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Süt ve Süt Ürünleri Üretim Tesisi Peyniraltı Suyu ve Atıksu Karakterizasyonu

BÖLÜM IV BULGULAR VE TARTIŞMA

4.1 Süt ve Süt Ürünleri Üretim Tesisi Peyniraltı Suyu ve Atıksu Karakterizasyonu

Em bora existam autores que refiram três grandes grupos de causas de LVM – traum áticas, congénitas e de generativa s (Seidel, 1992), a m aioria abrevia esta

categorização, falando apenas em causas traum áticas e não traum ática s.

As prim eiras englobam as le sões provocadas por ac idente s de viação, quedas,

actos de violência envolvendo arm as de fogo/arm as brancas bem com o agressões

físicas, e as lesõe s desportivas/actividade s recreativas, com destaque para os acidentes

de m ergulho.

As segundas estão associada s a afecções m édicas, onde se inc luem os tum ores

m edulares, m ielites, e scoliose s, esc lerose m últipla, espondilite tuberculosa,

espondiloses, m alform ações congénitas, subluxações vertebrais secundárias a artrite

reum atóide, disfunç ões vasculares, acidente s vasculares m edulares, entre outros

(Duchesne & M usse n, 1976; Schm itz, 1988). Os tum or e s m edulares dividem -se, quanto

à sua localização, em dois grupos – intra-medulares, quando têm a sua origem no interior da espinal m edula, e extra -m edulares, quando se situam no exterior, quer nas

m eninges ou raízes nervosas (intra -durais), quer nos corpos vertebrais e tecidos

epidurais (extra-durais); se ndo a lesã o neurológica causada nos m alignos por inva são e

destruição da s células nervosas e nos benignos por com pre ssão das estruturas nervosas

(Lopes & Faria, 2001).

De acordo com W olm an (1964), as LVM sã o um a doença m oderna que se

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(1991), nos pa íses desenvolvidos os acidentes de viação justificam cerca de 50% deste

tipo de le sões.

Um interessante estudo realizado nos E UA ac erca dos acidente s com veículos

m otorizados, de que resultaram traum atism os vertebro -m edulares, revelou que a m aioria

dos acide ntes oc orre com m otociclos, a altas horas da noite ou de m adrugada, sendo os

im pactos laterais os m ais freque ntes, não existindo em inúm eros casos c um prim ento das

norm as básicas de se gurança (Cushm an, Good & States, 1991). Segundo Burke, Linden,

Zhang, M aiste e Shields (2001), tendo por base um a am ostra de 161 sujeitos LVM , de

entre aquele s cuja le são oc orreu no decurso da condução de autom óveis ou m otas,

apenas 22% usavam , respectivam ente, cinto de segurança ou capacete.

Rutter, Quine e Albery (1998) desenvolveram um a investigação prospectiva com

723 m otocic listas, tendo verificado um predom inante optim ism o irrealista, no se ntido

de considerarem que o risco pessoal de sofrer um acide nte era m enor que o dos outros.

Este optim ism o era, contudo, m enos evide nte entre os condutore s m ais jove ns e

inexperie ntes, bem com o e ntre aqueles que reconheciam praticar com portam entos

arriscados nas estradas. Curiosam ente, tratando-se de um estudo realizado em duas

fases, observou-se que quanto m ais notória era a percepção de risco no prim eiro

m om ento, m ais frequente s eram os relatos de com portam entos de risco passa dos doze

m eses.

Novam ente nos Estados Unidos, tendo em conta um a am ostra de 9,647 sujeitos

com LVM , observou-se que os principa is factores etiológic os eram os ac idente s de

viação (48%), quedas (21%), violência (15%) e os acidente s desportivos (14%). Nestes

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categoria, aparecendo o futebol, na versão am ericana, com o segundo factor causal

(dados do National S pina l Cord Injury Statistical Center, 1986, citados por Gibson,

1992). Da dos m ais recente s, baseados nos cerca de 25,000 sujeitos assistidos pe lo

Model Spina l C or d Injur y C a r e System entre 1973 e 1998, revelam um a ligeira

dim inuição no núm ero de le sões m otivadas por acidentes de viação (43%),

acom panhada por um aum ento das provocada s por ac tos violentos (19% no total do

período e cerca de 22% no espaço de tem po com preendido entre 1994 e 1998),

principalm ente entre a população afro-am ericana (Nobunaga, Go & Karunas, 1999).

Esta alta incidência de traum atism os verte bro -m edulares a ssoc iados à violência

parece estar associada à conflitualidade socia l e crim inalidade existentes na sociedade

am ericana pois, por exem plo no Reino Unido, as le sões provocada s por projécteis ou

objectos cortantes representam um a causalidade de ape nas 5% (Creek et al., 1988,

citados por Kennedy, 1991).

Noutras geografias, m enos industrializadas, observam -se diferenças significativas

no que concerne à distribuição dos factores causa is. Na Polónia, em bora reportando -se

ao período com preendido entre 1965 e1989 e contem plando ape nas as lesões cervicais,

as queda s de carroça surgem com o a prim eira causa de L VM , seguidas pelos acidentes

de m ergulho, só depois a parecendo os acidentes de viação (Kiwerski, 1993). Na

Turquia, os da dos rela tivos aos 581 casos de L VM referenciados no pa ís durante o ano

de 1992 revelaram que a causa m ais com um desta lesão foram os acidentes com

veículos m otorizados (48.8%), seguidos pelas que das (36.5%), agressões com arm as

brancas (3.3%) e com arm as de fogo (1.9%) (Karacan et al., 2002). Por fim , no

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Singapura, do total de 231 indivíduos com LVM assistidos entre 1990 e 1995, a causa

m ais frequente foi a ocorrência de que das (50.7%) e em segundo lugar os acidentes de

viação (37.2%), principalm ente com m otoc iclos.

No âm bito das quedas, os acidente s durante a prática da equitação, am adora ou

profissional, sã o responsá veis por um núm ero apreciável de lesões deste tipo (Silver,

2002).

Ainda no que respeita às lesõe s resultantes de quedas, um estudo retrospe ctivo

oriundo da Grã-Bretanha docum entou que, entre 1951 e 1992, este agente causal estava

associado a tentativas de suicídio em 116 sujeitos (N=8,347), que na sua m aioria

apresentavam perturbaçõe s psicopatológicas, com destaque para a esquizofrenia e

depressão (Kenne dy, Rogers, Speer & Frankel, 1999). Outro trabalho, baseado num a

am ostra de 366 sujeitos c om LVM , dem onstrou igualm ente que as te ntativas de suicídio

haviam sido responsáve is pela lesão de 11 de les (3%), todos com historial de distúrbio

m ental (Harris, Barraclough, Grundy, Bam ford & Inskip, 1996).

Em Portugal, um estudo epidem iológic o, realizado na região Centro atravé s do

recurso aos processos clínicos dos sujeitos diagnosticados com LVM (N=398) entre

1989 e 1992, revelou que os acidente s de viação foram o principal agente causal

(57.3%), destacando-se depois a s queda s (37.4%). Refira -se que este trabalho não

contem pla as lesões de origem não traum ática.

Tentando obter dados baseados num a am ostra m aior, solicitám os junto do Centro

de M edicina de Reabilitação do Alcoitão, que é a instituição responsá vel pe lo

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Serviço de M edicina Física e de Reabilitação do H ospital Curry Cabral, o acesso aos

processos clínicos de todos os sujeitos c om este quadro, internados ne stes serviços entre

1985 e 2000. Por im possibilidade s de vária ordem , a Directora do Serviço de Le sões

Vertebro-M edulares do Centro de M edic ina de Reabilitação do Alcoitão facultou -nos

apenas a inform ação referente ao período com preendido entre 1985 e 1994 (n= 1067), e

no Hospital Curry Cabral autorizaram -nos a consultar os processos rela tivos aos anos

decorridos entre 1990 e 2000 (n=312), um a vez que tinham ocorrido perdas de

inform ação no que concerne aos a nos transactos. Refira-se que am bas as am ostras

foram por nós reunida s num a única (N=1379).

O Quadro 1 m ostra-nos os dados obtidos:

Q uadro 1 – Factores Etiológicos

C A U SA S n %

TRA U M Á TICA S 1094 79.3

 Acidentes de viação  Quedas

 Acidentes de mergulho

 Acidentes com armas (fogo/brancas)  Outros 572 415 41 37 29 41.5 30.0 3.0 2.7 2.1 N Ã O TRA UM Á TICA S 285 20.7

incluindo tumores medulares, acidentes vasculares medulares, mielites, quadros escolióticos, sequelas de intervenção cirúrgica, entre outros

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As causas traum áticas representam cerca de 80% da patologia m edular, com

especial de staque para os acidentes de viação (41.5%), o que reflecte os efeitos da

elevada sinistralidade rodoviária e xistente no nosso país. Após as quedas (30%), em

terceiro lugar surgem as causas não traum áticas (20.7%), pouc o referenciadas na

literatura, m as ainda assim apontadas com o sendo responsáveis por cerca de 30% das

LVM (Roy-Cam ille, Held, Saillant, Derlon & Picard, 1981; Young & Northrup, 1979,

citados por Schm itz, 1998).

Com parando estes dados com os da realidade norte -am ericana, verificam os que,

se por um lado os acidentes com veículos m otorizados e as que das se constituem com o

denom ina dor com um , por outro, a violê ncia, m uita s vezes potencia lizada pelo uso de

arm as, não tem a m esm a relevância no nosso país. Do m esm o m odo, tam bém as nossas

práticas desportivas não envolvem a ‘dureza’ das americanas – o futebol americano e o hóque i no gelo são inexistentes, o râguebi pouc o expressivo, o esqui raro, e os desportos

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