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4.1. Alt Problemlere İlişkin Bulgular ve Yorumlar

4.1.3. Üçüncü Alt Probleme İlişkin Bulgular ve Yorumlar

São sujeitos do contrato de trabalho o empregado e o empregador. São eles os sujeitos que compõem a relação de emprego, devendo esta, para a sua configuração, corresponder ao preenchimento de certos requisitos, os quais se encontram presentes nos

31 Excepcionalmente, a doutrina já admite a possibilidade de caracterização do intuitu personae também em

relação ao empregador. Basta visualizar a situação em que mudança na direção de uma empresa represente ruptura ideológica com a antiga linha de pensamento diretiva. Situação outra é a prevista no art. 483, §2º, da CLT, onde, na morte do empregador constituído em empresa individual, é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho.

arts. 2º e 3º da CLT.

Empregado, para fins de amparo da CLT, é toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário, não havendo distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual (art. 3º da CLT).

Faz-se necessário ao empregado, dessa forma, para que haja a configuração de uma relação de emprego, o preenchimento de certos requisitos, quais sejam: a) pessoalidade; b) não eventualidade; c) subordinação; e d) onerosidade. Vólia Bonfim Cassar apresenta ainda, também como requisito, a ausência de risco do empreendimento pelo empregado, uma vez que este deve ser suportado pelo empregador33.

Já a figura do empregador encontra disciplina junto ao art. 2º da CLT, podendo ser definido como toda empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. O §1º do supracitado artigo destaca, ainda, a equiparação ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

Vale lembrar que, além das figuras dos empregados e empregadores urbanos, ainda existem os rurais. No entanto, suas definições encontram-se, respectivamente, albergadas nos arts. 2º e 3º da Lei 5.889, de 1973.

3.1.1.1 EMPREGADO x SEGURADO EMPREGADO

Resta clara a competência da Consolidação das Leis do Trabalho como a principal disciplina dos direitos trabalhistas. No entanto, conforme previsão do art. 3º da CLT, nem todo trabalhador encontrará refúgio sob o manto da proteção da CLT, devendo, para a sua configuração, preencher todos os requisitos previstos no mesmo artigo.

Via de consequência, como esclarece Vólia Bomfim, a ausência de qualquer um desses requisitos descaracteriza o trabalhador como empregado34.

Passa, a partir deste momento, a ser mais bem compreendida a importância da delimitação do tema em estudo. O contrato de trabalho encerra uma relação de emprego, mas nem toda percepção de benefício por incapacidade pelo segurado empregado da previdência necessariamente produzirá efeitos em algum contrato, visto que este pode sequer nem existir.

Conforme melhor observado ao longo deste capítulo, devido ao seu forte conteúdo social, o conceito de segurado obrigatório empregado é bem mais abrangente que o de empregado trabalhista. Falta a diversas outras modalidades de trabalhadores uma proteção trabalhista eficaz. No entanto, importante destacar, o fato de um trabalhador não possuir um contrato de trabalho não impedirá a sua caracterização como segurado obrigatório empregado e muito menos inviabilizará a percepção de benefício por incapacidade, desde que presentes os requisitos exigidos na lei previdenciária.

Assim como nem toda situação de capacidade laboral envolverá um contrato de trabalho, não vai ser a inexistência deste que impedirá o gozo dos benefícios oferecidos pela previdência social ante a perda da capacidade para o trabalho. Percebe-se, assim, que, apesar de similares, se tratam de conceitos autônomos.

Portanto, para fins de estudos do presente tema, será dada mais ênfase à configuração do empregado trabalhista, lembrando tratar-se de conformação mais restrita, visto ser este o sujeito da relação de emprego e, consequentemente, parte no contrato de trabalho.

Por isso, embora extremamente controversa e peculiar, a situação do empregado doméstico e dos demais segurados do RGPS não ganhará atenção de nossas pesquisas, mormente em razão da não aplicação da Consolidação das Leis do Trabalho a estas categorias de trabalhadores (art. 7º da CLT).

3.1.1.2 EMPREGADOR TRABALHISTA x EMPREGADOR PREVIDENCIÁRIO

Superadas as diferenças entre o empregado trabalhista e o previdenciário, o conceito de empregador é outro que merece a atenção destacada em ambas as legislações. Afinal, ambos são sujeitos das relações jurídicas formadas, sendo que nem sempre representaram a mesma pessoa.

Nesse sentido, o art. 15 da Lei nº 8.212/91 traz a definição de empregador para fins previdenciários nos termos que se seguem:

Art. 15. Considera-se:

I - empresa - a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional;

(...)

Parágrafo único. Equipara-se a empresa, para os efeitos desta Lei, o contribuinte individual em relação a segurado que lhe presta serviço, bem como a cooperativa, a associação ou entidade de qualquer natureza ou finalidade, a missão diplomática e a repartição consular de carreira estrangeiras.

A CLT, por outro lado, traz a seguinte definição de empregador:

Art. 2. Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

Percebe-se que os conceitos de empregadores seguem a mesma lógica atribuídos aos conceitos de empregados. A relevância social da proteção previdenciária leva, mais uma vez, a uma maior abrangência do conceito previdenciário, mesmo porque para um maior número de segurados empregados maior deverá ser o número de correspondentes empregadores, principalmente para fins de custeio.

3.2 INTERRUPÇÃO, SUSPENSÃO, EXTINÇÃO E ESTABILIDADE NO CONTRATO