2.3. SÜRELİ FESİH
2.3.2. Süreli Fesih Hakkının Kullanılması
O Banco Bradesco com o pensamento voltado à sustentabilidade desenvolveu a marca Banco do Planeta. O Banco do Planeta conta com um site informativo (http://www.bancodoplaneta.com.br/site/), com pouca possibilidade de troca de conteúdo e a maior parte dele foi e é gerado pela equipe do Bradesco. Entretanto, o Bradesco também organizou dentro da marca Banco do Planeta uma plataforma de rede social na internet (RSIs), apresentada como Comunidade Banco do Planeta, com conteúdo gerado pelos participantes da rede, essa por sua vez totalmente interativa.
A primeira análise desse estudo foi feita sobre o conteúdo do website Banco do Planeta e, em um segundo momento, fez-se a análise da plataforma de rede social na internet (RSIs) Banco do Planeta, ressaltando que ambos estão interligados.
3.1.1 Banco do Planeta - website
No website Banco do Planeta, a página inicial se apresenta com as cores características do Banco Bradesco, predominantemente vermelho e branco. Entretanto, todas as cores que permeiam os textos surgem à frente de um fundo branco (imita um céu claro com muitas nuvens brancas) e faz uma mescla entre vermelho, azul e verde. No ponto de vista qualitativo-icônico, proposto por Santaella (2008) com base em Peirce (2008), aspectos inerentes às cores, linhas, luminosidade, forma, design, dentre outros, sugerem, a uma primeira vista, qualidades abstratas. Sendo assim, a primeira impressão do website Banco do Planeta transmite leveza e sugere, a partir de suas cores, comparações com a natureza e com o Bradesco.
A relação entre as duas marcas Bradesco e Banco do Planeta fica explicitada no logo da marca Banco do Planeta, que se integra ao logo do Bradesco.
Figura 1- Página inicial do Banco do Planeta Figura 2 - Logo do Bradesco Fonte:Banco do Planeta. Disponível em: <http://www.bancodoplaneta.com.br/site/>.
Figura 3 - Logo do Banco do Planeta Fonte: Banco do Planeta.
O enunciador surge no início da página, com o logotipo do Banco do Planeta, que remete ao logotipo utilizado pelo Banco Bradesco, com uma inserção de um planeta. Também faz
paralelo com traços de uma arvore, reforçando a ideia de cuidado com a natureza e os arcos denotam proteção. Conforme defendido por Santaella (2008, p. 70), “essas relações de comparação por semelhança são chamadas incônicas”.
A página inicial do website permite uma visão geral dos temas abordados com ênfase em três principais sessões de navegação, a saber: finanças sustentáveis, gestão responsável e investimentos socioambientais. Essa mesma página utiliza imagens de fotografias reais e gráficas, o que denota um jogo entre o real e o simbólico, atraindo a atenção do enunciatário. Pode-se definir que esse seria o ponto de vista singular-indicativo, apresentado por Santaella (2008), a relação com o contexto a que pertence, nesse caso sustentabilidade promovida pelo Bradesco.
Ainda na página inicial estão expostos e sugeridos diversos links de navegação “recomendando” alguns em específico. São os índices de responsabilidade social aos quais seus projetos estão ligados e reconhecidos. Na parte inferior da página, há um quadro de palavras mais pesquisadas no website do Bradesco e as de maior audiência aparecem em destaque, o que sugere ao enunciatário repetir a busca, com o termo sustentabilidade disputando o segundo lugar com o termo extrato. No rodapé o enunciador se mostra presente, é o Bradesco mostrando-se como enunciador, mesmo quando a marca Banco do Planeta tende a ser prioridade, seguido de alguns números de telefones para contato.
Figura 4 - Downpage da home Banco do Planeta Fonte: Banco do Planeta.
Na sequência de navegação, que fica em uma coluna à esquerda, há o link “Bradesco”. A navegação tem início com a mensagem da presidência, o perfil da organização, a estratégia empresarial, visão de sustentabilidade, controle de riscos e reconhecimentos.
Figura 5 - Página do Banco do Planeta com a mensagem da Presidência do Banco Bradesco Fonte: Banco do Planeta.
Na Mensagem da Presidência, escolheu-se uma fotografia dos presidentes, trajados com respeito, em um possível heliporto, próximo a uma área de mata verde. Cria-se o paralelo que o banco proporciona desenvolvimento e enriquecimento da região, sem afetar seu ecossistema. Após a mensagem escrita em nome dos presidentes, segue uma barra de redirecionamento dessa informação para diversas redes sociais, tais como: Delicius.com; Twitter; Facebook; dentre outras somando oito diferentes plataformas da rede. Também existe a possibilidade de escrever um comentário (controlado por moderadores) sobre o conteúdo publicado, criando a ideia de acesso direto a esses executivos.
Figura 6 - Site do Banco do Planeta – links para outras plataformas de rede social Fonte: Banco do Planeta.
O marco dessa condição significa que os detentores de poder dos mais variados tipos estão substituindo os mecanismos explícitos de controle dos discursos por mecanismos encobertos. Essa tendência explicitada pelo Banco do Planeta demonstra que os discursos estão se tornando cada vez mais conversacionais, regidos pela informalidade, o que caracteriza certa
reestruturação dos limites. Essa informalidade conversacional é percebida tanto nos discursos falados quanto nos escritos (FAIRCLOUGH, 2003).
A primeira macroárea de navegação do website Planeta Sustentável é nomeada “Finanças Sustentáveis” e aborda o esforço do Bradesco na inclusão bancária ao levar suas agências a todo o território nacional. Eles inclusive criaram a “agência flutuante” construída em um barco que leva o Bradesco a regiões de difícil acesso. Nesse link são apresentados alguns produtos disponibilizados pelo Banco Bradesco que se interligam à temática de sustentabilidade.
Figura 7 - Site do Banco do Planeta, página de Finanças Sustentáveis Fonte: Banco do Planeta.
O website do Banco do Planeta tem como costume iniciar cada sessão com um banner muito atraente, que oscila em três destaques sobre o contexto da sessão. Os três temas dessa são: Bradesco, presença em todo o território nacional; Produtos socioambientais e Finanças pessoais. A estratégia por eles descrita é a de incluir no processo de concepção e gestão de seus produtos o conceito de finanças sustentáveis, proporcionando um desenvolvimento sustentável e a democratização do crédito.
O Banco do Planeta apresenta os seguintes produtos já concebidos nessa linha, são eles: inclusão bancária (para pessoas menos favorecidas economicamente), microfinanças, linhas de crédito socioambientais, utilização de critérios socioambientais para concessão de crédito e fundos socialmente responsáveis. Dos correntistas pessoa física do Bradesco, 56% pertencem às classes D e E. A base total do mercado de bancarizados nas classes D e E é de 45%. Essa informação corrobora o posicionamento inclusivo que o discurso tenta transmitir, entretanto, esse é um posicionamento mercadológico de segmentação de público-alvo, conforme defendido por Kotler e Keller (2006).
Ao atender pessoas das classes menos favorecidas, não significa uma inclusão social, mas uma oportunidade de negócio rentável, pois essas são as classes com maior número de consumidores. Portanto, um mercado potencial gigantesco, que em uma economia estável terá condições de comprar cada vez mais produtos bancários oferecidos pelo Bradesco, o que aumentará sua lucratividade.
A segunda macroárea de navegação do website Banco do Planeta é denominada “Gestão Responsável”. Esse é um espaço reservado para apresentar projetos de incentivo a práticas de voluntariado, de gestão pessoal com visão em responsabilidade social e projetos ecoeficientes. Também noticia que o Banco do Planeta está entre as 100 empresas sustentáveis do Brasil.
Uma das primeiras maneiras de captar a atenção nessa sessão é o banner que oscila com três chamadas de navegação, AS 8000, Profissionais Qualificados e Portas Abertas. Todos os três links direcionam para ações que o Bradesco tem realizado, o que assegura uma “gestão responsável”. No início de cada informativo o enunciatário pode avaliar o conteúdo disponível na página. Essa é uma pequena forma de interação com o internauta. Portanto, toda narrativa discursiva, de acordo com Charaudeau (2009), deve transparecer um propósito que, no caso do Bradesco, é explicitar sua responsabilidade no que tange a processos gerenciais.
Figura 8 - Site Banco do Planeta – Gestão Responsável Fonte: Banco do Planeta.
Figura 9 - Site Banco do Planeta – Gestão Responsável Fonte: Banco do Planeta.
A terceira macroárea do website Planeta Sustentável está designada como “Investimentos Socioambientais”. Nota-se que o padrão é o mesmo, na parte superior um banner, seguido de outras opções de navegação relacionadas ao contexto e canais de comunicação entre enunciador e enunciatário, localizados à direita.
Figura 10 - Site Banco do Planeta – Investimentos Socioambientais Fonte: Banco do Planeta.
Os temas centrais do banner são: educar, transformar vidas e abrir caminhos para o futuro; cidadania e proteção da floresta por meio da proteção social. Nessa sessão de Investimentos Socioambientais, o Banco do Planeta explora todos os dados da Fundação Bradesco, como também os projetos futuros, trabalhando o cognitivo racional. Percebe-se intensa busca por sensibilização do enunciatário, divulgando fotos da Fundação Bradesco, apelando para o sensível. Esse é o momento em que, de acordo com Charaudeau (2009), acontece a construção do acontecimento. A narrativa discursiva tem o “trabalho de construção de sentido de um sujeito de enunciação que o constitui em ‘mundo comentado’, dirigido a um outro.” (CHARAUDEAU, 2009, p. 95).
O discurso nesse momento se concentra na exposição de diretrizes para os investimentos, ou seja, são enumerados todos os projetos realizados até então: Fundação Bradesco, Educa+Ação, Programa Bradesco Esportes e Educação, Fundação Amazonas Sustentável, Fundação SOS Mata Atlântica, CicloFaixa, Projeto Integração Empresa Escola, entre outros. Cada um dos projetos é descrito de maneira a valorizá-lo e defini-lo com alto grau de importância. O intuito é fomentar no enunciatário a mimese-2 de Charaudeau (2009), em que se pretende estabelecer as relações sistêmicas e correlacionais de sentido junto ao sujeito destinatário. O ordenamento de sentido flutua no “oh, como o Bradesco é engajado com o meio ambiente e a sociedade!”.
Ao permanecer na mesma sessão de navegação, verifica-se ao final da página à esquerda o link para os “Indicadores” onde é possível obter acesso ao GRI (relatórios de gestão), Infográficos e Balanço Social do Ibase. Mais uma forma de demonstrar transparência e resultados. Condição esta que propõe ao enunciatário efeitos de verdade, também elencados por Charaudeau (2009), pois o ser humano tem não só o desejo como também a necessidade
de fundamentar sua relação com o mundo em um contexto de crença “ser verdade/verdadeiro”.
Figura 11 - Site Banco do Planeta - links Fonte: Banco do Planeta.
3.1.2 Plataforma de rede social da internet (RSIs) – Banco do Planeta
Na sequência dos projetos do Banco do Planeta, o Bradesco aproveitou a plataforma informativa do website Banco do Planeta e desenvolveu sua própria RSIs – Banco do Planeta, como também o despontar de outras plataformas de redes sociais existentes na era da Web 3.0.
Figura 12 - Site Comunidade Banco do Planeta - Home Fonte: Banco do Planeta.
O Bradesco, então, a partir do website do Banco do Planeta, criou a plataforma de rede social da internet (http://www.comunidadebancodoplaneta.com.br/) com conteúdo fornecido pelo banco. Entretanto, a maior fonte de informação é oriunda dos participantes da rede.
A frase de apresentação descreve a funcionalidade do site e está presente em todas as páginas da comunidade. É enfática na proposta de um trabalho em conjunto tendo em vista propostas socioambientais.
Figura 13 - Slogan da Comunidade Banco do Planeta Fonte: Banco do Planeta.
A estrutura da página possui atualizações constantes de conteúdo e há links padrões através dos quais é possível ser direcionado para páginas específicas interagindo com outras plataformas de redes sociais, como por exemplo, Twitter, Facebook e Orkut. A esse tipo de convergência dá-se o nome de hibridismo, termo que tem ganhado notoriedade recentemente. O hibridismo no contexto digital se refere “tanto à convergência das mídias no mundo digital quanto à mistura de linguagens na hipermídia, ou seja, a junção do hipertexto com a multimídia [...] para a criação de sentidos acionados pela interação do usuário.” (SANTAELLA, 2010, p. 81).
O layout da plataforma possui uma linha limpa com fundo branco, fontes levemente arredondadas e cores de letras em preto e em verde musgo. São cores que remetem ao tema central da sustentabilidade.
Figura 14 - Comunidade Banco do Planeta Fonte: Banco do Planeta.
Figura 15 - Comunidade Banco do Planeta Fonte: Banco do Planeta.
Na lateral direita da página inicial, há um texto explicativo sobre a proposta do site (informar, divulgar, contribuir), visando sempre formas práticas de ações atuais. A ideia da plataforma se estruturar a partir de uma rede social está no fato de que as pessoas em geral se relacionam com quem tem valores e princípios similares e, nesse caso, de forma espontânea, convergindo em melhores resultados, de acordo com o proposto por Santaella (2010). Por essa razão é que foi desenvolvida a comunidade Banco do Planeta.
No topo da página, há o link “minha página” onde o enunciatário colaborador (internauta) preenche a ficha cadastral para que possa criar uma nova conta e com ela ter acesso a todo
conteúdo, como também agregar conteúdo. Para Santaella (2010), as redes sociais permitem a construção de uma “pessoa” a partir de uma página ou perfil; interação por meio de seus comentários e a sua consequente exposição pública, aliás, esta afeta todos que participam das redes sociais.
Figura 16 - Comunidade Banco do Planeta – Cadastro Fonte: Banco do Planeta.
Após preenchido o cadastro e criado o perfil, todas as vezes que o usuário fizer o login, as informações pessoais ficam armazenadas no link “Minha página” e a partir dele é possível fazer o controle de atividades, publicar conteúdo, editar perfil e ter uma visão de quem pertence à rede de amigos no site. Existe também a possibilidade de enviar e receber e-mails dentro do Banco do Planeta.
Figura 17 - Comunidade Banco do Planeta – Perfil Fonte: Banco do Planeta.
No link “membros”, o internauta tem a opção de visualizar todos os membros da Comunidade Banco do Planeta, assim como delimitar quem pertence à sua rede mais próxima de “amigos”.
Figura 18 - Comunidade Banco do Planeta – Membros Fonte: Banco do Planeta.
Em “grupos”, a distinção de trabalhos é dada com ícones ilustrativos de fácil assimilação, seguida, no nível inferior da página, por uma descrição de cada um dos 356 trabalhos específicos, reiterando o discurso de comunidade colaborativa, pois os grupos são criados por membros. “Sem substituir as formas mais tradicionais de comunicação organizacional, as redes sociais virtuais podem a elas se somar, incrementando sobremaneira as relações coletivas que fundamentam as organizações.” (SANTAELLA, 2010, p. 278).
Figura 19 - Comunidade Banco do Planeta – Grupos Fonte: Banco do Planeta.
O link “fotos” possibilita a divulgação de fotos captadas por membros da rede e é possível criar álbuns, fazer buscas, construir uma apresentação de slides, e/ou salvar as favoritas. As fotos em destaque são as mais visualizadas e aparecem primeiro.
Figura 20 - Comunidade Banco do Planeta – Fotos Fonte: Banco do Planeta.
Um outro ponto alto da rede social desenvolvida pelo Banco do Planeta é o espaço para divulgação de vídeos que não são necessariamente criação dos membros, mas podem ser divulgados por eles. Quanto à ordem de aparição e destaque, é a mesma que rege as fotos, estão em primeiro lugar os que possuem maior número de visualizações, portanto mais relevantes e destacados.
Figura 21 - Comunidade Banco do Planeta – Vídeos Fonte: Banco do Planeta.
A comunidade Banco do Planeta conta com uma área específica para informações sobre ações na Amazônia. Nessa página há a ilustração de uma árvore, e não de uma floresta, simbolizando o impacto da devastação. Este grupo foi criado pelo Moderador da Comunidade e dispõe de fóruns que fomentam discussões sobre o tema. Este grupo possui destaque especial aparecendo na barra de links da Comunidade.
Figura 22 - Comunidade Banco do Planeta – Amazônia Fonte: Banco do Planeta.
Na área definida para “blogs”, é possível ao internauta membro da rede criar seu próprio blog dentro da comunidade. Ele poderá administrar o conteúdo de postagens e comentários; acessar blogs de outros membros e fazer comentários nas postagens deles. Os posts aparecem na área de blog de cada membro e também no link “blogs” onde tem o ranking dos mais acessados e das últimas mensagens postadas.
Figura 23 - Comunidade Banco do Planeta – Blogs Fonte: Banco do Planeta.
O link “eventos” divulga os eventos relacionados ao meio ambiente. Existe um calendário para que se possa agendar os eventos e também a possibilidade de confirmar a participação de cada membro da rede diretamente pelo site.
Figura 24 - Comunidade Banco do Planeta – Eventos Fonte: Banco do Planeta.
A plataforma da comunidade do Banco do Planeta se preocupa em informar as vigências da lei no quesito de responsabilidade de publicação dentro do direito de autoria, assim como desenvolver uma política de privacidade. A estratégia de sustentabilidade aborda os conceitos já trabalhados no site do Banco do Planeta, em que a inclusão bancária é divulgada como uma prática fundamental para o desenvolvimento pessoal. Por fim, é exposto como objetivo da empresa atingir o maior número de localidades e possibilitar o acesso a pessoas de todos os níveis sociais a essa inclusão.
A comunidade Banco do Planeta também atua em outras plataformas de rede social na internet, como Facebook, Orkut, Twitter e Youtube. O discurso sempre pregado é de que a participação colaborativa e a troca de conhecimento geram soluções para questões de sustentabilidade.
Figura 25 - Banco do Planeta – outras plataformas de redes sociais na internet Fonte: Banco do Planeta.
Figura 26 - Banco do Planeta – Twitter Fonte: Banco do Planeta.
3.1.3 Análise crítica: Banco do Planeta – Bradesco
O Bradesco tem como foco divulgar informações a respeito dos projetos sustentáveis em que atua. Ele se preocupa em ser um facilitador na troca de informação e ação sobre o tema.
A partir do Banco do Planeta, o Bradesco tem se mostrado o banco que mais faz dentro do contexto de mídia social, comparado aos outros bancos analisados (Santander e Itaú). Outro fator relevante quanto ao Bradesco – Banco do Planeta é a busca por resultados, através de metas, objetivando atingir a maior cobertura geográfica dentro do país. Como pano de fundo tem-se “inclusão social”, entretanto é nítido que o objetivo final é monetário, uma vez que as metas são alcançar clientes dos mais variados níveis econômicos e sociais, em todo o país.
A parceria Banco do Planeta – Bradesco em diversos projetos torna a marca conhecida, agregando valor financeiro sem deixar de lado o apelo ideológico a ser transmitido pela empresa. O fato constatado corrobora o que Laclau e Mouffe (1985) definem como sendo o novo papel da linguagem na construção das relações sociais e das identidades coletivas. Define-se um ponto comum e constrói-se a ideologia em torno dele, não obstante a lógica do capitalismo continuar a vigorar.
Todo o discurso do Banco do Planeta – Bradesco se fundamenta em uma relação de autoexaltação, como “Nossa parceria, nós fazemos, nossos projetos [...]” ou “Bradesco, presente, sempre presente”. Esse fator de autoexaltação auxilia no processo de construção da marca e na divulgação de seus princípios e valores, pontos muito valorizados pelas sociedades contemporâneas.
Ao considerar os esquemas de tensão propostos por Fontanille (2008), percebe-se que no Banco do Planeta – Bradesco, suas duas plataformas (informacional e interativa) constituem o esquema da ascendência, que produz uma tensão final. “De alguma maneira, essa tensão faz, explosivamente e de um modo afetivo, a soma de tudo que antecede [...] e, graças a essa condensação última, abre-se para novas articulações possíveis de significação do conjunto.” (FONTANILLE, 2008, p. 113-114).
O ápice final é obtido pela comunidade Banco do Planeta, plataforma de rede social da internet (RSI). O esquema da ascendência pode ser representado pela figura abaixo.
Gráfico 1 - Esquema da ascendência Fonte: Fontenelle (2008, p. 111).