TARTIŞMA, SONUÇ VE ÖNERİLER
SÜRELİ YAYINLAR
Conforme a exposição apresentada ao longo da primeira etapa desta pesquisa, pode-se observar que, desde os primórdios do trabalho batista no Brasil, os missionários estrangeiros e os seus colaboradores nacionais atribuíram grande importância à imprensa denominacional enquanto meio eficaz de evangelização da população local e indispensável instrumento na edificação espiritual e doutrinamento dos fiéis novos-convertidos que passavam a compor os quadros de membros da Igreja Batista Brasileira, em processo de formação e crescimento.
A produção de uma literatura religiosa, embasada no corpo de doutrinas do Protestantismo e comprometida com a sua propagação na sociedade brasileira (segundo as concepções batistas) desempenhou papel relevante no desenvolvimento das atividades realizadas pelos evangelistas. Os esforços destes missionários em torno da criação de uma Imprensa voltada ao crescimento denominacional (que viesse a atender as necessidades primordiais de um grupo religioso protestante em processo de expansão em um país majoritariamente católico), ganha ainda mais destaque à medida em que examinamos as primeiras iniciativas no sentido de promover a organização de pequenos núcleos destinados à produção da mensagem evangélica impressa, (inicialmente estabelecidos em modestas instalações adjacentes às congregações recém-constituídas).
A ação evangelizadora realizada através da página impressa tem o seu marco inicial na história da denominação Batista no Brasil a partir da fixação de seus primeiros missionários em terras brasileiras. Em artigo publicado no Jornal Batista em 7 de setembro de 1922 -“O Centenário e a História Baptista” - Salomão Ginsburg relata a trajetória dos casais William e Anna Bagby, Zacary e Kate Taylor e Antônio Teixeira Alburqueque (ex- padre católico convertido ao Protestantismo), em direção à sede do então arcebispado do Brasil - à Província da Bahia - principal centro religioso do país e local escolhido para a inauguração do trabalho batista. Ginsburg relembra a decisão tomada pelos fundadores da Primeira Igreja Batista nacional de utilizar como estratégia missionária a distribuição de folhetos impressos e de realizar um trabalho mais amplo de divulgação por meio da Imprensa, tão logo fixaram residência em Salvador. O artigo faz referência à contribuição fundamental de Antônio Teixeira de Alburqueque neste período de adaptação, que é descrito como “um homem douto e preparado para auxiliar no início da campanha”, sem o qual estariam temporariamente privados de iniciar este tipo de trabalho devido as suas limitações quanto ao uso do idioma.
Ao preparar um de seus primeiros folhetos, “Trêz razões por que deixei a Egreja Romana” 58, através do qual testemunhava a sua conversão ao Protestantismo e discutia as razões de
seu desligamento do clero, o ex-sacerdote e primeiro brasileiro consagrado ao ministério batista, desencadeou uma onda de manifestações que expressavam a indignação de fiéis e líderes da Igreja Católica. Semelhante repercussão teve o pequeno tratado traduzido do francês por Kate Taylor59 – “O Retrato da Virgem Maria no Céu”- publicado em um Jornal baiano: estas primeiras publicações abriram um espaço de discussão acerca das divergências doutrinárias existentes entre o “Cristianismo Evangélico” e o “Catolicismo
58 Folheto Intitulado “Trêz razões por que deixei a Egreja Romana”. CABTREE A R. História dos Batistas
do Brasil. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Baptista, 1937, p. 51.
Romano” e possibilitaram a veiculação, através da imprensa secular local, de algumas das principais concepções teológicas da denominação.
Ao salientar a importância destes primeiros trabalhos na área de publicações, recurso através do qual foi possível aos missionários batistas apresentarem alguns de seus principais fundamentos religiosos à sociedade baiana, Salomão Ginsburg fez as seguintes considerações:
As discussões que se fizeram pela imprensa, a explosão que tais publicações causaram num centro como da Bahia, sede do então arcebispado no Brasil, é mais fácil imaginado do que descrito. A fama dos baptistas corria pelo Estado todo, e cartas de animação como também de insulto e ameaças, chegaram as mãos dos dois destemidos obreiros... Em todas as partes da cidade e do Estado da Bahia se discutiam os baptistas e as sua doutrinas, o seu modo de agir e de batizar. A Bíblia, a religião e, especialmente o Evangelho, eram a conversa do dia, tanto nas lojas como nos lares 60.
Os primeiros anos que se seguiram à instalação dos missionários batistas na Bahia foi um período caracterizado pela abertura de novos campos de trabalho com a organização de congregações em diferentes regiões do Brasil e um momento na história da denominação em que foi fortemente sentida a oposição de determinados segmentos da Igreja majoritária, contrários à expansão deste movimento. A pregação do evangelho realizada pelos missionários protestantes não era bem recebida pelas lideranças católicas, sobretudo quando utilizavam a Imprensa secular para propagar a sua mensagem religiosa.
À medida em que os missionários conquistavam a confiança da população e ocorriam conversões entre os nativos, acirrava-se a crítica proferida por representantes do clero que, em diversas ocasiões, publicaram artigos nos jornais da cidade questionando a legitimidade dos ministros batistas enquanto pregadores da Palavra de Deus. O autor David Mein refere-
se a estes episódios fazendo a observação de que a reação católica, manifestada por meio da Imprensa, havia desencadeado uma espécie de disputa jornalística:
“Quando os católicos romanos começam uma violenta guerra jornalística, os missionários
protestantes respondem com a publicação de alguns artigos... Estes artigos tocam no ponto fraco dos romanistas e acendem a ira dos padres”61.
No folheto, posteriormente transformado em opúsculo e publicado em jornal, “Três razões por que deixei a Egreja Romana”, Teixeira de Alburqueque narra a sua experiência de conversão e destaca o papel que o diligente estudo da Bíblia exercera na sua decisão de tornar-se cristão evangélico. O ex-padre, recém-consagrado ministro batista, apresenta uma argumentação que se destina a refutar a freqüente acusação levantada pelo clero católico de que os protestantes utilizavam “Bíblias falsas”.
A publicação de seu testemunho atraiu a atenção de muitos leitores e teve forte impacto entre os líderes da Igreja Católica devido a peculiaridade de sua experiência religiosa. Conforme pode-se observar em sua própria narrativa, não se tratava somente da conversão de um fiel católico ao protestantismo, mas da fervorosa busca de um sacerdote por uma “experiência pessoal com Cristo” e por uma compreensão mais profunda dos preceitos do Cristianismo através do exame das doutrinas contidas nas Escrituras:
Tendo sido profundamente tocado no processo de discernir e, em minha consciência, aquele foi um dia feliz para mim quando vim a compreender o meu dever de estudar seriamente e cuidadosamente a Palavra de Deus; comparando as várias versões com o original de modo a me certificar da existência de uma Bíblia falsa. Meditando sobre cada mandamento, ensinamento e preceito de Jesus Cristo, eu me surpreendi ao descobrir que todas as versões provinham do mesmo original e que estão em essencial concordância. Não há portanto, Bíblias falsas. Esta
61 MEIN, David. O que Deus tem feito. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações da
descoberta era algo novo para mim. Eu não tenho palavras suficientes para expressar a alegria com que a minha alma foi tomada naquele momento em que aceitei o meu Salvador Jesus Cristo; quando abri a porta do meu coração para Ele entrar e para o Espírito Santo efetuar o trabalho divino de regeneração da minha alma”62.
O relatório apresentado à Convenção Batista do Sul dos EUA, em 1883, apresenta um panorama favorável do desenvolvimento das Missões no Brasil e aponta os bons resultados, em termos de repercussão, que a distribuição de folhetos em campanhas de evangelização e a publicação de artigos em jornais haviam proporcionado. Milhares de cópias de folhetos destinados a evangelização haviam sido publicados e circulavam na Província da Bahia, alcançando resultados encorajadores.
William Bagby havia notificado a Junta de Richmond, em dezembro de 1882, acerca da presença pouco expressiva no Brasil de uma literatura voltada ao público evangélico e havia enfatizado a necessidade de criação de um fundo que viesse a custear a produção de uma literatura, de orientação batista, em português. Bagby relata que havia também sido constatada, nestes primeiros anos, a eficácia da Imprensa como meio de divulgação de suas doutrinas e idéias, ao mesmo tempo em que haviam observado a apreciação do povo brasileiro, em geral, pela literatura – “The Brazilians are a reading people, and the press is
a great power. We need a publishing fund as there is no Bapist Literature in Portuguese”63.
Os missionários pioneiros haviam se deparado com as dificuldades resultantes do fato de haver um número limitado de publicações evangélicas (com a exceção da Bíblia) e de não haver praticamente nenhum exemplar das obras clássicas da Literatura Batista traduzida
62 CABTREE, A. R. Baptists in Brazil. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1953, p. 42. 63 CABTREE, A. R. Baptists in Brazil. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1953, p. 48.
para o idioma local. Frente a esta adversidade, a resolução tomada foi a de iniciar, ainda com poucos recursos, os trabalhos de tradução e de impressão. Em dezembro de 1882, Bagby escreve à Junta de Missões Estrangeiras informando que havia traduzido um catecismo batista para crianças e que estava traduzindo “A História dos Batistas”; e, em janeiro de 1883, Zachary Taylor fala a respeito do tempo dispensado a estas atividades, comunicando a impressão de “A Bíblia sobre o Batismo”, e de “O Manual de Eclesiologia” 64.
Estabelecido o trabalho na Bahia, os missionários batistas começaram a traçar novos planos com o intuito de estender as suas atividades para outras regiões do Brasil e decidiram-se pela abertura de uma nova frente missionária no Rio de Janeiro (a capital do Império foi o local escolhido para tornar-se centro do trabalho de evangelização nas províncias do Sul). A Segunda Igreja Batista Nacional foi organizada por William Bagby naquele ano, na cidade do Rio de Janeiro e, ainda contando com a filiação de poucos membros brasileiros, preocupou-se com a criação de um periódico denominacional. Em 1885, sob a direção de William Bagby e contando com a colaboração do experiente obreiro nacional Antônio Neves de Mesquita (nome indicado para o cargo de redator) 65, foi fundado o Primeiro Jornal Batista no Brasil. Dois folhetos publicados pela Missão do Rio de Janeiro “Quem é o povo Batista?” e “O que crêem os Batistas”, vieram a atrair a atenção da população local para a chegada deste grupo religioso à cidade e a despertar o seu interesse pelas suas crenças.
Liderados por Zachary Taylor, missionário fortemente comprometido com o desenvolvimento da atividade literária entre os batistas brasileiros, a Missão da Bahia
64 Ibidem, p. 59.
65 Antonio Neves Mesquita havia estado , por quatorze anos, a serviço de outro grupo protestante. Salomão
entrou em um novo período de crescimento, a partir de 1886 – a mensagem do evangelho estava sendo propagada pelo interior através da distribuição de folhetos e o número de pessoas que solicitavam discipulado e batismo aumentava consideravelmente66. Em uma carta enviada aos Estados Unidos, em 1º de novembro de 1886, o missionário recém chegado à Bahia C Daniel, descreve o grande empenho do casal Taylor na realização do projeto na área de publicações:
Jamais vi pessoas tão sinceras, tão zelosas e tão ativas como o nosso bom irmão Taylor e sua nobre esposa... Quase não param de trabalhar o tempo suficiente para comer e dormir. Quando não estão visitando os irmãos e interessados, estão escrevendo folhetos ou traduzindo literatura
religiosa para o português 67.
O interesse particular dos Taylor pela obra de evangelização através da Literatura e a sua compreensão acerca do valor de um periódico na difusão de suas mensagens impulsionaram o surgimento, em 1888, do primeiro estabelecimento dentro do espaço físico da denominação destinado à impressão de folhetos, livros e de um Jornal – “O Echo da Verdade”. Com o auxílio dos batistas norte americanos e tendo contado com as contribuições de crentes nacionais, Taylor efetuou a compra de um antigo edifício que havia pertencido à Inquisição (localizado no Aljube), no qual instalou em um salão de 135m² de área uma oficina tipográfica e um grande depósito de livros.O autor David Mein escreve: “Daquela oficina saíram muitas obras de alto valor, que até hoje agem poderosamente a favor de nossa causa, como por exemplo o folheto “As Três Razões”; a obra do eminente professor belga Emilio Laveley, intitulado “O Futuro dos Povos Católicos e o Futuro dos Povos Civilizados”; o importante livro histórico “Origem e História dos Batistas”; “os Milagres de Jesus”; “O Governo da Igreja”, de Houvey; “A Apologética de Tertuliano”, etc.
66 CABTREE, A. R. Baptists in Brazil. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1953, p. 52. 67 MEIN, David. O que Deus tem feito. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações da
A exemplo dos bons resultados alcançados com a fundação do Jornal “Echo da Verdade”, na Bahia, a missão do Rio de Janeiro recebeu um novo impulso ao crescimento a partir da primeira publicação do periódico “As Boas Novas”, em 1894. Idealizado por Salomão Ginsburg, o Jornal impresso na tipografia por ele estabelecida, na cidade de Campos, muito contribuiu para a expansão do trabalho missionário pelo interior do Estado. Em seu relatório anual à Junta de Richmond referente ao ano de 1894 o missionário fez as seguintes considerações:
Por um esforço particular, e sem qualquer auxilio de fora, montamos uma pequena tipografia, onde publicamos As Boas Novas, um pequeno jornal dedicado inteiramente a semear o evangelho. O Jornal é bem acolhido, e lido por muitas pessoas na cidade e arredores, e serve par preparar boa acolhida nos vários lugares para nossos mensageiros. O nosso Jornal foi escolhido como órgão oficial das igrejas batistas do sul do Brasil” 68.
A distribuição de bíblias e folhetos de evangelização, a tradução de obras clássicas do Protestantismo para o português e a publicação de periódicos estiveram entre as atividades exercidas com maior regularidade e empenho pelos missionários batistas, no período pioneiro. A imprensa Batista, desde os primeiros anos de sua atuação, desempenhou papel relevante no processo de desenvolvimento das Missões Protestantes em território nacional. Através da leitura do conjunto de suas publicações é possível constatar que o traço mais característico da literatura produzida encontra-se em seu conteúdo religioso e pode-se observar que, em grande parte de seus escritos, estão também presentes as suas convicções políticas, sobretudo no que se refere à defesa do princípio da separação entre o Estado e a Igreja. Em seus escritos, é recorrente a manifestação de sua crença no princípio da liberdade religiosa (as suas referências à necessidade de separação entre o Estado e a Igreja como único meio capaz de viabilizá-lo) e a posição assumida em defesa do direito ao livre-
acesso às Escrituras ( que só poderia ser assegurado através da implantação de um programa eficaz de combate ao analfabetismo). A ausência da “experiência democrática”, a pouco familiaridade que com ela tiveram os brasileiros durante os primeiros anos República e as deficiências do Sistema educacional eram entendidas pelos missionários com um entrave ao desenvolvimento da Nação e dos indivíduos.
Ao discutir algumas das dificuldades enfrentadas pelos missionários naquele campo e ao apontar os problemas que se revelaram um entrave ao desenvolvimento do trabalho de evangelização realizado através da página impressa, A. R. Cabtree escreve:
The lack of education and the lack of experience in democracy are serious handicaps. Because of illiteracy even Christian people are limited in their ability to inform themselves on questions of Christian ethics, with a comprehensive understanding of issues that involve personal interests”. “Because of their neofeudalistic social structure the people have been trained for centuries to depend upon the solidarity of their political, religions or social group. Group solidarity depends on personal leadership, and the leader can easily develop into a dictator in religion as well as in politics69
Até o ano de 188970, o Catolicismo havia sido a “Religião do Estado” no Brasil e como tal possuía sólidas bases de sustentação enquanto “Religião oficial”, exercendo influência determinante na vida cultural da Nação e dispondo de significativa representatividade política. Sob esta perspectiva e tendo em vista as críticas que os grupos protestantes receberam de representantes do clero Católico, veiculadas através da Imprensa (os confrontos ideológico – doutrinários que se deram através dos jornais), é possível afirmar que o espaço de discussão criado (onde muitos destes debates foram travados) possibilitou
69CABTREE, A. R. História dos Batistas no Brasil. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1937, p. 188. 70 Em 7 de janeiro de 1892 foi decretada a liberdade de cultos e a separação entre Igreja e Estado. A
participação da Imprensa na luta pela preservação deste direito foi intensa. Mein, David. O que Deus tem feito. Rio de Janeiro: Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira, 1982, p. 182.
aos missionários batistas a abertura de um importante espaço para a exposição de suas idéias.
Após a instauração da República, importantes reformas no âmbito da religião foram corroboradas com a Promulgação da Constituição de 1891 e, ainda que grande parte da população não estivesse preparada para aprovar a decisão que instituía definitivamente a liberdade de culto, a maioria dos intelectuais brasileiros de inclinação liberal incluíram nas pautas de seus discursos a crítica contra a prática da intolerância religiosa. Contudo, ainda em 1897, quase uma década após a Proclamação da República, pode-se verificar no discurso de alguns clérigos católicos uma deliberada inconformação com os plenos direitos legados aos pregadores protestantes de ministrar os seus ensinamentos à população e pode-se identificar a persistência da acusação de que os evangélicos utilizavam Bíblias Falsas. O episodio narrado a seguir, ilustra o empenho dos missionários em prestar esclarecimentos à população local acerca de seus princípios religiosos e destaca o modo particular com que muitas vezes fizeram frente às acusações sofridas. Muitos dos episódios registrados na história da denominação no Brasil revelam que os batistas se utilizaram dos órgãos da Imprensa como estratégia de resistência e souberam conduzir discussões polêmicas de forma a conquistar a simpatia de muitos leitores.
O redator de a Era Nova, uma folha clerical em Pernambuco, era inimigo ferrenho dos evangélicos. Dirigiu uma campanha agressiva contra os protestantes, lançando um libreto contra as Bíblias Falsas, e afirmando que eram mutiladas, alteradas e corrompidas... Pelas colunas do O Jornal do Recife, na secção pega, o missionário respondeu às acusações padrescas, desafiando os acusadores a provar tais acusações... A polemica despertou o interesse do povo de uma maneira extraordinária, e o publico acompanhou com sofreguidão os argumentos. Um semanário livre e humorístico trazia diversas caricaturas, salientando a natureza da controvérsia e revelando espírito de imparcialidade, senão de simpatia para com os protestantes.
Até o ano de 1900 não havia um órgão capaz de servir a toda a denominação (os jornais existentes exerciam influência apenas ao nível regional). No início do século XX, os missionários William Bagby, Salomão Ginsburg, Zachary Taylor e J.J. Taylor, reuniram-se no Rio de Janeiro com o propósito de discutir a possibilidade de criação de uma “Casa Publicadora” que atendesse a demanda nacional de trabalhos na área de publicações. O encontro resultou na decisão de colocar em prática o plano de unificar os periódicos estaduais “O Echo da Verdade” e “As Boas Novas” e publicar um periódico capaz de coordenar os trabalhos de evangelização e catequese realizados nas diferentes frentes missionárias abertas no país.
A utilização de um veículo de comunicação de alcance nacional tornara-se necessário à evangelização dos não-crentes, à instrução dos fiéis, e à veiculação dos planos e atividades de todas as igrejas batistas, sendo considerada medida indispensável ao processo de desenvolvimento da “consciência denominacional”. Na edição comemorativa do centenário da Independência, Salomão Ginsburg aborda o tema do surgimento da Impressa Batista no Brasil e indica as razões da criação de uma “Casa Publicadora”e de um Jornal