• Sonuç bulunamadı

Romandan Piyese Uyarlama: Sinekli Bakkal

2. ROMAN VE HİKÂYE KAYNAKLI ON ÖRNEK PİYES

2.4 Sinekli Bakkal/Sinekli Bakkal

2.4.2 Romandan Piyese Uyarlama: Sinekli Bakkal

Portanto, cabe aqui refletir, através da análise de documentos constituídos como referência ao ensino de Arte para educação básica local, o espaço e as possibilidades da Pedagogia/UNEB, que é, um objeto dessa dissertação, nas políticas públicas do estado da Bahia para o ensino de Arte e outros componentes curriculares, pois, as leis constituídas devem ser do conhecimento e da prática cotidiana dos pares da escola e da universidade, como referenciais importantes.

Também é importante reconhecer e perceber os meandros das políticas e da formação colocadas em prática, fatores da estrutura física, potenciais de formação de professores e estudantes, o perfil dos estudantes com relação a sua experiência no campo da educação e da Arte especificamente, que refletem o ensino de Arte e de formação em Pedagogia, sobre os quais me debruço e onde me insiro.

2.2 Geopolítica da formação para ensino de Arte em Bom Jesus da Lapa / Bahia

O quadro geopolítico para formação em Arte para artistas (bacharéis) e profissionais que se inserem na educação (licenciados) tem se modificado nos últimos anos. Graças à ampliação, do quadro de oferta de cursos de graduação em Arte em Universidades Federais, que vêm se expandindo nos últimos dez anos.

Como exemplo, cito os cursos de Artes Visuais e Artes Cênicas criados na Universidade Federal do Oeste da Bahia – UFOB, instituídos no ano de 2013, em Santa Maria da Vitória, cidade a cerca de 80 km de Bom Jesus da Lapa. O processo de criação dos cursos foi acompanhado de perto pela população local, que de alguma maneira teve respeitados seus anseios por cursos da área de ciências humanas, especialmente Arte.

Com relação à formação continuada de professores que se interessam e ou já trabalham com o ensino/aprendizagem de Arte, percebo algumas propostas como a da Secretaria Estadual de Cultura (SECULT), que instituiu um programa de qualificação para a formação em Arte no interior do estado da Bahia, embora seu público alvo não seja o da educação, necessariamente.

60 Para isso, a SECULT criou um Centro de Formação em Arte (CFA) – ligado a Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). No ano de 2014, o CFA desenvolveu as suas propostas de formação nos chamados “Territórios de Identidade”. Sobre o formato desse curso, a página do programa informa que:

Serão oferecidos cursos para profissionais de Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música e Teatro, além da modalidade Brincante, relacionada a culturas populares. [...]. Os cursos acontecerão em instituições parceiras, órgãos municipais e escolas estaduais, que viabilizam a chegada do projeto às suas localidades, ou em espaços culturais da SecultBA [...] Os cursos se inserem, como Formação Inicial e Continuada (FIC), na modalidade da Educação Profissional Técnica, proposta pelo MEC. Os seus resultados deverão contribuir para uma maior inserção dos artistas no campo das artes e da cultura, e, consequentemente, para um aumento da capacidade produtiva nos diversos territórios de identidade da Bahia (BAHIA, 2015).

Os registros sobre a última edição do referido curso (2014), o apresenta com o oferecimento das seguintes linguagens artísticas: Artes Visuais, Circo, Dança, Literatura, Música, Teatro, Brincante e Audiovisual. E para atuarem nas formações com essas linguagens foram indicados cerca de 2 a 4 professores por linguagem.

Com relação a formação dos professores que foram responsáveis pelos cursos da FUNCEB, como por exemplo, os professores de Artes Visuais, dos três indicados, todos são formados em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia – UFBA e são também artistas. Nos demais cursos, essa estrutura de currículo e experiência artística se mantém. Estes os professores são educadores e artistas: dançarinos, escritores, poetas, fotógrafos, atores e atrizes, diretores de teatro e vídeo, enfim. (Vide anexo XI – Programa de Qualificação para a Formação em Arte no Interior do Estado Da Bahia – SECULT/FUNCEB/CFA).

O panorama de políticas e iniciativas de investimento na área de Arte, se realiza pela demanda, que ainda é muito alta, assim como, a presença de profissionais qualificados para as linguagens artísticas e certamente, é um avanço sob o aspecto de sanar as ausências já descritas e sentidas em alguns momentos durante esse trabalho.

61 Em se tratando da realidade de Bom Jesus da Lapa e ainda grande parte da microrregião, já que ainda não temos pessoas formadas nessa área, conta-se para o âmbito da educação básica, de iniciativas ligadas a outro programa de formação em primeira graduação do Ministério da Educação (MEC): PROGRAMA NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA – (PARFOR)10.

O curso de Artes Visuais da PARFOR é oferecido via UNEB em algumas cidades do interior da Bahia, como: Alagoinhas, Barreiras, Eunápolis, Guanambi, Irecê, Ipiaú, Juazeiro, Seabra e Teixeira de Freitas, em que foi ofertada graduação inicial que, infelizmente, ainda não chegou ao campus XVII de Bom Jesus da Lapa. Este cenário coloca os cursos de Pedagogia, principalmente o curso da UNEB Campus XVIII, como o referencial de educador da região, para atender a demanda por Arte na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental da cidade e microrregião.

Não obstante, cabe aqui dizer um pouco mais sobre como esse curso se configura e os referenciais dos profissionais que atuam no âmbito da educação municipal local, a partir da experiência com a Arte que é contemplada no curso de Pedagogia, e os perfis profissiográficos resultantes dessa realidade vivida.

Como devir das circunstâncias elencadas que tornam a universidade e o curso de Pedagogia, o lócus necessário de formação do profissional para atuar no ensino de Arte, e considerando o contexto de oferta de formação inicial e continuada em Bom Jesus da Lapa, essa dissertação tem como foco O ENSINO/APRENDIZAGEM DE ARTE NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO: Estudo de Caso da UNEB/CAMPUS XVII. Todos esses aspectos pontuados anteriormente, Leis, políticas educacionais, diretrizes curriculares etc., são responsáveis por caracterizar o tipo de profissional que vai atuar ou que já atua na Educação Básica neste contexto. Suas referências em Arte, ou a falta delas, definirão o valor da Arte enquanto componente curricular

10Plataforma Freire: Este projeto foi criado para atender a uma demanda de formação de profissionais da Educação Básica em primeira graduação e atender as especificidades de áreas carentes em algumas regiões do Brasil e em todo o estado da Bahia, a exemplo das áreas de Ciências da Natureza: Matemática, Física, Química e Biologia; Linguagens: especialmente Arte; Ciências Humanas e Sociais: Sociologia, Geografia, Filosofia etc.

62 obrigatório e este valor definirá, pelo menos em parte, o quanto de investimento será feito para que o ensino/aprendizagem de Arte se realize nas escolas.

Pormenorizando estas vozes me dispus a analisar os referenciais que constituíram o currículo de Pedagogia da UNEB/Campus XVII, com especial atenção para a área de Arte em sua dinâmica dentro do curso e as questões que emergem a partir das alterações sofridas no ementário do componente curricular Arte e educação.