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Sözleşme İmzalanması ve Uygulama Koşulları

2. TEKLİF ÇAĞRISINA İLİŞKİN KURALLAR

2.6. Sözleşme İmzalanması ve Uygulama Koşulları

3.2.1 Evolução Urbana da Cidade de Fortaleza

De acordo com a SEINF, as primeiras movimentações da cidade de Fortaleza em termos de crescimento ocupacional foram retratadas no século XIX, precisamente nos anos de 1816 e 1859, tendo sido produzidos novos trabalhos no final do século e na década de 30.

A partir daí, com a chegada da tecnologia do século XX, as cartas cartográficas foram realizadas tomando-se por base os levantamentos aerofotogramétricos até os modernos satélites, com produção de trabalhos dessa natureza nos anos de 1969, 1976, 1985 e 1995.

28

Maiores informações, ver Girão (1971).

29

FREIRE, Gerardo R.P. Formação sócio-territorial urbana de Fortaleza. Fortaleza: evolução

urbana. Fortaleza: Imprensa Oficial do Ceará, 1979, cap. 2, p. 21-70.

30

MARQUES, Regina E. do R. Urbanização, dependência e classes sociais: o caso de Fortaleza. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 1986. (Dissertação de Mestrado).

Figura 3.2- Crescimento da Cidade de Fortaleza x Bairros Atuais

A análise dessa evolução urbana sintetizada na figura 3.2 revela que onde Fortaleza nasceu - o centro da cidade, circundando o Forte de Schoonemborck-, foi onde primariamente se concentrou. A mancha de ocupação se estendia pela área central, estendendo-se até o Mucuripe, Bairro do São João do Tauape, Alto da Balança, Aeroporto, Vila União, Montese até a Parangaba. Daí, tinha-se ramificações em bairros próximos à Parangaba. À época, manchas de ocupação desprendidas eram observadas em ritmo crescente na periferia, em especial o Bairro Messejana.

A mancha de ocupação, então, desloca-se à periferia da cidade. Enquanto as favelas e conjuntos habitacionais passaram a dominar o lado oeste, a ocupação à sudeste cresceu para os bairros Papicu e Cidade 2000.

A partir da década de 1930, o espaço urbano de Fortaleza sofreu crescimento desordenado e de forma espontânea, que deu lugar a aglomerados de edificações precárias na periferia da Cidade, algumas destas com características de favelas (Pirambu, Mucuripe...). Para as camadas dominantes, a expansão e o adensamento do perímetro central fez com que se transferissem do Centro para áreas periféricas desocupadas, formando-se os primeiros bairros "ricos". Entre as décadas de 1920 e 1930, bairros como Jacarecanga (família Filomeno...), Benfica (família Gentil...),

Praia de Iracema e Aldeota passaram a ser sucessivamente habitados pelas elites (que começaram a valorizar também a proximidade com o mar). Nessa época, a função industrial realizava-se principalmente na Avenida Francisco Sá, no Jacarecanga (beneficiamento do algodão...).

... [...] com o crescimento populacional do início do século XX (principalmente a partir dos anos 1930), os habitantes de baixa renda foram expulsos da zona central da Cidade (à época, ainda a mais valorizada), ocupando diretamente a periferia espacial, iniciando um processo de favelização que é marcante nos dias atuais. Este processo prosseguiu, e a partir de 1972 a Prefeitura partiu para os primeiros programas governamentais de remoção de favelas, inseridos em projetos de urbanização da Cidade, com a construção de inúmeros conjuntos habitacionais periféricos (formando-se novos bairros) - como a Cidade 2000 (1971), o José Walter (1974), o Palmeiras (1974), o Ceará (1977-1982), o Esperança (1982) [...] (FUCK JR., 2003)

Consolida-se ao sul o crescimento de Bairros como o Dionísio Torres e São João do Tauape. Também posteriormente houve a expansão considerável dos bairros Vila União, Montese, Itaóca e Parangaba, além de manchas de ocupação independentes, principalmente em virtude dos conjuntos habitacionais.

Fortaleza detém uma diferenciação entre as zonas leste e oeste. Enquanto a zona leste é mais adensada em função de fatores financeiros, sociais, climáticos, físicos e culturais, a oeste possui números bem mais modestos. A abertura da Av. Beira Mar, ocorrida no ano de 1963, intensificou a ocupação da orla marítima da cidade de Fortaleza, transformando-se num dos principais pólos de valorização imobiliária (HISSA31 apud CAVALCANTE, M., 2002).

Fuck Jr. (2003) ilustra essa cisão no Município de Fortaleza através da distribuição dos seus grandes terminais de ônibus urbanos. Para esse autor, o processo histórico de formação dos bairros atuais, passando pela criação primeira dos Povoados e Vilas (às margens de recursos hídricos e das estradas de ferro), também explica parte da configuração territorial do presente.

De acordo com a SEINF, na última reforma administrativa, a cidade foi dividida em 6 (seis) regiões, como forma de promover a descentralização dos serviços públicos municipais, como pode ser observada na figura 3.3. A região II, que abriga os principais bairros, figura como a de maior desenvolvimento do mercado imobiliário, como já observado por Cavalcante, M. (2002) e esse mercado segue se desenvolvendo por bairros da região VI – a maior em extensão e em número de habitantes (cerca de 360 mil pessoas).

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HISSA, Márcia C. Estudo do conforto ambiental climático de edifícios multifamiliares em

Figura 3.3- Cidade de Fortaleza e Regionais Fonte: SEINF

3.2.2 Estruturação Intra-urbana de Fortaleza

Lemos (1996) define planejamento urbano como uma ciência de caráter multivariada que projeta de forma racional e organizada a distribuição e adequação do espaço físico, com o objetivo de proporcionar e manter condições dignas de vida a uma comunidade. Por sua vez, o autor apresenta definição de Plano Diretor como “[...] instrumento básico para a política de desenvolvimento e expansão dos Municípios, constituindo-se no meio pelo qual se consignará a “função social” – entende-se, genericamente, como: gerar melhores condições de vida através do uso adequado do solo – para a propriedade urbana”.

Seguindo o previsto na Constituição Federal, que determina a obrigatoriedade da existência de Plano Diretor para cidades com população superior a 20.000 habitantes, na cidade de Fortaleza a ordenação do espaço físico em Fortaleza já foi objeto de sete diferentes planos diretores, tendo alguns sido efetivamente implementados, conforme informações da SEINF, oferecendo diretrizes para uso e ocupação do solo do município.

O atual plano urbano denomina-se Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e data do ano de 1992, tendo sido instituído pelo Instituto de Planejamento do Município (IPLAM). O documento defende uma cidade à disposição de toda uma população, com direitos iguais de usofruto de seu espaço territorial.

De acordo com esse Plano, a cidade de Fortaleza encontra-se dividida em três grandes áreas: a zona urbanizada, a zona adensável e a zona de transição, assim definidas pelo estágio de urbanização, a infra-estrutura e oferta gerais de serviços básicos. As microzonas – um instituto de análise menor – são encontradas em cada zona definida.

Enfim, através dessa legislação, o solo urbano tem definição oficial como passível de uso em regime especial, a exemplo dos conjuntos habitacionais de interesse social e as favelas. Pólos geradores de tráfego e equipamentos de impacto foram conceitos introduzidos também pelo plano, o que interfere no mercado imobiliário como gerador de fluxo e influenciador da estrutura urbana.