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4. BULGULAR VE YORUMLAR

4.3. Üçüncü Alt Probleme Ait Bulgular

4.3.2. Rubrik kullanma eğitimi alan öğretmenlerle yapılan görüşme

Segue do teorema 5.1 que nenhuma i-métrica intervalar ωkm-valorada representa a

métrica euclidiana dE da reta. Em [Trintade et al 2010] foi introduzida a chamada mé-

trica essencialmente intervalar, a qual, nada mais é, do que a representação canônica intervalar de dE. Naquele artigo, foram abordadas e demonstradas várias propriedades

operacionais desta métrica, sem entrar em questões topológicas.

Em [Matthews 1985] foi introduzido o conceito de métrica de domínios o qual foi estudado e renomeado para métrica deslocada em [Hitzler e Seda 2000]. Tal conceito é apresentado abaixo.

Definição 5.8. Uma métrica deslocada em um conjunto não-vazio M é uma função d : M × M −→ R que satisfaz:

1. d(x,y) ≥ 0; 2. d(x,y) = d(y,x);

3. Se d(x,y) = 0, então x = y; 4. d(x,z) ≤ d(x,y) + d(y,z).

Note que se d é uma métrica deslocada, então pode ocorrer d(x,x) > 0. A construção de uma topologia a partir de uma métrica também funciona para métricas deslocadas. A única diferença é que pode ocorrer de o centro de uma bola aberta não pertencer a própria bola. Na verdade, pode ocorrer de uma bola aberta ser vazia. A função d : M × M −→ R dada por d(x,y) = 1 é uma métrica deslocada e B(0,1/2) = /0.

Definição 5.9 (i-Métrica Deslocada). Seja M um conjunto não-vazio e

V

= hA, ≤, R, ⊥i

uma VID. Uma função d : M × M −→ A é chamada i-métrica deslocada

V

-valorada

Capítulo 5. Métricas Intervalares

1. Se d(a,b) ∈ ⊥, então a = b;

2. d(a,b) ≤ d(b,a) e d(b,a) ≤ d(a,b), para quaisquer a,b ∈ M;

3. Se d(a,b)Rε, para algum ε ∈ A com ⊥Rε, então existe δ ∈ A com ⊥Rδ tal que d(b,c)Rδ ⇒ d(a,c)Rε.

Neste caso, a tripla (M,d,hA,≤,R,⊥i) é chamada espaço i-métrico deslocado.

A representação canônica de dE (ou métrica essencialmente intervalar), a qual será

denotada por bd, é uma i-métrica deslocada ωKM-valorada. Seja τ a topologia construída a

partir de bddo mesmo modo como é construída uma topologia a partir de uma i-métrica. Serão usadas as notações BKM(X, ε) e Bd(X, ε) para indicar as bolas abertas relati-

vas a dKM e bd, repectivamente. Note que se X é um intervalo não-degenerado, então

Bd



X,[0,x−x2 ]= /0 e se X = [x, x], então BKM(X, [a, b]) = Bd(X, [a, b]).

Teorema 5.15. ℑKM= τ.

Demonstração. Seja O ∈ ℑKM. Tome X ∈ O. Se X é não-degenerado, tem-se Bd



X,[0,x−x2 ] = /0 ⊆ O, ou seja, existe uma bola aberta de centro X contida em O. Seja X = [x, x]. Como O ∈ ℑKM, existe [0,0] ≪∗ε tal que BKM(X, ε) = Bd(X, ε) ⊆ O. Assim, O ∈ τ, portanto,

ℑKM⊆ τ.

Agora, tome O ∈ τ. Seja X ∈ O. Se X é não-degenerado, então BKM



X,[0,x−x2 ]= {X} ⊆ O e se X = [x, x], então existe [0, 0] ≪∗ε tal que Bd(X, ε) ⊆ O, logo BKM(X, ε) =

Bd(X, ε) ⊆ O. Assim, O ∈ ℑKM⇒ τ ⊆ ℑKM ⇒ τ = ℑKM.

A i-métrica deslocada bd é a melhor representação intervalar de dE e, como τ = ℑKM,

então todos os resultados sobre continuidade de funções relativos a dKM também valem

para bd. Com isso, fica mostrado que a noção de i-métrica deslocada comporta a melhor representação intervalar da métrica euclidiana (ou métrica essencialmente intervalar).

Capítulo 6

Considerações Finais

Neste trabalho foi feita uma pesquisa sobre várias generalizações do conceito de dis- tâncias já existentes e foi proposta a noção de i-distância, a qual mostrou-se adequada para representar intervalarmente a distância euclidiana. Também foi visto que várias noções generalizadas de distãncias são casos particulares de i-distâncias. Como as i-distâncias geram topologias de maneira muito natural, vários conceitos topológicos usuais podem ser abordados partindo-se de i-distâncias. Dentre estes, neste trabalho foram abordados os conceitos de continuidade e de separabilidade (propriedade de Hausdorff e regularidade). Foi mostrado também que topologias que não provém de uma métrica podem ser geradas por i-distâncias.

A seguir, são apontados alguns possíveis trabalhos futuros:

• Uma das principais questões sobre a topologia ℑKM não respondida é se esta topo-

logia é metrizável. Como já foi mencionado no texto (seção 5.4) várias evidências indicam que esta topologia não é metrizável. Para abordar este problema, além do já citado teorema de Nagata-Smirnov, é possível relacioná-lo com a teoria dos es- paços uniformes, como pode ser visto em [Nagata 1986]. Esta última abordagem pode trazer progressos quanto a este problema.

• Na seção 4.5.2, foi visto que o conceito de espaço métrico difuso introduzido em [Kaleva e Seikkala 1984] quando as funções L e R são, respectivamente, min e max, é um caso particular de espaço i-métrico e, a partir disso, usando a teoria topológica das i-distâncias, provou-se um teorema do ponto fixo. Uma investigação válida é averiguar se através da adequação de uma VID, um espaço métrico difuso com outras escolhas para L e R também são espaços i-métricos, ou encontrar condições sobre L e R para que isso ocorra. Fazendo isso, pode-se tentar obter um teorema de ponto fixo nestes casos, além de outros resultados que decorrem de investigações topológicas.

Capítulo 6. Considerações Finais

disso, uma pergunta que surge naturalmente é: que tipo de topologias são i-quasi, i-pseudo e, principalmente, i-metrizáveis? Estas respostas não devem ser simples e a tentativa de respondê-las pode gerar resultados interessantes, até mesmo para a área de topologia.

• Várias questões teóricas surgem a partir das noções de i-distâncias. Por exemplo, como obter novas i-distâncias a partir de i-distâncias conhecidas, como por exemplo no espaço produto, co-produto, espaço de funções, espaço potência, etc. Uma outra questão interessante seria averiguar em um conjunto no qual estão definidas gene- ralizações de i-distâncias que geram topologias, além de uma i-distância, comparar os conceitos topológicos, como foi feito com as funções contínuas, por exemplo, conjuntos compactos, sequências convergentes, etc.. Outra questão interessante é analisar o seguinte: seja di: M × M −→ A uma i-métrica (ou i-quasi-métrica, ou

i-pseudo-métrica, etc). Que tipo função f : A −→ R é tal que f ◦ di é uma métrica

(ou quasi-métrica, ou pseudo-métrica, etc) e também o contrário, dada uma distân- cia usual d : M × M −→ R, que tipo de função f : R −→ A é tal que f ◦ d é uma i-distância.

• Comparar as noções propostas aqui com as idéias apresentadas em [Lawvere 1973] e realizar construções categóricas a partir de i-espaços métricos (ou quasi-métricos, etc.), por exemplo, encontrar um tipo de função entre espaços i-métricos que sirva como morfismos para uma categoria na qual os objetos são exatamente estes es- paços e investigar propriedades desta categoria como, por exemplo, se a mesma é uma categoria cartesiana fechada. Além disso, pode-se tentar construir funtores e bifuntores nesta categoria e averguar se a mesma (equipada com esses funtores) é monoidal fechada.

• Em [Khamsi et al 1993] foi introduzido o conceito de métrica generalizada. Tal conceito surgiu da necessidade de encontrar um teorema de ponto fixo no conjunto dos programas lógicos disjuntivos usando-se uma função distância que não era uma métrica no sentido usual, embora tivesse características parecidas. A demonstração deste teorema de ponto fixo não usa conceitos topológicos. Caso a função distân- cia usada no artigo seja uma i-métrica relativa a alguma VID, pode-se averiguar que resultados sobre programas lógicos disjuntivos podem ser obtidos via noções topológicas.

• No campo de aplicações, sabendo que as distâncias são usadas em problemas de busca de similaridades (ver [Zezula et al 2006]) em bancos de dados, as i-distâncias podem ser usadas para garantir maior controle sobre os resultados das buscas. Como exemplo, considere a função µs (seção 4.7). Usando a métrica de Levensh-

Capítulo 6. Considerações Finais

tein (dL) pode-se realizar uma busca em um banco de dados que retorne todas as

cadeias que podem ser transformadas em uma cadeia fixada por meio de x opera- ções de edição, não havendo como devem ser tais operações. Usando µs, pode-se

especificar o número de remoções e inserções.

A função µStambém pode ser usada em algoritmos de classificação e agrupamento

e uma análise comparativa dos resultados obtidos com µs e com dL pode ser feita

por meio de implementações.

• Ainda sobre µs, assim como a distância de edição foi estendida para tratar de grafos

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Índice Remissivo

aritmética WMS, 7

base de uma topologia, 12 co-Quantale, 23 co-quantale de valoração, 23 conjunto difuso, 9 conjunto dirigido, 5 conjunto d-dirigido, 5 conjunto de positivos, 22 conjunto pré-ordenado, 4 cota inferior, 5 cota superior, 5 DCPO, 77 distribuição de probabilidade, 17 espaço gf-métrico de Hausdorff, 43 espaços gf-métricos, 42

espaço i-métrico, 27

espaço i-métrico deslocado, 81 espaço i-pseudométrico, 32 espaço i-quasi-métrico, 31 espaço i-quasi-pseudométrico, 32 espaço métrico, 13 espaço pseudo-métrico, 15 espaço quasi-métrico, 15 espaço topológico, 12 essencialmente abaixo de, 5 Felix Hausdorff, 11 função de continuidade, 22 gf-Cauchy, 43 gf-contínua, 44 gf-contração, 44 gf-convergente, 43 gf-limite, 43 gf-métricas, 42 homometria, 21 i-distância intervalar, 64 i-Métrica, 27 i-Métrica Deslocada, 80 i-métrica intervalar, 65 i-Pseudométrica, 31 i-Quasi-métrica, 31 i-Quasi-pseudométrica, 32 ínfimo, 5 infimóide, 5 Kazimierz Kuratowski, 11 Levenshtein, 55 Lofti Zadeh, 9

maior subsequência comum, 63 menor elemento separável, 26 menores elementos separáveis, 35 métrica, 12

métrica KM, 69 métrica de Moore, 8

métrica essencialmente intervalar, 80 menor elemento, 5

menores elementos, 5 monoide abeliano, 20

monoide abeliano ordenado, 20 monoide pré-ordenado, 21

Índice Remissivo

número difuso não-negativo, 10 números difusos, 9 operação de edição, 55 ordem de Kulisch-Miranker, 8 ordem lexicográfica, 57 ordem parcial, 4 pré-ordem, 4 propriedade de Hausdorff, 13, 35 pseudo-métrica, 15 quasi-pseudométrica, 15 quasi-métrica, 14

relação essencialmente abaixo estrita, 26 relação semi-auxiliar para ≤, 25

Representação Canônica Intervalar, 67 Representação Intervalar, 66

R. Moore, 2

reticulado completamente distributivo, 23 reticulado distributivo de valoração, 23 semigrupo de valoração, 22

semireticulóide inferior, 6 semireticulóide superior, 6

equência de operações de edição, 56 subsequência, 62

supremóide, 5 supremo, 5

Teorema de Nagata-Smirnov, 73 Teorema de Representação, 76 Teorema do Ponto Fixo, 44 t-norma, 18 topologia metrizável, 13 Topologia de Scott, 77 T. Sunaga, 2 VID de Kulisch-Miranker, 69 vizinhança, 12