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KAYNAK YÖNETİMİ YAPILARDA YAŞAM DÖNGÜSÜ TASARIM İNSAN İÇİN TASARIM

7. Bölgesel öncelik: Yenilikçi atık su teknolojileri, su etkin peyzaj düzenlemesi, ölçüm ve doğrulama, enerji performansını optimize etmek

5.5 Sürdürülebilir Yeşil Oteller'e Eleştirel Bir Bakış

O interesse sobre o assunto ontologias na ciência da informação acontece também na década 90. Vickery (1997) destaca questões presentes na pesquisa de ontologias que também são abordadas pela biblioteconomia, como a categorização de conceitos – princípio básico da teoria da classificação. E conclui que, apesar da similaridade evidente, os autores da inteligência artificial não referenciam trabalhos importantes da biblioteconomia, como, por exemplo, os métodos e técnicas empregados por Lancaster (1986) na construção de vocabulários controlados direcionados a sistemas de recuperação de informação.

Soergel (1999) destaca a carência de comunicação entre as comunidades que lidam com estruturas conceituais, nas quais os esforços para construção de produtos são fragmentados, resultando em considerável reinvenção de conceitos, como por exemplo, classificação. Segundo o autor, uma ontologia “é uma classificação de categorias básicas”76. Sendo assim, as áreas que lidam com desenvolvimento de ontologias podem recorrer a técnicas utilizadas na ciência da informação para aproveitamento de metodologias já consolidadas no campo.

Os aportes teóricos e metodológicos da CI envolvendo estudos sobre sistemas de categorias (RANGANATHAN, 1967; BARBOSA, 1972; DAHLBERG, 1976; VICKERY, 1980, GUINCHAT e MENOU, 1994; BARITE, 2000; JACOB, 2004) e natureza de conceitos e relações (DAHLBERG, 1978; HJØRLAND, 2007; KHOO e NA, 2007) têm sido endereçados principalmente às linguagens documentárias, tais como tesauros, taxonomias, esquemas de classificação bibliográfica e listas de cabeçalhos de assunto para fins de recuperação de informação, a princípio, por pessoas. Diferentemente de ontologias que são concebidas para serem manipuladas, a priori, por máquinas em processos envolvendo inferências computacionais. Não obstante, esses

78 mesmos aportes têm sido empregados em projetos envolvendo construção de ontologias (SILVA, 2008; CAMPOS, 2011), principalmente na fase de modelagem conceitual em que a conceituação da ontologia é concebida.

Pesquisadores renomados do campo (VICKERY, 1997; SOERGEL, 1997; FISCHER, 1998; SOERGEL, 1999; GILCHRIST, 2003; CURRÁS, 2003) vislumbram similaridades entre instrumentos utilizados na biblioteconomia, como tesauros, dicionários e taxonomias, e instrumentos utilizados na inteligência artificial, como ontologias. As similaridades estão principalmente na forma de elaboração da estrutura desses instrumentos, que demanda a organização de conceitos em processos que incluem categorização, classificação, definição de relações e tratamento da terminologia empregada na designação de conceitos e relações da estrutura. O aporte metodológico e as bases teóricas consistentes encontradas na ciência da informação bem como na biblioteconomia podem contribuir com métodos e técnicas na atividade de elaboração de categorias, classificações, definições e relações entre conceitos (RANGANATHAN, 1967; DAHLBERG, 1978).

Dahlberg (1978) contribui com a teoria do conceito ao propor analisar conceitos em um

universo de itens para realização de definições, iniciando pela observação do referente, seguindo para um levantamento de suas características para, finalmente, chegar à denominação através do termo. Dahlberg define “conceito” como unidade de conhecimento e que sua formação se dá pela reunião e compilação de enunciados verdadeiros a respeito de determinado objeto (DAHLBERG, 1978). Tal definição, segundo Dahlberg, possibilita um entendimento mais objetivo daquilo que está sendo observado pelo indivíduo, o qual tem a capacidade de fazer afirmações sempre verdadeiras perante as coisas reais do mundo e comunicá-las através de uma forma verbal. No que diz respeito às relações entre conceitos, a teoria do conceito propõe as seguintes:

• Relações lógicas que podem ser categorizadas em: Identidade: quando as características são as mesmas;

Implicação: quando os conceitos do objeto A estão contidos no objeto B; Interseção: os dois conceitos coincidem em algum elemento;

Disjunção: os conceitos se excluem mutuamente, sem nenhuma característica em comum;

Negação: o conceito do objeto A inclui uma característica cuja negação se encontra no objeto B.

• Relações hierárquicas. Também conhecidas como relações gênero-espécie, subdivididas em hierárquica subordinada (cadeia) e hierárquica coordenada (renque). Quando dois conceitos possuem características idênticas e um deles possui uma

característica a mais do que o outro, então é possível estabelecer a relação hierárquica entre os conceitos. Por exemplo, temos árvore, árvore frutífera, macieira. • Relações partitivas. É quando existe uma relação entre o todo e suas partes como,

por exemplo: árvore e (raízes, tronco, folhas, etc.).

• Relações de oposição. É a noção oposta entre conceitos, tal como presente e ausente, caracterizando uma contradição, e a contrariedade, como branco e preto.

• Relações funcionais. Estas relações se aplicam a conceitos que expressam processos, através do caráter semântico e suas valências do verbo. Por exemplo: produção – produto – produtor.

Na organização de termos envolvidos em um domínio, a teoria da classificação facetada de Ranganathan (RANGANATHAN, 1967) propõe dividir um assunto por seus múltiplos aspectos ou facetas, isto é, em grupos de classes reunidas por um mesmo princípio de divisão (BARBOSA, 1972; DAHLBERG, 1976; VICKERY, 1980, GUINCHAT e MENOU, 1994). Um conjunto de facetas com características comuns é chamado de categoria, que é uma divisão altamente generalizada do conhecimento.

Barite (2000, pps. 5 e 6) explicita que “[...] categorias são relevantes como instrumentos de análise e organização de objetos, fenômeno e conhecimento”. E ainda que “[...] a noção de categoria facilita o processo de análise de assunto [...] ajuda no estabelecimento da correta precedência entre os vários assuntos nos documentos [...]”77. Jacob (2004, p.518) afirma que o mundo é dividido em grupos ou categorias que compartilham alguma similaridade dentro de um domínio. As categorias especificadas podem variar de domínio para domínio de acordo com o poder de abstração de quem está modelando o sistema. De posse de instrumentos como facetas ou categorias pode-se obter apoio metodológico da CI em três frentes, a saber: i) as categorias fundamentais PMEST propostas por Ranganathan em sua teoria da classificação facetada; ii) as categorias fundamentais estendidas posteriormente pelo Classification Research Group – CRG para

construção de tesauros; e iii) as categorias e as subcategorias formais de Dahlberg em sua teoria do conceito.

As cinco categorias fundamentais de Ranganathan Personalidade, Matéria, Energia, Espaço e Tempo permitem a divisão de qualquer assunto de qualquer área do conhecimento

utilizando, para tal, um método dedutivo, no qual se considera primeiro o domínio ou contexto para depois fazer o tratamento dos elementos que compõem tal domínio. Desse modo, o método possui mecanismos de representação para trabalhar com metaníveis conceituais – as categorias predefinidas e, a partir delas, os conceitos são ordenados para formar classes de conceitos.

77 “[…] categories are only relevant as instruments of analysis and organization of objects, phenomena and knowledge”.

E ainda que “[…] the notion of category facilitates the subject analysis process […] helps to establish correct precedence among several subjects in a documents […]”

80 As dez categorias fundamentais estendidas pelo CRG são de natureza flexível por serem moldadas a partir de assuntos específicos, a saber: i) coisas, substâncias, entidades; ii) suas partes; iii) sistemas de coisas; iv) atributos de coisas; v) objeto da ação; vi) relações entre coisas; vii) operações sobre coisas; viii) propriedades de atributos, relações e operações; ix) lugar, condição; e x) tempo. Os tesauros baseados em facetas geralmente utilizam as categorias propostas pelo CRG.

As categorias e as subcategorias formais propostas por Dahlberg são em número superior às fundamentais de Ranganathan. A proposta de Dahlberg recomenda quatro categorias e doze subcategorias, a saber: Entidades (Princípios, Objetos imateriais e Objetos materiais), Propriedades (Quantidades, Qualidades e Relações), Atividades (Operações, Estados e Processos) e Dimensões (Tempo, Posição e Espaço).

Observa-se, assim, que as categorias manifestadas nas facetas servem de instrumento facilitador ao entendimento da natureza dos conceitos e das relações entre os conceitos, facilitando, dessa forma, a atividade de definição de termos. Na concepção da taxonomia, uma ontologia de alto nível é requerida como alternativa de reúso dos conceitos mais genéricos que irão compor a terminologia da ontologia de domínio. Desse modo, o esquema facetado pode auxiliar o cotejamento entre as categorias sintetizadas e as categorias da ontologia de alto nível (PRIETO- DÍAZ, 2003), visto que as primeiras estão organizadas em metaníveis conceituais, aproximando-se, desse modo, dos conceitos da ontologia de alto nível. Além disso, o esquema facetado pode auxiliar o ontologista na identificação de termos sinônimos e ambíguos, termos genéricos e termos

específicos dentro de cada faceta.

Silva, Souza e Almeida (2008), a partir da observação da potencialidade de contribuições teóricas da CI, traçam um estudo comparativo sobre metodologias e métodos para construção de ontologias e vocabulários controlados. A pesquisa proporcionou um arcabouço teórico-metodológico para a proposição de princípios metodológicos para construção de ontologias de domínio através da integração de teorias e metodologias da CI e da CC (SILVA, 2008).

Benzer Belgeler