5. RÜZGAR TÜRBİNLERİNDE KULLANILAN GENERATÖR ÇEŞİTLERİ
5.3. Senkron Generatörler
5.3.2. Sürekli Mıknatıslı Senkron Generatörler
5.3.2.2. Sürekli Mıknatıslı Senkron Makina Tasarımları
Desde 2006, várias pesquisas têm sido conduzidas com o objetivo de investigar aspectos relacionados ao BIM. Um dos mais importantes estudos foi realizado por Howard e Björk (2008) [130A], que investigaram 18 especialistas do setor de
Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) e de academia, com o objetivo de identificar barreiras e perspectivas para a tecnologia BIM. O estudo constatou que algumas empresas utilizavam BIM, mas com dificuldades. Uma dessas dificuldades era a falta de comunicação entre os agentes envolvidos no processo de projeto e construção, assim, as organizações deveriam reconhecer a necessidade de uma nova especialidade responsável pela coordenação espacial:
o Gerente de Informação (Information Manager), que exerceria um papel especial na equipe de projeto.
Esse especialista viria a ocupar o papel de um profissional que foi investigado por Gallello e Freeman (2004) [15C]: o Modelador de Construção (Construction
Modeler). Contudo, na época em que o estudo foi desenvolvido, o trabalho desse profissional envolvia, segundo Camps (2008) [28A], análise de construtibilidade,
orçamentos (modelagem de custos), cronograma da obra (simulação 4D e 5D) e fabricação.
Atualmente, especialistas BIM, em particular, o Gerente BIM (BIM Manager), estão sendo requisitados para trabalhar em grandes companhias que lhes oferecem bons salários, mas, de acordo com Foster (2008) [13C],seus deveres e
responsabilidades ainda não estão uniformemente estabelecidos. Segundo Salazar et al. (2006) [98A], a contratação de um Gerente BIM é um pequeno
investimento se comparado aos benefícios potenciais do uso de BIM. Vários nomes têm sido atribuídos ao Gerente BIM, por exemplo:
Gerente de Informação (Information Manager);
Gerente da Construção Virtual (Virtual Construction Manager); Arquiteto/Engenheiro Virtual (Virtual Architect/Engineer); Construtor Digital (Digital Contractor);
Coordenador de Projeto Digital (Digital Project Coordinator); Diretor de Projeto Digital (Digital Design Director);
Campeão BIM (BIM Champion); Campeão IDS (IDS Champion);
Administrador BIM (BIM Administrator); Especialista 4D (4D Specialist);
Modelador da Construção (Building Modeller); Integrador do Modelo (Model Integrator); Integrador BIM (BIM Integrator);
Coordenador BIM (BIM Coordinator); Supervisor BIM (BIM Supervisor); Líder BIM (BIM Leader);
Até 2008, o que se conhecia a respeito do Gerente BIM era seu papel como coordenador de equipe e responsável pela produção e uso do modelo, além de algumas competências, conforme esclarece Kymmell (2008, p.147) [75A]: “Direct
modeling experience is not required, but an understanding of the process and its limitations is important to optimize the planning of the Project14”.
Além do Gerente BIM, também eram conhecidas as figuras: Operador BIM15 (BIM
Operator), responsável pela criação e análise do modelo, e Facilitador BIM (BIM Facilitator), encarregado de ajudar o pessoal do canteiro de obras na visualização e extração das informações do modelo (KYMMELL, 2008 [75A]).
Outra informação sobre o Gerente BIM dizia respeito à sua área de atuação, que pode ser em escritórios de projetos, construtoras (EASTMAN et al.; 2008b [33C]) e
organizações proprietárias de edifícios (EASTMAN et al.; 2008a [32C]).
Também era reconhecida a importância de se disponibilizar, nas empresas, de uma pessoa responsável por gerenciar a produção do modelo: o Gerente do Modelo: “Soon, we will see modelers and managers emerging from every discipline to coordinate synchronization efforts16” (CAMPS; 2008, p.36 [28A]).
Kymmell (2008) [75A] levantou uma preocupação quanto ao fato de que a maioria das
empresas não estava conseguindo encontrar, entre seus empregados, pessoas experientes nessa área, assim, precisaria treinar seus empregados ou encontrar novos candidatos com as habilidades apropriadas.
Entretanto, os treinamentos, geralmente, não tornam o aprendiz fluente em BIM, principalmente, quando estes são oferecidos por vendedores de software, que, na maioria das vezes, focam a aprendizagem do software e não o processo BIM (LEE; DOSSICK, 2012 [20F]). Além disso, o processo de implementação de BIM é muito
mais do que, simplesmente, criar um grupo de usuários dentro da empresa (SMARTMARKET REPORT, 2009, apud AHN; CHO; LEE, 2013 [19F]).
14 Não é exigida experiência direta de modelagem, mas é importante conhecimento do processo e
suas limitações para otimizar o planejamento do projeto (tradução da autora).
15 Envolve as funções de Modelador BIM e Analista BIM.
16 Em breve, nós veremos modeladores e gerentes emergindo de cada disciplina para coordenar
Se o papel do Gerente de Informação estivesse alinhado a um ensino apropriado para os estudantes, quanto às técnicas BIM, isto faria com que empresas assumissem um maior compromisso (HOWARD; BJÖRK, 2008 [130A]). Um
treinamento qualificado de profissionais, em habilidades específicas em BIM, mudaria o papel da universidade, pois esta passaria a introduzir, no mercado, um profissional com essas habilidades (KYMMELL, 2008 [75A]).
Ensinar BIM na graduação não só reduz o esforço das empresas no que diz respeito ao ensino e treinamentos, como também, possibilita a formação de profissionais que podem mudar o paradigma da indústria da construção (AHN; CHO; LEE, 2013 [19F]).
Além desses benefícios, o ensino de BIM proporciona melhorias nos resultados de aprendizagem dos graduandos (WU; ISSA, 2013a [14F]).
Nesse sentido, Manzione (2013) [1G] sugere que seja feito um questionamento e um
levantamento de como BIM já está sendo ensinado nas escolas de Engenharia Civil e Arquitetura, pois, segundo ele, é na graduação que o futuro Coordenador de Projetos poderá adquirir conhecimentos básicos sobre BIM. Entretanto, embora pesquisadores e especialistas enfatizem a urgência em formar profissionais capacitados em BIM, dois estudos evidenciaram que BIM ainda não estava sendo amplamente abordado na universidade.
A primeira pesquisa, desenvolvida por Thomas, Grahan e Wall (2007), [131A]
investigou profissionais de universidades e institutos de tecnologia na Irlanda. Um dos objetivos era saber se os cursos estariam se esforçando para integrar a Tecnologia de Informação (TI) e BIM no currículo. Surpreendentemente, 54% das instituições afirmaram estar ensinando BIM, contudo, não ficou claro se este conteúdo estava sendo desenvolvido de forma prática por essas instituições.
A segunda pesquisa, desenvolvida por Guidera (2007), [129A] investigou 23
faculdades norte-americanas. Um dos objetivos era saber até que ponto os programas percebem BIM como um assunto relevante para a preparação profissional dos estudantes. Constatou-se que, de modo geral, os cursos não dão grande prioridade ao desenvolvimento de habilidades BIM e não alocam, nos currículos, os conteúdos necessários para o desenvolvimento dessas habilidades.
Recentemente, porém, uma pesquisa conduzida por Joannides, Olbina e Issa (2012) [22F], em escolas de arquitetura e construção nos Estados Unidos e no
Canadá, constatou que o interesse pelo ensino de BIM é crescente e que professores com conhecimento em BIM estão sendo contratandos para melhor atender os estudantes.
Ao revisar a literatura técnica nacional, encontramos alguns registros de experiências, teóricas e práticas, de ensino de BIM. Tiani (2008) [132A], por
exemplo, ao investigar publicações sobre Ensino de TI para Arquitetura, cita alguns relatos de inclusão de conceitos de parametrização no ensino de projeto e Ruschel e Fabricio (2008 apud NOME et al., 2010) [51F] relatam o ensino de BIM
para alunos de pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e USP, por meio de uma vídeo-conferência17.
Autores como Vincent (2004) [118A], Flório (2007) [49A], Nardelli (2008) [83A] e
Oliveira, M. L. (2009) [64B] relatam experiências no ensino de uma ferramenta BIM,
em disciplina curricular de informática, para estudantes do curso de arquitetura. Esses autores discutem, também, a necessidade de mudanças estruturais nos currículos e práticas das escolas de arquitetura brasileiras, além de questionarem o ensino de Geometria Descritiva para arquitetura diante das possibilidades de BIM.
Outros autores, como Oliveira, L. C. et al. (2009) [66B], Oliveira, M. R. (2009) [65B],
Andrade (2007) [2B], Andrade et al. (2007) [1B], Ruschel e Guimarães Filho (2008) [75B], Araujo, N. S. (2009) [3B], Araujo, A. P. (2011) [4B] e Menezes et al. (2010) [61B],
discutem a necessidade de mudanças no ensino de projeto e desenho, em virtude de BIM, e apresentam experiências no uso da ferramenta BIM em algumas disciplinas de cursos de Arquitetura.
Além dessas, verificamos três experiências inovadoras de ensino, desenvolvidas na Unicamp, que foram apresentadas por Ruschel e Guimarães Filho (2008) [75B] e
Ruschel et al. (2010) [74B]: (a) alunos de Arquitetura e de Engenharia Civil
desenvolveram, em equipe, a modelagem 3D e 4D de um projeto; (b) alunos de
17 Videoconferência disponível no endereço:
Arquitetura trabalharam, em equipe, a modelagem/integração de projetos BIM e fizeram cronogramas da obra; e (c) alunos de pós-graduação em Arquitetura e em Engenharia Civil desenvolveram, em equipe, um projeto-piloto BIM.
Além desses relatos, Menezes et al. (2012) [28F] mapearam o ensino/pesquisa de
BIM no Estado de Minas Gerais e identificaram 3 instituições que o utilizam em disciplinas de Arquitetura e Engenharia Civil. Ruschel, Andrade e Moraes (2013)
[26F], avaliaram a abrangência dos esforços de ensino de BIM adotados no Brasil e
concluíram que BIM vem sendo implantado nos cursos de Arquitetura e Engenharia Civil, de forma gradual e pouco efetiva. Checcucci, Pereira e Amorim (2013) [37F] entrevistaram participantes do TIC201118, que citaram temas19
relacionados ao BIM para serem abordados e aprofundados no ensino.
Em virtude da escassez de publicações no Brasil, sobre ‘Educação BIM’, fato posteriormente confirmado por pesquisas apresentadas no TIC 2011 e TIC 2013, optou-se por investigar como o ensino de BIM está sendo abordado em países onde este conceito é mais utilizado e difundido.
Assim, partindo da premissa de que BIM ainda não está sendo introduzido, de forma ampla, em currículos de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia Civil, em universidades brasileiras, e de que empresas não dispõem de recursos humanos devidamente capacitados para trabalhar no âmbito de projetos BIM, o Problema foi definido com a seguinte questão:
‘Como preparar estudantes de Arquitetura e de Engenharia Civil para que possam ingressar no mercado de trabalho com conhecimentos e habilidades em BIM?’
18 V Encontro de Tecnologia de Informação e Comunicação na Construção.
19Integração de processos de projeto, técnicas construtivas, experiência em obras, integração
entre fases da obra e entre profissionais, operação de ferramentas CAD-BIM, programação de computadores e banco de dados.