BÖLÜM 1. RESİM SANATINDA KADIN FİGÜR YORUMLARINA GENEL BİR
1.5. Çağdaş Resim Sanatında Kadın Bedeni Kullanımı ve Değeri
3.4.1. Da origem e evolução do instituto. A raiz da nomeação à autoria encontra-se no direito romano (Constantino 3, 19, 2)68, tendo sido prevista nas Ordenações Filipinas e em vários Códigos de Processo Civil estaduais, até ser disciplinada no Código de Processo Civil de 1939. Ressalve-se que, nesse texto processual, só o possuidor era legitimado a fazer a nomeação à autoria e ainda de forma facultativa69.
O Código de Processo Civil de 1973 deu tratamento diverso ao instituto, que foi ampliado, a fim de conferir oportunidade de o detentor também fazer uso dessa modalidade de intervenção, conforme se encontra regulado nos arts. 62 a 69, impondo, ainda, ao réu um dever, que não existia no Código anterior.
3.4.2. Da noção e importância do instituto. Trata-se de figura de intervenção de terceiro obrigatória, constituindo ato exclusivo do réu, que deve atuar com lealdade e boa- fé, de vez que este, se deixar de fazer a nomeação ou se nomear pessoa diversa daquela que deveria nomear, responderá por perdas e danos (art. 69 do CPC).
A nomeação deve ser feita pelo réu, no prazo para a defesa, devendo o juiz, se deferir o pedido, suspender o processo e determinar manifestação do autor sobre o acolhimento ou não da nomeação (art. 64 do CPC). Se a recusar ou o nomeado negar essa qualidade, a nomeação ficará sem efeito e a ação prosseguirá em face do nomeante, que
68 Cf. Moacyr Amaral Santos, Primeiras linhas de direito processual civil, p. 19. 69 Cf. Celso Agrícola Barbi, Comentários ao Código de Processo Civil, p. 321-323.
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terá novo prazo para contestar. Na hipótese de o autor aceitar e o nomeado também, o processo continuará contra este último (arts. 65 a 67 do CPC).
O objetivo do instituto é corrigir o polo passivo da demanda, trazendo o efetivamente legitimado ao feito para responder ao pedido do autor. Busca-se, pois, a exclusão desse réu do polo passivo da demanda, que passa a ser ocupada pelo nomeado; este, por sua vez, reconhece sua legitimidade em vista de a ação ter sido indevidamente promovida em face de possuidor direto ou detentor da coisa objeto da demanda. Não implicará, todavia, ampliação objetiva ou subjetiva do processo70, mas apenas alteração do réu, de modo que o nomeado, se aceitar a qualidade que lhe é atribuída, responderá aos termos da ação antes intentada.
CÂNDIDO RANGEL DINAMARCO conclui que “a utilidade da nomeação à autoria consiste em antecipar soluções para a questão da legitimidade passiva mediante um incidente razoavelmente simples em que o autor, alertado, tem oportunidade de ratificar a mira da demanda proposta”71.
De maneira também precisa, VICENTE GRECO FILHO afirma que a nomeação à autoria (nominatio auctoris) visa à busca da pertinência subjetiva da ação no pólo passivo da relação processual, porque é instituto destinado à substituição do réu, parte ilegítima, por outra pessoa revestida de legitimação”72.
Já OVÍDIO ARAÚJO BATISTA DA SILVA considera ser a nomeação mecanismo de superação de eventual dificuldade fática encontrada pelo demandante para identificar com segurança o verdadeiro legitimado passivo, evitando-se “que o autor veja sua demanda repelida, salvando a ação erroneamente dirigida contra quem não seja o legitimado passivo”73.
70 V. Fredie Didier Júnior, Curso de Direito Processual Civil, v. 1, p. 348. 71 Instituições de direito processual civil, v. II, p. 397.
72 Direito processual civil brasileiro, p. 80.
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Trata-se, pois, de modalidade de intervenção de terceiro, na prática, voltada à solução da questão da ilegitimidade ad causam74, afastando as consequências da demanda em relação ao nomeante75.
É certo que JOSÉ DE ALBUQUERQUE ROCHA, em pioneira monografia sobre o instituto, critica essa noção prática e pondera que “se a nomeação à autoria fosse uma decorrência lógica da ilegitimidade ad causam do réu, como se afirma, na hipótese de sua não-concretização, a lei simplesmente determinaria a extinção do processo sem julgamento do mérito”, mas não “a sua continuação”. Afirma que o instituto “tem um caráter eminentemente dispositivo”, que não se amolda à “natureza de ordem pública da ilegitimidade ad causam” e completa que, se prevalecesse o entendimento da correção da legitimidade, o Código de Processo Civil teria “duas soluções antagônicas para o mesmo problema. Uma, que impõe ao juiz resolvê-lo de ofício, ou seja, independentemente da vontade das partes, em qualquer tempo e grau de jurisdição, extinguindo sempre o processo sem julgamento de mérito (CPC, art. 267, VI). Outra, em sentido oposto, que confia a sua resolução à vontade das partes sempre com a continuação do processo (CPC, arts. 65 a 67)”76.
Parece responder à crítica de OVÍDIO ARAÚJO BATISTA DA SILVA, dizendo admitir a correção e, portanto, o tratamento diferente para este caso de ilegitimidade – em vista da dificuldade fática que permeia a descoberta do réu legítimo nas demandas em que se faz possível a nomeação.
Isso posto, a nomeação à autoria, diante de sua finalidade, é admissível, dentro do prazo da contestação, que ficará suspenso, em qualquer rito processual, exceto no procedimento sumário (art. 280 do CPC) e nos feitos dos Juizados Especiais (art. 10 da Lei 9.099/95), sendo cabível, segundo JOSÉ MANOEL DE ARRUDA ALVIM NETTO, até mesmo nos procedimentos especiais e no processo cautelar77. De qualquer maneira, impõe- se respeitar a natureza da ação promovida, de vez que a aplicação do instituto restringe-se
74 Nesse sentido, José Manoel de Arruda Alvim afirma que o instituto “objetiva à correção da legitimatio ad
causam, pois, no fundo a demanda é dirigida contra aquele que não é parte legítima” (Código de processo civil comentado, p. 191); e Cássio Scarpinella Bueno, Partes e terceiros no processo civil brasileiro, p. 189.
75 Cf. Moacyr Amaral Santos, Primeiras linhas de direito processual civil, p. 19. 76 Nomeação à autoria, p. 11-13.
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às ações reais (art. 62 do CPC) e às pessoais que versem sobre indenizações em razão de danos à coisa (art. 63 do CPC).
Embora se trate de modalidade de intervenção de terceiros menos utilizada na prática do que as outras figuras, não há como desprezar, na praxe forense, sua utilidade e importância78, visando contornar e conferir meio de o autor, diante do pedido feito pelo réu antes da contestação, dirigir a ação em face daquele que efetivamente tem legitimidade passiva.
Assim, o processo, por força da nomeação realizada pelo réu e da concordância do autor e do nomeado, prosseguirá regularmente, evitando-se a desnecessária multiplicação de feitos, a sobrecarga do aparelho judiciário e a perda de tempo.
Em síntese, podem ser subscritas as apropriadas considerações de JOSÉ DE ALBUQUERQUE ROCHA, que destacou a importância da nomeação sob diferentes aspectos: sistemático, por estar “colocada no centro de um dos capítulos mais densos da Teoria Geral do Processo, que é o de sua dimensão subjetiva, ao qual estão ligados temas como o da natureza da ação, da legitimação, do mérito, dos limites subjetivos da coisa julgada”; funcional, pois “os poderes e deveres jurídicos que cria para as partes e para o terceiro existem em função da relação jurídica substancial que lhe está subjacente”; prático, por se afigurar de bastante aplicação; teleológico, em vista de o bem litigioso ser indiferente ao réu originário, de resguardar o direito do autor em protegê-lo “contra possíveis fraudes entre o nomeante e o nomeado”, de salvaguardar o interesse do terceiro que tem “a possibilidade de defender seu suposto direito” e de o interesse da justiça resultar satisfeito79.