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BÖLÜM 2. MODERN VE ÇAĞDAŞ SANAT AKIMLARI İÇİNDE KADIN FİGÜR

2.1. Romantizm

3.5.1. Da origem do instituto. O chamamento ao processo é instituto que só foi introduzido no ordenamento brasileiro pelo Código de Processo Civil de 1973, buscado e

78 José de Albuquerque Rocha destaca que, principalmente nas comarcas do interior, “é muito grande o

número de ações, sobretudo possessórias, em que se torna necessário recorrer à aplicação das regras sobre a nomeação” (Nomeação à autoria, p. 10).

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inspirado no direito português, que o denomina chamamento à demanda80. Possui, no entanto, semelhanças com o chamamento do terceiro por comunhão na causa, amplamente previsto pela lei italiana, e com o instituto alemão da Streitverkündung81.

3.5.2. Da noção e importância do instituto. O objetivo do instituto é permitir que o réu, no prazo para contestar ação voltada à cobrança de dívida (art. 78 do CPC), provoque a intervenção de terceiro que o autor, ao ajuizar a ação, poderia ter demandado diretamente como litisconsorte passivo daquele, mas não o fez. Permite com sua utilização que eventuais codevedores ou o devedor principal, não acionados originalmente pelo autor, sejam condenados juntamente com o chamante, que poderá, se pagar a dívida, cobrar do devedor principal ou dos demais co-obrigados a quota parte de cada um, no mesmo processo.

Para que se dê o chamamento, é necessário existir vínculo jurídico caracterizado como relação de direito material de dívida ou de responsabilidade, envolvendo autor, chamado e chamante.

Diante do chamamento ao processo realizado pelo réu, ao autor não assiste direito de discordar, devendo, se for realmente hipótese de cabimento do instituto, aguardar a citação do chamado, ainda que não pretenda litigar com ele. Haverá, então, a formação de litisconsórcio passivo facultativo simples ulterior82.

Inviável é o chamamento pelo autor, que, se quisesse demandar os outros obrigados, deveria, ao ajuizar a ação, ter incluído o chamado no polo passivo da lide; entretanto, não o tendo feito, não lhe assiste direito de valer-se do instituto, que é hipótese restrita de intervenção de terceiro de iniciativa da parte passiva. Além disso, é facultativo, pois o réu poderá, futuramente, em ação própria, exigir o reembolso dos co-obrigados. Outrossim, a sentença não é necessariamente idêntica para todos, razão pela qual o litisconsórcio é simples, além de ser ulterior, pois só será formado após o ajuizamento da ação.

80 Está regulado no art. 329 do Código de Processo Civil de Portugal. 81 Cf. Cândido Rangel Dinamarco, Intervenção de terceiros, p. 173-175.

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O chamamento deve ser realizado, portanto, na fase de conhecimento, sendo cabível, inclusive, no processo monitório; não é admissível, contudo, no procedimento sumário (art. 280 do CPC) e nos Juizados Especiais (art. 10 da Lei 9.099/95). Também não é possível de se dar na fase de cumprimento de sentença ou mesmo nas execuções83, até porque a utilidade do instituto consiste na condenação do chamado, sendo necessária, portanto, uma sentença de mérito84, restringindo-se sua utilidade ao processo de conhecimento.

O art. 77 do Código de Processo Civil estabelece as três hipóteses de chamamento ao processo, facultando ao fiador – demandado isoladamente, por não haver benefício de ordem – chamar ao processo o devedor principal; ao fiador – demandado por dívida comum – chamar os demais fiadores; e ao devedor solidário – quando o credor lhe exigir total ou parcialmente a dívida comum – chamar os demais devedores solidários.

A última hipótese é a que possui maior importância, por ser, na prática, a mais aplicada. Nesse sentido, CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO afirma que “o inc. III do art. 77 tem grande amplitude, ao admitir o chamamento ao processo ‘de todos os devedores solidários, quando o credor exigir de um ou de alguns deles, total ou parcialmente, a dívida comum’. Aplica-se a todos os casos de solidariedade passiva em obrigação de dar dinheiro ou coisas determinadas pelo gênero e quantidade, exceto aos descritos nos incisos precedentes, que são regidos por estes (art. 77, inc. I-II)”85.

Se não se configurar a hipótese dessa modalidade de intervenção de terceiros, caberá ao juiz, como adverte ARRUDA ALVIM, indeferir o chamamento ao processo, “por causa do seu poder de velar pela rápida solução do litígio, impedindo atitudes meramente protelatórias das partes”86, nos termos do art. 125, I, do texto processual.

83 Antônio Cezar Peluso afirma não caber o chamamento sequer na execução de título extrajudicial, porque

“não há sentença de conteúdo equivalente, pois, em caso de superveniência de embargos, os acolherá, ou não, sem oportunidade de julgar procedente ação que não existe e, aí, declarar as responsabilidades dos devedores” (Chamamento ao processo em execução, p. 188).

84 V. Athos Gusmão Carneiro, Intervenção de terceiros, p. 181; Cândido Rangel Dinamarco, Instituições de

direito processual civil, v. II, n. 609, p. 413; Celso Agrícola Barbi, Comentários ao Código de Processo Civil, p. 363-364; e José Manoel de Arruda Alvim Netto, Manual de direito processual civil, p. 333.

85 Instituições direito processual civil, v. II, n. 610, p. 417. 86 Código de processo civil comentado, p. 365.

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Caso a ação seja julgada procedente, haverá formação de título executivo judicial contra todos os litisconsortes passivos, contra apenas algum deles ou mesmo contra alguns. Além disso, aquele que pagar, exceto o devedor principal, subroga-se nos direitos do credor, podendo cobrar sua quota, por inteiro, do devedor principal, ou de um dos litisconsortes passivos, na proporção que lhes tocar (art. 80 do CPC).

Notavelmente, o instituto possui vantagens e é voltado a beneficiar o réu, na medida em que trará outros co-obrigados para o polo passivo, mas que poderá, ao final, também ser favorável ao próprio demandante87, que terá mais opções para exigir o cumprimento da obrigação.

Entre as vantagens do instituto, destaca-se que o chamado poderá, indiretamente, ajudar o chamante na defesa88. Acrescente-se, ainda, que se todos os réus forem condenados, o autor terá título executivo judicial contra todos – e não apenas contra o réu primitivo, como ocorreria se não se desse o chamamento – podendo executar qualquer um deles. Destaca-se, ademais, a possibilidade de o chamante pagar a totalidade do débito e de exercer o direito de regresso, tornando-se desnecessário promover nova ação posterior para os que seriam chamados.

Dessa forma, o chamamento ao processo é instituto que privilegia o princípio da economia processual, dado que será desnecessário ajuizar várias ações, em vista de os co- obrigados estarem envolvidos num mesmo processo.

Quanto às desvantagens, por outro lado, o chamamento pode ser desinteressante ao autor, que perde sua autonomia para demandar somente em face daqueles que efetivamente lhe interessam, embora também tenha interesse de agir em relação a outros. Estrategicamente, pode lhe ser conveniente promover a demanda em face de um devedor, mas não em relação a outros, por razão de parentesco, amizade ou interesse negocial89.

87 Em outro sentido, Celso Agrícola Barbi diz que “a finalidade do instituto é favorecer o devedor que está

sendo acionado, porque amplia a demanda, para permitir a condenação também dos demais devedores, além de lhe fornecer, no mesmo processo, título executivo judicial para cobrar deles aquilo que pagar”, enquanto que, “do ponto de vista do credor, o chamamento é desvantajoso” (Comentários ao Código de Processo

Civil, p. 357-358).

88 Daniel Ustárroz diz que o chamado poderá apresentar defesa de mérito e mesmo defesa indireta,

exemplificando que poderá demonstrar a prescrição da dívida ou sua inexigibilidade (A intervenção de

terceiros no processo civil brasileiro, p. 131).

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Além desses fatores desvantajosos, há situações em que o requerente sabe que o objeto da demanda pode ampliar-se, dependendo de qual dos co-obrigados é demandado, ou de ser a obrigação satisfeita de maneira mais rápida e fácil, de acordo com a solvibilidade dos codevedores.

Causará, de qualquer modo, um atraso na prestação jurisdicional, de vez que o deferimento do chamamento acarreta a suspensão do processo, enquanto se dá a citação do chamado (art. 79 do CPC) – o que pode ocorrer sucessivas vezes, dependendo do número de chamamentos – além de, no curso do processo, os prazos serem contados em dobro, se os réus estiverem representados por diferentes advogados (art. 191 do CPC).

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