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5. KONTROL ÜNİTESİ YAZILIMI

5.4 Sıcaklık Ölçümü

Fazendo parte da RUTIS, as actuais US na sua realidade associativa e funcional, não decorrem de dispositivos próprios constitucionais emanados do Estado.

60 A maioria das US está agregada a outra associação ou criaram uma associação para servir de base à sua implementação como suporte jurídico, como é o caso da US em estudo. Outras à ainda que estão ligadas às Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia. ”A maioria das UTIs está agregada a outra associação, tipo IPSS, Rotários, Associação Cultural ou Clube” (Jacob, 2011. p. 139).

As US podem revestir a forma de associação de solidariedade social, tendo os seus próprios estatutos, pelos quais se reguem, outras à que estão ligadas à misericórdia, câmara municipal, IPSS, Rotários e outras associações sendo orientadas pelos próprios estatutos da organização, que as representa e à qual estão agregadas. Mas, o que todas tem em comum é fazerem parte da RUTIS (Associação Rede de Universidades da Terceira Idade) que tem como objectivos estatutários:

a) “Promover o envelhecimento activo em todas as suas vertentes;

b) Apoiar, unir, promover representar e reconhecer as universidades da terceira idade e projectos similares sem fins lucrativos, adiante UTIs;

c) Fomentar a educação e o ensino, a formação profissional e a aprendizagem ao longo da vida;

d) Incentivar a investigação académica e científica na área do envelhecimento e da cidadania;

e) Fomentar a cooperação para o desenvolvimento, para a cidadania dos direitos humanos, para a cidadania e a igualdade, assim como para a solidariedade entre os povos nomeadamente entre os mais necessitados;

f) Actuar na prevenção e promoção da saúde; g) Estimular o voluntariado, na e para a sociedade;

h) Ajudar a criar uma identidade europeia e estreitar laços com as comunidades portuguesas no mundo;

i) Promover outras actividades de solidariedade e desenvolvimento de solidariedade e desenvolvimento comunitário que se achar conveniente”

61 Esta multiplicidade de vertentes determina, que a RUTIS tenha como missão: “ Promover o envelhecimento activo, defender, representar e dinamizar as US e incentivar a participação social dos mais velhos” (Jacob, 2012, p. 4).

Tendo as US, a RUTIS como suporte de apoio à sua implementação, dinamização e divulgação. A criação das US emerge das suas próprias comunidades e constituem movimentos sociais que desenvolvem educação para séniores, sem enquadramento legislativo do Ministério da Educação, nem tão pouco enquadradas no sistema, e ainda com a seguinte cláusula do Decreto-Lei nº 252/82 de 28 de Junho, onde o Ministério da Educação refere que permite o uso da dominação Universidade desde que as US se comprometam a não atribuir nenhum tipo de certificado ou grau académico dos cursos ministrados. Embora em conformidade com o disposto no Estatuto aprovado pelo Decreto-Lei nº 119/83 de 23 de Julho, foi efectuado o registo dos seus estatutos de Instituição Particular de solidariedade Social, identificada e reconhecida como pessoa colectiva de utilidade pública. O que acontece com as US e em especial com a que se refere o estudo. Como a própria denominação indica e a realidade demonstra, estas organizações-IPSS encontravam-se especialmente vocacionadas para a acção e assistência sociais. Foram estas funções que permitiram o seu reconhecimento e o exercício da actividade de apoio social, suprindo uma lacunas então existente. No entanto, as IPSS, com esta designação e as funções que actualmente lhe são atribuídas, surgem após o 25 de Abril. A sua regulamentação aparece muito ligada à necessidade de estruturar a multiplicidade de movimentos populares que então emergiam para dar resposta a necessidades das populações locais.

Assim, o primeiro estatuto das instituições privadas de solidariedade social foi aprovado pelo Decreto-Lei n-º 519-C2/79 de 2 de Dezembro, revogado e substituído pelo estatuto aprovado pelo Decreto-Lei nº 119/83 de 25 de Fevereiro, que se mantém em vigor, o qual alargou o conceito de IPSS, que passou a abranger áreas como a saúde, a educação, a formação profissional, a habitação, e eventualmente outras que correspondam às necessidades sociais, culturais e educativas dos indivíduos e famílias.

As Instituições Privadas de Solidariedade Social constituem uma espécie do género Pessoas Colectivas de Utilidade Pública, e o seu estatuto remete para o exposto no Decreto-Lei nº 460/77 de 7 de Novembro, que as regula.

Objectivo das IPSS constitui, nos termos do respectivo Estatuto, um dos factores de reconhecimento destas organizações. Com efeito o art.º 1º do Estatuto considera-as

62 como sem finalidades lucrativas, constituídas por iniciativa de particulares, com propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos e não administradas pelo Estado ou por um corpo autárquico, para prosseguir, entre outros, os seguintes objectivos, mediante a concessão de bens e a prestação de serviços:

a) Apoio a crianças e jovens; b) Apoio à família;

c) Apoio à integração social e comunitária;

d) Protecção dos cidadãos na velhice e na invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidades para o trabalho;

e) Promoção e protecção de saúde, nomeadamente através da prestação de cuidado de medicina preventiva, curativa e de reabilitação;

f) Educação e formação profissional dos cidadãos;

g) Resolução dos problemas habitacionais das populações;

Acresce, ainda, do referido dispositivo legal, que as IPSS podem prosseguir, de modo secundário, outros fins não lucrativos que com aqueles sejam compatíveis.

Esta multiplicidade de vertentes determina que para compreender as estratégias de desenvolvimento das US, dado que, a maioria estão ligadas a IPSS como uma das suas valências, ou constituíram-se como tal para poderem funcionar como é o caso da US em estudo e das que estão ligadas às câmaras municipais, que constituíram uma IPSS, e ainda a RUTIS que também é uma IPSS. Deste modo, os motivos pelos quais nasceram, não sendo resultado de qualquer decreto ou da vontade de um qualquer Governo. Normalmente o que se passa é que numa comunidade surge um problema e os homens e mulheres ”lá da terra”, confrontados com esse problema, tentam encontrar uma solução. É assim que nasce uma IPSS ou uma US.

Nascem numa grande base de voluntariado, isto é, as pessoas associam-se para organizar as suas instituições. Nestas condições a relação das US com a comunidade assume um carácter determinante já que, ressaltando quase sempre de uma iniciativa de grupos sociais empenhados na concretização de um fim, a sua ligação à comunidade é efectiva.

63 Os fins que podem ser prosseguidos pelas IPSS/US, no cumprimento do dever de solidariedade social, corresponde a áreas diversas do aparelho do Estado (Ministério da Solidariedade e Segurança social, da Saúde e Ministério da Educação), por quem é exercido o poder de tutela quanto à sua natureza administrativa e jurídica, quanto a planificação, execução das suas actividades e respectivas estratégias de desenvolvimento, nenhumas orientações são dadas pelo Estado às US. Só obtendo informações e orientações por parte da RUTIS, que como representante das US em Portugal terá um longo e difícil caminho a percorrer, para que as US sejam legalmente reconhecidas pelo Ministério da Educação como potenciadoras de aprendizagens quer para os séniores, quer para adultos, quer para jovens e deste modo como aprendizagem intergeracional.

Na abordagem estratégica em termos organizacional, o modelo de gestão estratégica que nos é apresentado fazem parte as seguintes fases: “Ambição estratégica; Fins; Objectivos; Diagnóstico; Opções estratégicas; Implantação organizacional e comportamental; Controlo, podemos afirmar que a gestão estratégica nas escolas irá abarcar também um leque complexo de responsabilidades e tarefas” (Estêvão, 1998, p. 33).

Dado que as US “são um modelo de formação de séniores com grande sucesso a nível mundial que proporciona a estes um grande leque de actividades culturais, recreativas e de aprendizagem. As UTIs/US enquadram-se no conceito de formação ao longo da vida (Lifelong Learning) ou formação permanente, assim como vai buscar princípios à gerontologia ou gerontologia educativa” (Jacob, 2012, p. 16).

Deste modo, as US como organizações têm como estratégias de desenvolvimento: “o exercício de uma liderança empreendedora (capaz de fazer o diagnóstico, dar o impulso inicial, criar a ruptura com a situação anterior, gerir e animar o processo de mudança e introduzir-lhe as correcções necessárias); e uma participação efectiva dos actores interessados (capaz de assegurar a mobilização das suas ideias, dos seus saberes, da sua experiência, das suas soluções” (Friedberg, 1995, p. 346).

As US apropriam-se e desenvolvem estratégias quer a nível institucional, quer a nível sócio educativo para fazer face as mudanças da sociedade, aos desafios da inovação e para responder às necessidades dos séniores, e são para muitos uma oportunidade de participar.

64 “As UTIs são um projecto multifacetado de sucesso comprovado, que envolve a componente humana e social, a saúde e a educação e formação para e pelos mais velhos” (Jacob, 2012, p. 36).

A US deve desenvolver estratégias institucionais que promovam a participação, neste sentido, “a existência de uma «cultura de participação» na escola passa, muito mais, pela maneira como se realiza a interacção quotidiana entre os diversos membros da organização e pelos modos como se decide, se organiza e se realiza o trabalho, desde a sala de aula, à escola no seu conjunto e à sua relação com a sociedade local” (Barroso, 1995, p. 35). Ainda no mesmo sentido o autor refere que uma das estratégias principais para o desenvolvimento da participação, são: “As reuniões constituem um outro domínio onde é possível desenvolver processos de trabalho colectivo, contribuindo para uma cultura de participação (…) as reuniões devem ser preparadas (objectivos, conteúdos, actividades, animação, gestão do tempo, do espaço, dos grupos, resultados a atingir, avaliação, etc.); as reuniões, para serem produtivas e permitirem a participação devem fazer-se em pequenos grupos” (idem, pp. 40-41).

Para que as estratégias de desenvolvimento das US sejam eficazes e eficientes e os séniores possam beneficiar das suas vantagens à que ter em conta diversos aspectos entre os quais se destacam, ”a coesão que, corresponde às motivações sociais de desejo de contacto, de pertença e de reconhecimento aumenta a produtividade e a satisfação, bem como a auto-estima e a sensação de segurança dos membros do grupo. O segundo aspecto é a cooperação, a cooperação é fundamental para criar bom ambiente” (Lima, 2004, p. 24).

“A educação para além de ensinar conteúdos deve começar por levantar questões. Para que a educação faça alguma diferença na vida dos educandos adultos, devemos criar-lhes condições de aprender a pensar por si próprios, aprender a aprender e a desenvolverem-se pessoal, emocional, ética, intelectual e socialmente. A educação, a informação, bem como, a reflexão crítica permitem, por conseguinte a participação” (Lima, 2004, p.51. É neste sentido, que as actividades da US podem funcionar como estratégias de intervenção educativa levando os séniores a participar. Deste modo as estratégias, são os meios pelo quais, “ os objectivos do desenvolvimento, na perspectiva da psicologia do ciclo de vida, foram definidos por Baltes (1973) como a descrição, a explicação e a modificação ou optimização do comportamento. Para atingir intervenções educativas, psicológicas e terapêuticas, que sejam promotoras do

65 desenvolvimento das pessoas que estão a viver a última etapa do ciclo de vida, mas não a menos importante” (Lima, 2004, p.17).

O papel do professor-colaborador, nas palavras da autora, “O papel do técnico é o facilitador e coordenador que retira os obstáculos, permitindo ao grupo aprender a mudar” (idem, 2004, p.21). Também ”Ao professor cabe ser um facilitador da incorporação das diferentes culturas na escola, sobretudo através do tipo de conteúdos que transmite, da maneira como o faz e dos valores e atitudes que veicula” (Silva, 2008, p.26).

Também do ponto de vista estratégico o professor como “ um gestor de situações educativas”. O professor já não é o que transmite conhecimentos aos alunos, mas o que cria as condições necessárias para que estes aprendam. Ele é, portanto um organizador e disponibilizador de recursos” (Barroso, 1995, p.20).

As estratégias sócio-educativas como suporte na construção da participação. Sublinhando o papel das estratégias sócio-educativas enquanto agentes educativos todos os séniores têm o seu currículo oculto, composto por elementos de cultura, formas de vida, normas e atitudes sociais, valores, tradições, expectativas e desejos. “O desafio está em dar visibilidade a esse currículo, transformando-o num currículo desejável, construído à medida dos mais ambiciosos ideais de justiça e fraternidade, Ou seja, como em qualquer processo educativo, há que identificar os pontos os pontos fracos, diagnosticando os problemas e colocando-os numa perspectiva positiva emancipadora” (Carvalho & Baptista, 2004, p.73).

A US disponibiliza um conjunto de disciplinas diversificadas, e pretende ser uma resposta sócio educativa que visa criar e dinamizar, regularmente actividades culturais, formativas e de convívio para séniores, num contexto de formação ao longo da vida. Neste sentido “Os seniores propunham temas a abordar, como por exemplo: debates sobre o envelhecimento das pessoas idosas, a cidadania, a alimentação cabendo- me o papel de organizar as situações educativas. Assumiam um papel activo, eram eles que decidiam o que aprender, como aprender e o que aprender. Os conteúdos transmitidos na modalidade não formal eram diversificados e multidisciplinares, dependendo dos objectivos que se pretendiam alcançar” (Rodrigues, 2009, pp.44-45).

Neste sentido, o professor ultrapassa o papel do mero planeador, tornando-se o conselheiro, o motivador negociador e o facilitador das propostas dos séniores. Onde

66 “Os objectivos eram sempre comunicados e negociados antes da actividade. Isto é, havia a possibilidade de reajustar as actividades aos seus projectos pessoais, apresentando soluções adaptadas. Havia necessidade de associar as actividades aos projectos de vida pois, quando os séniores se reconheciam nas práticas que estavam a desenvolver, sentiam-se mais motivados, participativos e interventivos” (idem, 2009, p.45).

Também segundo Canário (2000), o reconhecimento e importância dos processos educativos não formais está associado a duas ideias relativamente simples: a primeira é que as pessoas aprendem com e através da experiência, a segunda que não se deve ensinar às pessoas aquilo que elas já sabem, ambas reforçam de que o património experiencial de cada sénior representa o recurso mais importante para a realização de novas aprendizagens.

Do ponto de vista das estratégias no processo sócio educativo das US existe outra característica importante nas actividades que é a importância do processo em detrimento dos resultados. “Durante as actividades, os séniores eram convidados a participar voluntariamente, dando a sua opinião, sem receios de serem avaliados ou classificados” (…)” Nas actividades apostava-se na troca de saberes planeados de forma flexível. Tendo como preocupação a adaptação dos conteúdos aos desejos e interesses que os adultos iam manifestando ao longo do tempo” (Rodrigues, 2009, p.46). Neste sentido, os planos e as actividades não são estruturados, mas baseiam-se na partilha de experiências e na busca de soluções.

Como defende (Freire, 2000, p.80) ”a prática educativa será tanto mais eficaz quanto, possibilitando aos educandos o acesso a conhecimentos fundamentais ao campo em que se formam os desafios a construir uma compreensão crítica de sua presença no mundo”.

Nesta óptica (Carbonero & Mendizábal, 2004, p.46) defendem que as actividades “apoiam-se num método pedagógico baseado no diálogo e na participação, que potencializa a capacidade crítica e criadora da pessoa”.

Neste sentido podemos estar a aprender mesmo que não conscientes e intencionalmente, perante situações pouco ou nada estruturadas. Neste nível de educação são enfatizados processos de autoformação, heteroformação e ecoformação nos contextos familiares, escolar, profissional e do lazer, sendo privilegiados os efeitos

67 em detrimento das intenções dos intervenientes nas situações educativas Canário (2000).

A interacção social e a tomada de decisão também se articulam com as actividades, pois as actividades fomentam a participação dos séniores em vários âmbitos de decisão: escolhas dos temas, formas de participação e contribuição nas aulas. “Durante as sessões de animação de séniores existiu o cuidado de reflectir antes, durante e após as actividades. Os séniores eram convidados a exprimir as suas opiniões, experiências e saberes, no sentido de estimular o pensamento critico” (Rodrigues, 2009, p.50). Ainda, segundo (Finger, 2005, p.17) “Não se aprende por se ter aprendido, aprende-se por se ter mudado uma situação (…) melhorado o nível de vida, aprende-se para ter mais justiça, para ser mais competente, para participar democraticamente na sociedade”.

Neste sentido, é que a educação como estratégia nas US procura apelar à participação dos séniores, de forma a torna-los mais activos e interventivos, fazendo com que se sintam mais úteis na comunidade onde se inserem.

A internet é considerada uma ferramenta de extrema importância no contexto educativo, na medida em que possibilita aos séniores a consulta de diversas informações, a comunicação e a produção e divulgação de materiais.

“A sua utilização oferece um conjunto de benefícios, pois proporciona a troca de conhecimentos, comunicação, participação e motivação, (…) esta ferramenta assumiu um papel importante, pois foi a partir da internet que os séniores fizeram breves pesquisas, criaram uma conta de correio electrónico, criaram um diário (blogue) e fizeram uma exposição virtual” (Rodrigues, 2009, pp. 58-59).

A sociedade de informação tem imposto um novo conceito de alfabetização. Antigamente uma pessoa alfabetizada era aquela que sabia ler e escrever. Hoje, esse conhecimento é insuficiente para que se possa ter acesso à informação. Desta forma é importante que os séniores tenham acesso à alfabetização digital e à aprendizagem tecnológica.

Em 2007 é publicado em Diário da República a Resolução do Conselho de Ministros nº55/2007 de 2 de Outubro onde é reconhecido que, ”(a)s tecnologias da sociedade de informação representam para todos as pessoas com necessidades especiais (pessoas com deficiência e idosos) um meio propiciador de inclusão e participação

68 social por excelência”. Considerando que as tecnologias da informação e comunicação são parte integrante da vida das pessoas, torna-se pertinente proporcionar aos séniores as mesmas oportunidades educativas. Nesta perspectiva “O idoso é capaz de aprender, como também de se adaptar às novas condições e exigências de vida. Apenas deve ser respeitado o seu ritmo individual que, muitas vezes pode evidenciar-se mais lento que na juventude. Ritmo diferenciado não se identifica com incapacidade” (Oliver, et al. como citados em Silva & Caldas, 2007).

Modelo Pedagógico das estratégias

O modelo subjacente às estratégias educativas das US é de abordagem construtivista. Esta tem sido determinante para justificar a intervenção das US e o papel dos séniores. “O construtivismo defende que o conhecimento individual é baseado nas experiencias prévias, estruturas e crenças. O conhecimento consiste numa interpretação individual da experiência e não pode ser separado do indivíduo” (Rodrigues, 2009, p.59).

A aprendizagem efectua-se através da construção de novas interpretações fase ao conhecimento que está armazenado. Assim esta depende do conhecimento existente, do contexto social e dos problemas a resolver.

Piaget foi dos autores mais influentes da educação construtivista, defendendo que ”a experiencia anterior do sujeito funciona como uma matriz de acolhimento de informação segundo um duplo processo, por um lado de assimilação (…) e, por outro a acomodação” (Canário, 2000, p.112). Também na perspectiva de Bourgeois e Nizet como citados em (Rodrigues, 2009, p.59) ”não pode haver aprendizagem se não com e ao mesmo tempo contra os conhecimentos prévios do sujeito, na medida em que a aprendizagem (…) supõe, no mínimo, que haja, ao mesmo tempo, assimilação de uma informação nova por uma estrutura de acolhimento e conflito entre ambas”.

Num ambiente construtivista o aprendente assume um papel intelectualmente activo, adquirido e desenvolvendo competências e conhecimentos em interacção com os outros, através da manipulação dos objectos e ferramentas adequadas, e da reflexão sobre o que fez, integrando novas ideias em conhecimentos anteriores. Este modelo é adequado a aprendentes em idade madura uma vez que os seniores serão capazes de conduzir, organizar e avaliar o seu próprio percurso de aprendizagem.

69 Como tem sido referido a aprendizagem torna-se significativa para o sujeito quando ocorre a integração, nas suas estruturas cognitivas, de uma nova informação proveniente do meio envolvente. O sénior aprende quando atribui um significado pessoal àquilo que é aprendido e se envolve activamente na construção do conhecimento através da articulação de ideias, reflexão e do pensamento crítico. Assim, quanto mais o aprendiz tem consciência da especificidade das tarefas, dos meios que julga possuir para as abordar, dos dispositivos estratégicos que utiliza e das condições que necessita para as realizar, mais valor atribui à aprendizagem.

“Foi fundamental conhecer os adultos, dar-lhes voz, fazê-los reflectir sobre as aprendizagens vividas e sobre o seu percurso. A criação de um ambiente rico e estimulante, repleto de actividades motivadoras, também constitui um princípio fundamental na sua aprendizagem” (Rodrigues, 2009, p.60).

Nesta perspectiva cada sénior está no centro da aprendizagem e desenvolve-se ao seu ritmo, cabendo ao professor ser capaz de proporcionar um ambiente com condições de aprendizagem. O professor funciona como um facilitador, um guia que deverá ser capaz de: colocar “bons” problemas; guiar o processo de ensino aprendizagem, e criar actividades de aprendizagem. Neste sentido, ”o gestor estratégico ultrapassa o papel do mero planeador profissional, tornando-se o conselheiro e facilitador das decisões em todos os níveis da organização” (Estevão, 1998, p.13).

Na abordagem construtivista, parte-se do princípio que a aprendizagem deve ser encarada com um acto voluntário, que não “obriga” os séniores a aprender. Neste

Benzer Belgeler