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4. AVRUPA MÜZİĞİNDE DÖNEMLER

4.2. Emel Çelebioğlu

4.4.7. Romantik Dönem

60 Para mais informações ver a obra editada por Derek R. Brookes (1997, p.12ss.); ele estabelece uma apresentação ao estudante que desconhece o problema epistemológico no período de Reid.

61 O problema do conhecer na época de Reid está ligado a duas linhas de argumentação: uma mais racionalista, ligada a filósofos como Descartes (1596-1650), Spinoza (1632-1677) e Leibniz (1646-1716) que se pautavam pela matemática e geometria e outra mais experimental, vivida nos rincões britânicos devido às pesquisas nas áreas de botânica, química, astronomia, mecânica que levaram a uma valorização das teorias de conhecimento que evidenciasse as exigências de tais pesquisas. Chegar às leis universais era o ponto determinante. Como diz MONDIN: “Ora, as ciências experimentais partem da constatação de eventos particulares, da experiência de certos fatos concretos (não de ideias abstratas, de princípios universais); seu objetivo é a superação dos fatos, com a descoberta de relações constantes e leis estáveis, de forma a tornar possível a antecipação de ulteriores experiências” (MONDIN, 2002, p. 201).

62 Muitos filósofos colheram dividendos importantes e estimulantes ao valorizar os textos de Reid.

63 Podemos encontrar isto na obra de David Hume O Tratado da Natureza Humana, principalmente na parte IV do Tratado (HUME, 1973, s. IV).

64 BERKELEY argumenta: “...grande e pequeno, rápido e lento só existem no espírito, por serem inteiramente relativos, mudáveis com a posição e ordem dos órgãos dos sentidos. Portanto, a extensão existente fora do espírito não é grande e nem pequena, o movimento nem rápido nem lento, isto é, não são nada (BERKELEY, 1973, p. 21). Observamos que seu objetivo é refutar o materialismo, ele está demonstrando que a matéria não existe e que as conjecturas de conhecimento são compreendidas pela mente, que ele chama de espírito, que é uma substância pensante (Ibidem, p. 20), e a causa deste ser pensante é Deus. Diferente de Locke, negava que possuímos ideias universais, na verdade todas as ideias seriam representações de substância pensantes particulares, uma espécie de nominalismo”.

O naturalismo providencial consistiu em quatro doutrinas interconectadas:

1. O philosophandi de regulae de Newton foi levado para prover os critérios para sucesso teórico ou explicativo nas ciências naturais e a filosofia da mente;

2. Não poderiam ser dadas às leis da natureza explicação adicional aos propósitos providenciais de Deus;

3. Determinando as leis da natureza estabelecem-se meios naturalistas de descobrir o fim ou a pretensão para os quais uma coisa tinha sido criada; e

4. O fim ou propósito de nossos processos cognitivos era, entre outras coisas, nos fornecer verdadeiras convicções (ver BROOKES,2003,p. 14).

Sistema ideal é uma tentativa de compreender se a realidade está limitada aos conteúdos de nossas mentes, que seriam as nossas ideias.

Como diz D.W.H. in HONDERICH (p. 520-521):

1. Seria uma generalização das ideias de LOCKE, sobre o efeito

de poder afirmar, que a percepção das qualidades das coisas, tais como calor, sabor e cor, dependem das circunstâncias, ou seja, é relativa ao contexto no qual a percepção tem lugar. Por exemplo, a iluminação, a condição de nossa língua, a temperatura de nossas mãos, essas qualidades não podem ser propriedades reais das coisas.

2. BERKELEY acreditava que a percepção é uma questão de ter

sensações ou ideias, ser é ser percebendo. Somente sensação e ideias podem fazer perceber, contudo, o que se percebe é a ideia que já está em nossas mentes65. Ele ressalta:

65 Berkeley não nega, portanto, a existência das coisas sob a condição de que se aceite que existir é "ser percebido" e nada mais. Dado esse detalhe, Berkeley reclama o bom senso popular e se ri de Descartes que duvidava de seus sentidos. Berkeley recusa todo ceticismo e aceita o dado tal qual é: "O cavalo está na cocheira e os livros estão na biblioteca como antes"; o chamado idealismo de Berkeley não passa de um realismo ingênuo. A aparência é que é a verdadeira realidade. O mundo visual tem realmente as cores que aparenta ter, o mundo da audição é verdadeiramente sonoro, etc.

Mas ao lado da infinita variedade de ideias ou objetos do conhecimento há alguma coisa que os conhece ou percebe, e realiza diversas operações como querer, imaginar, recordar, a respeito deles. Este recipiente, ser ativo, é o que chamo mente, espírito, alma ou eu. Por estas palavras não designo alguma de minhas ideias, mas alguma coisa distinta delas e onde elas existem, ou, por que são percebidas; porque a existência de uma ideia consiste em ser percebida (BERKELEY, 1973,

p. 19).

Reid via a possibilidade de casar os dois sistemas, isso até que Hume lançasse sua obra sobre a Natureza Humana, em 1739. E depois de anos estudando as obras de Descartes, Malebranche, Locke, Berkeley motivado mais ainda pelo Tratado de Hume, ele produziu sua obra clássica: Investigação da Mente Humana Segundo o Princípio do Senso Comum, resultado de 20 anos de pesquisa em New Marchar e Aberdeen, uma refutação ao sistema ideal. E antes de lança-la, ele fez questão de apresentar a vários filósofos, entre eles o próprio alvo de suas críticas principais; David Hume. Derek R. Brookes e Beamblossom retratam assim este momento:

No início preconceito:

Quem dera os clérigos se atesem à sua posição de cuidar de ovelhas e deixassem para os filósofos a tarefa de perscrutar com temperança e boas maneiras (BROOKES, 1997, 257).

Depois, certo respeito:

Mas depois de ler os manuscritos, Hume disse que os escritos de Reid eram um desafio sério frente às ideias céticas (BEAMBLOSSOM, p. 12).

Estes dois momentos mostram que o desinteresse de Hume é típico da incredulidade e ao mesmo tempo de sua dualidade a respeito de conhecimento: um conhecimento para os incultos, sendo místico e até necessário enquanto há outro que analisa a religião apenas como fenômeno. Contudo, este respeito no segundo momento dá a fama necessária à obra de Reid, e por certo isso o faz uma voz digna de ser ouvida. Creio que isso dê a Reid o sucesso necessário entre os princetonianos.

1.5.2.1. A Influência de George Berkeley

Como já exposto, Newton e Berkeley eram os referenciais de Reid. Convém abordar um pouco sobre George Berkeley, já que foi ele uma das figuras centrais mais discutidas no Marischal, quando Reid esteve lá. Na sua formação, a influência de Berkeley foi tão forte (por meio de seu professor Turnbull), que Reid sentiu-se estimulado pelo bispo filósofo missionário a ser um pastor de ovelhas, com uma atitude até apologética, tal como Berkeley (REID, 1983, II, p. 10), o bispo

que era um destaque como filósofo e missionário. Conciliar a filosofia e a teologia parecia ser um caminho possível. É isso que leva à reflexão no caminho de Reid que, depois de sua formação no Marischal, optou por ser mais um pastor ligado às tarefas típicas daquela época, junto com os estudos, ao invés de mais um intelectual da família. BERKELEY será de fato uma influência para REID:

A este respeito eu iria com prazer fazer justiça à memória de muitos grandes, entretanto, um tipo singular de homem, conhecido como filósofo, e fundador da Universidade nas Bermudas ou Ilhas de Verão. Havia em mim uma inclinação para ir naquela expedição, como um de seus jovens professores em sua nova fundação, tenho pensado frequentemente, eu escassamente tenho conversado com ele sobre aquele ofício, liberal ou mecânico, dos quais ele sabe não menos que os melhores médicos. Eu não posso entrar em suas peculiaridades, sobre religião ou questões pessoais, mas admiro o grande gênio, e creio que seja uma perda para o mundo ocidental que o seu nobre e exaltado plano de uma Universidade Americana possa levá-lo a essa missão (REID, apud FRASER, 1898, p. 24, tradução nossa).

Nota-se, que as influências de Reid giram em torna da vida religiosa e acadêmica, é possível ver como as influências de Berkeley registradas na nota acima, são de admiração pela filosofia e ação missionária pastoral de Berkeley, que durante muitos anos se preocupou com os imigrantes britânicos que se espalharam pelo mundo, preocupação quanto a educação e os cuidados na formação de novos médicos.

1.5.2.2. As Impressões de Hume

Na filosofia de Reid tem-se um compêndio de explicações que estão ainda em mutação, pois isso só se dará mais adiante quando estiver aposentado da

Universidade de Abeerden Glasgow. Contudo, é necessário perceber com quem Reid lutava.

DEREK BROOKS (2003, p. 14) mostra mais sobre a posição cética de Hume,

quando fala sobre os argumentos do filósofo em contraposição à visão de Reid:

A questão das causas e efeitos:

Primeiro, pela segunda regra de Newton de filosofar, com as causas podemos deduzir os efeitos. Mas a concepção que nós temos de objetos externos é tal que eles parecem não ser nada com nossas sensações. Realmente, tal é a disparidade entre os dois que todas as nossas sensações poderiam ter sido exatamente como elas são, 'entretanto nenhum corpo, nem qualidade de corpo, sempre teriam existido'. Consequentemente nós não podemos fazer nenhuma conclusão causal de sensações para objetos externos (2003, p. 14).

A questão da indução depende das circunstâncias66, por isso, uma certeza do objeto externo sempre dependerá das impressões da mente.

Segundo, qualquer indução de enumeração invariavelmente sofreria de um tipo de circunstancialidade. Reid assegurou que a mente pode ser constituída por faculdades naturais ou inatas, individuais pelas suas funções na economia cognitiva. Consciência, memória, percepção, imaginação, raciocínio de fim, por exemplo, constituem faculdades individuais. No caso de percepção pelos sentidos, evidências de enumeração podem confirmar bem a confiança daquelas faculdades; realmente, percepção é eminentemente próspera em relação à predicatibilidade. Por exemplo, uma pessoa pode ajuntar a evidência indutiva requerida por acreditar que algo duro só existe se ela já tiver boa razão para acreditar que, normalmente, quando ela tiver a sensação de dureza, algo duro existir – que implora claramente para a sensação que vem da mão (HUME, 2001, 177).

66 Hume sobre isso fala: "Toda a ideia é copiada de uma impressão ou de uma sensação precedentes; se não podemos localizar a impressão, podemos assegurar-nos de que não há ideia. Em todos os casos isolados da atividade dos corpos ou espíritos, não há nada que produz a ideia de poder ou de conexão necessária. Mas quando aparecem vários casos uniformes, e o mesmo objeto é sempre seguido pelo mesmo evento, então começamos a admitir a noção de causa e de conexão. Nós sentimos então um novo sentimento ou nova impressão, ou seja, uma conexão costumeira no pensamento ou na imaginação entre um objeto e o seu acompanhante habitual; e esse sentimento é a origem da ideia que procuramos" (HUME, p. 103).

O que se observa nas obras de Reid, principalmente na Investigação sobre a Mente Humana67, é uma ordem reformulada, uma maneira de enxergar que sua orientação desde o passado por seu mestre Turbunull seria uma necessidade de defender conceitos ligados à perfeição do homem com sua capacitação de compreender o mundo em que vive por meio de suas percepções. Ele mostra que lidar com o assunto requer toda a atenção e dedicação, e sua preocupação com as últimas movimentações filosóficas de seus dias trazia a ele uma necessidade de escrever mais sobre o assunto (REID, 1858, p. 220).

Sua motivação é observada na introdução da Investigação. Para ele, depois de uma avaliação histórica, o desenvolvimento que passou de Descartes, Locke, Berkeley até Hume levou a uma “contrariedade quanto ao divino Arquiteto do universo”68 (R

EID, Inquiry, p. 12), há então a necessidade de argumentar, e a

obra da investigação tem esse propósito69. Reid enfrenta o problema do ceticismo como uma afronta a uma perfeição estabelecida por Deus. Se todas as artes ou ciências têm conexão com a mente, a filosofia de Hume tornaria impossível qualquer finalidade de existência. “Se a principal faculdade que nos é dada na verdade não pode compreender, então estamos perdidos” (REID, 1858, p. 13).

Benzer Belgeler