1. ESİRLİK KAVRAMI ve TÜRK-İNGİLİZ İLİŞKİLERİ
1.3. Kutü’l-Amare Zaferi ve İngilizlerden Alınan Esirler
1.3.3. Kut’un Sükûtu ve Zafer
Em 2002, o Conselho Nacional de Educação (CNE), com a Câmara de Educação Superior (CES), elaborou as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Graduação em
Engenharia, por meio do parecer CNE/CSE 1.362/2001, publicado no Diário Oficial da
União, em 25 de fevereiro de 2002, que culminou com a publicação da resolução CNE/CES 11/2002 no Diário Oficial da União, em 9 de abril de 2002, que estabelecem as diretrizes que orientam as Instituições de Ensino Superior na elaboração das estruturas curriculares para a formação do engenheiro conforme as demandas da sociedade. Nesse documento, consta que:
O perfil dos egressos de um curso de engenharia compreenderá uma sólida formação técnico científica e profissional geral que o capacite a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais
e culturais, com visão ética e humanística, em atendimento às demandas da sociedade (BRASIL, 2002).
Ainda, a resolução aponta quatorze habilidades e competências necessárias para a formação do egresso dos cursos de Engenharia no Brasil. São elas:
a) aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e instrumentais à engenharia;
b) projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados; c) conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
d) planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de engenharia; e) identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
f) desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas; g) supervisionar a operação e a manutenção de sistemas; h) avaliar criticamente a operação e a manutenção de sistemas; i) comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica; j) atuar em equipes multidisciplinares;
k) compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissionais;
l) avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social e ambiental; m) avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
n) assumir a postura de permanente busca de atualização profissional (BRASIL, 2002).
Além disso, a resolução (CNE/CSE, 11/2002) também direciona os cursos de Engenharia com relação aos conteúdos curriculares e delimita em 30% a carga horária mínima dos cursos atendendo ao núcleo de conteúdos básicos, que engloba, dentre outros, os conteúdos da matemática. Ainda segundo a resolução, 15% da carga horária mínima versará sobre tópicos que, entre outros, englobam Matemática Discreta, Modelagem, Análise e Simulação de Sistemas.
Franchi (2002), ao realizar sua pesquisa de doutorado, buscou, dentre outras coisas, compreender as necessidades profissionais da Engenharia. Para a autora, o currículo de Engenharia deve ser estruturado de modo a atender a tais necessidades. Nesse sentido, focando nas disciplinas matemáticas que compõem a grade curricular dos referidos cursos, a autora entende que os objetivos devam ser orientados pelo cumprimento às necessidades de formação, considerando que as principais habilidades/competências do engenheiro atual são:
Capacidade de identificar, formular e resolver problemas de Engenharia, considerando os aspectos multifuncionais relacionados a eles, avaliando os impactos na sociedade. Isto inclui: ter sólida formação básica (princípios da ciência que dá embasamento teórico à sua profissão), ter conhecimentos técnicos (produtos e processos) e ter conhecimentos não técnicos (sociais, políticos, éticos e ambientais). Inclui também a capacidade de buscar as informações e usar ferramentas modernas para a solução dos problemas.
Criatividade Espírito crítico
Capacidade de cooperação Capacidade de trabalho em equipe
Capacidade de aprendizagem contínua (autoaprendizagem). (FRANCHI, 2002, p. 27)
Embora não esteja focando, especificamente, o olhar para as disciplinas de Cálculo que são estudadas nos cursos de Engenharia, mas para todas as disciplinas de Matemática70 que são desenvolvidas em tais cursos, Franchi (2002) apresenta uma proposta curricular para nortear os conteúdos de Matemática para os cursos de Engenharia utilizando- se de recursos de Informática e de Modelagem Matemática.
Soares e Sauer (2004) apontam para a necessidade de examinar questões
relacionadas ao tema “ensino-aprendizagem da Matemática para a Engenharia” devido às
aparentes dificuldades que os engenheiros apresentam em lidar com conceitos matemáticos em suas vidas profissionais. As autoras afirmam que:
As disciplinas básicas do curso de Engenharia precisam capacitar os aprendizes a relacionar conceitos matemáticos com situações reais e desenvolver raciocínio dedutivo, habilitando-os a lerem os textos matemáticos e a interpretarem fenômenos, frequentemente do ponto de vista da Física. Esta ligação entre o universo fenomenal da Matemática e o mundo das relações dos objetos físicos entre si talvez capture o que seria competência técnica de mais alto nível para qualquer engenheiro (SOARES; SAUER, 2004, p. 265, grifo meu).
As autoras, neste texto, não se utilizam do termo “Modelagem Matemática” como uma possibilidade para o desenvolvimento das competências técnicas para a formação dos
engenheiros; contudo, segundo elas, a ligação entre “o universo fenomenal da Matemática e o mundo das relações dos objetos físicos” (SOARES; SAUER, 2004, p. 265), a meu ver, pode
ser realizada por meio da Modelagem. Burghes e Borrie (1981) sugerem vários temas da Física que podem ser desenvolvidos por meio da Modelagem com Equações Diferenciais, entre eles: Lei de Torricelli, Circuitos Elétricos, Redes Elétricas, Movimento Planetário, Oscilações Mecânicas e Sistema Massa-Mola.
Vale ressaltar que, com o desenvolvimento da presente pesquisa, não pretendo investigar se a Modelagem Matemática se configura, de fato, como uma prática presente ou mesmo necessária para o trabalho dos engenheiros. A presente pesquisa busca um alinhamento às atuais demandas de formação matemática, necessárias à formação em
70
Para a autora, as disciplinas de Matemática de cursos de Engenharia englobam os seguintes temas: Cálculo Vetorial, Cálculo Diferencial e Integral, Geometria Analítica, Álgebra Linear, Cálculo Numérico, Probabilidade e Estatística. (FRANCHI, 2002).
Engenharia, referendadas pelos pareceres e resoluções oficiais, por meio da Modelagem Matemática.