• Sonuç bulunamadı

Sürdürülebilir Kalkınmanın Bölgeselleşme ve Yerellik ile İlişkisi

Nessa subdimensão, enfoca-se o “quadro mental” ideal do tipo de estrutura organizacional e institucional da IES familiar. Inicialmente cabe esclarecer que, segundo a visão mais geral dos

especialistas, a utilização desta dupla terminologia, organizacional e institucional, tem o propósito de distinguir os dois subsistemas da IES, ou seja, a entidade mantenedora e a entidade mantida. Para a primeira, por se tratar da estrutura de propriedade e de família, utiliza-se a terminologia estrutura organizacional; para a segunda, que representa a estrutura de direção, utiliza-se o termo estrutura institucional.

Na estrutura organizacional, percebe-se a presença de dois aspectos fundamentais e característicos de organizações familiares, ou seja, interesses de propriedade e interesses de família. Via de regra, os interesses de propriedade são a maximização dos resultados financeiros (lucro para as que possuem finalidade lucrativa e viabilidade financeira para as que não possuem finalidade lucrativa), e os interesses de família envolvem uma multiplicidade de questões e de variáveis de alto grau de complexidade, como, por exemplo, paternalismo, emprego e promoção de parentes por critérios familiares e não racionais, conflitos entre as gerações (sucedidos, sucessores e herdeiros), pulverização do controle acionário à medida que as novas gerações assumem uma posição na estrutura de propriedade, entre outras. Assim, na entidade mantenedora, esses dois interesses articulam-se intensamente, fazendo com que propriedade e família se beneficiem do empreendimento educacional. Essa articulação de interesses na entidade mantenedora é ilustrada na Figura 12.

Figura 12 – Entidade Mantenedora Familiar (Interesses de Propriedade e de Família).

A entidade mantenedora possui organograma próprio, composto por dois conselhos deliberativos e consultivos: o conselho de mantenedora, representante da estrutura de propriedade, e o conselho de família, representante da estrutura de família. Esses dois conselhos mantêm uma forte relação de interdependência. No conselho de mantenedora, a composição conta com a presença de proprietários familiares, proprietários não familiares (se

Entidade Mantenedora Interesses de Propriedade Interesses de Família

houver) e membros externos não proprietários e não familiares. No conselho de família, a composição conta apenas com a presença de familiares, proprietários ou não do empreendimento educacional. A presença de pessoas externas aos proprietários familiares traz para a gestão da mantenedora maior profissionalismo, menor pessoalidade no trato de questões organizacionais, e inibe a interferência da família na gestão do empreendimento educacional.

Compõem também a estrutura organizacional da mantenedora cargos como o de presidente, vice-presidente, diretor financeiro, diretor de recursos humanos, diretor de marketing, diretor pedagógico, diretor de planejamento, assessoria jurídica, assessoria contábil, enfim, as mais diversas áreas funcionais da organização.

Na entidade mantenedora familiar são tratadas questões relativas a aspectos jurídicos, contábeis e contratuais da IES, com os órgãos públicos, nos níveis federal, estadual e municipal, bem como no relacionamento com qualquer tipo de ente privado (pessoas jurídicas ou pessoas físicas). Esse relacionamento envolve desde os processos de credenciamento e recredenciamento da instituição, de abertura de cursos, de ampliação ou redução de vagas no MEC, até a contratação do corpo docente e técnico-administrativo e a administração dos recursos financeiros captados por meio de matrículas, mensalidades e taxas diversas. A estrutura organizacional da mantenedora familiar é a que se apresenta a seguir (Figura 13).

Figura 13 – Organograma da Entidade Mantenedora Familiar.

Entidade Mantenedora Familiar

Conselho de Mantenedora Estrutura de Propriedade Conselho de Família Estrutura de Família

Ass. Jurídica Ass. Contábil

Diretor Financeiro Diretor Recursos Humanos Diretor Marketing Diretor Pedagógico Diretor Planejamento Presidente Familiar (Vice-Presidente)

Na estrutura institucional da entidade mantida familiar, os interesses de direção ou de gestão são tratados profissionalmente, visando ao crescimento institucional, à melhoria da qualidade dos serviços prestados, à ampliação da comunidade acadêmica (corpo docente, corpo técnico- administrativo e corpo discente), ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, à atuação nas modalidades de ensino presencial, semipresencial e a distância, a maior inserção e participação na comunidade em que atua, enfim, a todo o universo de atividades e serviços voltados para a educação em nível superior.

Diante desse quadro, a entidade mantida torna-se profissionalizada, autônoma, conservando, porém, uma relação de interdependência com a entidade mantenedora familiar. Na estrutura organizacional, a presença de alguns órgãos e cargos é fundamental para assegurar essa profissionalização e autonomia, merecendo destaque o CONSU, o conselho de ensino, pesquisa e extensão (CEPE), a reitoria e a vice-reitoria, a divisão de registro acadêmico, a divisão de tecnologia da informação, a divisão pedagógica, a biblioteca central, a pró-reitoria de graduação, a pró-reitoria de pós-graduação e pesquisa, a pró-reitoria de extensão, a pró- reitoria de cursos seqüenciais e formação tecnológica, a pró-reitoria administrativa, a pró- reitoria de planejamento e desenvolvimento, a pró-reitoria de avaliação institucional, a pró- reitoria de recursos humanos e a pró-reitoria de relações internacionais. O organograma é o que se apresenta a seguir, por meio da Figura 14.

Figura 14 – Organograma da Entidade Mantida Familiar. Entidade Mantida Profissionalizada

Conselho Universitário Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Divisão Pedagógica Divisão de Registro Acadêmico Biblioteca Central Divisão de Tecnologia da Informação Pró-Reitor Graduação Pró-Reitor Pós-graduação e Pesquisa Pró-Reitor Seqüencais e Fomação Tecnológica Pró-Reitor Extensão Pró-Reitor Administrativo Pró-Reitor Planejamento e Desenvolvimento Pró-Reitor Avaliação Institucional Pró-Reitor Relações Internacionais Pró-Reitor Recursos Humanos Reitor (Vice-Reitor)

Para a ocupação desses órgãos e cargos são selecionados profissionais ligados à educação em nível superior, com formação e titulação acadêmica adequadas. Por exemplo, para os cargos de reitor, de vice-reitor e de pró-reitor, selecionam-se professores com título de doutor ou de mestre, obtidos em programas reconhecidos nacional e internacionalmente. Os órgãos deliberativos da administração superior da instituição, o CONSU e o CEPE, são formados por representantes da comunidade acadêmica sem a interferência dos interesses de propriedade e de família. O CONSU é o órgão superior deliberativo e consultivo em matéria de política universitária e administrativa, política financeira, política estudantil e de planejamento. Fazem parte de sua composição o reitor (que o preside), o vice-reitor, os pró-reitores, os diretores de centros acadêmicos ou faculdades, representantes do corpo técnico-administrativo, representantes do corpo discente, representantes da comunidade local e representantes da entidade mantenedora familiar. O CEPE é o órgão superior deliberativo e consultivo em matéria de supervisão do ensino, da pesquisa e da extensão. Em sua composição estão presentes os mesmos membros do CONSU, com exceção dos representantes da entidade mantenedora familiar.

Para os órgãos de staff ou apoio, biblioteca central, divisão de registro acadêmico, divisão pedagógica e divisão de tecnologia de informações, cada um com a sua atribuição específica, os cargos diretivos são ocupados por profissionais técnico-administrativos com qualificação adequada para as suas funções.

É fundamental e determinante para a estrutura institucional da entidade mantida profissionalizada, que seja resguardada a autonomia institucional em relação à entidade mantenedora familiar. É em razão disso que, na dimensão ideal aqui apresentada, entidade mantenedora somente possua acento no CONSU (mesmo assim, não tendo a condição de maioria no conselho), não participando de decisões relativas à dinâmica institucional em termos do ensino, da pesquisa e da extensão, por não possuir acento no CEPE.

Tendo por base as subdimensões ideais supracitadas, aborda-se a seguir a subdimensão ideal de governança corporativa.