli ação pode denir os parâmetros rela ionados a níveis
limites de QoS (latên ia, uso de memória, overheads de rede por pa ote e tempo de
nego iação).
Dessaforma,aapli açãoe/ou administradordosistemapodemgarantirqueomiddleware
irá exe utar apenas algoritmos que eles onam, e ainda denir quaisdeles são maisfortes.
A apli ação irátambém denir níveis de segurança mínimosde formaindependentepara os
três serviçosdesegurança, além daslimitaçõesdeQoS. Se,por exemplo,aapli ação deneo
nível de onden ialidade para mandatório,isso signi a que o middleware sempre utilizará
um proto oloquein lui riptaçãodedados. Op ionalmente,aapli ação(ambososseuslados
narede)podetambémsuprirumasenha,queseráusadaparaageraçãodeuma have mestra
riptográ a.