• Sonuç bulunamadı

2. KAYNAK ARAŞTIRMASI

2.7. Atık yağlarla ilgili analiz metotları

2.7.11. RMI, PI, Kİ indeksleri

Previamente à constituição do crédito tributário, tendo a autoridade fiscal identificado a existência de grupo econômico, ela deve investigar, primeiro, se o grupo econômico já

existia no período fiscalizado. Se a resposta for afirmativa, o passo seguinte é a verificação da ocorrência de confusão patrimonial ou de desvio de finalidade contemporâneos aos exercícios fiscalizados. Sendo mais uma vez afirmativa a resposta, deve ingressar em juízo requerendo a desconsideração da personalidade jurídica das sociedades envolvidas, com o propósito de incluí-las no polo passivo da autuação, como se contribuintes fossem. Ou seja, o grupo deveria existir na época da ocorrência dos fatos geradores, em tal momento deve ter sido verificada a ocorrência de confusão patrimonial ou desvio de finalidade e, no momento da autuação, as empresas envolvidas devem ostentar a condição de integrantes daquele grupo econômico.

Vale notar que, em caso de evolução patrimonial do grupo posteriormente à data da ocorrência dos fatos geradores fiscalizados (isto é, inclusão de novas sociedades), a nova parcela do patrimônio somente poderia ser comprometida se o incremento tivesse decorrido do esvaziamento patrimonial das sociedades que integravam o grupo até então (desvio de finalidade) ou se continuados os atos que demonstrariam a ocorrência de confusão patrimonial ou, ainda, em caso de sucessão. Caso contrário, entendemos que a desconsideração não alcançaria a nova sociedade, mas, a depender do caso concreto poderia resultar no oferecimento de suas cotas ou ações em garantia ao débito fiscal.

Por outro lado, se o grupo econômico surgiu em data posterior aos períodos fiscalizados, deve a autoridade fiscal perquirir se há elementos que, de alguma forma, permitam a conclusão de que quaisquer das empresas que passaram a integrá-lo seriam sucessoras daquela que praticou os fatos geradores e, em caso afirmativo, lavrar contra o referido sucessor a autuação, imputando-lhe responsabilidade integral ou subsidiária, se a sucessão estiver fundamentada no art. 133 do CTN66.

Tendo o grupo econômico surgido em data posterior ao período fiscalizado e não havendo indícios de sucessão ou de transferências indevidas de ativos entre elas, conforme afirmado na página anterior, não vislumbramos possibilidade de o patrimônio das novas empresas responder pelos débitos apurados naquela previamente existente, na medida em que não teria qualquer relação com seus respectivos fatos geradores, posto que inexistentes quaisquer elementos de conexão entre eles.

Outra possibilidade que pode ocorrer é a constatação, pela fiscalização, de alienação de parte das sociedades que integravam o grupo econômico no momento em que ocorreram os

66 Lembramos que a sucessão não será tratada neste trabalho. Contudo, entendemos que, para contextualizar de

forma adequada o tema em análise, será necessário, em alguns casos, discorrer, ainda que brevemente, sobre este tipo de responsabilidade.

fatos geradores fiscalizados. Nesta hipótese, entendemos que as sociedades alienadas, por terem deixado de compor o grupo, somente poderiam ser responsabilizadas pelo crédito fiscal na hipótese de sucessão ou caso fique evidenciado que tiveram, nos termos do art. 124, I, do CTN, participação na realização dos fatos geradores.

A rigor, no caso de sociedade que deixa de pertencer ao grupo econômico, tendo sido válido o negócio jurídico do qual decorreu a sua saída do grupo, não pode a autoridade fiscal tentar fazer com que seu patrimônio responda pelo crédito tributário, mesmo que identificado, à época de ocorrência dos fatos geradores fiscalizados, indícios de confusão patrimonial entre os ativos dessa sociedade e das demais que continuaram integrando o grupo econômico, ou de desvio de finalidade envolvendo essas pessoas jurídicas. Isto porque, conforme nosso entendimento, a desconsideração da personalidade jurídica de empresas que integram um grupo econômico tem por objetivo ampliar a garantia ao crédito fiscal, tendo em vista o mal uso das referidas sociedades pelas pessoas que as detinham no momento da ocorrência dos fatos geradores. Trata-se, de certa forma, de medida punitiva, que não pode invadir o patrimônio de terceiros de boa-fé67. Ressalvem-se, mais uma vez, as hipóteses de sucessão e de participação na realização do fato gerador do tributo.

Diante do exposto, é possível concluir que a responsabilização de empresas integrantes de grupo econômico pela autoridade fiscal, pelo uso da desconsideração da personalidade jurídica, depende (i) da verificação da existência do grupo à época da ocorrência dos fatos geradores fiscalizados, (ii) do pertencimento das sociedades ao referido grupo no momento da autuação (salvo casos de sucessão e de aplicação do art. 124, I, do CTN) e, ainda, da identificação da confusão patrimonial ou do desvio de finalidade no mesmo período a que se referem os fatos geradores objeto da autuação. Satisfeitas todas essas condições, deve a autoridade fiscal ingressar com medida judicial, com o objetivo de obter autorização para lançamento do tributo contra todas as empresas do grupo, evitando, assim, a frustração do pagamento do crédito fiscal.

Em quaisquer das hipóteses acima, entendemos que a autoridade fiscal está condicionada a observar os prazos de decadência de 5 anos contados da ocorrência do fato gerador ou a partir do primeiro dia do exercício seguinte, se verificada a ocorrência de fraude68.

67 Nesta hipótese, entendemos que a sociedade alienada somente poderia ter seu patrimônio afetado para a

satisfação do crédito fiscal se anulado o negócio jurídico consistente na sua alienação.

68 Vide, a respeito do prazo de decadência, os seguintes precedentes do STJ: AgRg nos Embargos de

Por fim, vale notar que, após a autuação fiscal, a aplicação do art. 50 do Código Civil somente seria possível se comprovado que a fiscalização foi propositadamente levada a erro pelos sujeitos passivos, hipótese em que seria aplicável o disposto no art. 149, VII69, do CTN. E mesmo assim, ressalve-se, essa providência somente poderia ser adotada antes de decorrido o prazo de decadência.

Benzer Belgeler