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2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE VE İLGİLİ ARAŞTIRMALAR

2.2.2. Sıfır – Beş Yaş Döneminde Algı Gelişimi

A promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em 1996 trouxe, sem dúvida, um novo aspecto para o Ensino Médio e, conseqüentemente, para o ensino de Física. Agora, o Ensino Médio deve ser encarado como a continuação natural e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, diferentemente da sua função anterior, que era preparar para o ensino superior e a formação técnica. Além disso, ele

deve vir a constituir em um espaço de formação que aproxime da realidade dos alunos, os conhecimentos adquiridos na escola. Essa nova postura requer metodologias de ensino que favoreçam o alcance dos fins educacionais. Para isso, currículos, conteúdos e avaliação, enfim, todos os componentes do processo educacional devem ser reorganizados.

Do ensino de Física, espera-se que valorize o conhecimento e a compreensão de conceitos fundamentais que possam servir, aos alunos, como ferramenta na compreensão e na atuação do mundo que os cerca. Assim, o aprendizado da Física, muitas vezes odiada pelos alunos, pode se tornar mais significativo quanto mais próximo estiver do mundo vivencial desses. Porém, de nada adiantará todo esse movimento de reforma, se não houver, concomitantemente, uma mudança de paradigma educativo por parte dos professores, alunos, famílias, enfim, por parte de todos os envolvidos no processo educacional.

A implementação da reforma educacional é um processo lento e que passa por vários entraves como a desvalorização do trabalho docente, o despreparo dos professores – muitas vezes reflexo de uma formação precária –, a falta de material didático adequado às mudanças, entre outras. Além disso, tanto os documentos quanto as publicações que orientam a reforma têm sito criticados pelos principais responsáveis pelo sucesso da implementação da reforma, os professores. Existem inúmeras críticas quanto à linguagem utilizada pelos PCNs e DCNEM, a falta de clareza na definição e interpretação das competências e habilidades, além da aplicabilidade do que está apresentado nas publicações e documentos na escola média atual.

Um passo importante, foi a publicação dos PCN+, em 2002, que esclarecem vários pontos presentes na publicação anterior e apresenta uma linguagem mais acessível aos professores. Porém, não chegaram até as escolas e, mesmo estando disponíveis na internet, a grande maioria das escolas e dos professores não tiveram acesso.

Resumindo, muitas coisas precisavam e ainda precisam ser discutidas, revistas e reorganizadas. Existe, a necessidade de uma discussão mais aprofundada em relação a muitos pontos, como por exemplo, quanto à proposta de distribuição dos temas no período letivo e à forma de trabalhá-los. Além disso, há de ser desenvolvido um trabalho conjunto com as escolas, de forma a esclarecer dúvidas e orientar os professores e demais envolvidos no processo educativo.

Além dos problemas já citados, ainda que de forma puntual, os vestibulares, realizados pelas IES, também colaboram para a não implementação da reforma influenciando diretamente os currículos de Ensino Médio e o trabalho docente. Dessa forma, acreditamos que enquanto essas Instituições não acompanharem as mudanças presentes na LDB, DCNEM e as propostas que trazem os PCNEM e PNC+, a reforma não se efetivará.

Capítulo IV

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A REFORMA DO ENSINO MÉDIO E OS PROCESSOS

SELETIVOS DAS UNIVERSIDADES

Com base no que foi abordado no segundo capítulo, podemos dizer que a última década foi marcada pela promoção da reestruturação da educação básica, da qual o Ensino Médio passou a fazer parte com a promulgação da nova LDB. Assim como já ocorreu com o Ensino Fundamental, nos últimos anos a atenção se voltou para a educação média que, na nova proposta, visa uma formação que não seja nem propedêutica ao Ensino Superior e nem estritamente profissionalizante. Além da promulgação da LDB, a implementação das DCNEM, dos PCN e PCN+ contribuem para a efetivação da reforma educacional que tem como ponto central o desenvolvimento de competências e habilidades que concedam aos estudantes uma formação de caráter mais geral. Essa mudança de paradigma educacional supõe que as partes que compõem o processo ensino-aprendizagem sejam repensadas e reestruturadas.

Apesar de já terem se passado oito anos desde a promulgação da LDB as mudanças efetivadas ainda são poucas e ainda existem vários entraves à implementação da reforma. Entre esses entraves estão os processos seletivos das IES – vestibulares – que interferem nas expectativas dos pais e alunos, no trabalho dos educadores, na mídia, promovem um mercado de produtos e serviços voltados para seus concursos e são citados como um dos fatores de distorção da prática pedagógica desenvolvida na escola (VASCONCELLOS, 2000, p.87).

[...] a educação brasileira sofre uma grande distorção. O Ensino Médio está a serviço do vestibular. É como se o cidadão tivesse de cuidar da saúde para passar no exame médico. O vestibular poderia ser um instrumento de aperfeiçoamento e avaliação da qualidade, mas virou o objetivo, o que é uma insanidade (MENEZES, 2003, p.20).

Assim, mesmo existindo uma sinalização de um “Novo Ensino Médio” que, de acordo com os PCNs, seja não propedêutico e com enfoque voltado para a formação do cidadão, os vestibulares das Universidades continuam tendo influência sobre o Ensino Médio, principalmente nas escolas da rede privada, que atendem à classe média. Essa dicotomia é o

enfoque deste capítulo. De um lado a proposta para um “Novo Ensino Médio” – onde a transmissão, memorização, e reprodução dos conhecimentos devem ser substituídas pela compreensão, adequação e utilização desses – e do outro, os processos seletivos das Universidades, em especial o vestibular, que dependendo da postura assumida em suas provas não evolui na direção do que propõe a reforma educacional.

Este capítulo está divido em duas seções. A primeira versa sobre a relação entre o Vestibular e o Ensino Médio e apresenta alguns dos resultados obtidos em uma pesquisa realizada pelo MEC em parceria com a UNESCO (ABRAMOVAY e CASTRO, 2003). Tal pesquisa foi realizada com alunos, professores e corpo pedagógico de escolas da rede pública e particular de 13 capitais do país e é uma dos mais recentes e mais completos estudos sobre a escola média brasileira. Na segunda seção, é dada atenção especial à relação entre a reforma do Ensino Médio, o ensino de Física e os processos seletivos das Universidades. Nessa seção apresentaremos os resultados da consulta que realizamos com alguns professores de Física do Ensino Médio e Ensino Fundamental de Belo Horizonte e de outros lugares do Brasil. Porém, essa parte não é o objetivo principal do nosso trabalho e serviu apenas como mais um aparato para tentarmos identificar as influências dos vestibulares no trabalho desenvolvido pelos professores de Física.

Benzer Belgeler